<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Jornal da Ciência &#187; Biotecnologia</title>
	<atom:link href="http://www.jornaldaciencia.org.br/tecnologia-inovacao/biotecnologia-tecnologia-inovacao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.jornaldaciencia.org.br</link>
	<description>Só mais um site WordPress</description>
	<lastBuildDate>Sat, 19 Sep 2026 01:54:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=3.9.40</generator>
	<item>
		<title>Bioeconomia depende de pesquisa científica e sustentabilidade</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/bioeconomia-depende-de-pesquisa-cientifica-e-sustentabilidade/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/bioeconomia-depende-de-pesquisa-cientifica-e-sustentabilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jul 2019 00:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=9492</guid>
		<description><![CDATA[Especialistas debatem o tema da 71ª Reunião anual da SBPC, “Ciência e inovação nas fronteiras da bioeconomia, da diversidade e do desenvolvimento social”]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #58595b;"><em>Especialistas debatem o tema da 71ª Reunião anual da SBPC, “Ciência e inovação nas fronteiras da bioeconomia, da diversidade e do desenvolvimento social”</em></p>
<p style="color: #58595b;">A compreensão da nossa imensa biodiversidade, uma das mais ricas do mundo, é fundamental para a sua exploração econômica e uso sustentável. O País hoje tem a expertise científica e tem as ferramentas essenciais e necessárias para que a nossa rica biodiversidade forneça bioprodutos de alto valor agregado e contribuam para a economia e melhoria da sociedade. O que falta é um programa organizado no qual o Estado brasileiro e as lideranças de setores industriais acreditem que a bioeconomia resultante de ativos da biodiversidade tropical e equatorial é factível de inovação industrial radical e incremental. O assunto foi discutido em duas das principais exposições sobre “Ciência e inovação nas fronteiras da bioeconomia, da diversidade e do desenvolvimento social”, tema que está no centro do debate nesta 71ª Reunião anual da SBPC.</p>
<p style="color: #58595b;">Apresentadas pela professora Vanderlan Bolzani, vice-presidente da SBPC, as palestras trouxeram para o público as grandes novidades na pesquisa científica sobre biodiversidade,  meio ambiente e os meios de valoração da nossa rica diversidade químico-biológica.</p>
<p style="color: #58595b;">Pela manhã, o cientista Norberto Peporine Lopes, falou das novas ferramentas para o estudo da biodiversidade, baseadas no conceito de equilíbrio dos indivíduos (vegetais e animais). Presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), Peporine conduziu a exposição “Análise química em larga escala de sistemas biológicos: ferramentas para compreensão da biodiversidade brasileira”.</p>
<p style="color: #58595b;">Termos como Metabolomic, Targeting Analisys e GNPS Molecular Network são conceitos que denominam o universo molecular sendo, portanto, instrumentos metodológicos modernos desenvolvidos para auxiliar no mapeamento molecular e na compreensão de como ocorrem as interações vitais dos organismos, sejam plantas, insetos animais. Compreender a natureza é harmonizar uma série de informações químicas e biológicas em sistemas inteligentes integrados. “O equilíbrio leva a entender como os organismos estão interagindo”, afirmou Peporine.</p>
<p style="color: #58595b;">Na parte da tarde, Marcos Buckeridge, do Instituto de Estudos Avançados da USP, Vera Maria Fonseca de Almeida Val, pesquisadora do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Rodrigo Cabral, executivo da empresa alemã de biotecnologia Symrise, dividiram a mesa redonda “Biodiversidade e bioeconomia: riscos, oportunidades e o impasse brasileiro”.</p>
<p style="color: #58595b;">Buckeridge falou sobre os desafios brasileiros para adaptação às mudanças climáticas no século 21 e apresentou as linhas gerais do Relatório do IPCC Global Warming 1.5°C – documento intermediário ao relatório quadrienal – que traça cenários para o sucesso ou insucesso no controle da temperatura global.</p>
<p style="color: #58595b;">Segundo ele, o Global Warming 1.5°, elaborado por 91 autores de 40 países, mais 133 autores contribuintes, envolveu seis mil estudos, 1.113 revisores e mais de 42 mil comentários. A conclusão: “Estamos atualmente em 0,75° a mais do que durante a revolução industrial. Segundo projeções do IPCC, se continuarmos assim, passaremos de 1,5° em 2030”.</p>
<p style="color: #58595b;">Nesse cenário, pontuaram os palestrantes, o País deve buscar a preservação de sua biodiversidade para garantir a integridade deste patrimônio e, assim, o acesso aos seus recursos e serviços ecológicos. “Bioeconomia implica em uso sustentável e conservação das espécies e ecossistemas para eles continuarem ali, para que o produto possa ser utilizado a longo prazo”, disse Rodrigo Cabral, da Symrise.</p>
<p style="color: #58595b;">A professora Vera Val, que vive há 40 anos na região Amazônica, defendeu a pesquisa científica como forma de garantir o esperado futuro do desenvolvimento sustentável tão almejado. “A indústria depende da ciência de base, que tem que ser financiada pelas agencias publicas governamentais” afirmou.</p>
<p style="color: #58595b;">Em sua apresentação, Rodrigo Cabral explicou que a Symrise tem na natureza a base orgânica para os insumos certificados que produz para a fabricação de fármacos, alimentos, e cosméticos – um mercado estimado em 15 bilhões de euros para 2021. “Biodiversidade é fonte de inspiração e inovação para a Symrise”, declarou.</p>
<p style="color: #58595b;">“Temos a maior biodiversidade do planeta, um verdadeiro laboratório químico, altamente sofisticado, que permite a compreensão da própria natureza dos nossos biomas ainda poucos estudados e explorados e a partir de modelos moleculares estruturalmente inusitados selecionar “<em>hits</em>” e “<em>leads</em>” de fármacos, cosméticos e suplementos alimentares”, comentou a professora Vanderlan Bolzani.</p>
<p style="color: #58595b;">Em ambas as apresentações, as salas da UFMS ficaram completamente lotadas de alunos da graduação e pós-graduação. Vanessa Samudio, aluna do pós-doutorado em biotecnologia, disse que a palestra de Peporine acrescentou dados importantes ao seu trabalho de quimiossistemática com produtos naturais: “Não conhecia os elementos que ele trouxe”. “É um olhar diferenciado”, completou Katyuce de Souza Faria, pós-doutoranda da UFMT e professora da área de Farmácia da UFMS.</p>
