<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Jornal da Ciência &#187; Políticas de CT&amp;I</title>
	<atom:link href="http://www.jornaldaciencia.org.br/politicas-de-cti/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.jornaldaciencia.org.br</link>
	<description>Só mais um site WordPress</description>
	<lastBuildDate>Sat, 19 Sep 2026 01:54:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=3.9.40</generator>
	<item>
		<title>EDITORIAL &#8211; Antes da próxima emergência: dados, vigilância e decisão técnica no SUS</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-antes-da-proxima-emergencia-dados-vigilancia-e-decisao-tecnica-no-sus/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-antes-da-proxima-emergencia-dados-vigilancia-e-decisao-tecnica-no-sus/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 16:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Especial da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=31060</guid>
		<description><![CDATA[“Tratar ciência em saúde como assunto exclusivo de uma pasta é reduzir o alcance de uma agenda que envolve determinantes sociais, sistemas de saúde, indústria de medicamentos e equipamentos, e a relação entre saúde e sociedade”, aponta a presidente da SBPC, Francilene Garcia, no editorial desta sexta-feira]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Tratar ciência em saúde como assunto exclusivo de uma pasta é reduzir o alcance de uma agenda que envolve determinantes sociais, sistemas de saúde, indústria de medicamentos e equipamentos, e a relação entre saúde e sociedade”, aponta a presidente da SBPC, Francilene Garcia, no editorial desta sexta-feira</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Instagram-post-feedback-verde-e-rosa-orgânico-17.png"><img class="alignright size-medium wp-image-31068 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Instagram-post-feedback-verde-e-rosa-orgânico-17-300x300.png" alt="Instagram post feedback verde e rosa orgânico (17)" width="300" height="300" /></a>Chegamos ao último eixo do caderno <em><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Vozes da Ciência — O Brasil que Queremos</a></em>. Os textos anteriores trataram do financiamento da ciência e da soberania nacional, do território onde clima e segurança pública se encontram, e de quem estuda, ensina e pesquisa no país. O sétimo eixo trata da saúde, e já dedicamos nesta série espaço ao financiamento do SUS e ao debate sobre modelos de gestão que aparece nos programas registrados. Por isso o foco aqui é outro: o que sustenta o sistema quando a próxima crise chegar.</p>
<p>São três frentes que a pandemia mostrou serem inseparáveis: (1) a soberania sobre os dados de saúde, (2) a capacidade permanente de vigilância e preparação, e (3) a proteção da decisão técnica baseada em evidências. Nenhuma delas produz manchete em ano eleitoral. Mas todas são decisivas para determinar a capacidade do país de proteger vidas quando uma emergência chega.</p>
<p>Convém lembrar a escala do que está em jogo. O SUS cobre mais de 90% do território nacional e é o maior sistema público de saúde do mundo. É também um dos maiores compradores de produtos de saúde do país: adquire cerca de 90% das vacinas, 50% dos equipamentos médicos e 30% dos medicamentos do mercado brasileiro, poder de compra que lhe permite orientar a produção segundo prioridades públicas. E é, silenciosamente, uma das maiores infraestruturas de informação em saúde já construídas.</p>
<p>Convém também desfazer um mal-entendido corrente: o problema brasileiro não é ausência de instituições. O país tem centros de informações estratégicas em vigilância, rede nacional de vigilância hospitalar, um sistema de laboratórios de saúde pública com unidades de referência em todos os estados, rede genômica pública, dois grandes produtores estatais de imunobiológicos e uma agência reguladora consolidada. O que requer aprimoramento é a conexão permanente entre essas peças e o financiamento que as mantenha prontas entre uma emergência e outra.</p>
<p>A rede HUBrasil opera 45 hospitais universitários em 25 estados, com 28 milhões de prontuários completos, uma das maiores bases hospitalares do planeta. Esses hospitais não são apenas repositórios de dados: são rede assistencial de alta complexidade e lugar onde se formam os profissionais que sustentam o sistema, o que faz da proteção de seu financiamento uma das treze propostas prioritárias do caderno. Somem-se as bases do próprio SUS, que acompanham 170 milhões de usuários ao longo de décadas. Não existe no mundo muita coisa comparável: um registro contínuo, capilar e de base populacional, capaz de sustentar pesquisa clínica, estudos epidemiológicos e vigilância em escala continental.</p>
<p>Esse patrimônio ainda não é tratado plenamente como uma infraestrutura estratégica do país. Os dados de saúde permanecem distribuídos entre diferentes sistemas e bases, com níveis distintos de integração, governança e interoperabilidade. Essa fragmentação reduz o potencial de uso da informação para pesquisa, epidemiologia, vigilância e formulação de políticas públicas e pode ampliar a dependência de soluções e infraestruturas externas.</p>
<p>A proposta da SBPC é criar uma <strong>Plataforma Nacional Soberana de Dados em Saúde</strong>, com acesso regulamentado, governança transparente, interoperabilidade entre as bases existentes e aplicação rigorosa da LGPD. A plataforma não substituiria os sistemas já existentes: conectaria e qualificaria o que o país já construiu, criando condições para transformar dados em conhecimento e conhecimento em melhores decisões de saúde. Experiências como o Cidacs e a Estratégia de Saúde Digital mostram que essa integração é tecnicamente possível.</p>
<p>É o mesmo argumento do eixo da soberania digital, aplicado ao terreno mais sensível que existe. Dados de saúde de 170 milhões de pessoas são questão de segurança nacional, e quem os organiza define o que o país pode saber sobre a própria população.</p>
<p>A segunda frente é a vigilância, e ela tem endereço. A Amazônia ocupa 60% do território nacional e atravessa mais de 11 mil quilômetros de fronteira. Nos municípios amazônicos de fronteira, a taxa de violência sexual é 36% superior à média nacional, chegando a 163 casos por 100 mil mulheres em algumas cidades. O garimpo ilegal contamina territórios indígenas por mercúrio, e o desmatamento abre corredores para patógenos que não conhecem divisa municipal.</p>
<p>A médica sanitarista Adele Benzaken sintetizou no ciclo: não há atalhos para o futuro do Brasil, e o caminho passa pela floresta, pelos rios, pelo monitoramento inteligente das fronteiras e pelas comunidades mais distantes. Proteger a Amazônia é fazer saúde global, e é um ato de soberania nacional. É também o que dá conteúdo concreto ao conceito de saúde única: a saúde humana, a dos animais e a dos ecossistemas são uma coisa só, e cada quilômetro de floresta derrubada altera as três ao mesmo tempo. O país já tem por onde começar, porque o sistema laboratorial do SUS recebe amostras humanas, animais e ambientais na mesma plataforma. Falta transformar essa possibilidade técnica em rotina de vigilância integrada. Daí a proposta de um programa específico de ciência e tecnologia para vigilância e saúde na região, com tecnologias apropriadas a contextos remotos, remuneração digna dos agentes comunitários e integração entre saúde, ambiente e clima.</p>
<p>Some-se a isso a Rede Integrada de Vigilância e Atenção à Saúde para Mulheres e Populações Vulneráveis nas Fronteiras Amazônicas, com acolhimento psicossocial, notificação compulsória e resposta rápida à violência sexual, e a ação intersetorial entre saúde, meio ambiente e segurança para enfrentar o garimpo ilegal como o problema de saúde pública que ele é.</p>
<p>Há uma terceira carência, que o país trata há décadas como assunto menor. Os transtornos mentais atingem cerca de 10% da população brasileira e recebem 1% dos recursos globais destinados à saúde. A proposta da SBPC é elevar esse percentual para ao menos 5% nos próximos quatro anos, enquanto a OMS recomenda 10%, e integrar indicadores de saúde mental, para além de mortalidade e prescrições, às grandes bases de dados do SUS e ao sistema de vigilância epidemiológica. Não se formula política para o que não se mede, e hoje o país enxerga muito pouco do sofrimento psíquico de sua população, sobretudo entre os mais jovens. Vale acrescentar o que os eixos anteriores já mostraram: dentro do SUS, adoecer e morrer seguem as mesmas linhas de raça, renda e território que organizam todo o resto, e nenhuma política de saúde alcança quem mais precisa se os dados não forem desagregados por esses recortes.</p>
<p>A terceira frente é a mais delicada, porque trata do que acontece quando a evidência contraria a conveniência política. Deisy Ventura, professora titular de Ética da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), identificou no ciclo um dos principais inimigos da saúde pública contemporânea: a campanha de desinformação que encoraja ativamente o descumprimento de medidas sanitárias e corrói a confiança nas instituições de saúde. Foi assim que se enfraqueceu o CDC norte-americano, cuja direção chegou a 2026 com 80% dos cargos vagos, e foi assim que se ampliou o número de mortes evitáveis no Brasil durante a pandemia.</p>
<p>Os números dessa conta são conhecidos e continuam difíceis de escrever: mais de 711 mil mortes associadas à COVID-19, das quais cerca de 300 mil poderiam ter sido evitadas. Nenhuma tecnologia teria compensado a decisão de desautorizar a evidência.</p>
<p>Daí a proposta de um marco legal de proteção à autoridade sanitária baseada em evidências, garantindo que decisões técnicas do Ministério da Saúde e da Anvisa não possam ser revertidas por autoridades políticas sem fundamento científico. Não se trata de blindar especialistas do escrutínio público, que é legítimo e necessário. Trata-se de impedir que uma decisão que custa vidas seja tomada por quem não precisa responder pela evidência que a contradiz.</p>
<p>Proteção institucional, porém, é defesa, e o caderno propõe também a ofensiva: financiar um programa de comunicação estratégica em saúde pública com tráfego pago nas plataformas, em investimento equivalente ao que hoje sustenta a propaganda contra a saúde pública. Enquanto a informação baseada em evidências depender do alcance orgânico e a desinformação for impulsionada com dinheiro, a disputa seguirá desigual por desenho.</p>
<p>O conjunto se completa com a capacidade de antecipação. A SBPC propõe um programa permanente de preparação e resposta a doenças transmissíveis emergentes e reemergentes, integrando vigilância, desenvolvimento de vacinas e plataformas tecnológicas, e um sistema específico de prevenção de futuras epidemias, nos moldes do Centro Brasileiro de Enfrentamento de Emergências em Saúde proposto por especialistas. A sucessão recente de emergências, da COVID-19 à febre amarela, das arboviroses ao Ebola, não deixa dúvida sobre sua necessidade. Uma emergência sanitária não avisa: ela chega e cobra o que foi construído antes.</p>
<p>Preparação, porém, precisa de métrica, ou vira retórica. Não é sobre quantos equipamentos o país possui, mas quanto tempo separa o primeiro sinal anormal de um diagnóstico confiável, de uma sequência genética disponível, de um protótipo de teste e do primeiro lote produzido em território nacional. Cada etapa desse intervalo é uma decisão de política pública, e cada semana economizada nele se traduz em vidas salvas.</p>
<p>Há uma capacidade específica que define esse patamar: identificar um agente que ninguém ainda conhece. O sequenciamento metagenômico permite procurar material genético sem saber de antemão o que se procura, e o próprio guia federal de avaliação de capacidades em emergências, de 2026, classifica a identificação de patógeno desconhecido como o nível mais avançado de maturidade laboratorial. Garantir essa capacidade em centros macrorregionais, com transporte rápido de amostras e equipes permanentes, é o que separa detectar cedo de descobrir tarde.</p>
<p>Há ainda a dimensão internacional, e ela está sendo decidida agora. O Acordo de Pandemias da Organização Mundial da Saúde, adotado em maio de 2025, depende de um anexo sobre acesso a patógenos e repartição de benefícios que segue em negociação em Genebra, com participação brasileira na condução dos trabalhos. O que está em jogo é se o compartilhamento rápido de amostras e sequências genéticas virá acompanhado de acesso verificável aos produtos dele derivados, com transferência de tecnologia e capacidade regional de produção. Foi exatamente essa assimetria que a COVID-19 expôs.</p>
<p>A posição brasileira deveria ser coerente com o que defendemos internamente: compartilhar depressa o que a ciência precisa saber e exigir mecanismos que impeçam a repetição da fila em que os países do Sul esperaram vacinas produzidas com material biológico que eles próprios haviam fornecido. Some-se a isso o vácuo deixado pela saída dos Estados Unidos de fóruns multilaterais, que o Brasil tem condições de ocupar na OMS e na OPAS, compartilhando com a América Latina, a África e o Caribe as tecnologias de vacinas desenvolvidas aqui, o modelo do SUS e os sistemas de vigilância epidemiológica. Exportar saúde pública é uma forma de política externa que poucos países podem oferecer.</p>
<p>Há ainda uma frente que raramente entra no debate e que é caso exemplar de tudo o que foi dito aqui: a política estatal de sangue. Hemoderivados são insumo crítico, de produção complexa e mercado global concentrado, e o caderno defende consolidar essa política sem permitir a privatização de qualquer serviço correlacionado, fortalecendo a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia. Soberania sanitária se mede em casos como esse, não em declarações de princípio.</p>
<p>Por fim, uma correção de rota institucional. A maior parte da pesquisa de interesse do SUS é, e deve ser apoiada também por CNPq, Capes e fundações estaduais, em articulação com o Ministério da Saúde. Tratar ciência em saúde como assunto exclusivo de uma pasta é reduzir o alcance de uma agenda que envolve determinantes sociais, sistemas de saúde, indústria de medicamentos e equipamentos, e a relação entre saúde e sociedade.</p>
<p>Nos programas de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral, saúde é presença obrigatória, e o vocabulário predominante é o da gestão, como analisado no artigo “O SUS não é um plano de saúde em grande escala”. Registro aqui apenas o que interessa a este eixo: vigilância epidemiológica, soberania de dados em saúde, saúde mental e proteção da autoridade sanitária aparecem pouco ou não aparecem nos programas que analisamos até agora. É uma ausência reveladora, porque são exatamente as capacidades que não se improvisam no momento da crise e que, por isso mesmo, precisam ser decididas agora.</p>
<p>A SBPC não indica candidaturas nem recomenda voto. Compara propostas com evidências, registra convergências e lacunas e cobra mecanismos. É o que o Termo de Compromisso do <strong><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Observatório das Eleições 2026</a></strong> pede a cada candidata e a cada candidato: decidir com base no conhecimento científico, nos dados e nas evidências. No caso da saúde, essa exigência tem uma tradução simples. O país já pagou, em vidas, o preço de decidir contra a evidência. A pergunta que 2026 coloca é se aprendemos o suficiente para não pagar de novo.</p>
