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	<title>Jornal da Ciência &#187; Amazônia</title>
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		<title>Amazônia, ecossistema de ciência em rede</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 19:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisadores da região Norte precisam se conectar entre si e com as comunidades para conseguir protagonismo]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisadores da região Norte precisam se conectar entre si e com as comunidades para conseguir protagonismo</em></p>
<p>Quando a química Ivanise Rizzatti saiu de Santa Catarina para se estabelecer na Universidade Federal de Roraima (UFRR), descobriu escalas de distância impensáveis: precisava navegar entre 22 e 30 horas para chegar à comunidade ribeirinha em que desenvolvia um projeto. Viu também a dificuldade de fixar doutores na região Norte. Ela coordenou nessa quinta-feira (30) uma mesa na 78ª Reunião Anual da SBPC, em Niterói, apresentando o biólogo Leandro Juen, paranaense que desde 2011 é professor na Universidade Federal do Pará (UFPA). “A Amazônia está no centro das agendas mundiais, mas os amazônidas estão no centro das decisões sobre a Amazônia?”, questionou ele, lamentando que os recursos não chegam a essas pessoas.</p>
<p>“A Amazônia não é periférica, ela é central”, defendeu, e argumentou que o que acontece lá afeta o Brasil e o mundo em geral, além de ser uma região que também abrange outros sete países. O pesquisador contou que, para praticar ensino, pesquisa e extensão, pode ter que usar avião, carro e barco para chegar a algum território, e que a variedade de ambientes é enorme. Por isso, para uma grande proporção da área não há informações sobre a biodiversidade, e espécies se perdem por degradação mais rápido do que é possível estudar e catalogar.</p>
<p>Para o avanço do conhecimento, ele propõe que as instituições da região se conectem e estejam perto das comunidades. “A biodiversidade está ligada à economia e à saúde, e afeta muito a vida dos amazônidas.” Em vez de os pesquisadores serem incluídos em projetos de fora para garantir uma suposta representatividade regional, ele considera crucial que liderem a produção do conhecimento. De outra forma, os projetos não têm continuidade, as infraestruturas são transitórias e as capacidades não se instalam. “Para quem está lá, trabalhar em rede é sobrevivência, não tem como fazer de outra maneira”, afirmou, buscando formas de ganhar visibilidade e sair do ciclo de pouco investimento de recursos. “Quando as iniciativas não conversam, perdemos escala, comparabilidade, recursos e a capacidade de influenciar decisões.”</p>
<p>A solução é a ciência colaborativa. Na escala do estado, ele integra os Programas de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) e Ecologia de Longa Duração (Peld) da Amazônia Oriental (AmOr), essenciais para planejar coletas com protocolos padronizados e pensar estudos de longo prazo sobre aspectos socioecológicos de ecossistemas da região. “As séries temporais permitem separar a variabilidade natural, os efeitos cumulativos e as mudanças induzidas por atividades humanas, por isso o Peld é importante”, explicou.</p>
<p>Na escala panamazônica, Juen é um dos gestores do Instituto de Ciência e Tecnologia Sínteses da Biodiversidade Amazônica (INCT SinBiAm), que reúne 47 instituições acadêmicas e não acadêmicas do Brasil e do exterior, a maioria amazônidas, transformando dados em sínteses. O avanço, para ele, vai além de &#8220;ouvir&#8221; a Amazônia: trata-se de compartilhar decisões, prioridades, dados e benefícios. Também sediado na UFPA está o Centro Integrado da Sociobiodiversidade da Amazônia (Cisam), uma rede colaborativa entre 13 universidades da região com o objetivo de reduzir desigualdades, fortalecer o protagonismo e gerar soluções. As equipes, para ele, precisam ser multi-institucionais e multidisciplinares, em busca de melhorar a estrutura física para a ciência amazônica. Em cada universidade devem ser criados laboratórios multiusuários a serem compartilhados com todas as pessoas que atuam na região.</p>
<p>As parcerias têm acontecido por meio de encontros científicos, da circulação de estudantes e pesquisadores e da divulgação dos resultados, dos problemas e dos conceitos para diferentes públicos. “Produzimos material para ser trabalhado nas escolas de Ensino Médio, livros para gestores e para o público infantil”, exemplificou Juen.</p>