<p style="color: #58595b;"><em>Janes Rocha – Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/bioeconomia-depende-de-pesquisa-cientifica-e-sustentabilidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>“A transformação da agropecuária brasileira só foi possível por causa da ciência”, afirma secretário da Embrapa</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/a-transformacao-da-agropecuaria-brasileira-so-foi-possivel-por-causa-da-ciencia-afirma-secretario-da-embrapa/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/a-transformacao-da-agropecuaria-brasileira-so-foi-possivel-por-causa-da-ciencia-afirma-secretario-da-embrapa/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jul 2019 00:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=9490</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Brasil, secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da instituição, participou de mesa na 71a Reunião Anual da SBPC e destacou os impactos econômicos, ambientais e sociais da aplicação da ciência e de tecnologias brasileiras no setor agropecuário]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #58595b;"><em>Bruno Brasil, secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da instituição, participou de mesa na 71a Reunião Anual da SBPC e destacou os impactos econômicos, ambientais e sociais da aplicação da ciência e de tecnologias brasileiras no setor agropecuário</em></p>
<p style="color: #58595b;">Em quatro décadas, a produção brasileira de grãos aumentou cinco vezes, colocando o País como atual segundo produtor mundial de alimentos. A produtividade de trigo e de milho, por exemplo, aumentou 340%. Nesse mesmo período, a produção brasileira de carne cresceu 59 vezes. “Tudo isso, essa transformação da agropecuária brasileira só foi possível por causa da ciência”, afirma Bruno Brasil, secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).</p>
<p style="color: #58595b;">Brasil participou de mesa redonda na segunda-feira, 22, na 71a Reunião Anual da SBPC, cujo tema foi os impactos econômicos e sociais da ciência e da tecnologia. A sessão também contou com palestras de Luis Antonio Rodrigues Elias, ex-secretário executivo do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC), e Sabine Righetti, pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Tecnologia que fortalece a economia</strong></p>
<p style="color: #58595b;">O setor agropecuário é hoje responsável por cerca de um quarto do produto interno bruto (PIB) brasileiro e emprega 37% da força de trabalho nacional. “Uma em cada três pessoas que estão aqui hoje vai trabalhar, ou já trabalha, no setor agropecuário”, ressalta Brasil. E, segundo o pesquisador, há projeção de crescimento ainda maior, de forma que o país tenda a de fato se tornar o celeiro do mundo.</p>
<p style="color: #58595b;">Atualmente, 30% das terras brasileiras são utilizadas para uso agropecuário. O expressivo aumento da produtividade agrícola nacional, no entanto, não se deu somente pelo crescimento da área cultivada, mas principalmente pelo desenvolvimento e emprego de tecnologias no setor. “A área cultivada aumentou muito pouco se comparada ao ganho de produtividade que nós tivemos”, afirma Brasil. E, segundo o pesquisador, nenhum fator explica mais esse crescimento do que a inserção de conhecimento e de tecnologia nas cadeias produtivas.</p>
<p style="color: #58595b;">Um exemplo de tecnologia nacional que contribuiu para a transformação do setor agropecuário é a técnica de fixação biológica do nitrogênio, desenvolvida por Johanna Döbereiner (1924-2000). Os estudos da engenheira agrônoma, que era pesquisadora da Embrapa no Rio de Janeiro, permitiram substituir o emprego de fertilizantes para a correção da acidez do solo. “Só na safra de 2017/2018, isso [a fixação biológica de nitrogênio] levou a uma economia de mais de 19 bilhões em custo de produção”, contabiliza Brasil.</p>
<p style="color: #58595b;">A tecnologia contribui ainda para a mitigação de emissão de gases do efeito estufa, já que é de base biológica, enquanto o fertilizante nitrogenado químico é derivado de gás natural, de base fóssil. Os trabalhos de Johanna Döbereiner sobre a fixação biológica de nitrogênio renderem a ela uma indicação ao Prêmio Nobel em 1997.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Parcerias com impacto social e ambiental </strong></p>
<p style="color: #58595b;">De acordo com Brasil, para cada Real investido na Embrapa em 2018, R$ 12,16 retornaram para a sociedade brasileira na forma de emprego e renda. Para se ter uma ideia, somente no ano passado esse lucro social foi de R$ 42 bilhões. “Em 2018 foram 69 mil empregos diretos criados pela incorporação dessas tecnologias no ambiente produtivo”, enfatiza.</p>
<p style="color: #58595b;">As tecnologias desenvolvidas na Embrapa, segundo Brasil, são aplicadas na agropecuária brasileira por meio de parcerias público-privado e também pela concessão pública para pequenos produtores. Além do aumento de produtividade, buscam-se também impactos ambientais e sociais positivos. Um exemplo é o conceito Carne Carbono Neutro, desenvolvido pela Embrapa e que já está sendo aplicado por uma das maiores companhias de alimentos à base de proteína animal do mundo. O emprego da técnica, de acordo com o especialista, além de permitir a mitigação da emissão de gases do efeito estufa na produção pecuária, diminui as barreiras não tarifárias da exportação brasileira, “principalmente para a Europa, cujo mercado é mais exigente”.</p>
<p style="color: #58595b;">As parcerias também acontecem na ponta inicial do processo, ou seja, no desenvolvimento de novas tecnologias. Nos últimos cinco anos, segundo Brasil, a Embrapa colaborou com 80% das universidades brasileiras em publicações científicas conjuntas — configurando a instituição não acadêmica que mais colabora com universidades no país.</p>
<p style="color: #58595b;">Brasil cita diversas outros exemplos de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e parceiros que já estão sendo empregadas no setor agropecuário brasileiro, como técnicas de recuperação de pastagem, uma tecnologia para a automatização da análise de solo, um aplicativo para monitoramento e apoio para tomadas de decisão na cadeia produtiva do leite e um programa de manejo de baixo custo de recursos hídricos que já beneficia milhares de pequenos produtores.</p>