<p><em>Francilene Procópio Garcia, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja as notas do Especial da Semana – Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância</strong></p>
<p>JC &#8211; <a href="https://www.jornaldaciencia.org.br/o-sus-nao-e-um-plano-de-saude-em-grande-escala/" target="_blank">O SUS não é um plano de saúde em grande escala</a></p>
<p>JC &#8211; <a href="https://www.jornaldaciencia.org.br/de-telemedicina-a-ia-presidenciaveis-defendem-expansao-e-modernizacao-do-sus/" target="_blank">De telemedicina à IA, presidenciáveis defendem expansão e modernização do SUS</a></p>
<p>Fiocruz, 24/08/2026 &#8211; <a href="https://fiocruz.br/noticia/2026/08/fiocruz-divulga-carta-aberta-com-contribuicoes-para-eleicoes-2026" target="_blank">Fiocruz divulga carta aberta com contribuições para as eleições 2026</a></p>
<p>The Conversation Brasil, 29/07/2026 &#8211; <a href="https://theconversation.com/eleicoes-e-saude-quais-as-questoes-sobre-o-futuro-do-sus-que-precisam-ser-debatidas-pelos-candidatos-287965" target="_blank">Eleições e saúde: quais as questões sobre o futuro do SUS que precisam ser debatidas pelos candidatos?</a></p>
<p>Outra Saúde, 15/09/2026 &#8211; <a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/eleicoes-os-lapsos-na-saude-mental/" target="_blank">Eleições: os lapsos nos planos para a Saúde Mental</a></p>
<p>Folha de S. Paulo, 09/06/2026 &#8211; <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/financiamento-do-sus-filas-de-consultas-e-efeito-das-bets-desafiam-novo-presidente-na-area-da-saude.shtml" target="_blank">Financiamento do SUS, filas de consultas e efeito das bets desafiam novo presidente na área da saúde</a></p>
<p>Brasil de Fato, 08/09/2026 &#8211; <a href="https://www.brasil247.com/entrevistas/o-orcamento-do-sus-precisa-chegar-a-7-do-pib-diz-nisia-trindade/" target="_blank">“O orçamento do SUS precisa chegar a 7% do PIB”, diz Nísia Trindade</a></p>
<p>The Conversation Brasil, 27/02/2026 &#8211; <a href="https://theconversation.com/uma-visao-historica-do-impacto-da-criacao-do-sus-no-acesso-custo-e-qualidade-da-saude-no-pais-275483" target="_blank">Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país</a></p>
<p>Jornal da USP, 05/02/2026 &#8211; <a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/especialistas-defendem-reformulacao-de-sistemas-de-saude-na-amazonia-diante-das-mudancas-climaticas-2/" target="_blank">Especialistas defendem reformulação de sistemas de saúde na Amazônia diante das mudanças climáticas</a></p>
<p>CNN Brasil, 14/01/2026 &#8211; <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/crise-climatica-pesquisadores-defendem-novo-modelo-de-saude-na-amazonia/" target="_blank">Crise climática: pesquisadores defendem novo modelo de saúde na Amazônia</a></p>
<p>CNN Brasil, 09/06/26 &#8211; <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/envelhecimento-acelerado-desafia-sustentabilidade-da-sistema-de-saude/#goog_rewarded" target="_blank">Envelhecimento acelerado desafia sustentabilidade dos sistemas de saúde</a></p>
<p>G1, 07/07/2025 &#8211; <a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/07/07/brasil-tem-cronico-subfinanciamento-do-sus-e-precisaria-investir-mais-em-saude-diz-estudo-do-senado.ghtml" target="_blank">Brasil tem “crônico subfinanciamento” do SUS e precisaria investir mais em Saúde, diz estudo do Senado</a></p>
<p>Agência Senado, 24/06/2026 &#8211; <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/06/24/vacinas-debatedores-afirmam-que-pais-precisa-estar-preparado-para-novas-pandemias" target="_blank">Vacinas: debatedores afirmam que País precisa estar preparado para novas pandemias</a></p>
<p>Agência Senado, 10/4/2026 &#8211; <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2026/04/saneamento-basico-a-pauta-bilionaria-que-segue-fora-do-debate-politico-eleitoral" target="_blank">Saneamento básico: a pauta bilionária fora do debate eleitoral</a></p>
<p>Brasil de Fato, 18/09/2026 &#8211; <a href="https://www.brasildefato.com.br/2026/09/18/sus-e-referencia-internacional-e-cultura-midiatica-ajuda-a-compreender-importancia-do-sistema/" target="_blank">SUS é referência internacional e cultura midiática ajuda a compreender importância do sistema</a></p>
<p>Jota, 30/06/2026 &#8211; <a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/o-plasma-brasileiro-e-a-corrida-global-por-soberania-em-saude" target="_blank">O plasma brasileiro e a corrida global por soberania em saúde</a></p>
<p>Jota, 18/09/2026 &#8211; <a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/quem-financia-o-vale-da-morte-da-inovacao-em-saude" target="_blank">Quem financia o &#8216;vale da morte&#8217; da inovação em saúde?</a></p>
<p>Brasil de Fato, 12/06/2026 &#8211; <a href="https://www.brasildefato.com.br/colunista/o-sus-no-seu-cotidiano/2026/06/12/o-sus-o-voto-das-mulheres-e-as-eleicoes-2026/" target="_blank">O SUS, o voto das mulheres, e as eleições 2026</a></p>
<p><em> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-antes-da-proxima-emergencia-dados-vigilancia-e-decisao-tecnica-no-sus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>De telemedicina à IA, presidenciáveis defendem expansão e modernização do SUS</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/de-telemedicina-a-ia-presidenciaveis-defendem-expansao-e-modernizacao-do-sus/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/de-telemedicina-a-ia-presidenciaveis-defendem-expansao-e-modernizacao-do-sus/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 16:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=31054</guid>
		<description><![CDATA[Prontuário eletrônico é uma das políticas mais citadas por diferentes candidatos, enquanto há divergências sobre a participação do setor privado na gestão da Saúde, aponta análise da SBPC]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Prontuário eletrônico é uma das políticas mais citadas por diferentes candidatos, enquanto há divergências sobre a participação do setor privado na gestão da Saúde, aponta análise da SBPC</em></p>
<div id="attachment_31064" style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-18-at-13.45.18.jpeg"><img class="wp-image-31064 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-18-at-13.45.18-653x350.jpeg" alt="Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" width="653" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</p></div>
<p>A importância do Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecida pelos planos de governo de todos os 13 candidatos à presidência da República. Entre propostas de expansão, dedicadas ao aparato financeiro, e de modernização, voltadas à aplicação tecnológica, os presidenciáveis apresentam soluções que envolvem o uso de inteligência artificial (IA) na triagem de pacientes, a criação de prontuários eletrônicos nacionalmente conectados e a ampliação da telemedicina. Entretanto, a maior divergência é sobre a participação privada nas políticas de Saúde.</p>
<p>Os candidatos Escritor Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Leonardo Avalanche, Lula, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Zema defendem a modernização do Sistema Único de Saúde, mas com Cury, Bolsonaro, Santos, Avalanche e Zema ressaltando a necessidade de expansão da iniciativa privada nas políticas de Saúde. Santos compara suas ideias à implementação do aplicativo DoctorSV, criado em El Salvador, onde potencializou o atendimento remoto. A política, lá, foi criticada por ter sido <a href="https://apublica.org/2026/04/el-salvador-oferece-saude-publica-com-ia-e-demite-medicos/" target="_blank">acompanhada por demissões de profissionais da saúde</a>.</p>
<p>Com pensamento de defesa à expansão orçamentária do SUS – e não necessariamente sua modernização tecnológica –, os candidatos Hertz Dias, Rui Costa Pimenta e Samara criticam a participação da iniciativa privada, alegando que o SUS deve ser um Sistema 100% estatal. Já o candidato Edmilson Costa se aproxima das políticas defendidas por Lula e já aplicadas no mandato em andamento (2023-2026), que envolve a integração das políticas de Saúde com políticas industriais e a defesa do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).</p>
<p>Esses diagnósticos compõem uma análise realizada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) com base nos documentos <a href="https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/BR/BR/20322002026" target="_blank">submetidos pelas candidaturas ao TSE</a>. Para a análise, a SBPC iniciou a busca pela palavra-chave “SUS” e averiguou as partes dos documentos dedicadas às políticas de Saúde. Posteriormente, houve uma leitura analítica dos planos de governo, de modo a identificar se a promoção às políticas de saúde estava inclusa em outros setores, como políticas sociais e de Educação, entre outras.</p>
<p>A análise é parte das iniciativas do <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/" target="_blank">Observatório das Eleições 2026</a>, uma ação da SBPC que reúne candidatos de diferentes esferas públicas que se comprometem abertamente com o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I) no País. O Observatório convida ainda os candidatos e a população eleitora a conhecerem o documento <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">“Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos”</a>, que reúne 117 propostas organizadas em sete eixos temáticos – sendo o sétimo deles focado em Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância:</p>
<p>“O SUS é, ao mesmo tempo, o maior patrimônio sanitário do país e um sistema permanentemente ameaçado por cortes e pela interferência política sobre decisões técnicas. Este eixo articula três frentes que a pandemia mostrou quanto são indissociáveis: o financiamento estável do sistema, a soberania tecnológica em insumos e dados de saúde, e a proteção da autonomia das autoridades sanitárias diante da desinformação e de iniciativas que enfraquecem a confiança pública na ciência e nas instituições de saúde”, explica a SBPC no documento.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Presidenciáveis têm visão, mas falta conexão com o potencial da Ciência</strong></p>
<p>No comparativo com as propostas do caderno “Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos”, as propostas dos presidenciáveis atendem a princípios de fortalecimento do SUS, mas carecem de aprofundamento e dependem excessivamente da iniciativa privada.</p>
<p>A preocupação com a gestão da informação é praticamente uma unanimidade. Neste caso, a comunidade científica sugere um aprofundamento das ideias apresentadas nos planos de governo, com a criação de uma Plataforma Nacional Soberana de Dados em Saúde, com acesso regulamentado, governança transparente e a aplicação integral da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – “os dados de 170 milhões de usuários do SUS são patrimônio nacional e questão de segurança”, justifica o documento.</p>
<p>Entretanto, pontos centrais para a comunidade científica não se encontram nas propostas documentadas. É o caso da garantia de proteção do financiamento do SUS e dos hospitais universitários federais em relação às políticas de austeridade, os reconhecendo como infraestruturas de segurança sanitária nacional, e não como despesa discricionária.</p>
<p>Outro ponto importante de defesa da comunidade científica é a criação de um programa de Estado para biotecnologia em saúde, articulando Fiocruz, Butantan, universidades e CEIS, com horizonte de 20 anos e meta de 70% de autossuficiência em insumos estratégicos.</p>
<p>Por fim, o caderno “Vozes da Ciência” também defende o fortalecimento das políticas de saúde atreladas à população idosa, um tema presente apenas em alguns planos de governo: do Escritor Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Leonardo Avalanche, Lula, \Ronaldo Caiado, Samara e Zema. Entretanto, assim como os temas anteriores, há uma falta de aprofundamento e conexão com evidências e políticas científicas.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Confira abaixo as análises detalhadas por presidenciável, organizadas em ordem alfabética conforme seus registros no TSE: </strong></p>
<p>Candidata do partido Democracia Cristã (DC), <strong style="font-weight: bold !important;">Clariana Barão</strong> tem um plano de governo totalmente estruturado em tópicos e sugestões de indicadores. No tópico dedicado à Saúde, o SUS pouco aparece, defendendo apenas a incorporação de Inovação e novas terapias, mas sem detalhes.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Edmilson Costa</strong>, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), defende um Sistema Único de Saúde forte, público, gratuito e de qualidade, o que só seria possível com a ampliação de investimentos no Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). Costa também propõe a criação de Conselhos Populares de Saúde, responsáveis pela gestão do órgão; além do aprimoramento dos medicamentos distribuídos pelo SUS, com promessa de expansão do catálogo disponível e a criação de um programa de contratação de médicos voltado para o atendimento das regiões menos assistidas do País. O candidato é o único a delimitar orçamentos, se comprometendo com a destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) à pasta da Saúde e com a estatização de todo o setor privado de saúde.</p>
<p>Registrado no TSE como <strong style="font-weight: bold !important;">Escritor Augusto Cury</strong>, o candidato do partido Avante afirma que o SUS vive uma sobrecarga e a solução para desafogá-lo é a telemedicina. O candidato tem, entre as suas metas, o objetivo de transformar o Brasil no maior centro de telemedicina do mundo, com a ampliação das consultas remotas e laudos digitais – um dos objetivos é que 80% das consultas básicas sob responsabilidade presencial das unidades médicas vinculadas ao SUS passem a ser realizadas de forma remota.</p>
<p>Já o candidato do Partido Liberal (PL), <strong style="font-weight: bold !important;">Flávio Bolsonaro </strong>defende a digitalização do SUS, com o uso da inteligência artificial para agilizar o agendamento de consultas e exames. Bolsonaro também tem, em suas propostas, a criação do prontuário eletrônico único, um serviço vinculado ao CPF e integrado ao sistema Gov.br, que deve ser “interoperável entre as redes pública e privada”, para um acesso unificado no histórico de consultas, exames, vacinas e prescrições.</p>
<p>O candidato <strong style="font-weight: bold !important;">Hertz Dias</strong>, do Partido Socialista Dos Trabalhadores Unificado (PSTU), tem propostas similares às do candidato Edmilson Costa (PCB), como a defesa do fim de privatizações e da gestão privada da saúde. Dias também ressalta a importância de um SUS público, universal, gratuito e 100% estatal. Entre os destaques, defende as políticas de saúde mental, como a ampliação do investimento público nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e no Serviço de Residências Terapêuticas e Centros de Convivência – mas ressalta que não investirá em Comunidades Terapêuticas. Também defende a expansão da rede pública de hospitais, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e UBSs Unidades Básicas de Saúde (UBS), além do estímulo à produção pública de medicamentos e insumos estratégicos.</p>