<p>Ele também estabeleceu parcerias com comunidades, que não devem ser apenas fonte de dados e apoio logístico, como é comum. “Eles são parte da produção, interpretação e governança do conhecimento.” Um exemplo é o projeto em uma aldeia Panará, onde a comunidade voltou ao território original e busca entender vários aspectos, inclusive o fato de que as águas estão poluídas, porque as nascentes dos rios, fora dos territórios, são contaminadas pelas plantações de soja. Acionado, o grupo da UFPA ouviu, propôs modos de ação e agiu conforme as decisões tomadas pelos indígenas, que escolheram 11 pesquisadores panará para integrar o projeto. “Eles tinham bolsa, assim como os alunos da universidade”, conta Juen. “Eles são coautores de tudo.” Um problema para a elaboração do artigo com os resultados preliminares foi a comunicação à distância: os pesquisadores da UFPA enviavam vídeos mostrando o que estava na publicação em preparação e os indígenas respondiam por áudio, com o agravante de muitos não falarem português e ser necessário recorrer a tradução. “Foi um processo muito rico, saímos transformados e vimos que não sabíamos quase nada.”</p>
<p>Um desafio é multiplicar esse tipo de estudo e parceria na escala dos grandes projetos como o Cisam, buscando construir governança formal e compartilhada, núcleos avançados nas instituições, financiamento contínuo e territorialmente justo, plataforma integrada de dados, infraestrutura compartilhada, agenda anual de prioridades e indicadores de redução de desigualdades. Fica a expectativa de o governo ter interesse em transformar a iniciativa em política de Estado.</p>
<p><em>Maria Guimarães &#8211; Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Elementos para o desenvolvimento sustentável na Amazônia</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 14:05:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo da nova edição da Ciência &#038; Cultura aponta caminhos para um modelo de desenvolvimento que una conservação, justiça social e economia de baixo carbono]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Artigo da nova edição da Ciência &amp; Cultura aponta caminhos para um modelo de desenvolvimento que una conservação, justiça social e economia de baixo carbono</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-09.08.59.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-28666 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-09.08.59-300x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025-12-01 at 09.08.59" width="300" height="300" /></a>A Amazônia ocupa um papel decisivo na manutenção de um planeta habitável nas próximas décadas. Reunindo cerca de 20% das espécies conhecidas pela ciência, ela funciona como um gigantesco sistema natural de regulação climática: bilhões de árvores lançam diariamente enormes volumes de vapor d’água na atmosfera, alimentando ciclos de chuva essenciais para a agricultura em todo o continente. Além de sua contribuição hidrológica, a floresta armazena cerca de 100 bilhões de toneladas de carbono — o equivalente a uma década de emissões globais — reforçando sua importância como aliada no enfrentamento da crise climática. Isso é o que discute artigo da nova edição da <a href="https://revistacienciaecultura.org.br/" target="_blank"><strong>Ciência &amp; Cultura</strong></a>, que tem como tema “COP 30: ciência, política e ação”.</p>
<p>A destruição dessa massa florestal teria efeitos devastadores. Sem sua função de “ar-condicionado” natural, temperaturas médias subiriam significativamente, ao mesmo tempo em que o desmatamento liberaria grandes quantidades de gases de efeito estufa. A região, entretanto, não é apenas um bioma: é também o lar de povos indígenas e comunidades tradicionais que acumulam conhecimento milenar sobre manejo e conservação. Com base em estudos do Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), pesquisadores destacam que o desenvolvimento sustentável na região exige proteger a integridade socioambiental da floresta, garantindo bem-estar econômico e social para sua população, especialmente em um momento de emergência climática e de pressão pela exploração de petróleo. “O desenvolvimento da Amazônia tem sido historicamente marcado por conflitos sociais, ocupação desordenada e violenta, além de megaprojetos de infraestrutura que causaram grandes impactos socioambientais e climáticos”, destacam Paulo Moutinho e André Guimarães, pesquisadores sêniores do IPAM.</p>
