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	<title>Jornal da Ciência &#187; TICs</title>
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		<title>Amazônia é campo aberto para TIC, diz especialista</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jul 2024 20:37:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>
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		<description><![CDATA[Setores são muitos, mas é preciso financiamento e formação de recursos humanos qualificados, diz o professor Eduardo Cerqueira, da UFPA]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Setores são muitos, mas é preciso financiamento e formação de recursos humanos qualificados, diz o professor Eduardo Cerqueira, da UFPA</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Desafios-e-oportunidaes-de-TIC-na-Amazônia.png"><img class="aligncenter wp-image-24423 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Desafios-e-oportunidaes-de-TIC-na-Amazônia-653x350.png" alt="Desafios e oportunidaes de TIC na Amazônia" width="653" height="350" /></a></p>
<p>A 30ª Conferência das Partes para o Meio Ambiente das Nações Unidas (COP 30), que vai se realizar em Belém do Pará ano que vem, é uma grande oportunidade para o avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), afirmou o cientista da Computação, Eduardo Coelho Cerqueira.</p>
<p>Mas os campos para desenvolvimento de TICs na região são muitos, passando pela saúde e saneamento básico, meio ambiente a bioeconomia, disse Cerqueira durante a Conferência &#8220;Desafios e Oportunidades de TIC na Amazônia: da Inclusão Digital à Bioeconomia”, proferida durante a programação da 76ª Reunião Anual da SBPC. O evento teve a apresentação do professor José Luiz de Souza Pio, da Universidade do Amazonas.</p>
<p>Vice-coordenador no programa de pós-graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Pará (UFPA), Cerqueira tem livros publicados e patentes com registro internacional na área, além de estar envolvido em laboratórios de pesquisas em Inteligência Artificial aplicadas à mobilidade e cidades inteligentes.</p>
<p>Para ele, o Pará &#8211; especificamente, Belém &#8211; tem um potencial enorme de avanço em TICs com a COP 30, o principal evento internacional sobre meio ambiente. Uma das grandes demandas é a segurança da informação e cibernética do Estado. “Vai ser uma preocupação muito grande na COP”, ponderou, mencionando os riscos de ataques cibernéticos a autoridades, influenciadores e outros participantes que já são naturalmente alvos de hackers, além do próprio sistema que pode ficar suscetível. “A gente precisa ter várias ações de inovação, várias ações de pesquisa voltadas para isso”, frisou.</p>
<p>Por outro lado, os desafios também são grandes diante dos baixos investimentos na infraestrutura e dos sistemas deficientes, como o 5G que, segundo o relato dele, ainda não tem alcance completo na região. Outro ponto é a oferta de recursos humanos. “Precisamos ter pessoas qualificadas em massa, em posições estratégicas também.”</p>
<p>Ele conclamou a ampliar a colaboração entre as universidades, os estados e com o exterior, mas reconheceu que, para isso, é necessário mais financiamento. “Sem financiamento não dá; não dá para trabalhar por amor. A gente faz isso, muita das vezes a gente consegue entregar, mas não consegue ser competitivo. A gente precisa remunerar nossos alunos, dar condições para que eles consigam trabalhar. Precisa sim ter uma universidade em que o banheiro funcione, em que outros serviços funcionem pelo menos pra gente poder chegar em outro nível”, demandou.</p>
<p>Concluindo, Cerqueira disse que não há uma “bala de prata” para a solução dos problemas de TICs da Amazônia, mas é preciso começar a definir prioridades, saindo do campo das ideias e discussões, ir para o campo da ação.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bXC-A4QWLf0&amp;t=424s&amp;ab_channel=SBPCnet" target="_blank">Assista a conferência na íntegra pelo canal da SBPC no Youtube</a></p>
<p><em>Janes Rocha – Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Em relatório, pesquisadores reivindicam o acesso livre ao hardware científico</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/pesquisadores-lancam-movimento-que-reivindica-o-acesso-livre-ao-hardware-cientifico/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jan 2018 08:03:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnológicas]]></category>
		<category><![CDATA[TICs]]></category>

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		<description><![CDATA[Centro de Tecnologia Acadêmica (CTA) do Instituto de Física da UFRGS tem participação importante na elaboração do documento e nas discussões sobre hardware aberto e livre no Brasil]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em style="color: #58595b;">Centro de Tecnologia Acadêmica (CTA) do Instituto de Física da UFRGS tem participação importante na elaboração do documento e nas discussões sobre hardware aberto e livre no Brasil<a href="http://openhardware.science/global-open-science-hardware-roadmap/" target="_blank"><img class="alignright wp-image-6797 size-medium img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2018/01/GOSH-roadmap-min-232x300.jpg" alt="GOSH-roadmap-min" width="232" height="300" /></a></em></p>