<p>Assumindo a candidatura pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) após a Justiça Federal considerar Pablo Marçal como inapto, <strong style="font-weight: bold !important;">Leonardo Avalanche</strong> têm propostas similares com outros presidenciáveis, como a expansão da telemedicina e parcerias com hospitais privados. Afirma que a sua prioridade nas políticas de Saúde é zerar as filas do SUS, e também defende a implementação da inteligência artificial para o controle e gestão de medicamentos.</p>
<p>Candidato à reeleição, <strong style="font-weight: bold !important;">Lula</strong>, do Partido dos Trabalhadores (PT), defende que o SUS é “a espinha dorsal do desenvolvimento humano e da soberania sanitária do país”. Entretanto, o candidato pontua que o Sistema precisa continuar evoluindo para assegurar o direito universal à Saúde. Em seu plano, promete a integração entre os programas de Atenção Primária, Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica e Atenção Especializada, com a defesa do prontuário único do cidadão, que já está em desenvolvimento por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Há, ainda, a defesa do uso da inteligência artificial como ferramenta para auxiliar na triagem de pacientes. Seu plano de governo também destaca o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que trouxe recursos destinados a equipamentos médicos e infraestrutura – uma política que promete continuar, com a criação da maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo. Assim como o candidato Edmilson Costa (PCB), Lula também destaca o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (CEIS), e defende que o “fortalecimento do SUS público e universal é inalienável”.</p>
<p>Já o candidato do partido Missão,<strong style="font-weight: bold !important;"> Renan Santos</strong>, alega que um dos principais problemas do SUS é a fila de espera por atendimento. O candidato defende a criação de um sistema digital de saúde, que combine telemedicina, diagnósticos por inteligência artificial (IA), monitoramento clínico e histórico permanente, inspirado no aplicativo DoctorSV, implementado em El Salvador. Assim como os demais presidenciáveis, ele destaca a importância do prontuário eletrônico nacional.</p>
<p>Candidato do Partido Social Democrático (PSD), <strong style="font-weight: bold !important;">Ronaldo Caiado</strong> afirma, em seu plano de governo, que o SUS será preservado como sistema universal e transformado em uma rede mais preventiva, integrada, digital e orientada por resultados. “O cidadão deve saber qual equipe o acompanha, qual é sua prioridade, quanto tempo esperará e qual serviço é responsável por cada etapa”, detalha. Caiado também promete que, em seu processo de modernização, a agenda do SUS será conduzida por missões, como reduzir filas evitáveis; prevenir e controlar doenças crônicas; promover a saúde da mulher; entre outros. Também defende a construção de uma Infraestrutura Nacional de Dados em Saúde e a integração entre políticas de Saúde e de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I), olhando a pesquisa clínica como política de desenvolvimento, e buscando “reduzir dependência externa e ampliar a participação brasileira nas tecnologias que mais pressionarão o SUS nas próximas décadas.”</p>
<p>Com apenas uma menção ao SUS em seu plano de governo, o candidato <strong style="font-weight: bold !important;">Rui Costa Pimenta</strong>, do Partido da Causa Operária (PCO), afirma que o Sistema vive uma destruição sistemática, agravada pelo avanço da privatização em Saúde. Em seu plano de governo, defende mais verba para a saúde pública, a criação de um plano de emergência para construção de hospitais e postos de saúde, a validação imediata de todos os diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros residentes no País e a abertura de centenas de cursos de medicina, enfermagem e demais cursos da área, com livre acesso  – sem vestibular – nas universidades públicas, com o objetivo de suprir a falta de profissionais.</p>
<p>Candidata pelo partido Unidade Popular (UP), <strong style="font-weight: bold !important;">Samara </strong>também destaca a privatização de serviços públicos de Saúde, com as suas administrações sob responsabilidade das Organizações Sociais de Saúde (OSS). Entre seus projetos, promete o fortalecimento e unificação do SUS 100% estatal; a soberania farmacêutica e de produção, com o fortalecimento dos laboratórios oficiais do Estado para a fabricação de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos; e a valorização dos trabalhadores da Saúde, intensificando concursos públicos com regime estatutário, além do fim da precarização e a aplicação integral dos pisos salariais nacionais das categorias.</p>
<p>O presidenciável registrado no TSE como <strong style="font-weight: bold !important;">Veterinário Wilson Grassi</strong>, pelo partido Democrata, afirma que o SUS não precisa ser reinventado, mas “precisa funcionar na ponta, onde é barato”. Em seu plano há três frentes: a atenção primária como prioridade orçamentária; a criação de uma fila nacional única organizada por tipos de procedimento e o fortalecimento da produção nacional de medicamentos e imunizantes estratégicos.</p>
<p>Encerrando os presidenciáveis, <strong style="font-weight: bold !important;">Zema</strong>, do Partido Novo, também argumenta que um dos maiores problemas do SUS é a fila para atendimentos médicos. Em seu plano de governo, afirma que parte dos recursos dedicados ao Sistema é mal aplicada, com pouca articulação e integração tecnológica. Ele defende, essencialmente, a criação do prontuário eletrônico e pede maior participação da iniciativa privada. “O setor privado, que tem estrutura e capacidade ociosa, é subutilizado para desafogar o sistema público e o excesso de regulação e a judicialização encarecem a saúde suplementar e empurram ainda mais pessoas para o SUS”, pontua.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">A análise</strong></p>
<p>Para a análise, a SBPC iniciou a busca pelas palavras-chave “SUS”, “saúde”, “cuidado” e respectivas derivações que pudessem ilustrar políticas dedicadas ao tema. Posteriormente, houve uma leitura analítica dos planos de governo, de modo a identificar se a temática estava envolvida em outras frentes, como políticas para assistência social, Educação, entre outras.</p>
<p>A análise envolveu os planos de governo extraídos do Tribunal Superior Eleitoral no dia 19 de agosto de 2026, com exceção ao plano de Leonardo Avalanche, extraído em 17 de setembro – a diferença de data se dá por conta do julgamento da candidatura de Pablo Marçal, até então o presidenciável pelo PRTB, que teve sua candidatura julgada <strong style="font-weight: bold !important;">inapta </strong>pela Justiça Eleitoral na última sexta-feira, 11 de setembro.</p>
<p>É importante destacar que os planos de governo podem ser aditados no curso da campanha eleitoral e que as candidaturas podem se manifestar sobre esta análise e sobre seus apoios às políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I), aderindo ao Termo de Compromisso presente no <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Observatório das Eleições 2026</a>.</p>
<p><em>Rafael Revadam – Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/de-telemedicina-a-ia-presidenciaveis-defendem-expansao-e-modernizacao-do-sus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Completando um mês no ar, Observatório das Eleições 2026 já ultrapassa 160 compromissos de candidaturas</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/completando-um-mes-no-ar-observatorio-das-eleicoes-2026-ja-ultrapassa-160-compromissos-de-candidaturas/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/completando-um-mes-no-ar-observatorio-das-eleicoes-2026-ja-ultrapassa-160-compromissos-de-candidaturas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=31050</guid>
		<description><![CDATA[Iniciativa da SBPC convida candidatos de diferentes cargos a se comprometeram em apoiar a Ciência, a democracia e a soberania nacional]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Iniciativa da SBPC convida candidatos de diferentes cargos a se comprometeram em apoiar a Ciência, a democracia e a soberania nacional</em></p>
<div id="attachment_30685" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-14.33.59.jpeg"><img class="size-medium wp-image-30685 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-14.33.59-300x178.jpeg" alt="Marcelo Camargo/Agência Brasil" width="300" height="178" /></a><p class="wp-caption-text">Marcelo Camargo/Agência Brasil</p></div>
<p>Lançado no dia 17 de agosto, o Observatório das Eleições 2026 completa seu primeiro mês reunindo candidaturas que se comprometem abertamente com o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I) no País. Até o momento, <strong style="font-weight: bold !important;">164 candidatas e candidatos já assinaram o Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional</strong>, proposto pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). As adesões ao <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;">Observatório das Eleições 2026</strong></a> já alcançam <strong style="font-weight: bold !important;">21 unidades da Federação, 15 partidos políticos e seis cargos em disputa</strong>, formando um retrato cada vez mais amplo da mobilização para levar as políticas científicas ao debate eleitoral.</p>
<p>O Observatório apresenta o caderno <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/publicacoes/outras-publicacoes/caderno_36.pdf" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;">“Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos”</strong></a>, que reúne 117 propostas da comunidade científica, reunidas em sete eixos temáticos: 1) CT&amp;I como Projeto de Nação; 2) Soberania Nacional: Digital, Tecnológica e Sanitária; 3) Sustentabilidade, Clima, Biodiversidade e Segurança Alimentar; 4) Democracia e Segurança Pública; 5) Equidade, Diversidade e Justiça Social; 6) Educação, Formação e Universidade; e 7) Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância.</p>
<p>A iniciativa funciona como uma via de mão dupla. De um lado, candidatas e candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente são convidados a assinar um Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional. De outro, a sociedade pode acompanhar quem assumiu esse compromisso — com as adesões divulgadas por cargo e por estado —, conhecer as propostas construídas pela comunidade científica e levá-las ao debate eleitoral.</p>
<p>“A questão não é apenas o quanto você [candidato(a)] pretende investir em Ciência, mas como pretende transformar conhecimento em capacidade de enfrentar os desafios do estado, agregar valor à sua economia, reduzir desigualdades, responder às mudanças climáticas e melhorar a saúde e a educação. O Observatório das Eleições 2026 convida você a explicitar esse compromisso: que lugar a ciência, a educação, a tecnologia e a inovação ocuparão no projeto de desenvolvimento que você propõe para o seu estado? O futuro do seu estado também será decidido pela capacidade de transformar conhecimento em desenvolvimento”, explica a presidente da SBPC, Francilene Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Cinco compromissos públicos</strong></p>
<p>Ao assinar o Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional, candidatas e candidatos assumem cinco compromissos.</p>
<p>O primeiro é tratar a Ciência como política de Estado, e não como despesa contingenciável, defendendo financiamento público, previsível e de longo prazo para a pesquisa. Também se comprometem a fundamentar decisões em evidências e ouvir a comunidade científica em temas técnicos.</p>
<p>O Termo inclui ainda a defesa da autonomia das universidades e institutos públicos e da liberdade de pesquisa; a proteção da democracia, de suas instituições e da Constituição de 1988; e o compromisso de se posicionar sobre as propostas do Vozes da Ciência relacionadas ao mandato que pretendem exercer.</p>
<p>“As adesões são tornadas públicas, por cargo e por estado, para que o compromisso com a Ciência não se limite à retórica, mas se converta em registro público e referência para o acompanhamento posterior”, complementa Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">O Observatório também é de quem vota</strong></p>
<p>Outro ponto importante é o engajamento do público eleitor. Para isso, a SBPC convida as suas Secretarias Regionais a mobilizarem os candidatos locais e a ocuparem espaços de debate e proposição de ideias.</p>
<p>“As Secretarias Regionais da SBPC serão a ponte entre a agenda nacional da ciência, as candidaturas e a sociedade de cada estado. Cabe a elas mobilizar a comunidade científica local, articular universidades, institutos de pesquisa, fundações de amparo à pesquisa, sociedades científicas e demais atores, e promover o diálogo com as candidatas e os candidatos aos Governos Estaduais”, explica Garcia.</p>
<p>Para a presidente da SBPC, mais do que levar uma agenda pronta aos estados, as Secretarias Regionais deverão inspirar e ajudar as candidaturas a enxergar como a Ciência pode contribuir para o desenvolvimento de seus estados. Também cabe a elas ajudar a sociedade a avaliar, com base em conhecimento, as escolhas que estarão em disputa.</p>
<p>“Isso significa identificar prioridades, apresentar capacidades e experiências existentes no território, valorizar suas vocações e desafios e contribuir para transformar conhecimento em propostas concretas de governo. Seu papel será mobilizar, conectar, inspirar e acompanhar: aproximar ciência, candidaturas e sociedade para que o debate eleitoral seja também uma oportunidade de pensar, com conhecimento, o futuro de cada estado”, conclui.</p>
<p><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;">Conheça o Observatório das Eleições 2026 e participe!</strong></a></p>
<p>Assine. Pergunte. Cobre.</p>
<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/completando-um-mes-no-ar-observatorio-das-eleicoes-2026-ja-ultrapassa-160-compromissos-de-candidaturas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mais de 160 candidaturas já se comprometeram em apoiar propostas para ciência, a democracia e a soberania</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/mais-de-160-candidaturas-ja-se-comprometeram-em-apoiar-propostas-para-ciencia-a-democracia-e-a-soberania/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/mais-de-160-candidaturas-ja-se-comprometeram-em-apoiar-propostas-para-ciencia-a-democracia-e-a-soberania/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 16:48:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=31021</guid>