<p style="color: #58595b;">Se as tecnologias produzidas no país permitiram tamanho aumento na produtividade agropecuária brasileira, as projeções de crescimento dependem também da continuidade das pesquisas e da produção de conhecimento na área. “Ciência não é gasto, é investimento — no presente e no futuro”, defende Brasil.</p>
<p style="color: #58595b;"><em>Ana Paula Morales, especial para o Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/a-transformacao-da-agropecuaria-brasileira-so-foi-possivel-por-causa-da-ciencia-afirma-secretario-da-embrapa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Especialista destaca avanço da Ciência Cirúrgica no Brasil</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/especialista-destaca-avanco-da-ciencia-cirurgica-brasil/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/especialista-destaca-avanco-da-ciencia-cirurgica-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2014 18:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=1492</guid>
		<description><![CDATA[Para pesquisadora da Unifesp, a medicina cirúrgica deu um salto de qualidade e de quantidade nos últimos anos]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Para pesquisadora da Unifesp, a medicina cirúrgica deu um salto de qualidade e de quantidade nos últimos anos</strong></em></p>
<p>Chamada de “patinho feio” na década de 1990, a Ciência Cirúrgica investiu no conhecimento e transformou-se no chamado “top class” da produção científica da medicina no Brasil. A análise é de Lydia Masako Ferreira, professora titular da disciplina de cirurgia plástica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora de Medicina III (área cirúrgica) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação.</p>
<p>Segundo ela, nos últimos anos a medicina cirúrgica brasileira deu um salto de qualidade e de quantidade na produção científica e se destacou entre as demais áreas da saúde nos programas de avaliação da Capes. Vale destacar que a Capes classifica as áreas de medicina em três categorias: medicinas I e II correspondem às áreas clínicas; e medicina III, que inclui especificamente as especialidades cirúrgicas.</p>
<p>Segundo a especialista, tal resultado é explicado pela busca do conhecimento no exterior e pela criação de programas de pós-graduação (PPG) com padrão internacional, principalmente em São Paulo, onde concentra 66% dos programas da área cirúrgica.</p>
<p>No olhar da especialista da Unifesp, a área cirúrgica entendeu que os conhecimentos científico e tecnológico desempenham papel de liderança. “Se quisermos ocupar lugar de liderança precisamos ter pesquisa científica e tecnológica”, alerta.</p>
<p>Lydia recorda que até a década de 1980 a experiência profissional cirúrgica era o fator mais importante para o avanço da área. Porém, para continuar expandindo os profissionais precisaram buscar o conhecimento, diante da ênfase dada à internacionalização e à produção científica. Assim, os cirurgiões buscaram o conhecimento no exterior para criar e estabelecer linhas de pesquisa e grupos de pesquisa; e se voltar à área básica, respectivamente.</p>
<p>“Esse foi um período de grande adaptação para cirurgia como um todo, para mudar o foco de seus estudos práticos e consolidar uma linha de pesquisa. Cerca de 20 anos se passaram para que essa mudança pudesse ser completamente incorporada pela área cirúrgica, o que hoje consideramos plenamente integrada e exercitada pela interdisciplinaridade hoje tão comentada”, analisa a especialista da Unifesp.</p>
<p><strong>Mudança de cenário</strong></p>
<p>Segundo dados da pesquisadora da Unifesp, no início deste século, especificamente no triênio 2001/2003, não havia nenhum programa de pós-graduação de Ciência Cirúrgica no Brasil com padrão internacional &#8211; com notas 6 e 7 avaliadas pela Capes. E apenas 18% do total dos programas de pós-graduação eram considerados muito bons, com nota 5, nesse mesmo período.</p>
<p>Passada uma década, praticamente, no triênio 2010-2012, foram registrados quatro programas de pós-graduação de Ciência Cirúrgica com padrão internacional. Na mesma tendência, a parcela dos PPG considerados muito bons subiu para 42% do total dos programas avaliados pela Capes, no período.</p>
<p>Diante de tal cenário, a pesquisadora da Unifesp declarou que na década de 1990 a medicina III era considerada o “patinho feio” da saúde, pela produção científica menor do que as medicinas 1 e 2. Hoje, porém, disse, “os limites de Fator de Impacto dos periódicos das medicinas são idênticos, mostrando o quanto a Medicina 3 avançou”.</p>
<p>Comparando o desempenho da ciência cirúrgica brasileira ao mercado internacional, Lydia declarou que essa área, no Brasil, é “top class”, sobretudo pela “nossa” criatividade, genialidade e iniciativa, itens necessários para atividade cirúrgica.</p>
<p>“Isso é tão verdade que hoje hospitais de ponta possuem um setor específico para pacientes estrangeiros que preferem ser operados no Brasil. Se observa, em congressos internacionais, regularidade em conferências e premiação para pesquisadores cirurgiões brasileiros e a seus estudos. Isso representa credibilidade, relevância e credibilidade na área”, considerou Lydia. Ela acrescentou: “o papel da pesquisa foi muito importante para esse crescimento profissional e credibilidade dos nossos profissionais.”</p>
<p><strong>Desafios</strong></p>
<p>Embora a Medicina III tenha crescido consideravelmente no horizonte acadêmico e de pesquisa científica, Lydia ainda vê muito espaço para crescer, principalmente na área profissional sobre a qual a área tem atuado, mas ainda sem visão clara do seu alcance.</p>
<p>“Acredito que os mestrados profissionais mostrarão o caminho para uma maior clareza desse horizonte profissional que é muito amplo e próprio da área. Talvez seja um dos caminhos para o exercício das ações conjuntas, denominada hélice tríplice: universidade, empresa e governo no processo da Inovação”, analisou.</p>
<p>Nesse caso, Lydia acrescentou que o Brasil ainda está em fase de consolidação científica e tecnológica. Embora o País ocupe o 13º no ranking mundial de produção científica e responda por 2,27% de toda produção científica do mundo, segundo ela, ainda há muito o que realizar. Destacou ainda que o país representa menos de 1% das patentes do mundo e não possui nenhum Prêmio Nobel.</p>