<p>Ainda assim, há lições importantes na própria história recente da região. Entre 2005 e 2012, o Brasil conseguiu reduzir drasticamente o desmatamento, graças à combinação de ações de fiscalização, expansão de áreas protegidas e reconhecimento de territórios indígenas. Hoje, mais da metade da Amazônia brasileira está sob algum tipo de proteção, o que demonstra a capacidade do país de implementar políticas robustas. Iniciativas como a criação do sistema DETER, mecanismos de pagamento por serviços ambientais e acordos setoriais — como a moratória da soja — permitiram uma queda de quase 80% na derrubada da floresta, sem comprometer a produção de carne e grãos. Essa experiência mostrou que é possível desacoplar crescimento econômico e destruição ambiental, ao mesmo tempo em que reforçou a resiliência do povo amazônico, protagonista das soluções possíveis.</p>
<p>Diante da COP 30 e de um cenário global cada vez mais instável, o país possui condições para romper a relação histórica entre desenvolvimento, desigualdade e degradação. Estudos recentes apontam caminhos estratégicos: manter e expandir áreas protegidas; reduzir o desmatamento em propriedades privadas; intensificar de forma sustentável a produção em grandes e médias fazendas; e fortalecer a agricultura familiar com assistência técnica adequada. O grande desafio, agora, é alinhar políticas públicas, incentivos econômicos e participação social em torno de um modelo de prosperidade verde que permita à Amazônia continuar prestando seus serviços fundamentais ao clima, sem abrir mão da qualidade de vida de quem vive na região. “Em tempos de COP 30, em território brasileiro, o desafio do desenvolvimento sustentável para a Amazônia ainda esbarra em gargalos políticos e estruturais”, alertam os autores.</p>
<p><strong>Leia o artigo completo:</strong></p>
<p><a href="https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=elementos-para-o-desenvolvimento-sustentavel-na-amazonia" target="_blank">https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=elementos-para-o-desenvolvimento-sustentavel-na-amazonia</a></p>
<p>Ciência &amp; Cultura</p>
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		<title>COP30 trouxe importância da Ciência, mas pecou ao não transformar diagnósticos em políticas</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/cop30-trouxe-importancia-da-ciencia-mas-pecou-ao-nao-transformar-diagnosticos-em-politicas/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 17:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comunidade científica destaca visibilidade às demandas da Amazônia e lamenta que nações não quiseram avançar sobre redução de combustíveis fósseis]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comunidade científica destaca visibilidade às demandas da Amazônia e lamenta que nações não quiseram avançar sobre redução de combustíveis fósseis</em></p>
<div id="attachment_28648" style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-14.19.29.jpeg"><img class="wp-image-28648 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-14.19.29-653x350.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025-11-27 at 14.19.29" width="653" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Raimundo Pacco/COP30</p></div>
<p>A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, conhecida como COP30, encerrou no último sábado (22/11) com acordos e proposições. Para a comunidade científica, o evento foi positivo ao transformar a Amazônia em sede dos debates sobre políticas ambientais. Entretanto, a exclusão de temas importantes como o uso de combustíveis fósseis, mostra que os diagnósticos científicos seguem sendo excluídos pelas nações.</p>
<p>Como principal resultado, a presidência da COP30 aprovou 29 documentos de forma unânime pelos 195 países que participaram das discussões. Esse conjunto de documentos ficou conhecido como “Pacote de Belém”, e está disponível no site das <a href="https://unfccc.int/cop30/belem-political-package?utm_source" target="_blank">Conferências do Clima, em inglês</a>.</p>
<p>Entretanto, um dos temas mais defendidos pela Presidência brasileira da COP30 e pelo Governo Federal, o “Mapa do Caminho para a Transição dos Combustíveis Fósseis de maneira justa, ordenada e equitativa”, não foi aprovado – apenas 80 países se mostraram a favor desse caminho político.</p>