		<description><![CDATA[Iniciativa da SBPC, Observatório das Eleições 2026 reúne adesões vindas de 21 unidades da Federação e 15 partidos políticos; candidatos do Acre, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins ainda não se pronunciaram]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Iniciativa da SBPC, Observatório das Eleições 2026 reúne adesões vindas de 21 unidades da Federação e 15 partidos políticos; candidatos do Acre, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins ainda não se pronunciaram</em></p>
<p>Cresce o número de candidatos que estão concorrendo nestas eleições de 2026 e que se comprometem abertamente com políticas públicas para todos os setores baseadas em evidências científicas. Até o momento, <strong style="font-weight: bold !important;">162 candidatas e candidatos já assinaram o Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional</strong>, proposto pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). As adesões ao <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;">Observatório das Eleições 2026</strong></a> já alcançam <strong style="font-weight: bold !important;">21 unidades da Federação, 15 partidos políticos e seis cargos em disputa</strong>, formando um retrato cada vez mais amplo da mobilização para levar as políticas científicas ao debate eleitoral.</p>
<p>São candidaturas à Presidência da República, aos governos estaduais, ao Senado, à Câmara dos Deputados, às assembleias legislativas e à Câmara Legislativa do Distrito Federal. O Legislativo concentra a maior parte das adesões, mas também cresce a participação de quem disputa os Executivos estaduais: seis candidaturas aos governos já assinaram o Termo, o dobro do registrado no levantamento anterior.</p>
<p>O número de unidades da Federação representadas permanece em 21, mas o mapa vem se adensando. Desde a última atualização, de 15 de setembro, quando havia 158 signatários, 4 novas candidaturas aderiram ao compromisso, com crescimento das adesões em quatro UFs: Distrito Federal, Maranhão, Rio de Janeiro e Espírito Santo.</p>
<p>Mais do que acompanhar o número de assinaturas, esses dados começam a mostrar como a mobilização vem se distribuindo pelo País, entre diferentes cargos e partidos — e também onde ainda há espaço para avançar. Como a <strong style="font-weight: bold !important;">adesão é individual, voluntária e permanece aberta,</strong> os números não constituem uma amostra do conjunto de candidaturas das eleições de 2026, mas oferecem uma fotografia do alcance do Observatório neste momento da campanha.</p>
<p>Lançado em 17 de agosto, o Observatório leva às eleições as 117 propostas do caderno “<a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos</a>”, construídas coletivamente pela comunidade científica, e busca promover o diálogo entre o que a ciência propõe, as questões e demandas da sociedade e aquilo que as candidaturas se comprometem publicamente a fazer.</p>
<p>“O Observatório das Eleições é o passo que transforma o caderno em ação. As ‘Vozes da Ciência’ não podem se encerrar no papel: o Observatório leva as 117 propostas para o debate eleitoral e cria um espaço público no qual candidatas e candidatos podem assumir compromissos com a ciência, a democracia e a soberania, e a sociedade pode acompanhar e cobrar esses compromissos, eixo por eixo”, explica a presidente da SBPC, Francilene Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Legislativo concentra a maior parte das adesões</strong></p>
<p>A distribuição por cargo mostra uma presença expressiva de candidaturas ao Poder Legislativo. Das 162 assinaturas, 85 são de candidatas e candidatos a deputado federal, pouco mais da metade do total. Outras 52 são de candidaturas a deputado estadual, dez ao Senado e oito a deputado distrital.</p>
<p>Somadas, são 155 candidaturas ao Legislativo, aproximadamente 96% dos signatários. Completam o levantamento seis candidaturas aos governos estaduais e uma à Presidência da República.</p>
<p>A forte presença do Legislativo é particularmente relevante para a agenda do Vozes da Ciência. Muitas das 117 propostas dependem diretamente de decisões do Congresso Nacional e das assembleias legislativas, especialmente em temas relacionados a orçamento, financiamento da pesquisa, marcos regulatórios e políticas públicas de longo prazo.</p>
<p>Entre elas estão a atuação contra medidas que reduzam ou contingenciem recursos destinados à Ciência e o apoio à criação de mecanismos que deem maior estabilidade ao financiamento de Ciência, Tecnologia e Inovação. O documento também propõe apoio ao Projeto de Lei nº 5.876/2016, que prevê a aplicação de recursos do Fundo Social do Pré-Sal em CT&amp;I, além da ampliação do percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à Pesquisa e Desenvolvimento para 2% até 2034.</p>
<p>Para as candidaturas à Presidência da República e aos governos estaduais, o Vozes da Ciência propõe, entre outras medidas, que CT&amp;I esteja entre as prioridades protegidas de bloqueios orçamentários e que os governos apresentem, nos primeiros 180 dias de mandato, propostas de orçamento plurianual para o setor.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Adesões avançam nos estados</strong></p>
<p>O mapa das adesões já alcança todas as regiões brasileiras, embora ainda apresente diferenças importantes entre os estados.</p>
<p>São Paulo reúne o maior número de signatários, com 30, seguido pelo Rio de Janeiro, com 26. Distrito Federal aparece com 14; Rio Grande do Sul e Maranhão, com 11 cada; Pernambuco, com nove; Minas Gerais, com oito; e Amazonas e Bahia, com sete cada.</p>
<p>Alagoas, Paraíba, Paraná e Santa Catarina registram cinco adesões cada; Ceará, quatro; Espírito Santo, Mato Grosso e Pará, três; Mato Grosso do Sul, duas; e Amapá, Goiás e Sergipe, uma cada. Soma-se a esse mapa uma candidatura de âmbito nacional, à Presidência da República.</p>
<p>A comparação com o levantamento anterior permite enxergar também onde a mobilização cresceu. O avanço mais expressivo ocorreu no Paraná, que passou de três para cinco signatários, empatando com demais três estados. As regiões com o maior número de candidaturas seguem com crescimento estável: São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.</p>
<p>Permanecem sem registros Acre, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins. Rio Grande do Norte e Rondônia contam com Secretarias Regionais ativas da SBPC, mas ainda não registram candidaturas signatárias.</p>
<p>A distribuição territorial é uma das frentes de mobilização do Observatório. As Secretarias Regionais da SBPC vêm sendo chamadas a aproximar a iniciativa das eleições nos estados, estimular o diálogo com as candidaturas locais e incorporar ao debate questões e prioridades dos diferentes territórios.</p>
<p>A proposta é fazer com que a discussão nacional dialogue também com as realidades locais: a capacidade científica instalada em cada região, suas universidades e instituições de pesquisa, os desafios ambientais e sociais, as políticas estaduais de CT&amp;I e as questões que pesquisadores e sociedade consideram prioritárias para os próximos governos e legislaturas.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Quinze partidos já estão representados</strong></p>
<p>A distribuição partidária acrescenta outra dimensão a esse mapa. Até o momento, estão representados 15 partidos políticos, abrangendo diferentes espectros do cenário político brasileiro.</p>
<p>A maior quantidade de adesões ainda se concentra em algumas legendas, mas o conjunto já reúne candidaturas de PT, PSOL, PCdoB, PSB, PDT, MDB, Rede, UP, PSD, Avante, Novo, Podemos, PSDB, PSTU e PV.</p>
<p>Esse recorte, porém, deve ser lido considerando a própria natureza do Observatório. A adesão ao Termo é individual e voluntária. A quantidade de signatários de determinada legenda, portanto, não constitui uma avaliação do posicionamento ou do grau de compromisso do partido com a Ciência.</p>
<p>Da mesma forma, a inclusão de uma candidatura na plataforma não representa apoio ou endosso eleitoral da SBPC. O Observatório registra um compromisso assumido publicamente pela própria candidatura, para que possa ser conhecido pela sociedade durante a campanha e acompanhado posteriormente.</p>
<p>A evolução da diversidade partidária, assim como a chegada a novos estados e a diferentes cargos, será uma das dimensões observadas nas próximas atualizações.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Cinco compromissos públicos</strong></p>
<p>Ao assinar o Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional, candidatas e candidatos assumem cinco compromissos.</p>
<p>O primeiro é tratar a Ciência como política de Estado, e não como despesa contingenciável, defendendo financiamento público, previsível e de longo prazo para a pesquisa. Também se comprometem a fundamentar decisões em evidências e ouvir a comunidade científica em temas técnicos.</p>
<p>O Termo inclui ainda a defesa da autonomia das universidades e institutos públicos e da liberdade de pesquisa; a proteção da democracia, de suas instituições e da Constituição de 1988; e o compromisso de se posicionar sobre as propostas do Vozes da Ciência relacionadas ao mandato que pretendem exercer.</p>
<p>“As adesões são tornadas públicas, por cargo e por estado, para que o compromisso com a Ciência não se limite à retórica, mas se converta em registro público e referência para o acompanhamento posterior”, afirma Francilene Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Das Vozes da Ciência às eleições</strong></p>
<p>O Observatório é parte de um processo que começou antes da campanha eleitoral. Entre novembro de 2025 e maio de 2026, a SBPC promoveu o ciclo “Vozes da Ciência”, com 13 mesas de debate e mais de 60 pesquisadores e pesquisadoras de diferentes áreas e regiões do País.</p>
<p>As discussões deram origem ao caderno “Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos”, que reúne 117 propostas organizadas em sete eixos: 1) CT&amp;I como Projeto de Nação; 2) Soberania Nacional: Digital, Tecnológica e Sanitária; 3) Sustentabilidade, Clima, Biodiversidade e Segurança Alimentar; 4) Democracia e Segurança Pública; 5) Equidade, Diversidade e Justiça Social; 6) Educação, Formação e Universidade; e 7) Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância.</p>
<p>A agenda parte da compreensão de que a ciência não está restrita às políticas de pesquisa. As propostas tratam de financiamento e formação científica, mas também de capacidade nacional para produzir medicamentos e tecnologias estratégicas, soberania digital, inteligência artificial, mudanças climáticas, biodiversidade, segurança alimentar, educação, saúde, democracia e redução das desigualdades.</p>
<p>Com o Observatório, esse processo entra em uma nova etapa. As propostas chegam ao debate eleitoral, as candidaturas são convidadas a se posicionar e seus compromissos passam a integrar um registro público.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">O Observatório também é de quem vota</strong></p>
<p>A iniciativa não se resume, portanto, à lista de candidaturas que assinaram o Termo.</p>
<p>Organizado a partir dos sete eixos do Vozes da Ciência, o portal reúne propostas e questões que podem subsidiar debates, entrevistas, encontros e conversas com quem disputa um mandato. A intenção é contribuir para que diferentes setores da sociedade conheçam as posições das candidaturas, formulem suas próprias perguntas e levem ao debate eleitoral temas que considerem importantes para o futuro do País.</p>
<p>Essa <strong style="font-weight: bold !important;">mobilização envolve também Secretarias Regionais da SBPC, Sociedades Científicas Afiliadas, pesquisadores, universidades e outras instituições,</strong> aproximando o debate das diferentes realidades brasileiras e incorporando questões e prioridades dos territórios.</p>
<p>A lógica é construir um processo contínuo: a ciência apresenta propostas; a sociedade participa, pergunta e traz suas demandas; as candidaturas respondem e assumem compromissos; e esses compromissos passam a integrar um registro público que poderá ser retomado depois das urnas.</p>
<p>“O Observatório é também um instrumento de mobilização da comunidade científica nos territórios. Ele oferece a pesquisadores e pesquisadoras, em cada cidade e região do País, uma ferramenta concreta para qualificar o debate público, dialogar com as candidaturas e aproximar a ciência das decisões que afetam a vida das pessoas”, destaca Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Um mapa em construção</strong></p>
<p>Os 162 signatários representam uma fotografia de uma mobilização que continua em curso. As adesões permanecem abertas, e os próximos levantamentos permitirão acompanhar não apenas o crescimento do número absoluto, mas também como esse mapa muda ao longo da campanha: onde surgem novas adesões, quais cargos se aproximam da iniciativa e como evoluem sua distribuição territorial e diversidade partidária.</p>
<p>A SBPC também prevê produzir informações e análises sobre os programas das candidaturas ao Executivo, promover leituras estaduais com participação das Secretarias Regionais e acompanhar temas estratégicos para CT&amp;I que dependem de decisões políticas.</p>
<p>A intenção é avançar da pergunta sobre quem assinou o Termo para outras igualmente importantes: que espaço a Ciência ocupa nos programas apresentados ao País e aos estados? Que respostas as candidaturas oferecem às questões levantadas pela comunidade científica e pela sociedade? E, depois das eleições, como os compromissos assumidos durante a campanha se traduzirão em decisões e políticas públicas?</p>
<p>O Observatório foi pensado justamente para permitir essa continuidade. O compromisso registrado agora poderá se tornar referência para acompanhar quem for eleito e manter o diálogo entre sociedade, comunidade científica e representantes políticos depois das urnas.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Candidata ou candidato:</strong> conheça as 117 propostas do <em>Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos</em> e assuma publicamente seu compromisso.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Eleitora ou eleitor:</strong> conheça as propostas, acompanhe quem já aderiu e leve essas questões ao debate eleitoral.</p>
<p><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;"><em>Conheça o Observatório das Eleições 2026, confira as adesões e partcipe!</em></strong></a></p>
<p>Assine. Pergunte. Cobre.</p>
<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/mais-de-160-candidaturas-ja-se-comprometeram-em-apoiar-propostas-para-ciencia-a-democracia-e-a-soberania/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SBPC encaminha moção contra processo de desnacionalização no setor aeroespacial</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-encaminha-mocao-contra-processo-de-desnacionalizacao-no-setor-aeroespacial/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-encaminha-mocao-contra-processo-de-desnacionalizacao-no-setor-aeroespacial/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 16:45:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=31019</guid>