<p style="color: #58595b;">Uma comunidade global de pesquisadores envolvendo mais de 30 países, inclusive o Brasil, lançou na semana passada o <a style="color: #3f4041;" href="http://openhardware.science/global-open-science-hardware-roadmap/" target="_blank">Global Science Hardware Roadmap</a>, documento que estabelece os passos necessários para facilitar o acesso livre ao hardware utilizado para fins científicos. Ou seja, as ferramentas de trabalho para produção de Ciência, Tecnologia e Inovação.</p>
<p style="color: #58595b;">O relatório invoca a colaboração para produção desses equipamentos em design aberto e novas técnicas de fabricação e licenciamento. Um exemplo desse tipo de trabalho feito no Brasil é o Sistema de Monitoramento de Feixe do <a style="color: #3f4041;" href="https://www.youtube.com/watch?v=SOA5nKOsb2E" target="_blank">acelerador de partículas Sirius</a>, uma fonte de luz síncrotron de quarta geração, planejada para ser uma das mais avançadas do mundo.</p>
<p style="color: #58595b;">Produzido pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) – um dos expoentes do Brasil em hardware aberto – parte do projeto está sendo construído com livre acesso à sua tecnologia e abrirá novas perspectivas de pesquisa em áreas como ciência dos materiais, nanotecnologia, biotecnologia, física, ciências ambientais e muitas outras. O Sirius não tem relação direta com o Global Science Hardware Roadmap, mas é um trabalho muito importante para exemplificar a prática no Brasil, conforme conta o cientista Rafael Pezzi, coordenador do <a style="color: #3f4041;" href="http://cta.if.ufrgs.br/" target="_blank">Centro de Tecnologia Acadêmica</a> (CTA) do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – instituto pioneiro em hardware aberto no Brasil.</p>
<p style="color: #58595b;">Pezzi conta também que ele foi um dos pesquisadores que puxaram o debate sobre hardware aberto em 2013, durante um encontro sobre ciência aberta na África do Sul, em que pesquisadores tratavam de temas como dados abertos, software livre e acesso aos periódicos.</p>
<p style="color: #58595b;">“Na finalização do encontro”, lembra Pezzi, “eu e outra pessoa levantamos a bandeira do hardware, falando ‘olha pessoal, nós estamos tratando disso tudo, mas e o hardware, que também é essencial?’ Os custos estão lá em cima, com dois ou três fabricantes que cobram dez vezes mais que o real, diminuindo acesso e etc. O pessoal ouviu e uma acadêmica de Cambridge começou a se envolver com isso, junto a alguns pesquisadores americanos”, conta o cientista gaúcho.</p>
<p style="color: #58595b;">Esse episódio gerou debates que culminam agora com o relatório, desenvolvido após dois encontros: em 2016, no <a style="color: #3f4041;" href="https://home.cern/about" target="_blank">CERN (European Organization for Nuclear Research)</a>, maior laboratório de física de partículas do mundo, em Genebra, e em 2017, na Pontifícia Universidade Católica do Chile, em Santiago. O documento estipula que até 2025 pesquisadores da área popularizem o <a style="color: #3f4041;" href="http://openhardware.science/" target="_blank">GOSH</a>, sigla em inglês para movimento do Hardware Científico Aberto e Global.</p>
<p style="color: #58595b;">Rafael Pezzi lembra, inclusive, que outros cientistas envolvidos no projeto veem na Universidade Federal do Rio Grande do Sul uma instituição precursora no assunto.</p>
<p style="color: #58595b;">A justificativa do grupo responsável pela elaboração do documento é que poucas pessoas têm acesso às ferramentas necessárias para a prática científica, particularmente os pesquisadores em países em desenvolvimento e grupos comunitários que necessitam coletar e analisar dados sobre o seu ambiente.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Histórico</strong></p>
<p style="color: #58595b;">Tudo começou na década de 1980, com o movimento software livre, aquele que nós podemos ter acesso ao código fonte, ou seja, o projeto. Assim, há liberdade para o usuário ler como foi escrito, com autonomia para usar, estudar, modificar e distribuir o objeto. Esse tipo de configuração está em navegadores como o Mozilla ou sistemas operacionais como o GNU/Linux, por exemplo.</p>
<p style="color: #58595b;">Depois desse movimento, abriu-se caminho para outras discussões e hoje essa é uma tendência que está se observando na prática científica, com o chamado “ciência aberta”, em que pesquisadores deixam os dados abertos para uso e estudo de outras pessoas. Assim, publicações científicas ao redor do mundo têm liberado acesso aos seus dados, para que os artigos não fiquem atrás de uma “parede de pagamento”.</p>
<p style="color: #58595b;">Pezzi explica como esse tipo de prática chegou à Ciência: “Os pesquisadores passaram a se perguntar ‘e se tivermos acesso ao projeto?’ e concluíram que, além de interessante sob o ponto de vista acadêmico, como uma plataforma educacional para engenheiros e futuros cientistas estudarem, do ponto de vista epistemológico, entender o equipamento que gerou aquela inovação deixa a própria ciência mais consistente.” E conclui: “É o pesquisador com mais conhecimento sobre o próprio processo científico, é a ciência mais ciência”.</p>