<p>“Isso demonstra um grave desequilíbrio entre pesquisa e inovação em todas as áreas de atuação”, alerta.</p>
<p>Apesar de o Brasil representar a 6ª maior economia do mundo, Lydia disse, também, que o país permanece oscilando entre o 46º e 48º lugar na lista de competitividade dos ranking internacionais que avaliaram indicadores de inovação tecnológica no mundo (World Economic Forum e World Competitiveness Yearbook). Dessa forma, Lydia vê necessidade de o Brasil investir em pesquisa científica e tecnológica, considerando que países que mais investem nessas áreas são os líderes de desenvolvimento econômico no mundo.</p>
<p><strong>Desigualdade regional</strong></p>
<p>A pesquisadora da Unifesp vê também com um problema a assimetria regional do Brasil, na área científica. Para ela, esse problema precisa ser solucionado em todas as áreas de atuação &#8211; apesar de esforços realizados pelas áreas e pelas agências de fomento, federal e estadual, com a publicação de editais para estimular o crescimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste.</p>
<p>Conforme Lydia, existem 41 programas de pós-graduação em medicina cirúrgica no Brasil, dos quais 66% em São Paulo, onde são concentrados 27 PPG. Enquanto em regiões como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná existem 3 PPGs, em cada estado. A situação se agrava no Rio Grande do Sul, com 2 cursos; e no Ceará, Pernambuco e Pará, um em cada estado. Já na região Centro-Oeste não há nenhum PPG.</p>
<p>A pesquisadora acrescentou que todos os programas de pós-graduação com padrão internacional estão situados em São Paulo. Os destaques são para as áreas de Oftalmologia, da Unifesp e Ginecologia, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com notas 7; e também Urologia e Cirurgia Plástica da Unifesp, com notas 6.</p>
<p><em>Viviane Monteiro/Jornal da Ciência<br />
Créd.Imagem: EPM &#8211; Unifesp</em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/especialista-destaca-avanco-da-ciencia-cirurgica-brasil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Falta de verba preocupa cientistas da USP que elaboram vacina contra AIDS</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/falta-de-verba-preocupa-cientistas-da-usp-que-elaboram-vacina-contra-aids/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/falta-de-verba-preocupa-cientistas-da-usp-que-elaboram-vacina-contra-aids/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Dec 2014 13:16:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa clínica]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=1451</guid>
		<description><![CDATA[Desafio é conseguir o financiamento mais robusto para o projeto, entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Desafio é conseguir o financiamento mais robusto para o projeto, entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões</strong></em></p>
<div id="attachment_1454" style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-1454 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2014/12/Edecio-Cunha-653x350.jpg" alt="Edecio Cunha" width="653" height="350" /><p class="wp-caption-text">Foto: Divulgação</p></div>
<p>Um grupo de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) vem tentando desenvolver uma vacina anti-HIV, totalmente nacional, há mais de uma década. Com sucesso, a vacina passou pelos testes em camundongos e pelos primeiros ensaios em macacos, com financiamentos da FAPESP, CNPq e Ministério da Saúde na ordem de R$ 1,5 milhão. Dados do Ministério da Saúde de 2012 mostram que no Brasil morrem  11,896 mil pessoas com vírus HIV por ano.</p>
<p>O grande desafio é conseguir o financiamento mais robusto para o projeto, entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões, ou equivalente a cerca de R$ 250 milhões, para que sejam realizados os testes definitivos de eficácia da vacina em humanos – segundo informou Edecio Cunha Neto, pesquisador do Instituto do Coração (Incor), professor do Laboratório de Imunologia da USP e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI). Ele reconhece que essa é uma parte “extremamente onerosa” da pesquisa científica.</p>
<p>Segundo o cientista, a vacina passará ainda por duas fases de testes em macacos, especificamente em animais da mesma colônia, a Rhesus, do Instituto Butantan, em São Paulo, sobre os quais foram realizados os primeiros testes em fevereiro.</p>
<p>“Os resultados foram animadores e temos ainda mais duas etapas de testes com macacos Rhesus. Depois, daqui a dois ou três anos, pretendemos fazer o primeiro ensaio em humanos”, disse o cientista, após participar de reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na unidade da Rua Maria Antonia, realizada em 14 de novembro com as sociedades científicas sobre o declínio do financiamento à pesquisa científica no Brasil.</p>
<p>Segundo o cientista, por enquanto, o projeto dessa vacina é o único patenteado na comunidade europeia e nos EUA. “Alguns grupos brasileiros  estão testando vacinas anti-HIV, mas que foram criadas fora do Brasil”, afirma.</p>
<p>Para fazer frente aos próximos testes da vacina com macacos, o grupo de cientistas busca financiamento da ordem de R$ 3 milhões que serão solicitados à Fapesp em breve.</p>
<p><em>Declínio dos recursos do FNDCT</em></p>
<p>O vice-presidente da SBI demonstra preocupação com a redução de financiamento à pesquisa científica no Brasil, principalmente com o esvaziamento dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), até então a principal fonte de recursos para desenvolvimento, pesquisa e inovação. O Fundo é vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e as informações são de que os recursos estão sendo canalizados para o fomento do Programa Ciência sem Fronteiras.</p>
<p>“Queremos reverter esse quadro de declínio dos recursos para pesquisa, para que os grupos de excelência e os grupos emergentes possam fazer seu papel e melhorar ainda mais o desempenho do Brasil na área de ciência. E também melhorar a condição de produção de tecnologia e patentes”, analisou o cientista.</p>
<p>Diante da redução de recursos para o fomento à pesquisa científica, Cunha Neto considera difícil estimar quando a vacina anti-HIV poderá ser disponibilizada para programas de imunização do vírus. Isso porque, ele avalia, a vacina precisa passar pela chamada fase 3 do ensaio clínico. Trata-se de um teste realizado com “milhares de pessoas” para saber se o grupo vacinado registrou menos infecções em relação ao que não foi vacinado. Na prática, esse teste mensura a eficácia da vacina. Essa etapa, porém, requer recursos significativos, na ordem de US$ 50 milhões a US$ 100 milhões, ou até R$ 250 milhões.</p>