<p>Cientistas que integraram o Pavilhão da Ciência Planetária da COP publicaram, no início da semana, uma carta repudiando as decisões globais. “Apesar dos melhores esforços do Brasil e de muitos países que trabalharam para unir o mundo em torno de um roteiro para acabar com nossa dependência de combustíveis fósseis, forças contrárias bloquearam o acordo. Elas parecem ignorar que, ao contrário dos pavilhões da COP, não podemos evacuar o planeta Terra quando desastres acontecem”, <a href="https://www.jornaldaciencia.org.br/cientistas-e-entidades-divulgam-posicionamento-final-sobre-a-cop30/" target="_blank">diz o documento, que foi endossado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)</a>.</p>
<p>Em entrevista ao canal CNN Brasil, o ex-vice-presidente da SBPC, Paulo Artaxo afirmou que a ausência de políticas para redução dos combustíveis fósseis é desconsiderar um dos principais problemas ambientais. Artaxo também lamentou que as decisões na COP30 só sejam efetivadas em cenários de unanimidade:</p>
<p>“O processo decisório da ONU obriga que qualquer acordo internacional seja aprovado por consenso. Mas como é que você vai obter consenso hoje entre Ucrânia e Rússia, entre Israel e países árabes e entre produtores de petróleo e nações que vão desaparecer do mapa com o aumento do nível do mar? Isso é praticamente impossível.”</p>
<p>A presidente da SBPC, Francilene Garcia, destaca que, apesar deste cenário, a Ciência segue apresentando soluções, que precisam ser consideradas pelos negociadores políticos. “Em Belém, os cientistas lembraram ao mundo que não existe rota de fuga para um planeta em colapso. Mesmo com forças contrárias bloqueando um acordo mais ousado, o que emergiu foi um realinhamento moral: países dispostos a liderar, sociedades mobilizadas, juventudes vigilantes e uma Ciência que oferece, com firmeza, um caminho de coragem e coerência.”</p>
<p>Garcia ressalta que os demais atores seguirão cobrando maiores ações. “A COP30 revelou um verdadeiro Mutirão dos que não desistem, povos tradicionais, pesquisadores, governos, movimentos sociais e instituições científicas, convergindo para a criação de um Painel Científico Global para a Transição Justa. A mensagem é inequívoca: a política pode hesitar, mas a ciência seguirá ao lado da humanidade.”</p>
<p>Para a especialista, a Conferência não encerrou um ciclo, mas iniciou um novo caminho que reposiciona o Brasil. “A COP30 abre uma nova etapa em que o Brasil, a Amazônia e a comunidade científica afirmam, com serenidade e responsabilidade: ainda há futuro, mas ele exige escolhas agora, e estamos prontos para sustentá-las”, conclui.</p>
<p><em>Rafael Revadam – Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Caminhos para a bioeconomia amazônica</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 13:44:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<description><![CDATA[Artigo da nova edição da Ciência &#038; Cultura discute como saberes tradicionais e a sociobioeconomia redefinem o futuro da região diante das pressões ambientais e sociais]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Artigo da nova edição da Ciência &amp; Cultura discute como saberes tradicionais e a sociobioeconomia redefinem o futuro da região diante das pressões ambientais e sociais</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-09.10.57.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-28635 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-09.10.57-300x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025-11-27 at 09.10.57" width="300" height="300" /></a>A Amazônia costuma ser lembrada por seus rios monumentais, pela extensão da floresta e por uma biodiversidade sem paralelos. Mas, para além dessas imagens que habitam o imaginário coletivo, a ciência tem mostrado que a região é peça-chave na regulação do clima global, influenciando o balanço de água, energia e carbono entre a superfície terrestre e a atmosfera. Abrigando proporções expressivas da vida existente nos trópicos, ela concentra cerca de 18% das espécies de plantas, 18% dos peixes e 14% das aves conhecidas — uma riqueza sustentada não apenas pela natureza, mas também pelas culturas que a habitam. Isso é o que discute artigo da nova edição da <a href="https://revistacienciaecultura.org.br/" target="_blank"><strong>Ciência &amp; Cultura</strong></a>, que tem como tema “COP 30: ciência, política e ação”.</p>