<p style="color: #58595b;">Embora escrito por 30 pessoas, o relatório publicado semana passada foi pensado durante os encontros em Genebra e Santiago por mais de 100 pessoas, entre cientistas, engenheiros, educadores, empreendedores e agentes comunitários.</p>
<p style="color: #58595b;">O grupo sugere que este enfoque pode reduzir drasticamente os custos de pesquisa ao permitir maior colaboração e formas de aprender de novas maneiras. “Nosso projeto”, afirma um dos autores, Doutor Luís Felipe R. Murillo, do Instituto Ciência, Inovação e Sociedade da França, “é sustentado pelo objetivo compartilhado de criar conhecimento comum por meio da participação pública direta em ciência e tecnologia. Não se trata de uma crítica apartada, mas de uma forma de engajamento prático”.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Entraves</strong></p>
<p style="color: #58595b;">As autoras e autores do Global Science Hardware Roadmap descrevem no documento os passos que acreditam necessários para ajudar a comunidade a avançar: maior apoio institucional das universidades e centros de pesquisa, fontes de financiamento e governos que prefiram que os inventores apliquem patentes sobre suas invenções de hardware.</p>
<p style="color: #58595b;">Muitos outros também defendem que o livre compartilhamento é compatível com a venda de produtos e pode, de fato, criar novas oportunidades para empreendedores.</p>
<p style="color: #58595b;">É o que pensa e defende Rafael Pezzi: “O tempo que a gente perde para criar a patente, defender ela legalmente, não está no compasso da inovação. Pra levantar uma patente se leva 5, 10 anos. Com o tempo de se preocupar em defender a patente, escrever o documento e pagar todas as taxas, as pessoas já estão produzindo, inovando e não estão preocupadas com quem vai copiá-los”.</p>
<p style="color: #58595b;">O coordenador do CTA usa uma metáfora do futebol para explicar o impasse. “É como uma prorrogação de um jogo de futebol: os dois times se preocupam demais em se defender e abdicam de atacar, fazer o gol. Pesquisadores ainda se preocupam em defender uma patente, quando deviam estar desenvolvendo tecnologia e inovação, fazendo o gol”, exemplifica Pezzi.</p>
<p style="color: #58595b;">Outra restrição – essa muito forte no Brasil, segundo ele – é a associação do movimento de hardware aberto ao amadorismo, como por exemplo, o movimento maker – pessoas que fazem elas mesmas sem necessariamente um padrão de qualidade.</p>
<p style="color: #58595b;">“Associam o hardware livre a algo de qualidade duvidosa, mas isso não é verdade”, refuta Pezzi. “Nós temos desenvolvido hardwares de primeira categoria: o laboratório nacional de luz sincrotron merece ser mencionado porque eles desenvolvem uma tecnologia que vai manter o Sirius em sincronia. O próprio “White Rabbit”, uma tecnologia desenvolvida no <a style="color: #3f4041;" href="https://home.cern/" target="_blank">CERN</a>, que tem o trabalho de assegurar precisão de sub-nanossegundo nas transferências de dados do acelerador de partículas LHC (Grande Colisor de Hádrons, na sigla inglesa). Tudo com hardware aberto. Então são hardwares de extrema qualidade lançados abertos”, rebate o pesquisador.</p>
<p style="color: #58595b;">Há ainda, na visão dos desenvolvedores, uma falta de conhecimento, com muita gente se perguntando o que é o hardware aberto. “Então há uma demanda por educação e conscientização para explicar o que é”, acrescenta o pesquisador.</p>
<p style="color: #58595b;">Para Pezzi, há no Brasil uma situação especial pelo período que atravessamos, que, na opinião do pesquisador tem sido muito difícil, com cortes na Ciência, questionamento das universidades púbicas e dos institutos de pesquisa, chegando à discussão sobre privatizações.</p>
<p style="color: #58595b;">“Se nós defendermos a universidade pública gerando tecnologia pública, instrumentos que possam ser usados tanto pelo setor privado como pelo público”, argumenta, “(nós) colocaremos uma nova discussão a respeito do papel da universidade pública, financiada com recursos públicos, criando inovação que pode ser usada publicamente”.</p>
<p style="color: #58595b;">O relatório almeja um cenário com um caminho menos burocrático para a inovação, quebrando barreiras para novos negócios e criando mecanismos de incentivo ao empreendedorismo.</p>
<p style="color: #58595b;">Nos EUA e na Europa a discussão sobre hardware aberto já se encontra, segundo Pezzi, muito mais avançada, com empresas trabalhando com tecnologias livres desde o começo. “As empresas desenvolvem a tecnologia, criam um novo produto, colocam no mercado e mostram a todos como faz, sem esconder o jogo”, e justifica a criação do documento para um debate mais qualificado no Brasil. “Esse é um debate muito incipiente e é por isso que nós criamos esse documento e estamos enviando para a comunidade científica tomar conhecimento do que está acontecendo no mundo”, diz.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Hardware aberto no Brasil e no mundo</strong></p>