<p>“Para testar a eficácia dessa vacina seria necessário um grande financiamento, que só o governo ou talvez um laboratório farmacêutico poderia se interessar”, avalia o cientista.</p>
<p>O cientista, entretanto, ainda não vê interesse por parte do governo e nem da indústria para as etapas mais onerosas da vacina, apesar de o projeto ter recebido financiamento para as etapas iniciais da pesquisa e os testes dessa vacina tenham demonstrado resultados positivos até agora.</p>
<p>“A gestação de uma vacina, principalmente contra HIV, tem alto risco de não funcionar. Então, a chance maior de haver interesse da indústria pela vacina seria quando tivéssemos os resultados dos primeiros testes em humanos, os da fase 1, para saber se a vacina é segura e se ela induz respostas imunes à população.”</p>
<p><em>Vontade política</em></p>
<p>Nesse caso, o cientista avalia que o governo teria mais condições de apoiar um projeto de tamanha magnitude. “Mas teria de haver vontade política”, cutuca Edecio Cunha Bueno. Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde não deu retorno até o fechamento da matéria.</p>
<p>Conforme entende o cientista, será difícil a indústria farmacêutica se interessar em investir nesse projeto, em decorrência da forte concorrência. Segundo ele, existem cerca de 30 testes clínicos em andamento de vacinas candidatas em estágio de testes em humanos.</p>
<p>“Para que nossa vacina seja competitiva deveríamos já ter em mãos o resultado dos testes em humanos”, afirma.</p>
<p>O cientista esclarece que há outras condicionantes “complicadas”, que podem interferir na viabilidade de comercialização da vacina. Uma delas é o alto custo de produção em relação ao risco da vacina não apresentar rentabilidade para indústrias farmacêuticas. Segundo ele, o lançamento de um remédio, desde a concepção até a licença para uso humano, consome mais ou menos US$ 500 milhões. As empresas, porém, podem obter retorno de bilhões de dólares pela exclusividade de comercialização do produto enquanto durar a patente.</p>
<p>O problema, na visão do cientista, é que os principais consumidores dessa vacina são países de renda média ou muito baixa, o que torna difícil a perspectiva de se obter lucro com esse projeto.</p>
<p><em>Viviane Monteiro/ Jornal da Ciência/matéria publicada dia 05/12/2014</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/falta-de-verba-preocupa-cientistas-da-usp-que-elaboram-vacina-contra-aids/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Inmetro adota medidas para evitar desperdício em pesquisas científicas</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/inmetro-adota-medidas-para-evitar-desperdicio-em-pesquisas-cientificas/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/inmetro-adota-medidas-para-evitar-desperdicio-em-pesquisas-cientificas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2014 19:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnológicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=1335</guid>
		<description><![CDATA[Estima-se que no mundo os prejuízos cheguem a US$ 6 bilhões em razão de contaminação e erro de identificação de células]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Estima-se que no mundo os prejuízos cheguem a US$ 6 bilhões em razão de contaminação e erro de identificação de células </strong></em></p>
<p>O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) adotou medidas para evitar desperdício em pesquisas científicas que utilizam cultivo celular <em>in vitro</em> em áreas como biotecnologia e toxicologia. Na prática, foram adotados protocolos para avaliar a qualidade das células utilizadas em estudos <em>in vitro</em>, em terapia celular e ensaios toxicológicos, segundo o coordenador da área de Bioengenharia do Inmetro, José Mauro Granjeiro.</p>
<p>Conforme ele entende, a irreprodutibilidade das pesquisas científicas utilizando o cultivo celular <em>in vitro</em> é uma preocupação mundial e gera prejuízos bilionários. Para embasar os argumentos, o especialista identificou 300 mil estudos realizados até agora, utilizando a palavra chave “cell culture” na internet.</p>
<p>Desse total, estima-se que 20% dos estudos com células são contaminadas ou não autênticas, representando 60 mil estudos comprometidos.  Na ponta do lápis, Granjeiro calculou que esses desperdícios poderiam atingir US$ 6 bilhões, se considerar um custo estimado em US$ 100 mil em cada estudo.  No Brasil, as primeiras análises do Inmetro identificaram mais de 20% de células contaminadas e de cerca de 6% com erro de identificação.</p>
<p>O cultivo celular <em>in vitro</em> é uma ferramenta empregada sistematicamente desde o início do século XX. Mais recentemente, esse método emergiu como potencial estratégia para reduzir o uso de animais em pesquisa científica.</p>
<p>Conforme o especialista do Inmetro, os principais fatores que comprometem a qualidade das pesquisas pelo método <em>in vitro</em> são o risco de contaminação de células por micoplasma (bactérias minúsculas), particularmente o Micoplasma orale, “comumente” encontrado na cavidade oral e orofaringe.</p>
<p><strong>Risco na identificação de células<br />
</strong>Outro elemento fundamental para assegurar a qualidade da pesquisa biomédica, utilizando cultivo celular, disse Granjeiro, é a determinação da identidade da célula avaliada no estudo. Segundo disse, há mais de 50 anos se relata a identificação incorreta da origem das células, cuja taxa de erro é de 20%, aproximadamente.</p>
<p>Segundo ele, vários relatos na literatura científica mostram a troca de célula humana por célula de camundongo, por exemplo. Outro exemplo é a identificação de células de câncer cervical (HeLa) como sendo uma célula epitelial intestinal não maligna.</p>
<p>“É como se, querendo estudar uma Ferrari, o cientista desmontasse um calhambeque: ambos são carros, mas completamente diferentes”, exemplifica Granjeiro.<br />
Conforme ele avalia, os erros de identificação podem invalidar as conclusões do estudo – resultar em desperdício de tempo e recursos financeiros e, principalmente, contribuir para a “controvérsia na literatura científica e confusão entre os cientistas.”</p>
<p><strong>Cuidados na manipulação<br />