		<description><![CDATA[O documento destaca que “a autonomia tecnológica e a valorização da ciência, tecnologia e engenharia nacional são indissociáveis da soberania do Estado e da garantia do futuro democrático e desenvolvido do Brasil”]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>O documento destaca que “a autonomia tecnológica e a valorização da ciência, tecnologia e engenharia nacional são indissociáveis da soberania do Estado e da garantia do futuro democrático e desenvolvido do Brasil”</em></p>
<div id="attachment_31027" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Drone-da-akaer-768x530.jpg"><img class="size-medium wp-image-31027 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Drone-da-akaer-768x530-300x207.jpg" alt="(Foto: Divulgação)" width="300" height="207" /></a><p class="wp-caption-text">(Foto: Divulgação)</p></div>
<p>A Assembleia Geral de Sócios da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), reunida em 30 de julho, durante a 78ª Reunião Anual, em Niterói (RJ), aprovou <strong style="font-weight: bold !important;">a “Moção contra o processo de desnacionalização no setor aeroespacial”.</strong></p>
<p>No documento, a comunidade científica manifesta grave preocupação e solicita a intercessão da Presidência da República em relação aos severos impactos à soberania tecnológica do país decorrentes do recente processo de desnacionalização no setor aeroespacial.</p>
<p>O texto informa que o Grupo EDGE, conglomerado estatal de defesa sediado nos Emirados Árabes Unidos, anunciou formalmente a aquisição de 100% do controle acionário da empresa brasileira AKAER Engenharia S.A., sediada em São José dos Campos, SP. A AKAER acumula mais de 30 anos de atuação e mais de 10 milhões de horas de engenharia aeroespacial de altíssima complexidade.</p>
<p>“Ademais, o Grupo EDGE já detém 50% de participação na SIATT (especializada em armas inteligentes e mísseis) e o controle da Condor (tecnologias não letais). A transferência do controle total da AKAER para um fundo estatal estrangeiro representa uma expressiva perda de autonomia sobre a capacidade de inovação e inteligência de engenharia do Brasil”.</p>
<p>O documento destaca que “a autonomia tecnológica e a valorização da ciência, tecnologia e engenharia nacional são indissociáveis da soberania do Estado e da garantia do futuro democrático e desenvolvido do Brasil”</p>
<p>Veja o texto na íntegra:</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MOÇÃO APROVADA NA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DOS SÓCIOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA (SBPC), REALIZADA EM 30 DE JULHO DE 2026, NA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF), EM NITERÓI-RJ, POR OCASIÃO DE SUA 78ª REUNIÃO ANUAL.</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Título:</strong> Moção contra o processo de desnacionalização no setor aeroespacial.</p>
<p>Destinatário: Presidente da República, Excelentíssimo Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Senador Davi Alcolumbre e Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Federal Hugo Motta.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Texto:</strong> “A comunidade científica reunida na 78ª Reunião Anual da SBPC na Universidade Federal Fluminense (UFF), manifesta grave preocupação e solicita a intercessão da Presidência da República em relação aos severos impactos à soberania tecnológica do país decorrentes do recente processo de desnacionalização no setor aeroespacial.</p>
<p>O Grupo EDGE, conglomerado estatal de defesa sediado nos Emirados Árabes Unidos, anunciou formalmente a aquisição de 100% do controle acionário da empresa brasileira AKAER Engenharia S.A., sediada em São José dos Campos, SP. A AKAER acumula mais de 30 anos de atuação e mais de 10 milhões de horas de engenharia aeroespacial de altíssima complexidade.</p>
<p>A empresa consolidou-se como um dos pilares mais sensíveis e estratégicos da nossa Base Industrial de Defesa (BID), tendo participação direta e crucial no desenvolvimento de programas de Estado fundamentais e que contam com pesados investimentos públicos, tais como o caça F-39 Gripen para a Força Aérea Brasileira (FAB), o cargueiro multimissão Embraer KC-390 e programa de modernização da viatura blindada de reconhecimento EE-9 Cascavel do Exército Brasileiro.</p>
<p>Ademais, o Grupo EDGE já detém 50% de participação na SIATT (especializada em armas inteligentes e mísseis) e o controle da Condor (tecnologias não letais). A transferência do controle total da AKAER para um fundo estatal estrangeiro representa uma expressiva perda de autonomia sobre a capacidade de inovação e inteligência de engenharia do Brasil.</p>
<p>Ressalte-se ainda que no complexo cenário geopolítico global contemporâneo, as grandes potências mundiais protegem ferozmente seus complexos industriais-militares e seus cérebros tecnológicos. A inteligência de engenharia de alta complexidade desenvolvida em solo brasileiro não pode ser alienada, sob o risco de rebaixar o país à condição de mero executor de tecnologias estrangeiras, inviabilizando nossa independência de defesa.</p>
<p>Diante do exposto, considerando as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END) e os ditames da Lei nº 12.598/2012 — que estabelece normas especiais para as Empresas Estratégicas de Defesa (EED) —, é solicitado que a Presidência da República, no uso de suas atribuições constitucionais e por meio dos ministérios e conselhos competentes, determine e certifique:</p>
<ul>
<li>Suspensão preventiva da operação, invocando expressamente o Princípio da Precaução, aplicado de forma análoga à segurança do Estado e ao patrimônio tecnológico estratégico. Requer-se a imediata suspensão administrativa da operação de compra e venda e de qualquer ato de transferência de controle ou de tecnologia aeroespacial da AKAER para o Grupo EDGE, até que o governo federal, por meio dos seus órgãos técnicos e de inteligência, conclua uma auditoria aprofundada sobre os impactos da transação;</li>
<li>Ativação de salvaguardas tecnológicas governamentais, adotando medidas de Estado e salvaguardas para garantir que a propriedade intelectual, os códigos-fonte e os segredos industriais dos projetos sensíveis (como o Gripen e o KC-390) permaneçam sob estrito domínio e governança do Estado brasileiro;</li>
<li>Proteção do corpo técnico Nacional, implementando mecanismos para que a inteligência e a engenharia aeroespacial sênior da AKAER permaneçam gerando valor dentro do território nacional, evitando a fuga de cérebros e o esvaziamento tecnológico do polo de São José dos Campos;</li>
<li>Garantia de autonomia geopolítica, assegurando que a produção e o suporte logístico dessas tecnologias de defesa não fiquem sujeitos a embargos políticos externos ou a decisões estratégicas de um governo estrangeiro, preservando a autonomia das Forças Armadas brasileiras;</li>
<li>Fiscalização rígida do status de Empresa Estratégica de Defesa (EED) por meio dos órgãos federais de inteligência e controle o cumprimento dos requisitos legais, dado que a gestão e o controle efetivo sobre as tecnologias de uso militar devem constitucionalmente resguardar o interesse nacional.</li>
</ul>
<p>A autonomia tecnológica e a valorização da ciência, tecnologia e engenharia nacional são indissociáveis da soberania do Estado e da garantia do futuro democrático e desenvolvido do Brasil.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Niterói, 30 de julho de 2026.”</strong></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Of.-SBPC-228-Moção-contra-o-processo-de-desnacionalização-no-setor-aeroespacial.pdf" target="_blank">Veja o documento em PDF</a>.</p>
<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-encaminha-mocao-contra-processo-de-desnacionalizacao-no-setor-aeroespacial/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ciência no mapa das Eleições 2026: 158 candidaturas já assinaram termo de compromisso da SBPC</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/ciencia-no-mapa-das-eleicoes-2026-158-candidaturas-ja-assinaram-termo-de-compromisso-da-sbpc/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/ciencia-no-mapa-das-eleicoes-2026-158-candidaturas-ja-assinaram-termo-de-compromisso-da-sbpc/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 17:07:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=31009</guid>
		<description><![CDATA[Adesões ao Observatório já alcançam 21 unidades da Federação e 15 partidos políticos; levantamento mostra forte participação de candidaturas ao Legislativo e avanço da mobilização nos estados]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Adesões ao Observatório já alcançam 21 unidades da Federação e 15 partidos políticos; levantamento mostra forte participação de candidaturas ao Legislativo e avanço da mobilização nos estados</em></p>
<div id="attachment_31010" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-14.06.55.jpeg"><img class="size-medium wp-image-31010 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-14.06.55-300x201.jpeg" alt="Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil" width="300" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil</p></div>
<p>A Ciência vai ganhando espaço no mapa das Eleições 2026. Até o momento, <strong style="font-weight: bold !important;">158 candidatas e candidatos já assinaram o Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional</strong>, proposto pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). As adesões ao <strong style="font-weight: bold !important;"><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Observatório das Eleições 2026</a></strong> já alcançam <strong style="font-weight: bold !important;">21 unidades da Federação, 15 partidos políticos e seis cargos em disputa</strong>, formando um retrato cada vez mais amplo da mobilização para levar a ciência ao debate eleitoral.</p>
<p>São candidaturas à Presidência da República, aos governos estaduais, ao Senado, à Câmara dos Deputados, às assembleias legislativas e à Câmara Legislativa do Distrito Federal. O Legislativo concentra a maior parte das adesões, mas também cresce a participação de quem disputa os Executivos estaduais: seis candidaturas aos governos já assinaram o Termo, o dobro do registrado no levantamento anterior.</p>
<p>O número de unidades da Federação representadas permanece em 21, mas o mapa vem se adensando. Desde a última atualização, de 11 de setembro, quando havia 144 signatários, 14 novas candidaturas aderiram ao compromisso, com crescimento das adesões em seis UFs: Maranhão, São Paulo, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Paraná.</p>
<p>Mais do que acompanhar o número de assinaturas, esses dados começam a mostrar como a mobilização vem se distribuindo pelo País, entre diferentes cargos e partidos — e também onde ainda há espaço para avançar. Como a <strong style="font-weight: bold !important;">adesão é individual, voluntária e permanece aberta,</strong> os números não constituem uma amostra do conjunto de candidaturas das eleições de 2026, mas oferecem uma fotografia do alcance do Observatório neste momento da campanha.</p>
<p>Lançado em 17 de agosto, o Observatório leva às eleições as 117 propostas do caderno “<a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos</a>”, construídas coletivamente pela comunidade científica, e busca promover o diálogo entre o que a ciência propõe, as questões e demandas da sociedade e aquilo que as candidaturas se comprometem publicamente a fazer.</p>
<p>“O Observatório das Eleições é o passo que transforma o caderno em ação. As ‘Vozes da Ciência’ não podem se encerrar no papel: o Observatório leva as 117 propostas para o debate eleitoral e cria um espaço público no qual candidatas e candidatos podem assumir compromissos com a ciência, a democracia e a soberania, e a sociedade pode acompanhar e cobrar esses compromissos, eixo por eixo”, explica a presidente da SBPC, Francilene Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Legislativo concentra a maior parte das adesões</strong></p>
<p>A distribuição por cargo mostra uma presença expressiva de candidaturas ao Poder Legislativo. Das 158 assinaturas, 80 são de candidatas e candidatos a deputado federal, pouco mais da metade do total. Outras 53 são de candidaturas a deputado estadual, dez ao Senado e oito a deputado distrital.</p>
<p>Somadas, são 151 candidaturas ao Legislativo, aproximadamente 96% dos signatários. Completam o levantamento seis candidaturas aos governos estaduais e uma à Presidência da República.</p>
<p>A forte presença do Legislativo é particularmente relevante para a agenda do Vozes da Ciência. Muitas das 117 propostas dependem diretamente de decisões do Congresso Nacional e das assembleias legislativas, especialmente em temas relacionados a orçamento, financiamento da pesquisa, marcos regulatórios e políticas públicas de longo prazo.</p>
<p>Entre elas estão a atuação contra medidas que reduzam ou contingenciem recursos destinados à Ciência e o apoio à criação de mecanismos que deem maior estabilidade ao financiamento de Ciência, Tecnologia e Inovação. O documento também propõe apoio ao Projeto de Lei nº 5.876/2016, que prevê a aplicação de recursos do Fundo Social do Pré-Sal em CT&amp;I, além da ampliação do percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à Pesquisa e Desenvolvimento para 2% até 2034.</p>
<p>Para as candidaturas à Presidência da República e aos governos estaduais, o Vozes da Ciência propõe, entre outras medidas, que CT&amp;I esteja entre as prioridades protegidas de bloqueios orçamentários e que os governos apresentem, nos primeiros 180 dias de mandato, propostas de orçamento plurianual para o setor.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Adesões avançam nos estados</strong></p>
<p>O mapa das adesões já alcança todas as regiões brasileiras, embora ainda apresente diferenças importantes entre os estados.</p>
<p>São Paulo reúne o maior número de signatários, com 30, seguido pelo Rio de Janeiro, com 25. Distrito Federal aparece com 13; Rio Grande do Sul, com 11; Maranhão, com dez; Pernambuco, com nove; Minas Gerais, com oito; e Amazonas e Bahia, com sete cada.</p>
<p>Alagoas, Paraíba e Santa Catarina registram cinco adesões cada; Paraná, cinco; Ceará, quatro; Mato Grosso e Pará, três; Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, duas; e Amapá, Goiás e Sergipe, uma cada. Soma-se a esse mapa uma candidatura de âmbito nacional, à Presidência da República.</p>
<p>A comparação com o levantamento anterior permite enxergar também onde a mobilização cresceu. O avanço mais expressivo ocorreu no Maranhão, que passou de seis para dez signatários. São Paulo passou de 27 para 30; Bahia, de cinco para sete; Distrito Federal, de 11 para 13; Rio de Janeiro, de 23 para 25; e Paraná, de quatro para cinco.</p>
<p>Permanecem sem registros Acre, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins. Rio Grande do Norte e Rondônia contam com Secretarias Regionais ativas da SBPC, mas ainda não registram candidaturas signatárias.</p>
<p>A distribuição territorial é uma das frentes de mobilização do Observatório. As Secretarias Regionais da SBPC vêm sendo chamadas a aproximar a iniciativa das eleições nos estados, estimular o diálogo com as candidaturas locais e incorporar ao debate questões e prioridades dos diferentes territórios.</p>