<p>Ao longo dos séculos, povos indígenas e comunidades locais mantiveram ecossistemas íntegros por meio de práticas de manejo sustentáveis, que incluem pequenas áreas agrícolas em pousio e uma ampla variedade de produtos extraídos de forma tradicional, como açaí, castanha-do-Brasil, óleos medicinais e fibras. “A biodiversidade amazônica foi mantida, ao longo dos séculos, pela diversidade cultural dos seus povos”, afirma Joice Ferreira, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental e professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais na Universidade Federal do Pará (UFPA).</p>
<p>A história econômica da região, porém, revela contradições profundas. O ciclo da borracha, símbolo do extrativismo amazônico, gerou riqueza efêmera, concentrada nas mãos de poucos, enquanto seringueiros viviam sob exploração e endividamento. Com o declínio da borracha, outras cadeias extrativistas ganharam espaço — castanha, óleos vegetais, madeira — acompanhadas de grandes transformações no uso da terra, como expansão da pecuária e de monocultivos, que impulsionaram desmatamento, degradação ambiental e perda de coesão social. Nos últimos anos, produtos como açaí, cupuaçu e babaçu passaram a sustentar a economia da sociobiodiversidade, valorizando os sistemas de conhecimento tradicionais e funcionando como alternativa concreta à lógica da destruição.</p>
<p>É nesse contexto que a ideia de bioeconomia se disseminou internacionalmente, associada à mitigação climática e à transição energética. Na Amazônia, porém, o termo ganhou contornos próprios, pois incluiria tanto cadeias sustentadas pela sociobiodiversidade quanto sistemas de monocultivo de alto impacto. Cientistas e lideranças da região propuseram então o conceito de “sociobioeconomia”, focado nas economias enraizadas na diversidade biológica e cultural da floresta. Para prosperar, a sociobioeconomia precisa também de condições estruturais claras: proteção dos territórios, garantia de direitos à terra e aos recursos naturais, e processos decisórios construídos de forma participativa, integrando conhecimentos científicos e tradicionais. Como a Amazônia é diversa e inclui desde áreas bem conservadas até regiões degradadas no arco do desmatamento, as estratégias devem ser adaptadas a cada contexto — com prioridade para modelos baseados em biodiversidade nas áreas florestadas e esforços de restauração nos demais ambientes. “As sociobioeconomias representam hoje uma das principais esperanças para uma transição a modelos de desenvolvimento mais justos e prósperos de enfrentamento aos problemas socioambientais que enfrentamos”, pontua Joice Ferreira.</p>
<p><strong>Leia o artigo completo:</strong></p>
<p><a href="https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=caminhos-para-a-bioeconomia-amazonica" target="_blank">https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=caminhos-para-a-bioeconomia-amazonica</a></p>
<p>Ciência &amp; Cultura</p>
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		<item>
		<title>Cientistas e entidades divulgam posicionamento final sobre a COP30</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/cientistas-e-entidades-divulgam-posicionamento-final-sobre-a-cop30/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/cientistas-e-entidades-divulgam-posicionamento-final-sobre-a-cop30/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 17:02:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
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		<description><![CDATA[“Apesar dos melhores esforços do Brasil e de muitos países que trabalharam para unir o mundo em torno de um roteiro para acabar com nossa dependência de combustíveis fósseis, forças contrárias bloquearam o acordo. Elas parecem ignorar que, ao contrário dos pavilhões da COP, não podemos evacuar o planeta Terra quando desastres acontecem”, comentam cientistas e entidades, dentre elas a SBPC, em posicionamento final sobre a COP30]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Apesar dos melhores esforços do Brasil e de muitos países que trabalharam para unir o mundo em torno de um roteiro para acabar com nossa dependência de combustíveis fósseis, forças contrárias bloquearam o acordo. Elas parecem ignorar que, ao contrário dos pavilhões da COP, não podemos evacuar o planeta Terra quando desastres acontecem”, comentam cientistas e entidades, dentre elas a SBPC, em posicionamento final sobre a COP30</em></p>
<p><em>Veja o posicionamento na íntegra:</em></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">POSICIONAMENTO FINAL DA COP30 &#8211; PAVILHÃO DA CIÊNCIA PLANETÁRIA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">BELÉM, sábado, 22 de novembro.</strong></p>