<p style="color: #58595b;">O Global Science Hardware Roadmap apresenta projetos acadêmicos que dão mostras de significativos avanços para a ciência e sociedade. Tais como os já citados Sirius e “White Rabbit”, e também o <a style="color: #3f4041;" href="https://github.com/rwb27/openflexure_microscope" target="_blank">OpenFlexure Scope</a>, um microscópio criado por impressão 3D que usa uma câmera de baixo custo que recebeu recentemente o “Grand Challenges Research Fund” do Governo do Reino Unido.</p>
<p style="color: #58595b;">Hardware científico aberto é também utilizado pela população em projetos de ciência comunitária: a <a style="color: #3f4041;" href="http://rede.infoamazonia.org/" target="_blank">Rede InfoAmazonia</a>, por exemplo, trabalha com uma rede de comunidades brasileiras para construir sensores de qualidade de água e enviar alertas de contaminação via SMS; enquanto projetos como EnviroMap e <a style="color: #3f4041;" href="http://crwr-utbiome.austin.utexas.edu/utb_webapp/utbiomehome.html" target="_blank">UTBiome</a> mapeiam ecologia microbiana e dados ambientais com comunidades locais em Austin, Texas. O <a style="color: #3f4041;" href="https://publiclab.org/" target="_blank">Public Lab</a>, uma organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos, reuniu cidadãos para mapear o derramamento de óleo no golfo do México em 2010 e continua a trabalhar ao redor do mundo com comunidades locais que sofrem com contaminação industrial usando kits de baixo custo e livre acesso que são aprimorados por voluntários.</p>
<p style="color: #58595b;">O Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS explora, no Brasil, o potencial de Hardware Científico Aberto em atividades de extensão assim como para educação de engenheiros e em ciências. Pezzi enfatiza que existe um grande potencial para ser explorado no Hardware Científico Aberto desde o ensino médio até o universitário: “pode ser visto como uma plataforma de atividades práticas e colaborativas para alunos de engenharia”, exemplifica. Ele também destaca a necessidade de ampliar a infraestrutura de desenvolvimento de instrumentos abertos e livres. Enquanto existe um grande vazio na parte de programas para desenho e simulação de instrumentos, o CTA tem contribuído no desenvolvimento da <a style="color: #3f4041;" href="http://cta.if.ufrgs.br/projects/bancada-dos-hiperobjetos/wiki" target="_blank">Bancada dos Hiperobjetos</a>, projeto que está criando máquinas de fabricação digital que são elas mesmas hardware aberto e livre – isto é, infraestrutura aberta e livre para a fabricação de instrumentos científicos e educacionais.</p>
<p style="color: #58595b;">O projeto TReND África tem conduzido oficinas para pesquisadores africanos sobre como construir suas próprias impressoras 3D e seus próprios equipamentos de laboratório por uma fração de até 1% do custo das alternativas comerciais, garantindo controle sobre os instrumentos e os desenhos de pesquisa. A atividade no continente Africano aumentará substancialmente com o primeiro <a style="color: #3f4041;" href="http://www.africaosh.com/" target="_blank">Africa Open Science and Hardware Summit</a>, que irá ocorrer em Gana, em abril deste ano.</p>
<p style="color: #58595b;">Ao lançar este chamado em busca de apoio, o grupo planeja continuar a seguir os seus planos de ampliar sua comunidade, o alcance e distribuição de hardware aberto também em setembro, por meio do Encontro Hardware Científico Aberto (GOSH), em Shenzhen, conhecida como o Vale do Silício do Hardware, na China.</p>
<p style="color: #58595b;"><em>Marcelo Rodrigues, estagiário da SBPC, para o Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Distrito Federal prepara projeto para estimular inovação</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 18:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>
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		<description><![CDATA[Proposta prevê a criação de um fundo para o setor e parcerias para unir academia, iniciativa privada e governo na exploração do bioma cerrado por meio da biotecnologia. Foto: Governo DF]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #58595b;"><em>Proposta prevê a criação de um fundo para o setor e parcerias para unir academia, iniciativa privada e governo na exploração do bioma cerrado por meio da biotecnologia</em></p>
<p style="color: #58595b;">Na tentativa de diversificar a economia do Distrito Federal, pautada hoje em comércio e serviços, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, prepara um projeto de lei a fim de estimular o setor produtivo na região, por intermédio do desenvolvimento científico, tecnológico e inovativo. A chamada <a style="color: #3f4041;" href="http://www.sect.df.gov.br/images/pdfs/minuta_pli.pdf" target="_blank">Lei Distrital de Inovação</a> recebeu contribuições da sociedade civil e está sob análise da Assessoria Jurídico Legislativa da Casa Civil do DF. Depois, será encaminhada à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), ainda sem previsão.</p>