</strong>A contaminação e os erros na identificação de células, segundo  Granjeiro, decorrem da manipulação de múltiplas linhagens celulares no mesmo laboratório, com risco de contaminações cruzadas. Ao mesmo tempo, as células podem ser rotuladas de forma incorreta durante a manipulação, gerando erros de identificação e, por tabela, irreprodutibilidade das pesquisas científicas.</p>
<p>Para Granjeiro,  esses  fatores comprometem o resultado final da pesquisa. “O estudo com uma célula não autêntica, sem saber exatamente a identidade da célula utilizada ou um estudo com célula contaminada, não servem para nada. São tempo e recursos perdidos.”</p>
<p>No entendimento de Granjeiro, um dos desafios importantes da Ciência é reproduzir os estudos com células animais.  “Começamos a verificar vários periódicos  internacionais, dentre os quais a revista americana Nature, bastantes preocupados com irreprodutibilidade dos estudos”, disse.</p>
<p>“A preocupação é tão grande que a Nature solicita aos revisores dos artigos que procurem identificar especificamente, na metodologia dos artigos que utilizam cultura celular, se o autor do trabalho fez teste de autenticidade e de micoplasma, justamente para aumentar a confiança nos estudos”, acrescenta.</p>
<p><strong>Preocupação nacional</strong><br />
O Inmetro passou a dar prioridade a tal assunto a partir do ano passado quando analisou 100 amostras de células &#8211; encaminhadas de forma espontânea por alguns laboratórios brasileiros. Do total recebido, o Instituto identificou contaminação em 28% das células, aproximadamente. Enquanto um percentual menor, de cerca de 6%, apresentou células com erros de identificação.</p>
<p>“Por isso, é preciso estabelecer boas práticas de cultivo celular e testar regularmente as células no laboratório evidenciando que ela não está contaminada e é autêntica”, recomendou  Granjeiro.</p>
<p>No Brasil, os índices estão em linha com os registrados em países europeus, sobretudo na contaminação de células. Conforme Granjeiro, na Europa, estudos publicados indicam níveis de contaminação superior a 25%. Enquanto isso, no Japão estudos publicado em 1981 indicaram taxas de contaminação superiores a 80% das culturas celulares testadas. É o mesmo percentual registrado em estudos publicados no México em 2009.</p>
<p>“O importante é destacar que as células que analisamos foram enviadas espontaneamente para estudo, o que demonstra uma preocupação com o tema. Isso mostra, por outro lado, que havia um universo não observado de células que não eram testadas.”</p>
<p>O Inmetro começou a atuar em biometrologia em 2007 com a criação da Diretoria de Metrologia Aplicada a Ciências da Vida, com o intuito de contribuir para aumentar a confiança da sociedade nas medidas no que se refere à área de Ciências da Vida. Por exemplo, a quantificação de produtos biológicos colocados no mercado brasileiro.</p>
<p><strong>Projeto piloto<br />
</strong>O coordenador da área de Bioengenharia do Inmetro informou que o resultado das 100 células analisadas no ano passado serviu de base para criação de um programa piloto do Instituto. Foi a partir daí que o Inmetro passou a adotar testes de autenticidade e de micoplasma para atender a demanda do mercado “dentro de sua capacidade”.</p>
<p>Ainda em 2013, o Inmetro realizou  460 análises de células, aproximadamente.  O resultado de todas essas análises não foi divulgado.</p>
<p>De janeiro até agosto deste ano foram realizadas 650 análises para detecção de microplasma, superando todo o ano de 2013. Desse total apurado, 30% das células registram contaminação. Conforme a previsão de Granjeiro, o Inmetro deve encerrar o ano com cerca de 1 mil análises realizadas.</p>
<p><strong>Produção de kits<br />
</strong>Com intuito de disseminar essas análises no Brasil, o Inmetro prevê a realização de treinamentos e testes, sob demanda. A proposta é que os pesquisadores dos próprios laboratórios possam fazer os testes, sozinhos. Segundo Granjeiro, serão distribuídos protocolos “que detalham, passo-a-passo, os procedimentos para os testes”.</p>
<p>“Os pesquisadores podem comprar os kits para esses ensaios no mercado nacional e, seguindo um protocolo detalhado, poderão realizar os ensaios no próprio laboratório. Com isso, poderão ter segurança sobre as células com as quais trabalham, verificando se são autênticas e livres de contaminação por micoplasma.”</p>
<p><em>Viviane Monteiro/ Jornal da Ciência/ Foto: News-medical.net</em></p>
<p>Matéria publicada dia 06/11/2014</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/inmetro-adota-medidas-para-evitar-desperdicio-em-pesquisas-cientificas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CTNBio analisa liberação comercial de eucalipto transgênico</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/ctnbio-analisa-liberacao-comercial-de-eucalipto-transgenico/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/ctnbio-analisa-liberacao-comercial-de-eucalipto-transgenico/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2014 17:18:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>
		<category><![CDATA[Transgênicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=529</guid>
		<description><![CDATA[O Brasil pode começar a produzir eucalipto transgênico em escala comercial para atender o mercado de madeira. Desenvolvido pela FuturaGene, braço direito de biotecnologia da Suzano Papel e Celulose, o eucalipto geneticamente modificado, batizado de H421, faz parte dos 19 itens da pauta de liberação comercial da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) a ser deliberada ainda neste mês de maio.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Árvores geneticamente modificadas proporcionam produtividade de até 20% acima do convencional</strong></em></p>
<p>O Brasil pode começar a produzir eucalipto transgênico em escala comercial para atender o mercado de madeira. Desenvolvido pela FuturaGene, braço direito de biotecnologia da Suzano Papel e Celulose, o eucalipto geneticamente modificado, batizado de H421, faz parte dos 19 itens da pauta de liberação comercial da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) a ser deliberada ainda neste mês de maio.</p>
<p>Com intuito de aumentar a produtividade das florestas de eucalipto, os cientistas da FuturaGene introduziram um novo gene nessa cultura, que reduz em quase dois anos o tempo de maturação do eucalipto, além de deixar o tronco da árvore mais largo do que o tradicional. Enquanto o convencional leva um ciclo de sete anos, em média, para ser colhido, o do eucalipto transgênico dura cinco anos e meio, segundo informações da FuturaGene.</p>