<p>A verdade é que não há como evitar um perigoso aumento da temperatura global sem acabarmos com a dependência de combustíveis fósseis até 2040, ou no mais tardar até 2045. Não cumprir isso empurrará o mundo para uma perigosa mudança climática dentro de 5 a 10 anos, causando extremos climáticos cada vez mais intensos que afetarão bilhões de pessoas. Sistemas essenciais para a capacidade da Terra de sustentar nossa sociedade, como a Floresta Amazônica, os Recifes de Corais, as Calotas de Gelo, as Correntes Oceânicas, podem atingir pontos de não retorno. No início da semana, dissemos que a COP tinha uma escolha — proteger as pessoas e a vida, ou os interesses da indústria de combustíveis fósseis. Apesar dos melhores esforços do Brasil e de muitos países que trabalharam para unir o mundo em torno de um roteiro para acabar com nossa dependência de combustíveis fósseis, forças contrárias bloquearam o acordo. Elas parecem ignorar que, ao contrário dos pavilhões da COP, não podemos evacuar o planeta Terra quando desastres acontecem.</p>
<p>Uma transição energética alinhada à ciência exige liderança, coragem e coerência. Devido ao fracasso, até agora, em implementar o Acordo de Paris, o ritmo necessário de mudança é extremamente elevado. Precisamos ver as emissões globais começarem a cair a partir de 2026 e passar de um cenário de aumento das emissões para um de reduções de 5% ao ano. Isso, junto com a proteção dos sumidouros de carbono na natureza e a ampliação das remoções de carbono (CDR), é necessário para minimizar o aumento de temperatura e retornar a um futuro climático administrável para a humanidade.</p>
<p>Como cientistas, sabemos que os seres humanos são capazes de realizar feitos extraordinários. Aqui em Belém, muitos países mostraram que estão prontos para se libertar do domínio e dos perigos dos combustíveis fósseis. Esses serão os vencedores do século XXI. Agora é hora de nos unirmos em um Mutirão dos que estão dispostos a liderar este caminho. A ciência está e continuará aqui para ajudar. Trabalhando com a Presidência brasileira, vamos propor a criação de um Painel Científico sobre a Transição Energética Justa e o Fim dos Combustíveis Fósseis, para subsidiar o Acelerador Global de Implementação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Carlos Nobre &#8211; Painel Científico da Amazônia;</p>
<p>Fátima Denton &#8211; United Nations University;</p>
<p>Johan Rockström &#8211; Potsdam Institute for Climate Impact Research;</p>
<p>Marina Hirota &#8211; Instituto Serrapilheira;</p>
<p>Paulo Artaxo &#8211; Universidade de São Paulo;</p>
<p>Piers Forster &#8211; University of Leeds;</p>
<p>Thelma Krug &#8211; Presidente do Conselho Científico da COP30;</p>
<p>Academia Brasileira de Ciências (ABC);</p>
<p>Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Para Lula, COP30 é o momento em que cientistas, políticos e organizações da sociedade civil se unem pelo planeta</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 17:12:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
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		<description><![CDATA[Na abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, presidente do Brasil destacou que emergência climática aprofunda desigualdades sociais; COP30 tem programações especiais dedicadas a oceanos]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Na abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, presidente do Brasil destacou que emergência climática aprofunda desigualdades sociais; COP30 tem programações especiais dedicadas a oceanos</em></p>
<p>O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou na noite da última segunda-feira (10/11) da abertura da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, a COP30, que acontece até o final de novembro na cidade de Belém, no Pará.</p>
<p>Em sua fala, Lula destacou o esforço da COP30 de reunir diversos atores para a consolidação de políticas globais focadas no combate à emergência climática. “Pelas próximas duas semanas, Belém será a capital do mundo. Negociadores, governadores, prefeitos, parlamentares, cientistas e organizações da sociedade civil farão parte desse grande esforço coletivo em prol do planeta.”</p>
<p>O presidente da República ressaltou o lançamento do Fundo de Florestas Tropicais para Sempre, articulação internacional para a preservação das florestas – com ênfase à Amazônia – e que já arrecadou 5,5 bilhões de dólares em anúncios de investimento. Entretanto, também houve cobranças às delegações dos 194 países presentes.</p>