<p style="color: #58595b;">O subsecretário de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Secretaria Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação da Casa Civil do DF, Mauro Carneiro, disse, em entrevista ao <strong>Jornal da Ciência,</strong> que a medida é necessária para estimular a capacitação, a autonomia tecnológica, o desenvolvimento industrial e a inovações de inclusão social na capital Federal, que são as principais bandeiras do projeto.</p>
<p style="color: #58595b;">Carneiro disse que essa será a primeira lei criada pelo governo de Brasília para o setor. Acrescentou, porém, que o Distrito Federal será a primeira unidade da federação a adaptar a legislação ao Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado em janeiro e que foi desenvolvido com apoio unânime da sociedade civil, apesar dos oitos vetos cuja derrubada ainda está em negociação com o governo federal. Leia mais <a style="color: #3f4041;" href="http://www.jornaldaciencia.org.br/palacio-do-planalto-deve-editar-mp-para-derrubar-vetos-ao-marco-legal-da-cti-diz-senador/" target="_blank">aqui</a> sobre o assunto.</p>
<p style="color: #58595b;">A intenção do governo de Brasília é explorar o potencial do Distrito Federal nas áreas de biotecnologia e do bioma cerrado, ligando a academia científica ao setor produtivo. Segundo ele, existe número considerável de doutores no DF, ao redor de 28 mil, dos quais 50% são pesquisadores da área de biotecnologia, que tem potencial de transformar produtos naturais em suplementos alimentares e farmacêuticos aliados às TICs (Tecnologia da informação e comunicação) e utilizados de forma integrada.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Papel da Fundação de Apoio à Pesquisa</strong></p>
<p style="color: #58595b;">O projeto de lei prevê o fortalecimento e ampliação do papel da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) que terá a prerrogativa de atuar em parceria com as empresas na área de inovação.</p>
<p style="color: #58595b;">Segundo Carneiro, a FAPDF terá papel semelhante ao do CNPq e da Finep, órgãos federais de fomento à pesquisa científica e inovação. “É preciso estimular a inovação no setor privado, porque ela não se dá na academia”, reconhece. A pretensão é de que o orçamento da FAPDF chegue a 2% entre 2020 e 2021.</p>
<p style="color: #58595b;">Pela proposta, a FAPDF será autorizada a participar, minoritariamente, do capital de empresa privada, que vise ao desenvolvimento de projetos científicos ou tecnológicos para a obtenção de produto ou de inovação, como contrapartida do fomento concedido. A FAPDF poderá participar de fundos públicos ou privados que visem à aplicação de recursos em novas empresas inovadoras, particularmente as startups.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Fundo</strong></p>
<p style="color: #58595b;">A proposta estabelece ainda a criação do Fundo de Desenvolvimento de Ciência, Tecnologia e Inovação (FDCTI) para poder trabalhar a inovação com as empresas, já que pela legislação em vigor “muitos” dos recursos da FAPDF não podem ser canalizados para estimular o setor empresarial.</p>
<p style="color: #58595b;">Dessa forma, as atividades de fomento da FAPDF à empresa desenvolvedora de inovação se farão, preferencialmente, por meio de recursos do FDCTI, conforme a proposta. A Fundação poderá destinar ao FDCTI até 40 % ao ano da receita obtida por meio do repasse orçamentário do DF. O Fundo poderá receber recursos públicos e privados destinados à consecução de projetos que estimulem e promovam o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação. As organizações de direito privado, que destinarem recursos ao FDCTI, receberão incentivos fiscais e retornos sobre os investimentos, na forma a ser regulamentada pelo poder público.</p>
<p style="color: #58595b;">A ideia é de que o Fundo disponha de núcleos de gestão de investimento e que seja gerido por um conselho, composto por membros do governo, da iniciativa privada, e de organizações que tratem de CTI.</p>
<p style="color: #58595b;">Conforme conta Carneiro, a proposta é uma agenda positiva, com o aval da sociedade civil.  A Universidade de Brasília (UnB) e a Embrapa estão entre os órgãos que contribuem com a elaboração do projeto de lei.  Carneiro afirmou que o projeto é um dos eixos da política de ciência e tecnologia do atual governo distrital e que hoje é comandada pela área de Ciência e Tecnologia vinculada diretamente à Casa Civil, depois da reforma administrativa.</p>
<p style="color: #58595b;">Desde que assumiu o Palácio do Buriti, Rollemberg reduziu o número de secretarias, de 38 para 17, a fim de enxugar a máquina pública do Distrito Federal, mas preservou a CT&amp;I e a vinculou ao seu gabinete. As indicações, porém, são de retorno da Secretária de CT&amp;I no Distrito Federal. “Hoje há necessidade de que ela volte a ser uma secretaria. Isso está em negociação”, adiantou Carneiro.</p>