<p>O vice-presidente de Assuntos Regulatórios da empresa biotecnologia, Eugênio César Ulian, disse que o eucalipto transgênico proporciona produtividade de até 20% maior do que o convencional.</p>
<p>“Considerando o mercado de papel e celulose, o eucalipto geneticamente modificado, com cerca de 20% de aumento de produtividade, poderá ser colhido aproximadamente em 5 anos e meio após o plantio, garantindo o mesmo volume de madeira obtido hoje com o eucalipto convencional aos sete anos de idade”, avalia.</p>
<p>O eucalipto transgênico, desenvolvido em 2001 e sob avaliação em campo desde 2006, foi protocolado na CTNBio em janeiro deste ano, quando foi submetido à analise para sua liberação comercial. Caso seja aprovado, a previsão da FuturaGene é de que a primeira colheita desse organismo geneticamente modificado (OGM) chegue ao mercado nos próximos seis ou sete anos.</p>
<p>Rigor técnico &#8211; Sem entrar em detalhes, o presidente da CTNBio, Edivaldo Domingues Velini, afirmou ao Jornal da Ciência que o eucalipto transgênico será analisado com o mesmo rigor que é dado a qualquer OGM submetido à Comissão. O colegiado da CTNBio avalia os impactos ambiental, social e econômico dos OGMs.</p>
<p>Conforme dados da FuturaGene, o aumento da produtividade do eucalipto transgênico oferece diversos benefícios ao meio ambiente. Isso porque a produtividade maior exige menos terra cultivada, o que implica redução de insumos, de água e de liberação de carbono, por exemplo. Além disso, terras disponíveis podem ser direcionadas a outros fins, como a prevenção ambiental, e o plantio sustentável e renovável pode reduzir a pressão para extração de madeiras das florestas naturais.</p>
<p>Ao abordar o impacto socioeconômico do eucalipto transgênico, Ulian disse que a Suzano vai disponibilizar a tecnologia para os pequenos produtores rurais associados à empresa, tornando tal inovação rentável para todo o mercado de papel e celulose.</p>
<p>Tendência mundial &#8211; Conforme acrescentam dados da empresa, a tendência é de aumento da demanda por madeira ao redor de 60% até 2030, diante do crescimento da população mundial, que deve saltar dos atuais sete bilhões para mais de oito bilhões até lá. “Para atender às exigências globais de forma sustentável é necessário criar soluções tecnológicas que possibilitem produzir mais com menos recursos”, destaca a empresa em relatório.</p>
<p>Os dados citam ainda que um dos principais desafios do Brasil em longo prazo é aumentar os recursos de produção.</p>
<p><em>Viviane Monteiro, Jornal da Ciência nº 758,09/05/2014</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/ctnbio-analisa-liberacao-comercial-de-eucalipto-transgenico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pesquisadora desenvolve método inovador para inibir casos de hipertensão</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/pesquisadora-desenvolve-metodo-inovador-para-inibir-casos-de-hipertensao/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/pesquisadora-desenvolve-metodo-inovador-para-inibir-casos-de-hipertensao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2014 17:25:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[SocBrasProgCiencia]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres cientistas]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnológicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dev2.rpm.com.br/jornaldaciencia/?p=379</guid>
		<description><![CDATA[A previsão é de que a ferramenta seja colocada no mercado futuramente Com o intuito de prevenir problemas de hipertensão, um dos principais problemas de saúde pública, especialistas brasileiros desenvolveram um método inédito para o diagnóstico e o prognóstico desse tipo de doença, que atinge cerca de 1 bilhão no mundo. Trata-se de um biomarcador [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A previsão é de que a ferramenta seja colocada no mercado futuramente</strong></em></p>
<p>Com o intuito de prevenir problemas de hipertensão, um dos principais problemas de saúde pública, especialistas brasileiros desenvolveram um método inédito para o diagnóstico e o prognóstico desse tipo de doença, que atinge cerca de 1 bilhão no mundo.</p>
<p>Trata-se de um biomarcador (marcador biológico), uma proteína da urina que identifica o risco para desenvolvimento da hipertensão, informa a autora da pesquisa que deu origem à invenção, Dulce Elena Casarini, professora do Departamento de Medicina, Disciplina de Nefrologia da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).<br />
Os detalhes da ferramenta, fruto de pesquisa de vários anos da especialista, serão apresentados na Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a se realizar em São José dos Campos, nos dias 05 e 06 de junho. No evento, Dulce vai discorrer sobre o tema “Biotecnologia para a saúde”.</p>
<p>Conforme a especialista, a proteína, batizada de enzima conversora de angiotensina I N-domínio (ECA 90 kDa), acusa precocemente, pela urina, se a pessoa poderá ser hipertensa ou não. “E se analisado no contexto do diabetes, essa proteína pode diagnosticar precocemente se a pessoa está ou não caminhando para uma lesão renal”, esclarece Dulce. Após o diagnóstico no paciente diabético, Dulce acrescenta que o médico pode tratar precocemente o rim para evitar a progressão da doença renal no indivíduo.</p>
<p>Destacando a eficácia do método para prognosticar hipertensão, a especialista disse que, por enquanto, não há como mensurar a relação custo/benefício dessa inovação. “O custo/benefício saberemos no futuro, quando pudermos prevenir a hipertensão mais eficientemente.”</p>
<p>A expectativa é de que o biomarcador, criado para identificar casos de hipertensão pela urina, seja colocado no mercado futuramente. O método inovador será comercializado em kit (uma membrana que identifica a proteína na urina com propensão à hipertensão), processo que já está em andamento pela Proteobrás, empresa brasileira de pequeno porte, que patenteou o produto. Para que seja produzido em larga escala, porém, o projeto terá que passar pelo processo de licitação para atrair o interesse de indústrias de grande porte.</p>