<p>A proposta é fazer com que a discussão nacional dialogue também com as realidades locais: a capacidade científica instalada em cada região, suas universidades e instituições de pesquisa, os desafios ambientais e sociais, as políticas estaduais de CT&amp;I e as questões que pesquisadores e sociedade consideram prioritárias para os próximos governos e legislaturas.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Quinze partidos já estão representados</strong></p>
<p>A distribuição partidária acrescenta outra dimensão a esse mapa. Até o momento, estão representados 15 partidos políticos, abrangendo diferentes espectros do cenário político brasileiro.</p>
<p>A maior quantidade de adesões ainda se concentra em algumas legendas, mas o conjunto já reúne candidaturas de PT, PSOL, PCdoB, PSB, PDT, MDB, Rede, UP, PSD, Avante, Novo, Podemos, PSDB, PSTU e PV.</p>
<p>Esse recorte, porém, deve ser lido considerando a própria natureza do Observatório. A adesão ao Termo é individual e voluntária. A quantidade de signatários de determinada legenda, portanto, não constitui uma avaliação do posicionamento ou do grau de compromisso do partido com a Ciência.</p>
<p>Da mesma forma, a inclusão de uma candidatura na plataforma não representa apoio ou endosso eleitoral da SBPC. O Observatório registra um compromisso assumido publicamente pela própria candidatura, para que possa ser conhecido pela sociedade durante a campanha e acompanhado posteriormente.</p>
<p>A evolução da diversidade partidária, assim como a chegada a novos estados e a diferentes cargos, será uma das dimensões observadas nas próximas atualizações.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Cinco compromissos públicos</strong></p>
<p>Ao assinar o Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional, candidatas e candidatos assumem cinco compromissos.</p>
<p>O primeiro é tratar a Ciência como política de Estado, e não como despesa contingenciável, defendendo financiamento público, previsível e de longo prazo para a pesquisa. Também se comprometem a fundamentar decisões em evidências e ouvir a comunidade científica em temas técnicos.</p>
<p>O Termo inclui ainda a defesa da autonomia das universidades e institutos públicos e da liberdade de pesquisa; a proteção da democracia, de suas instituições e da Constituição de 1988; e o compromisso de se posicionar sobre as propostas do Vozes da Ciência relacionadas ao mandato que pretendem exercer.</p>
<p>“As adesões são tornadas públicas, por cargo e por estado, para que o compromisso com a Ciência não se limite à retórica, mas se converta em registro público e referência para o acompanhamento posterior”, afirma Francilene Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Das Vozes da Ciência às eleições</strong></p>
<p>O Observatório é parte de um processo que começou antes da campanha eleitoral. Entre novembro de 2025 e maio de 2026, a SBPC promoveu o ciclo “Vozes da Ciência”, com 13 mesas de debate e mais de 60 pesquisadores e pesquisadoras de diferentes áreas e regiões do País.</p>
<p>As discussões deram origem ao caderno “Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos”, que reúne 117 propostas organizadas em sete eixos: 1) CT&amp;I como Projeto de Nação; 2) Soberania Nacional: Digital, Tecnológica e Sanitária; 3) Sustentabilidade, Clima, Biodiversidade e Segurança Alimentar; 4) Democracia e Segurança Pública; 5) Equidade, Diversidade e Justiça Social; 6) Educação, Formação e Universidade; e 7) Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância.</p>
<p>A agenda parte da compreensão de que a ciência não está restrita às políticas de pesquisa. As propostas tratam de financiamento e formação científica, mas também de capacidade nacional para produzir medicamentos e tecnologias estratégicas, soberania digital, inteligência artificial, mudanças climáticas, biodiversidade, segurança alimentar, educação, saúde, democracia e redução das desigualdades.</p>
<p>Com o Observatório, esse processo entra em uma nova etapa. As propostas chegam ao debate eleitoral, as candidaturas são convidadas a se posicionar e seus compromissos passam a integrar um registro público.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">O Observatório também é de quem vota</strong></p>
<p>A iniciativa não se resume, portanto, à lista de candidaturas que assinaram o Termo.</p>
<p>Organizado a partir dos sete eixos do Vozes da Ciência, o portal reúne propostas e questões que podem subsidiar debates, entrevistas, encontros e conversas com quem disputa um mandato. A intenção é contribuir para que diferentes setores da sociedade conheçam as posições das candidaturas, formulem suas próprias perguntas e levem ao debate eleitoral temas que considerem importantes para o futuro do País.</p>
<p>Essa <strong style="font-weight: bold !important;">mobilização envolve também Secretarias Regionais da SBPC, Sociedades Científicas Afiliadas, pesquisadores, universidades e outras instituições,</strong> aproximando o debate das diferentes realidades brasileiras e incorporando questões e prioridades dos territórios.</p>
<p>A lógica é construir um processo contínuo: a ciência apresenta propostas; a sociedade participa, pergunta e traz suas demandas; as candidaturas respondem e assumem compromissos; e esses compromissos passam a integrar um registro público que poderá ser retomado depois das urnas.</p>
<p>“O Observatório é também um instrumento de mobilização da comunidade científica nos territórios. Ele oferece a pesquisadores e pesquisadoras, em cada cidade e região do País, uma ferramenta concreta para qualificar o debate público, dialogar com as candidaturas e aproximar a ciência das decisões que afetam a vida das pessoas”, destaca Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Um mapa em construção</strong></p>
<p>Os 158 signatários representam uma fotografia de uma mobilização que continua em curso. As adesões permanecem abertas, e os próximos levantamentos permitirão acompanhar não apenas o crescimento do número absoluto, mas também como esse mapa muda ao longo da campanha: onde surgem novas adesões, quais cargos se aproximam da iniciativa e como evoluem sua distribuição territorial e diversidade partidária.</p>
<p>A SBPC também prevê produzir informações e análises sobre os programas das candidaturas ao Executivo, promover leituras estaduais com participação das Secretarias Regionais e acompanhar temas estratégicos para CT&amp;I que dependem de decisões políticas.</p>
<p>A intenção é avançar da pergunta sobre quem assinou o Termo para outras igualmente importantes: que espaço a Ciência ocupa nos programas apresentados ao País e aos estados? Que respostas as candidaturas oferecem às questões levantadas pela comunidade científica e pela sociedade? E, depois das eleições, como os compromissos assumidos durante a campanha se traduzirão em decisões e políticas públicas?</p>
<p>O Observatório foi pensado justamente para permitir essa continuidade. O compromisso registrado agora poderá se tornar referência para acompanhar quem for eleito e manter o diálogo entre sociedade, comunidade científica e representantes políticos depois das urnas.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Candidata ou candidato:</strong> conheça as 117 propostas do <em>Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos</em> e assuma publicamente seu compromisso.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Eleitora ou eleitor:</strong> conheça as propostas, acompanhe quem já aderiu e leve essas questões ao debate eleitoral.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"><em><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/" target="_blank">Conheça o Observatório das Eleições 2026, confira as adesões e partcipe!</a></em></strong></p>
<p>Assine. Pergunte. Cobre.</p>
<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/ciencia-no-mapa-das-eleicoes-2026-158-candidaturas-ja-assinaram-termo-de-compromisso-da-sbpc/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Observatório das Eleições 2026: já são mais de 150 candidaturas comprometidas com a Ciência</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/observatorio-das-eleicoes-2026-ja-sao-mais-de-150-candidaturas-comprometidas-com-a-ciencia/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/observatorio-das-eleicoes-2026-ja-sao-mais-de-150-candidaturas-comprometidas-com-a-ciencia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 17:04:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=30996</guid>
		<description><![CDATA[Com adesões de 21 estados e do Distrito Federal, iniciativa da SBPC leva 117 propostas da comunidade científica ao debate eleitoral e convida candidaturas e sociedade a participarem]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com adesões de 21 estados e do Distrito Federal, iniciativa da SBPC leva 117 propostas da comunidade científica ao debate eleitoral e convida candidaturas e sociedade a participarem</em></p>
<p>O <strong style="font-weight: bold !important;"><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/" target="_blank">Observatório das Eleições 2026</a></strong> da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) está ampliando sua presença pelo País. Lançada em 17 de agosto, a iniciativa já reúne mais de 150 candidaturas de 21 estados e do Distrito Federal que assumiram publicamente o Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional.</p>
<p>O levantamento registra adesões em 21 unidades da Federação, além de uma candidatura de âmbito nacional à Presidência da República, e reúne representantes de 15 partidos políticos. São Paulo e Rio de Janeiro concentram o maior número de registros, enquanto, no recorte por cargo, predomina a participação de candidaturas ao Legislativo. O levantamento também registra quatro adesões de candidaturas aos governos estaduais, ampliando a presença do Observatório entre as disputas pelo Executivo. <strong style="font-weight: bold !important;"><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/" target="_blank">Conheça quem são os candidatos neste link</a>.</strong></p>
<p>As adesões abrangem candidatas e candidatos a diferentes cargos e são publicadas, por estado e por cargo, no site do Observatório, com atualização diária e acesso aberto. Assim, qualquer pessoa pode conhecer quem já se comprometeu e acompanhar a evolução das adesões ao longo da campanha.</p>
<p>Mais do que reunir assinaturas, a proposta é colocar em circulação as 117 propostas do caderno <strong style="font-weight: bold !important;">“<a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos</a>”</strong> e promover o diálogo entre o que a ciência propõe, as questões e demandas da sociedade e aquilo que as candidaturas se comprometem a fazer.</p>
<p>“O Observatório das Eleições é o passo que transforma o caderno em ação. As ‘Vozes da Ciência’ não podem se encerrar no papel: o Observatório leva as 117 propostas para o debate eleitoral e cria um espaço público no qual candidatas e candidatos podem assumir compromissos com a ciência, a democracia e a soberania, e a sociedade pode acompanhar e cobrar esses compromissos, eixo por eixo”, explica a presidente da SBPC, Francilene Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Das propostas ao compromisso</strong></p>
<p>O Observatório é um desdobramento do ciclo “Vozes da Ciência”, realizado pela SBPC entre novembro de 2025 e maio de 2026. Ao longo de seis meses, 13 mesas de debate reuniram mais de 60 pesquisadores de diferentes áreas e regiões do País para discutir desafios brasileiros em temas como educação, meio ambiente, inovação, saúde pública, geopolítica, cultura, democracia e soberania.</p>
<p>As discussões deram origem ao caderno “<a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf">Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos</a>”, que reúne 117 propostas em sete eixos: 1) CT&amp;I como Projeto de Nação; 2) Soberania Nacional: Digital, Tecnológica e Sanitária; 3) Sustentabilidade, Clima, Biodiversidade e Segurança Alimentar; 4) Democracia e Segurança Pública; 5) Equidade, Diversidade e Justiça Social; 6) Educação, Formação e Universidade; e 7) Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância.</p>
<p>Agora, o Observatório leva essas propostas para as eleições e convida candidatas e candidatos a dizerem publicamente o que pretendem fazer.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Podem aderir ao Termo candidaturas a deputado estadual ou distrital, deputado federal, senador, governador e presidente da República</strong>. Ao assiná-lo, elas assumem cinco compromissos: tratar a Ciência como política de Estado, com financiamento público, previsível e de longo prazo; fundamentar decisões em evidências e ouvir a comunidade científica em temas técnicos; defender a autonomia das universidades e institutos públicos e a liberdade de pesquisa; proteger a democracia, suas instituições e a Constituição de 1988; e se posicionar sobre as propostas do Vozes da Ciência relacionadas ao mandato que pretendem exercer.</p>
<p>“As adesões são tornadas públicas, por cargo e por estado, para que o compromisso com a Ciência não se limite à retórica, mas se converta em registro público e referência para o acompanhamento posterior”, afirma Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ciência como projeto de Nação</strong></p>
<p>Embora reúna propostas para diferentes áreas das políticas públicas, a agenda parte de uma questão estruturante: Ciência, Tecnologia e Inovação como Projeto de Nação.</p>
<p>Para as candidaturas à Presidência da República e aos governos estaduais, por exemplo, o Vozes da Ciência propõe que CT&amp;I esteja entre as prioridades protegidas de bloqueios orçamentários e que os governos apresentem, nos primeiros 180 dias de mandato, propostas de orçamento plurianual para o setor.</p>
<p>O documento também propõe apoio ao Projeto de Lei nº 5.876/2016, que prevê a aplicação de recursos do Fundo Social do Pré-Sal em CT&amp;I, e a ampliação do percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à Pesquisa e Desenvolvimento.</p>
<p>Para quem disputa vagas no Legislativo, estão entre as propostas atuar contra medidas que reduzam ou contingenciem recursos da Ciência e apoiar uma emenda constitucional que estabeleça um piso mínimo de investimento em CT&amp;I, nos moldes dos mecanismos existentes para Saúde e Educação.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">O Observatório também é de quem vota</strong></p>
<p>A iniciativa não se limita, porém, ao compromisso das candidaturas. O Observatório também convida a sociedade a participar do debate.</p>
<p>Organizado a partir dos sete eixos do Vozes da Ciência, o portal oferece propostas e questões que podem subsidiar conversas com candidatas e candidatos em debates, entrevistas, encontros e atividades de campanha. A ideia é contribuir para que diferentes setores da sociedade conheçam as posições de quem disputa o voto, façam suas próprias perguntas e possam acompanhar posteriormente os compromissos assumidos.</p>
<p>Essa mobilização deverá chegar também aos estados, com a participação das Secretarias Regionais da SBPC, Sociedades Científicas Afiliadas, pesquisadores, universidades e outras instituições. A proposta é incorporar ao Observatório questões e prioridades dos diferentes territórios e ampliar o diálogo com as candidaturas locais.</p>