<p style="color: #58595b;"><em> Viviane Monteiro/ Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Ciência a favor das investigações policiais</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2014 15:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jornal da ciencia]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Brasília, madrugada do dia 18 de abril. Começa o feriado de Corpus Christi e, com ele, uma onda de crimes. À uma hora da manhã um morador é baleado na cidade satélite de Ceilândia, que fica a 40 quilômetros do centro da Capital Federal; a arma do crime foi deixada para trás. A partir daí dá-se início à investigação policial, à procura por digital, rastros de pólvora, autor e motivação do crime, entre outros.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pesquisadores da UnB desenvolvem marcadores visuais luminescentes que ajudam na reconstituição dos crimes</strong></p>
<p>Brasília, madrugada do dia 18 de abril. Começa o feriado de Corpus Christi e, com ele, uma onda de crimes. À uma hora da manhã um morador é baleado na cidade satélite de Ceilândia, que fica a 40 quilômetros do centro da Capital Federal; a arma do crime foi deixada para trás. A partir daí dá-se início à investigação policial, à procura por digital, rastros de pólvora, autor e motivação do crime, entre outros.</p>
<p>Casos de latrocínio (roubo à mão armada) com vítimas são comuns no cotidiano da cidade, e o trabalho dos peritos também. Como forma de ajudar e agilizar esta perícia policial em investigações de crimes com arma de fogo, o departamento de Química da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveu uma técnica que pode facilitar a identificação de suspeitos. Trata-se de marcadores visuais luminescentes misturados às balas que, quando expostos à luz ultravioleta, marcam o atirador e a cena do crime, possibilitando a reconstituição dos fatos.</p>
<p>De acordo com a coordenadora do projeto de Desenvolvimento de Marcadores de Resíduos de Tiros e Codificações de Munições da UnB, Ingrid Weber, quando é feito um disparo, vários resíduos são espalhados no ambiente, que trazem informações químicas importantes para a investigação policial. No entanto, ressalta a pesquisadora, a coleta desses materiais não é fácil, uma vez que eles não são visíveis e podem se perder com facilidade.</p>
<p>“Hoje a polícia realiza uma coleta cega, pois não se sabe o local onde eles foram parar. Com a introdução dos marcadores, poderá se ver a presença desses resíduos, o que facilitará o trabalho e dará mais informações sobre o crime, que hoje não são possíveis”, observa.</p>
<p>A caracterização é uma evidência para imputar a responsabilidade e atribuir punições no âmbito forense, uma vez que os resíduos de tiro são usados na perícia para determinar se uma pessoa deu um tiro ou se estava no local do disparo. O sistema usa materiais luminescentes misturados à munição, que, expostos à luz ultravioleta, marcam o atirador e a cena do crime, facilitando o trabalho dos peritos.</p>
<p>Os testes com os marcadores apresentam índices de certeza próximos a 100%. Os marcadores serão colocados no ato da montagem da munição. Assim, ao prover um tiro, mãos, armas e o local do crime poderão ser visualizados a olho nu. Outro diferencial dos marcadores é deixar as munições livres de chumbo, que são tóxicas e fazem mal à saúde dos profissionais que trabalham na perícia. Outra possibilidade oferecida pelo projeto é de se fazer a marcação seletiva das munições.</p>
<p>“A ideia seria que cada policial usasse bala com marcador de uma cor, funcionando como uma espécie de legenda para identificar as munições usadas”, esclarece Weber.</p>
<p>O preço é outra vantagem do método de marcadores visuais. A coordenadora do projeto explica que, misturados à pólvora na indústria, a técnica não exige mudanças na linha de produção e custariam, para o fabricante, US$ 0,2, (dois centavos de dólar) em média, segundo cálculo realizado em cima da 1a geração de marcadores.</p>
<p>“A inclusão dos marcadores, além de facilitar a identificação de vestígios, barateia oprocesso para a polícia porque só precisa de luz ultravioleta para funcionar”, resume.</p>
<p>Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Federal, os marcadores estão sendo testados na prática e em simulações para verificar a eficácia dessa nova tecnologia. Por enquanto, a principal aplicação na área criminal desses marcadores mostrou que a mão fica cheia de resíduos, o que já ajuda na elucidação de um crime.</p>
<p><strong>Outras alternativas</strong> – Existem estudos com reagentes que revelam a presença de chumbo, bário e antimônio, componentes de bala. Mas, segundo Weber, esses sistemas têm grande percentual de falsos negativos. Também há outra técnica adotada em investigações mais sofisticadas, como as da polícia de Scotland Yard (da Inglaterra) e FBI (Departamento de Investigação Federal dos EUA). Nela, um microscópio eletrônico vasculha partículas em busca dessas mesmas substâncias.</p>
<p>Mas, mesmo assim, a eficácia é baixa. “Um artigo da Polícia de Detroit diz que deram 150 tiros, para encontrar vestígios de apenas cinco”. Ele acrescenta que a demora da análise e os preços dos microscópios eletrônicos inviabilizam sua aplicação em larga escala.</p>
