domingo, 20 de setembro de 2026
Publicação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
Educação

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Helena Nader defende mais investimentos em C,T&I

O Brasil precisa aumentar o investimento no conhecimento científico para assegurar o desenvolvimento nacional e conquistar a posição de 7ª maior economia do mundo, conforme almejado internamente. A avaliação é da presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, depois de participar no dia 29 de janeiro de palestra proferida pelo biofísico alemão Erwin Neher, prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1991.

“A ciência e a tecnologia são peças-chave para o desenvolvimento de qualquer nação. Fico  feliz porque o Brasil acordou para o chamamento mundial de que tem de investir mais. Pois nosso investimento ainda está aquém do que o Brasil precisa”, disse a presidente da SBPC.

Investimento privado

Para assegurar o desenvolvimento nacional, Helena defendeu mais participação do setor privado nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. “É isso o que a China vem fazendo, é o que fizeram os Estados Unidos e é o que a Alemanha faz até hoje”, disse.

De acordo com as últimas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento, a participação do setor privado é de 0,53% no Brasil, contra 1,08% na China.

Para Helena, a universidade brasileira vem fazendo sua parte na tentativa de alavancar o conhecimento científico. “A empresa tem de investir. A universidade já está formando e avançando no conhecimento”, observou.

Desenvolvimento sustentável

Segundo Helena, a ciência torna-se cada vez mais importante e determinante para o desenvolvimento sustentável de qualquer país. “Sem ciência não haverá desenvolvimento e nem tecnologias que não agridam a natureza”, disse.

Sobre a dependência mundial por energia fóssil, Helena disse que a ciência vem tentando descobrir novas fontes de energias limpas que não agridam tanto o planeta.

“É a ciência que vai garantir a nossa longevidade”, presumiu.

Viviane Monteiro, Jornal da Ciência nº752, 31/01/2014