<p>O projeto inovador foi desenvolvido em parceria com a Fapesp, Unifesp, e com os pesquisadores Frida Plavnik, Odair Marson e José Eduardo Krieger, atual pró-Reitor de pesquisa da USP, além de Dulce Elena.</p>
<p><strong>Casos de hipertensão no mundo </strong></p>
<p>Conforme estudos, a hipertensão atinge aproximadamente 1 bilhão de pessoas no mundo. Estima-se que a prevalência da hipertensão arterial em várias cidades brasileiras varia de 20% a 40% na população adulta, um número próximo da média mundial. Nos Estados Unidos, os estudos apontam que 29% da população adulta é hipertensa. Enquanto na Europa esse número chega a 44% da população.</p>
<p>A estimativa é de que em 2025 29,5% da população adulta no mundo terá hipertensão. Embora a causa da hipertensão seja desconhecida na maioria dos casos, a prevalência dessa doença tem a influência de vários fatores. Dentre os quais, estão a idade, sexo, etnia, consumo de sal e álcool, sedentarismo, estilo de vida, estresse, fumo e peso corpóreo.</p>
<p><em>Viviane Monteiro, Jornal da Ciência nº 759, 23/05/2014</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/pesquisadora-desenvolve-metodo-inovador-para-inibir-casos-de-hipertensao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biofábricas: alternativas sustentáveis para novos materiais</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/biofabricas-alternativas-sustentaveis-para-novos-materiais/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/biofabricas-alternativas-sustentaveis-para-novos-materiais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2014 14:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jornal da ciencia]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnológicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dev2.rpm.com.br/jornaldaciencia/?p=228</guid>
		<description><![CDATA[Uma fibra resistente e flexível como a teia da aranha, antígenos contra o câncer e até um antiviral do HIV. Esses são alguns exemplos dos biomateriais que podem ser produzidos com o auxílio da biotecnologia e engenharia genética. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Pesquisadores da Embrapa usam a biotecnologia e a engenharia genética para criar produtos a partir de organismos vivos</strong></em></p>
<p>Uma fibra resistente e flexível como a teia da aranha, antígenos contra o câncer e até um antiviral do HIV. Esses são alguns exemplos dos biomateriais que podem ser produzidos com o auxílio da biotecnologia e engenharia genética. Pesquisadores brasileiros, liderados pelo engenheiro agrônomo e doutor em engenharia genética Elíbio Rech, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, de Brasília, estão usando organismos vivos para produzir materiais que poderão ser produzido sem larga escala – são as chamadas biofábricas.</p>
<p>No caso da fibra que imita ateia da aranha, o grupo de pesquisa escolheu esse material por ter uma tremenda demanda pelo ser humano – ser ao mesmo tempo resistente e flexível. Eles desenvolveram uma forma de produzir as fibras, mas sem precisar retirar o animal da fauna. Isso possibilita a reprodução do material pelas indústrias de forma sustentável e econômica.</p>
<p>“Fomos até a biodiversidade da região da Amazônia, da Mata Atlântica e do Cerrado, coletamos várias aranhas, fizemos o genoma, descobrimos o gene associado à produção da teia de aranha, isolamos esses Genes no laboratório e fizemos uma bactéria produzi-lo em escala. Nós isolamos a bactéria e produzimos a fibra”, resume Rech.</p>
<p>Nesse experimento, a bactéria é uma biofábrica, mas eventualmente os pesquisadores podem utilizar uma planta, uma célula de um animal ou um outro sistema que possibilite produzir em uma escala a um custo mais reduzido.</p>
<p>“Usamos a bactéria no laboratório porque é muito prática e com o que eu isolo no laboratório já podemos produzir 20, 30, 50 metros de fibra. Eu não preciso mais do que isso para fazer a avaliação, do ponto de vista científico”, diz.</p>
<p>De acordo com Elíbio Rech, a pesquisa partiu da ideia de fazer uma avaliação potencial de biodiversidade, empregação de valor e exploração sustentável. “No futuro, nós devemos fazer isso com a biodiversidade, avaliar alguns organismos ou vários, e isolar somente a característica que nós queremos, ao mesmo tempo em que você conserva, agrega valor. Essa é a premissa que sustenta o projeto”, afirma.</p>
<p><strong>Muitas possibilidades</strong> &#8211; A biofibra produzida em laboratório poderá ter várias utilizações. “Essa fibra poderá servir não só para utilização na criação de um material resistente e flexível por si mesmo, mas também na composição de materiais para aumentar a flexibilidade e resistência, por exemplo: ser componente de partes de avião, reduzindo o peso da aeronave e consequentemente reduzir o consumo de combustível e emissão de CO2 na atmosfera. Nós poderemos usar em casco de navios, fazer um colete à prova de balas ou um terno que seguraria o tiro de uma arma, ou ainda usar em microssutura, porque ele é biodegradável e não induz resposta imune no ser humano, em mamíferos. Poderiam ser feitos filmes para queimaduras, ou seja, é um novo material que pode ter várias aplicações”, relata Rech.</p>
<p>Em outra pesquisa realizada pelo grupo de Elíbio Rech, são usadas plantas já domesticadas, a exemplo da soja e o tabaco, como biorreatores. De acordo com ele, as proteínas recombinantes são feitas artificialmente a partir de genes clonados. Neste caso, os pesquisadores conseguiram reproduzir em larga escala, dentro do grão de soja ou na folha de tabaco, proteínas que podem ser utilizadas para criar antígenos contra o câncer, antiviral do HIV, hormônio do crescimento e o fator de coagulação IX, para tratar pessoas com hemofilia.</p>
<p>A soja foi escolhida, segundo Rech, por sua capacidade de estocagem e devido à durabilidade das sementes, que podem manter as moléculas ativas por até cinco anos. No caso do tabaco, a escolha foi porque é uma planta na qual é possível produziras proteínas de forma mais rápida do que em outros sistemas.</p>
<p>A pesquisa recebeu aporte financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal(FAPDF), no valor de R$1.534.090,48, de acordo com edital do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex/FAPDF/CNPQ).</p>
<p><em>Edna Ferreira, Jornal da Ciência nº 758, 9/05/2014</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/biofabricas-alternativas-sustentaveis-para-novos-materiais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