<p><strong>Legislação </strong>- No Brasil, não há lei que regulamente a marcação de munições. Há um projeto no Congresso Nacional que quer tornar obrigatória a marcação. Este projeto não define a forma, mas a necessidade de ter meios para identificar e rastrear as munições e os resíduos por elas gerados.</p>
<p><em>Camila Cotta, Jornal da Ciência nº 757, 25/04/2014</em></p>
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		<title>Parques Tecnológicos no desenvolvimento da produção brasileira</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2014 14:54:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jornal da ciencia]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnológicas]]></category>
		<category><![CDATA[TICs]]></category>

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		<description><![CDATA[Os anos finais do século 20 e os de início deste século trouxeram inúmeros avanços tecnológicos e mudanças no cenário científico e tecnológico do Brasil. O ano 2000 foi marcado pela criação de uma categoria nova, a “sociedade do conhecimento”, que reconhece a importância da informação na sociedade contemporânea como componente essencial da evolução humana, econômica e social.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Unidades no País fortalecem o avanço tecnológico, econômico e social instalados em diferentes regiões</strong></em></p>
<p>Os anos finais do século 20 e os de início deste século trouxeram inúmeros avanços tecnológicos e mudanças no cenário científico e tecnológico do Brasil. O ano 2000 foi marcado pela criação de uma categoria nova, a “sociedade do conhecimento”, que reconhece a importância da informação na sociedade contemporânea como componente essencial da evolução humana, econômica e social. Nessa época, no Brasil, 73% dos cientistas e pesquisadores trabalhavam para instituições de ensino superior, como docentes em regime de dedicação exclusiva ou tempo integral, enquanto apenas 23% trabalhavam para empresas. Essa disparidade de atração pela inteligência foi extremamente prejudicial para o desenvolvimento da produção brasileira.</p>
<p>Mas, neste mesmo período, pensando em melhorar a porcentagem de pesquisadores trabalhando para o setor produtivo, a proposta dos Parques Tecnológicos fortaleceu-se como alternativa para promoção do desenvolvimento tecnológico, econômico e social. Hoje temos cerca de 80 projetos, entre iniciativas em fase de operação, implantação ou planejamento.</p>
<p>Instalações &#8211; Parque tecnológico é um complexo produtivo industrial e de serviços de base científico-tecnológica planejado, de caráter formal, concentrado e cooperativo, que agrega empresas cuja produção baseia-se em pesquisa tecnológica desenvolvida nos centros de P&amp;D vinculados ao parque. É um empreendimento promotor da cultura da inovação, da competitividade e do aumento da capacitação empresarial, fundamentado na transferência de conhecimento e tecnologia, com o objetivo de incrementar a produção de riqueza de uma região.</p>
<p>A disponibilidade de um local físico não é suficiente para o sucesso do empreendimento. A identificação de pessoal capacitado, a existência de investimentos públicos e privados, a produtividade científica e tecnológica, estabelecimento de parcerias estratégicas regionais e nacionais são alguns dos fatores que devem ser observados prioritariamente, considerando o alto potencial de geração de empregos.</p>
<p>Os parques tecnológicos beneficiam os empreendimentos lá abrigados – além da região e da economia como um todo – por gerarem um ambiente de cooperação entre empresas inovadoras e instituições de ciência e tecnologia. Eles oferecem serviços de alto valor agregado às empresas, facilitam o fluxo de conhecimento e tecnologia, possibilitam a geração de empregos qualificados e o aumento da cultura e da atividade empreendedora. Além disso, favorecem a formação de clusters de inovação e a competitividade da região onde estão localizados.</p>
<p>Segundo pesquisa realizada em 2013 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), dos 80 parques tecnológicos analisados, 84% encontram-se nas regiões Sul (34) e Sudeste (33), em diversas fases de desenvolvimento. O Nordeste tem quatro em operação e dois em implantação. Juntos, Centro-Oeste e Norte têm sete empreendimentos, mas nenhum em operação. O relatório enfatiza a necessidade de promover o surgimento de habitat de inovação em áreas menos desenvolvidas, para explorar suas vantagens competitivas e apoiar setores da economia com maior valor agregado. Diante disso, editais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) direcionam 30% dos recursos para Norte, Nordeste e Centro-Oeste.</p>
<p>Ainda segundo o relatório,7% das 939 empresas instaladas nos parques que responderam ao questionário estão situadas na Região Sul (373); 32,3% ficam na Região Nordeste (303), e 24,5% no Sudeste (230). Juntas, as regiões Centro-Oeste e Norte abrigam 33 empresas (3,5% do total). Até junho de 2013, essas iniciativas geraram 32.237 empregos, distribuídos entre institutos de pesquisa (1.797), gestão das próprias estruturas (531) e iniciativa privada (29.909). Do total de empregos nas empresas, aproximadamente 13,5% envolvem mestres (2.950) e doutores (1.098).</p>