<p>Lula cobrou os países que se comprometam com a formulação e a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas. Essas contribuições, também chamadas do inglês pela sigla NDCs, são compromissos que as nações signatárias do Acordo de Paris assumiram pela redução de emissões de gases do efeito estufa e, consequentemente, para o controle das mudanças climáticas.</p>
<p>O segundo ponto é que os países devem assegurar financiamento, transferência de tecnologia e capacitação aos países em desenvolvimento. E, por fim, cabe às nações darem a devida atenção aos efeitos da emergência do clima.</p>
<p>Para o presidente do Brasil, um dos desafios é também o combate à desinformação, que tem atuado nos ambientes digitais com discursos mentirosos que contestam a veracidade do cenário climático atual do planeta.</p>
<p>“Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só as evidências da Ciência, mas também os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, semeiam o ódio e espalham o medo. Atacam as instituições, a Ciência e as universidades. [A COP30] é momento de impor uma nova derrota aos negacionistas.”</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">“Estamos andando na direção certa, mas na velocidade errada”</strong></p>
<p>O presidente Lula alertou também que falar de mudanças climáticas não é só tratar de políticas ambientais, mas sim lidar com aspectos estruturais e sociais do planeta. Lula ressaltou que, para isso, é necessária uma governança global mais robusta, capaz de assegurar que palavras se traduzam em ações.</p>
<p>“Precisamos de mapas do caminho para que a humanidade, de forma justa e planejada, supere a dependência dos combustíveis fósseis, pare e reverta o desmatamento e mobilize recursos para esses fins”, complementou.</p>
<p>O presidente também alertou que o aquecimento global pode empurrar milhões de pessoas para a fome e a pobreza, e que a própria mudança do clima gera impactos desproporcionais, principalmente em grupos mais vulneráveis, o que deve ser levado em conta na construção e implementação de políticas de adaptação.</p>
<p>“A emergência climática é uma crise de desigualdade. Ela expõe e exacerba o que já é inaceitável. Ela aprofunda a lógica perversa que define quem é digno de viver e quem deve morrer. Mudar pela escolha nos dá a chance de um futuro que não é ditado pela tragédia”, concluiu.</p>
<p><a href="https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/discursos-e-pronunciamentos/2025/11/discurso-do-presidente-lula-na-abertura-da-cop30-em-belem-pa" target="_blank">Confira o discurso de Lula na íntegra no site da Agência Gov</a></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Oceanos ganham protagonismo na COP30</strong></p>
<p>Entre os inúmeros debates a serem realizados durante a COP30, um tema estará presente em diferentes iniciativas: a preservação de oceanos. O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) trará uma programação intensa que destaca o papel do oceano como regulador do climático do planeta, sua contribuição para a transição energética e para o enfrentamento do aquecimento global.</p>
<p>A agenda inclui conferências, debates, lançamento de livro, assinatura de acordo, articulações institucionais, entre outras atividades. Confira a programação completa e seus respectivos espaços, espalhados por Belém.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"><em>11/11 (terça-feira)</em></strong></p>
<ul>
<li>Lançamento do livro “Mudanças climáticas no Brasil: estudo da arte e fronteira do conhecimento“</li>
</ul>
<p>Organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que inclui o capítulo “Oceano e Zonas Costeiras”, coordenado pelo diretor-geral do INPO, Segen Estefen, e vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Moacyr Araujo</p>
<p>Horário: 19h30</p>
<p>Local: Museu das Amazônias – Av Mal Hermes, 14, Reduto, Belém</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"><em>12/11 (quarta-feira)</em></strong></p>
<ul>
<li>Reunião do Alto Comissariado para Direitos Humanos da Organização da Nações Unidas (ONU)</li>
</ul>
<p>O diretor-geral do INPO, Segen Estefen, participa da Reunião do Alto Comissariado para Direitos Humanos da ONU, para falar sobre “ponto de não retorno”, no pavilhão da ONU Brasil, na Zona Azul. Esse evento é promovido pelo OHCR, o relator Especial da ONU sobre Mudanças Climáticas e Direitos Humanos, Just Atonement e AwareNearth</p>
<p>Horário: 9h às 10h</p>
<p>Local: Pavilhão da ONU Brasil</p>
<ul>