<p>“O Observatório é também um instrumento de mobilização da comunidade científica nos territórios. Ele oferece a pesquisadores e pesquisadoras, em cada cidade e região do País, uma ferramenta concreta para qualificar o debate público, dialogar com as candidaturas e aproximar a ciência das decisões que afetam a vida das pessoas”, destaca Francilene Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ciência e eleições em debate</strong></p>
<p>Ao longo da campanha, a SBPC também produzirá informações e análises sobre a presença da ciência nas eleições. Estão previstas reportagens sobre os planos de governo das candidaturas ao Executivo, análises estaduais com participação das Secretarias Regionais e levantamentos que cruzem os dados oficiais de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com as adesões registradas no Observatório.</p>
<p>Outra frente será o acompanhamento de temas e propostas estratégicas para CT&amp;I que dependem de decisões políticas, ampliando o debate para além da manifestação genérica de apoio à ciência.</p>
<p>O objetivo é que o Observatório funcione durante e depois das eleições: a ciência apresenta propostas; a sociedade participa e questiona; as candidaturas respondem e assumem compromissos; e esses compromissos passam a integrar um registro público que poderá ser acompanhado após as urnas.</p>
<p>“Não se trata de apoiar esta ou aquela candidatura. Trata-se de assegurar que, independentemente de quem seja eleito, a Ciência, a Educação, a Democracia, a Soberania e o Conhecimento estejam no centro das escolhas e das políticas públicas que definirão o futuro do Brasil”, conclui Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Candidata ou candidato:</strong> conheça as 117 propostas do <em>Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos</em> e assuma publicamente seu compromisso.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Eleitora ou eleitor:</strong> conheça as propostas, acompanhe quem já aderiu e leve essas questões ao debate eleitoral.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"><em><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/" target="_blank">Conheça o Observatório das Eleições 2026, confira as adesões e partcipe!</a></em></strong></p>
<p>Assine. Pergunte. Cobre.</p>
<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/observatorio-das-eleicoes-2026-ja-sao-mais-de-150-candidaturas-comprometidas-com-a-ciencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Podcast debate ações regionais no Observatório das Eleições</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/podcast-debate-acoes-regionais-no-observatorio-das-eleicoes/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/podcast-debate-acoes-regionais-no-observatorio-das-eleicoes/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=30963</guid>
		<description><![CDATA[Novo episódio de “O Som da Ciência” reúne representantes da SBPC em Alagoas, Mato Grosso, Espírito Santo, Santa Catarina e Roraima para discutir os desafios de mobilizar candidatos e eleitores em defesa da ciência nas eleições de 2026]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Novo episódio de “O Som da Ciência” reúne representantes da SBPC em Alagoas, Mato Grosso, Espírito Santo, Santa Catarina e Roraima para discutir os desafios de mobilizar candidatos e eleitores em defesa da ciência nas eleições de 2026</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/T13-EP-01-Capa-tocadores.png"><img class="alignright size-medium wp-image-30965 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/T13-EP-01-Capa-tocadores-300x300.png" alt="T13 EP 01 Capa tocadores" width="300" height="300" /></a></p>
<p>O <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/" target="_blank">Observatório das Eleições 2026 </a>já angariou o compromisso de candidatos e candidatas de 21 estados brasileiros. A mobilização em torno desta bandeira e as demandas da ciência nas diferentes regiões do País são o tema do novo episódio do podcast O Som da Ciência. O programa entrevista representantes regionais da SBPC em Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Roraima e Santa Catarina, envolvidos na divulgação do Observatório e na busca de estimular candidatas e candidatos a assumirem compromissos públicos com políticas de longo prazo para a ciência.</p>
<p>A conversa reúne Rosaline Mota, coordenadora da área de Ciência da Informação da UFAL e secretária regional da SBPC em Alagoas; Paulo Lana, professor de Física da UFMT e secretário regional da entidade em Mato Grosso; Gabriel Lucchini, professor de Física da UFES e secretário regional da SBPC no Espírito Santo; Maria Elisa Máximo, pesquisadora da Antropologia na Udesc e secretária regional da SBPC em Santa Catarina; e Ivanise Maria Rizzati, docente da área de Química da UERR, coordenadora da área de Ensino da Capes e conselheira da SBPC em Roraima.</p>
<p>Ao promover o encontro de vozes de diferentes regiões, o episódio mostra que a defesa da ciência no debate eleitoral envolve desafios nacionais, mas também problemas ligados às características de cada território.</p>
<p>Em Alagoas, Rosaline Mota destaca que a ciência tem tido avanços, com aumento na concessão de bolsas na pós-graduação stricto sensu. O maior desafio, segundo ela, é garantir a continuidade e a consequente efetividade dos investimentos. “Isso não é fácil, e obviamente exige muita dedicação, articulação política e representatividade”, aponta. A discussão se aproxima da experiência do Espírito Santo, na fala de Gabriel Lucchini. O professor destaca a importância de transformar estruturas e investimentos em ciência em políticas permanentes de Estado, capazes de atravessar diferentes governos e garantir continuidade ao planejamento científico e tecnológico, a exemplo do que seu estado precisará enfrentar para dar efetividade ao recém-criado Plano Decenal de Ciência e Tecnologia.</p>
<p>A complexa realidade do Norte é trazida por Ivanise Maria Rizzati, que relata os desafios para fixar doutores na região, as dificuldades de infraestrutura enfrentadas por pesquisadores e a urgência de ampliar o debate sobre as questões ambientais nas campanhas eleitorais. Para ela, pensar ciência e tecnologia no Norte exige atenção às particularidades da Amazônia e às condições concretas de produção do conhecimento na região.  “Vou dar o exemplo de Roraima: são quatro candidaturas ao governo, e em nenhuma delas aparece a pauta ambiental como uma questão importante para a discussão”, diz. A preocupação com o enfrentamento às mudanças climáticas também chama a atenção do professor Paulo Lana, no Mato Grosso, além da necessidade de fortalecer investimentos em ciência básica e ampliar instrumentos de financiamento e bolsas de pós-graduação.</p>
<p>Do Sul, a antropóloga Maria Elisa Máximo comenta a mobilização da comunidade científica em Santa Catarina e os desafios de inserir as demandas da ciência no debate público. Ela avalia que a ampliação do conservadorismo e a aproximação entre academia e setor produtivo têm restringido recursos para pesquisas no campo das Humanidades e voltadas aos setores mais vulneráveis da sociedade. “Nosso principal desafio é superar essas questões de natureza política para dar vazão ao pleno desenvolvimento da ciência no estado, que já tem uma produção bastante importante”, considera.</p>
<p><strong>Exercício de democracia</strong></p>
<p>A iniciativa Observatório das Eleições 2026 é resultado de um movimento iniciado por uma série de debates com especialistas que culminou no caderno <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf">Vozes da Ciência – O Brasil que queremos</a>, documento que reúne 117 propostas para o presente e o futuro do país, organizadas em sete eixos.</p>
<p>Acima de preferências partidárias ou eleitorais, a pauta discutida pelos entrevistados é a de cobrar planejamento e compromissos-chave dos candidatos e candidatas: entre eles, tratar a ciência como política de Estado, fundamentar suas decisões em evidências e proteger a democracia. O termo se aproxima de 130 assinaturas angariadas. “Em termos percentuais pode parecer um número pequeno, mas a gente se anima porque significa que já tem gente se comprometendo com essa pauta, que é tão importante para gente”, celebra a secretária regional de Alagoas, Rosaline Mota.</p>
<p>A série <em>já está disponível nas principais plataformas de áudio, como <a href="https://open.spotify.com/episode/2H5mkYsTXOJ68ULQ56kwBM" target="_blank">Spotify</a> e no <a href="https://youtu.be/-rucmYbPfX0" target="_blank">YouTube</a>. </em>Ouça e Compartilhe!</p>
<p><em>Rakelly Calliari – especial para o Jornal da Ciência</em></p>
<p><em>Rakelly Calliari – especial para o Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/podcast-debate-acoes-regionais-no-observatorio-das-eleicoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Observatório das Eleições: 144 candidaturas já aderiram ao termo de compromisso público</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/observatorio-das-eleicoes-144-candidaturas-ja-aderiram-ao-termo-de-compromisso-publico/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/observatorio-das-eleicoes-144-candidaturas-ja-aderiram-ao-termo-de-compromisso-publico/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=30968</guid>
		<description><![CDATA[Primeiro panorama das adesões mostra presença em 21 unidades da Federação e 15 partidos. Candidaturas ao Legislativo representam 97% das assinaturas recebidas até agora]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Primeiro panorama das adesões mostra presença em 21 unidades da Federação e 15 partidos. Candidaturas ao Legislativo representam 97% das assinaturas recebidas até agora</em></p>
<p>A pouco mais de três semanas de seu lançamento, o <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Observatório das Eleições 2026</a>, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), chega a 144 candidaturas que assumiram publicamente o Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional. Os dados reunidos até agora já permitem olhar além do total de assinaturas e traçar um primeiro panorama de como essa mobilização está se espalhando pelo País, entre diferentes cargos e partidos.</p>
<p>Atualizado na manhã desta sexta-feira (11), o levantamento registra adesões em 21 unidades da Federação, além de uma candidatura de âmbito nacional à Presidência da República, e reúne representantes de 15 partidos políticos. São Paulo e Rio de Janeiro concentram o maior número de registros, enquanto, no recorte por cargo, predomina a participação de candidaturas ao Legislativo. O levantamento também registra três adesões de candidaturas aos governos estaduais, ampliando a presença do Observatório entre as disputas pelo Executivo. <strong style="font-weight: bold !important;"><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Conheça quem são os candidatos neste link</a>.</strong></p>
<p>As adesões permitem observar onde a iniciativa já ganhou capilaridade, quais cargos aparecem com maior presença e onde ainda há espaço para ampliar o diálogo.</p>
<p>Lançado em 17 de agosto, o Observatório leva ao debate eleitoral as 117 propostas do caderno “<a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos</a>”, construídas coletivamente pela comunidade científica, e cria um espaço para aproximar o que a ciência propõe, as questões e demandas que emergem da sociedade e aquilo que as candidaturas se comprometem publicamente a fazer.</p>
<p>“O Observatório das Eleições é o passo que transforma o caderno em ação. As ‘Vozes da Ciência’ não podem se encerrar no papel: o Observatório leva as 117 propostas para o debate eleitoral e cria um espaço público no qual candidatas e candidatos podem assumir compromissos com a ciência, a democracia e a soberania, e a sociedade pode acompanhar e cobrar esses compromissos, eixo por eixo”, explica a presidente da SBPC, Francilene Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Legislativo concentra a maior parte das adesões</strong></p>
<p>O primeiro aspecto que chama a atenção no levantamento é a forte presença das candidaturas ao Legislativo. Das 144 assinaturas recebidas, 74 são de candidaturas a deputado federal, o equivalente a 51% do total. Outras 49 são de candidaturas a deputado estadual, dez ao Senado e sete a deputado distrital.</p>
<p>O Observatório reúne ainda três candidaturas aos governos estaduais e uma à Presidência da República, alcançando seis cargos em disputa.</p>
<p>A predominância é especialmente relevante quando se considera a natureza das propostas apresentadas no Vozes da Ciência. Muitas delas dependem diretamente de decisões do Congresso Nacional e das assembleias legislativas, sobretudo em questões relacionadas ao orçamento público, financiamento da pesquisa, marcos legais e políticas de longo prazo.</p>
<p>Entre as propostas estão a atuação contra medidas que reduzam ou contingenciem recursos destinados à Ciência e o apoio a uma emenda constitucional que estabeleça um piso mínimo de investimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I), nos moldes dos mecanismos existentes para Saúde e Educação.</p>
<p>O documento também propõe apoio ao Projeto de Lei nº 5.876/2016, que prevê a aplicação de recursos do Fundo Social do Pré-Sal em CT&amp;I, além da ampliação do percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à Pesquisa e Desenvolvimento dos atuais 1,19% para 2% até 2034.</p>
<p>Para as candidaturas à Presidência da República e aos governos estaduais, o Vozes da Ciência propõe, entre outras medidas, que CT&amp;I esteja entre as prioridades protegidas de bloqueios orçamentários e que os governos apresentem, nos primeiros 180 dias de mandato, propostas de orçamento plurianual para o setor.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Um mapa que já alcança todas as regiões</strong></p>
<p>A distribuição territorial das assinaturas mostra que o Observatório já chegou às cinco regiões brasileiras, embora com diferenças importantes entre os estados.</p>
<p>São Paulo concentra o maior número de adesões, com 27, seguido pelo Rio de Janeiro, com 23. Distrito Federal e Rio Grande do Sul aparecem na sequência, ambos com 11 registros, e Pernambuco soma nove. Minas Gerais tem oito adesões; Amazonas, sete; e Maranhão, seis.</p>
<p>Alagoas, Bahia, Paraíba e Santa Catarina registram cinco candidaturas cada; Ceará e Paraná, quatro; Mato Grosso e Pará, três; Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, duas; e Amapá, Goiás e Sergipe, uma cada.</p>
<p>A atualização traz uma novidade no mapa: Sergipe passa a integrar o hall de estados brasileiros com candidatos que assinaram o Termo de Compromisso do Observatório. No total, foram incorporados 13 novos registros em relação ao levantamento anterior, que contabilizava 131 candidaturas.</p>
<p>Permanecem sem registros Acre, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins.</p>
<p>A distribuição territorial é também uma das frentes de mobilização do Observatório. <strong style="font-weight: bold !important;">As Secretarias Regionais da SBPC estão sendo chamadas a aproximar a iniciativa das eleições nos estados, estimular o diálogo com as candidaturas e incorporar ao debate questões e prioridades dos diferentes territórios.</strong></p>