<p>Na ocasião do lançamento do estudo, Álvaro Prata, secretário da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico do MCTI, informou que os parques tecnológicos e as incubadoras de empresas demonstram eficiência na transferência de conhecimento de instituições de ciência e tecnologia para o setor empresarial.</p>
<p>“O estudo revela que falta unir o universo empresarial brasileiro e a participação de profissionais de tal nível educacional. Os resultados do estudo são importantes para o direcionamento das estratégias do Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e aos Parques Tecnológicos (PNI) em futuras ações”, observou o secretário.</p>
<p><strong>Instalações espalhadas pelo Brasil</strong></p>
<p><strong>• Região Sul : Polo Tecnológico de Florianópolis (SC)</strong><br />
A cidade de Florianópolis é o berço de um dos mais antigos parques tecnológicos e de uma das primeiras incubadoras do país, criada em 1986. Em 1993 foi implantado o Parque Tecnológico Alfa, no bairro João Paulo. Com 100 mil metros quadrados e com mais de 70 empresas de tecnologia instaladas, o Parque Tecnológico materializou a proposta de um ambiente voltado para a inovação. “Daí para frente não se parou mais de investir em tecnologia e inovação. Hoje, com uma população que gira em torno de 400 mil habitantes, Florianópolis possui cerca de 600 empresas de software, hardware e serviços de tecnologia, as quais geram aproximadamente cinco mil empregos diretos. Somos centros de excelência dessa área e continuamos correndo atrás de inovação&#8221;, frisou o ex-governador do estado e deputado federal, Esperidião Amim (PP/SC).</p>
<p><strong>• Região Sudeste: Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP) – PqTec</strong><br />
Em 2002, o governo do estado de São Paulo criou o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec) e incluiu São José dos Campos como uma das cinco cidades selecionadas com este objetivo, aproveitando a concentração de conhecimentos na região dos setores aeroespacial e de defesa. Em março de 2006, a Prefeitura adquiriu as instalações de uma antiga fábrica de dispositivos eletrônicos ocupando terreno de 188.000m2 às margens da rodovia Presidente Dutra e que hoje constituem o Núcleo do Parque Tecnológico. Hoje, o local conta com um espaço de 1,2 milhão de m2, dividido entre cinco Centros de Desenvolvimento de Tecnologias (CDTs) nas áreas de energia, aeronáutica, saúde, águas e saneamento ambiental e tecnologia da informação e comunicação; um Centro Empresarial, que abriga 25 pequenas e médias empresas (PMEs) de base tecnológica.</p>
<p><strong>• Região Nordeste: Parque Tecnológico de Recife (PE) &#8211; Porto Digital</strong><br />
O Porto Digital, construído em 2000, está situado no bairro de Santo Amaro e no sítio histórico do Bairro do Recife, acrescentando ao projeto o componente de revitalização urbana. Hoje, o local conta com 240 empresas, divididas em empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e Economia Criativa, que juntas geram uma faturamento anual de R$ 1 bilhão. Além da geração de emprego qualificado, por estar situado no bairro histórico da cidade, o Porto Digital contribui para a recuperação do espaço a partir das reformas realizadas nos edifícios tombados, proporcionando à população e à sociedade, poderem usufruir deste antigo novo bairro.</p>
<p><strong>• Região Centro-Oeste: Parque Tecnológico da Universidade de Brasília – PCTec-UnB</strong><br />
As primeiras obras do parque tecnológico da UnB ficaram prontas este ano. As instalações contam com 400 metros quadrados e estão em fase de licitação das empresas. “A criação de um parque científico e tecnológico é uma tendência mundial, e a Universidade de Brasília possui um ambiente favorável para a comercialização de tecnologias, formação e absorção de profissionais”, enfatiza o diretor do Centro de Apoio ao Desenvolvimento tecnológico da UnB (CDT), professor Paulo Suarez.</p>
<p>Para ele, existem duas formas possíveis de as empresas atuarem dentro do Parque: a primeira seria por cessão de direito – área concebida ao empreendedor de uso oneroso, por tempo indeterminado; e a segunda por locação de infraestrutura de pesquisa compartilhada por prazo definido.</p>
<p><strong>• Região Norte: Parque de Ciência e Tecnologia Guamá &#8211; PCT Guamá</strong><br />
Em operação há três anos em Belém (PA), o Parque é o pioneiro na Amazônia, contribuindo na construção de um novo modelo de desenvolvimento para o estado do Pará, pautado por uma economia verde de forte base tecnológica e inovadora. O Parque abriga 18 empreendimentos em ciclos distintos de desenvolvimento em áreas estratégicas como: biotecnologia, energia, tecnologia da informação e comunicação, tecnologia ambiental e tecnologia mineral. Foram investidos R$ 85 milhões em recursos dos governos federal e estadual para a implantação do local.</p>
<p>Para Antônio Abelém, diretor-presidente do Parque, hoje o espaço já apoia oito empresas de base tecnológica residentes na Incubadora de Empresas da Universidade Federal do Pará (UFPA).</p>
<p><em>Camila Cotta, Jornal da Ciência nº 757, 25/04/2014</em></p>
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