terça-feira, 1 de julho de 2014
Publicação traz pesquisas sobre dois biomas brasileiros
O Centro-Oeste é a 2ª maior região do Brasil em superfície territorial e abrange dois importantes biomas: Cerrado e Pantanal. Por suas vastas áreas territoriais e extensões aquáticas, ambas as savanas possuem um rico patrimônio de recursos aturais e biodiversidades, com diversas espécies nativas e inúmeros micro-organismos, com potenciais para indústrias farmacêuticas, de alimentos e cosméticos, de biocombustíveis, entre outros. No entanto, esses biomas encontram-se em estado de degradação, resultado de políticas econômicas não sustentáveis.

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Para evitar que a ameaça de conservação torne-se ainda mais crítica, a Rede Centro-Oeste de Pós-graduação, Pesquisa e Inovação (Rede Pró Centro-Oeste) lançou um livro para divulgar as 101 pesquisas desenvolvidas no Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. A publicação – Construindo o futuro das novas gerações – explica o contexto, os impactos e as perspectivas dos trabalhos, que seguem três linhas de estudos: ciência, tecnologia e inovação para a sustentabilidade da região; bioeconomia e conservação dos recursos naturais; e desenvolvimento de produtos, processos e serviços biotecnológicos.
De acordo com o superintendente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) entidade que faz parte da Rede Pró-Centro-Oeste, professor Paulo Henrique Alves Guimarães, as pesquisas abrangem áreas que causam impactos na sociedade, como o trabalho de melhoramento genético, desenvolvimento de novos fármacos, desenvolvimento de produtos para nutrição animal, entre outros.
O professor acrescenta que os estudos visam gerar resultados benéficos para a formação de recursos humanos e produção do conhecimento científico, tecnológico e de inovação.” Arturrpm
Dentre as pesquisas publicadas, estão em destaque os estudos sobre as peçonhas de animais da Região Centro-Oeste, que visam identificar os acidentes com animais peçonhentos; o desenvolvimento de novas ferramentas farmacológicas e novas drogas (bioprodutos); implantação de uma plataforma tecnológica para a produção de biofármacos no Centro-Oeste; terapêutica para o tratamento do diabetes tipo 2.
O livro pode ser encontrado em sua versão on-line no link.
Para obter a cópia impressa é preciso solicitar a obra na página da Secretaria da Rede Pró-Centro-Oeste: http://redeprocentrooeste.org.br.
Rede Pró-Centro-Oeste – A Rede Centro-Oeste de Pós-graduação, Pesquisa e Inovação foi criada em 2009 com o objetivo de fortalecer e consolidar a formação de recursos humanos, produção de conhecimento científico, tecnológico e inovação que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Região Centro-Oeste. Ela tem como foco a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais do Cerrado e Pantanal.
Para o professor, a Rede permite aos pesquisadores de instituições de ensino e de pesquisa que troquem informações e compartilhem laboratórios e experiências.
“A intenção é que a Rede ajude na execução de pesquisas, pois, muitas vezes se tem material de campo, mas não se tem equipamentos para análise”, ressalta.
Paulo Henrique acrescenta que a Rede também ajuda na formação de estudantes, com a oportunidade de interagir com pesquisadores de diferentes áreas, bem como conhecer diferentes realidades. “A Rede Pró-Centro-Oeste dá a oportunidade para que as instituições de pesquisa possam ter padrão de pesquisa e de resultados semelhantes aos das regiões Sudeste e Sul, onde há inclusive a participação maior de empresas interagindo com os institutos de pesquisa”, frisa.
Atualmente a Rede conta com 16 grupos de pesquisa, 101 projetos, 208 colaboradores, entre eles 70 mestrandos, 36 doutorandos, 16 pós-doutorandos, 63 estudantes de iniciação científica e 23 pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa do Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul; além de secretarias de ciência, tecnologia e inovação e fundações de amparo à pesquisa de todos os estados.
Camila Cotta, Jornal da Ciência nº 754, 14/03/2014