<p>A proposta é que as 117 recomendações construídas nacionalmente também possam dialogar com realidades locais: a capacidade científica instalada em cada região, suas universidades e instituições de pesquisa, os desafios ambientais e sociais, as políticas estaduais de CT&amp;I e as questões que pesquisadores e sociedade consideram prioritárias para os próximos governos e legislaturas.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Adesões estão distribuídas por 15 partidos</strong></p>
<p>Outro recorte do levantamento permite observar a distribuição partidária das candidaturas que aderiram ao Termo. Até o momento, as 144 adesões estão distribuídas entre 15 partidos políticos, abrangendo diferentes espectros do cenário político brasileiro.</p>
<p>O PT reúne 45 adesões, seguido pelo PSOL, com 37, e PCdoB, com 17. Juntas, as três legendas correspondem a aproximadamente 68% dos registros. Na sequência aparecem PSB (14), PDT (8), MDB (6), Rede (5), UP (4) e PSD (2). Avante, Novo, Podemos, PSDB, PSTU e PV têm uma adesão cada. UP e PSTU passam a integrar o levantamento nesta atualização.</p>
<p>A concentração observada neste momento deve ser interpretada considerando a própria dinâmica do Observatório. <strong style="font-weight: bold !important;">A adesão é voluntária e individual, e o levantamento registra as candidaturas que efetivamente assinaram o Termo até a data de atualização</strong>.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">A presença de uma candidatura no Observatório não representa apoio ou endosso eleitoral da SBPC.</strong> O objetivo é registrar publicamente um compromisso assumido pela própria candidatura, permitindo que a sociedade o conheça e possa acompanhá-lo posteriormente.</p>
<p>A ampliação da diversidade partidária e territorial das adesões será, por isso, um dos aspectos a serem observados nas próximas atualizações.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Com o que as candidaturas se comprometem?</strong></p>
<p>O Termo de Compromisso não se limita a uma manifestação genérica de apoio à ciência. Ao aderir, a candidatura assume cinco compromissos públicos.</p>
<p>O primeiro é tratar a Ciência como política de Estado, e não como despesa contingenciável, defendendo financiamento público, previsível e de longo prazo para a pesquisa. O segundo é fundamentar decisões em evidências e ouvir a comunidade científica antes de legislar ou governar sobre temas técnicos.</p>
<p>As candidaturas também se comprometem a defender a autonomia das universidades e institutos públicos e a liberdade de pesquisa; proteger a democracia, suas instituições e a Constituição de 1988; e se posicionar sobre as propostas do Vozes da Ciência relacionadas ao mandato que pretendem exercer.</p>
<p>“As adesões são tornadas públicas, por cargo e por estado, para que o compromisso com a Ciência não se limite à retórica, mas se converta em registro público e referência para o acompanhamento posterior”, afirma Francilene Garcia.</p>
<p>As 144 adesões são parte de um processo iniciado ainda em 2025.</p>
<p>Entre novembro de 2025 e maio de 2026, a SBPC realizou o ciclo “Vozes da Ciência”. Ao longo de seis meses, 13 mesas de debate reuniram mais de 60 pesquisadores de diferentes áreas e regiões do País para discutir desafios brasileiros em temas como educação, meio ambiente, inovação, saúde pública, geopolítica, cultura, democracia e soberania.</p>
<p>As discussões deram origem ao caderno “Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos”, que reúne 117 propostas distribuídas em sete eixos: 1) CT&amp;I como Projeto de Nação; 2) Soberania Nacional: Digital, Tecnológica e Sanitária; 3) Sustentabilidade, Clima, Biodiversidade e Segurança Alimentar; 4) Democracia e Segurança Pública; 5) Equidade, Diversidade e Justiça Social; 6) Educação, Formação e Universidade; e 7) Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância.</p>
<p>O conjunto parte da compreensão de que a ciência não é uma política isolada. Financiamento da pesquisa e formação de pesquisadores fazem parte dessa agenda, mas também questões como capacidade nacional de produzir medicamentos e tecnologias estratégicas, soberania digital, inteligência artificial, mudanças climáticas, biodiversidade, segurança alimentar, educação, saúde, democracia e redução das desigualdades.</p>
<p>Com o <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Observatório das Eleições 2026</a>, essas propostas entram em uma nova etapa: saem do documento e são levadas ao debate eleitoral, convidando quem disputa um mandato a se posicionar sobre questões concretas que poderão estar sob sua responsabilidade a partir de 2027.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">O Observatório também é de quem vota</strong></p>
<p>A iniciativa, porém, não se encerra na assinatura das candidaturas. O Observatório também foi concebido como uma ferramenta de participação da sociedade.</p>
<p>Organizado a partir dos sete eixos do Vozes da Ciência, o portal oferece propostas e questões que podem subsidiar conversas com candidatas e candidatos em debates, entrevistas, encontros e atividades de campanha. A ideia é contribuir para que diferentes setores da sociedade conheçam as posições de quem disputa o voto, façam suas próprias perguntas e levem ao processo eleitoral questões que considerem relevantes.</p>
<p>Essa participação também ajuda a ampliar o próprio debate. A ciência apresenta propostas; a sociedade participa, pergunta e traz suas experiências e demandas; as candidaturas respondem e assumem compromissos; e esses compromissos passam a integrar um registro público que poderá ser retomado depois das urnas.</p>
<p>“O Observatório é também um instrumento de mobilização da comunidade científica nos territórios. Ele oferece a pesquisadores e pesquisadoras, em cada cidade e região do País, uma ferramenta concreta para qualificar o debate público, dialogar com as candidaturas e aproximar a ciência das decisões que afetam a vida das pessoas”, destaca Garcia.</p>
<p>Os 144 registros representam, portanto, um primeiro retrato de uma mobilização ainda em curso. <strong style="font-weight: bold !important;">As adesões continuam abertas e a distribuição por estados, cargos e partidos deverá mudar ao longo da campanha.</strong></p>
<p>Ao mesmo tempo, a SBPC pretende ampliar a produção de informações sobre a presença da ciência nas eleições. A entidade vem publicando em seu Jornal da Ciência uma séries de reportagens e análises dos planos de governo das candidaturas ao Executivo, análises estaduais com participação das Secretarias Regionais e quatro editorias especiais publicadas às sextas-feiras no JC Notícias, a newsletter eletrônica da SBPC, dedicadas aos sete eixos propostos no caderno Vozes da Ciência.</p>
<p>Outra frente será acompanhar temas e propostas estratégicas para CT&amp;I que dependem de decisões políticas, permitindo que o debate avance para além de declarações genéricas de apoio à ciência.</p>
<p>O objetivo é que esse registro não termine com a campanha eleitoral. Os compromissos assumidos agora poderão servir de referência para o acompanhamento de quem for eleito e para a continuidade do diálogo entre comunidade científica, sociedade e representantes políticos depois das urnas.</p>
<p>Candidata ou candidato, conheça as 117 propostas do <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos</a> e assine o <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Termo de Compromisso</a>. Eleitora ou eleitor, acompanhe as adesões, conheça as propostas, faça suas perguntas e leve a ciência ao debate eleitoral.</p>
<p>Conheça o <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/observatorio-eleicoes2026/assets/pdf/cadernos_2026.pdf" target="_blank">Observatório das Eleições 2026</a> e acompanhe as adesões</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Assine. Pergunte. Cobre.</strong></p>
<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/observatorio-das-eleicoes-144-candidaturas-ja-aderiram-ao-termo-de-compromisso-publico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SBPC encaminha moção em defesa do assento da SBPC-MG no conselho curador da Fapemig</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-encaminha-mocao-em-defesa-do-assento-da-sbpc-mg-no-conselho-curador-da-fapemig/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-encaminha-mocao-em-defesa-do-assento-da-sbpc-mg-no-conselho-curador-da-fapemig/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornaldaciencia.org.br/?p=30969</guid>
		<description><![CDATA[No documento, a entidade afirma que a presença da SBPC-MG no Conselho Curador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais constitui importante mecanismo de participação da comunidade científica na governança da Fundação]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>No documento, a entidade afirma que a presença da SBPC-MG no Conselho Curador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais constitui importante mecanismo de participação da comunidade científica na governança da Fundação</em></p>
<div id="attachment_27940" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/08/fapemig-vanessa-fagundes.png"><img class="wp-image-27940 size-medium img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/08/fapemig-vanessa-fagundes-300x196.png" alt="fapemig - vanessa fagundes" width="300" height="196" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Vanessa Fagundes/Fapemig</p></div>
<p>A Assembleia Geral de Sócios da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), reunida em 30 de julho, durante a 78ª Reunião Anual, em Niterói (RJ), aprovou a <strong style="font-weight: bold !important;">“</strong><strong style="font-weight: bold !important;">Moção em defesa do assento da SBPC-MG no conselho curador da FAPEMIG</strong><strong style="font-weight: bold !important;">”</strong><strong style="font-weight: bold !important;">.</strong></p>
<p>No documento, os cientistas ressaltam que <strong style="font-weight: bold !important;">ao</strong> longo de sua história, a SBPC consolidou-se como a principal entidade científica do país, reunindo pesquisadores de todas as áreas do conhecimento e desempenhando papel fundamental na defesa da ciência, da educação pública, da inovação, da democracia e das políticas públicas baseadas em evidências. “Em Minas Gerais, a SBPC-MG tem atuado de forma permanente na articulação da comunidade científica, na promoção do diálogo entre universidades, institutos de pesquisa, sociedade civil e poder público, contribuindo para o fortalecimento do sistema estadual de ciência, tecnologia e inovação”.</p>
<p>“A presença da SBPC-MG no Conselho Curador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) constitui importante mecanismo de participação da comunidade científica na governança da Fundação. A representação de uma entidade independente, plural e reconhecida por sua atuação em defesa do interesse público e do desenvolvimento científico contribui para ampliar a transparência, a diversidade de perspectivas e a qualidade do diálogo nas decisões estratégicas relacionadas à ciência, à tecnologia e à inovação em Minas Gerais”, afirmam.</p>
<p>Veja o documento na íntegra:</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MOÇÃO APROVADA NA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DOS SÓCIOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA (SBPC), REALIZADA EM 30 DE JULHO DE 2026, NA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF), EM NITERÓI-RJ, POR OCASIÃO DE SUA 78ª REUNIÃO ANUAL.</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Título: </strong>Moção em defesa do assento da SBPC-MG no conselho curador da FAPEMIG.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Destinatário:</strong> Governador do Estado de Minas Gerais, Mateus Simões, Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e Presidenta do Conselho Curador da FAPEMIG, Mila Batista Corrêa da Costa, Subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Minas Gerais, Lucas Mendes de Faria Rosa Soares, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, Tadeu Leite, Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – FAPEMIG, Carlos Alberto Arruda de Oliveira</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Texto:</strong> “Ao longo de sua história, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) consolidou-se como a principal entidade científica do país, reunindo pesquisadores de todas as áreas do conhecimento e desempenhando papel fundamental na defesa da ciência, da educação pública, da inovação, da democracia e das políticas públicas baseadas em evidências. Em Minas Gerais, a SBPC-MG tem atuado de forma permanente na articulação da comunidade científica, na promoção do diálogo entre universidades, institutos de pesquisa, sociedade civil e poder público, contribuindo para o fortalecimento do sistema estadual de ciência, tecnologia e inovação.</p>
<p>A presença da SBPC-MG no Conselho Curador da FAPEMIG representa um importante mecanismo de participação social, assegurando que as decisões estratégicas da Fundação contem com a contribuição de uma entidade independente, plural e reconhecida nacionalmente por sua defesa do interesse público e do desenvolvimento científico. Não garantir essa representação significa reduzir a participação democrática da comunidade científica nas instâncias de governança da Fundação, enfraquecendo a transparência, a diversidade de perspectivas e o diálogo entre o Estado e aqueles que produzem conhecimento em Minas Gerais.</p>
<p>Em um cenário marcado pela necessidade de ampliar os investimentos em pesquisa, inovação e formação de recursos humanos, é imprescindível fortalecer — e não restringir — os espaços de participação das entidades científicas. A ciência é um patrimônio estratégico para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de Minas Gerais. Os investimentos realizados pela FAPEMIG retornam à sociedade na forma de inovação tecnológica, melhoria dos serviços públicos, fortalecimento da educação, geração de empregos qualificados, desenvolvimento regional e produção de soluções para os grandes desafios do estado.</p>
<p>Por essas razões, solicitamos ao Governo de Minas Gerais, com o apoio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e à direção da FAPEMIG que assegurem o assento da SBPC-MG no Conselho Curador da Fundação, preservando uma representação legítima da comunidade científica mineira e reafirmando o compromisso do Estado com uma política de ciência, tecnologia e inovação democrática, transparente e socialmente comprometida.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Niterói, 30 de julho de 2026.”</strong></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Of.-SBPC-222-Moção-em-defesa-do-assento-da-SBPC-MG-no-conselho-curador-da-FAPEMIG..pdf" target="_blank">Veja o texto em PDF</a>.</p>
<p>Jornal da Ciência</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-encaminha-mocao-em-defesa-do-assento-da-sbpc-mg-no-conselho-curador-da-fapemig/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