<li>INPO e Fiocruz assinam protocolo de intenções para desenvolvimento de pesquisas oceânicas (“Uma só saúde azul”) e integração da Fiocruz à rede do INPO</li>
</ul>
<p>O diretor-geral do INPO, Segen Estefen, e o Presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mário Moreira, assinam acordo que ampliará a cooperação científica entre as instituições e o estudo das relações entre o oceano, a saúde humana e o meio ambiente.</p>
<p>Horário: 17 horas</p>
<p>Local: Casa da Ciência do Brasil em Mudanças Climáticas, no Museu Emílio Goeldi: Av. Gov. Magalhães Barata, 376, São Braz, Belém</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"><em>14/11 (sexta-feira)</em></strong></p>
<p>Programação dedicada ao oceano, organizada pelo INPO:</p>
<p>Horário: a partir das 12h</p>
<p>Local: Casa da Ciência do Brasil em Mudanças Climáticas, no Museu Emílio Goeldi &#8211; Av. Gov. Magalhães Barata, 376, São Braz, Belém</p>
<p>Programação Completa:</p>
<ul>
<li>Painel Transição Energética- Energias Renováveis a partir dos Oceanos –Palestrante e moderador, Segen Estefen, diretor-geral do INPO</li>
</ul>
<p>Participantes: Yasuyuki Ikegami, da Universidade de Saga, Japão; Amisha Patel, da Global Offshore Wind Alliance</p>
<ul>
<li>Mesa-redonda Economia Azul e Mudanças Climáticas – Moderação: Andrei Polejack, diretor de Pesquisa e Inovação do INPO</li>
</ul>
<p>Participantes: Flávio Andrade, CEO da OceanPact; Claire Jolly, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); Nabil Kadri, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Michelle Voyer, da Australian National Centre for Ocean Resources and Security (ANCORS).</p>
<ul>
<li>Mesa-redonda O legado do Oceans20 no G20 Social e potenciais futuras contribuições no enfrentamento às mudanças do clima – Moderação: Janice Trotte-Duhá, diretora de Infraestrutura e Operações do INPO. Os pesquisadores da África do Sul abordarão as principais contribuições do grupo para o tema.</li>
</ul>
<p>Participantes: Tammaryn Morris (SAEON); Kilaparti Hamakrishna (WHO) e Gabriel Otero (UNGC)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"><em>17/11 (segunda-feira)</em></strong></p>
<ul>
<li>Evento &#8220;Observação Oceânica em Ação: Construindo Resiliência Climática no Sul Global&#8221; – palestra de Janice Trotte-Duhá, diretora de Infraestrutura e Operações do INPO</li>
</ul>
<p>Horário: 12h30 às 14h</p>
<p>Local: Pavilhão Virtual do Oceano. Acesse aqui</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"><em>18/11 (terça-feira)</em></strong></p>
<p>O INPO será destaque no Pavilhão Virtual do Oceano.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">19/11 (quarta-feira)</strong></p>
<ul>
<li>Participação do diretor-geral do INPO, Segen Estefen, em evento “Pesca Sustentável e Resiliência Costeira face às alterações climáticas: contribuições dos países de língua portuguesa para os compromissos da Cop30”</li>
</ul>
<p>Horário: 15h45 às 16h45</p>
<p>Local: Pavilhão de Portugal</p>
<ul>
<li>Participação do diretor-geral do INPO, Segen Estefen, no evento “Como ser inteligente ao enfrentar os Desafios Oceânicos, Climáticos e sociais em um cenário em transformação”</li>
</ul>
<p>Horário: das 16h45 às 18h15</p>
<p>Local: Zona Azul – Sala 8</p>
<p>Além da programação do INPO, nesta terça-feira, 11 de novembro, das 9h às 12h, o Pacto Global da ONU – Rede Brasil vai promover uma agenda com foco em Água, Oceano e Resíduos. As atividades serão realizadas em parceria com a Confederação Nacional de Transporte (CNT) e acontecerão na <em>Greenzone </em>da COP30.</p>
<p>Confira os destaques da programação</p>
<ul>
<li><strong style="font-weight: bold !important;"><em>Lançamento do “Guia Empresarial de Combate ao Lixo no Mar”</em></strong>: fruto do Programa Blue Keepers, esta iniciativa, dedicada à prevenção da poluição marinha e à promoção de práticas empresariais sustentáveis na gestão de resíduos, apresentará um guia prático para o setor privado. O documento é resultado da cooperação com as empresas apoiadoras Aegea, Porto do Açu, Santos Brasil, OceanPact e Heineken. O lançamento contará com a participação de autoridades do Ministério do Meio Ambiente e representantes da sociedade civil organizada, reforçando o compromisso multissetorial com a saúde dos oceanos.</li>
<li><strong style="font-weight: bold !important;"><em>Apresentação do Protótipo &#8220;Moeda Circular&#8221; do Projeto ReInova</em></strong>: será detalhado o processo de construção do protótipo de itinerância na coleta de resíduos recicláveis do ReInova. Este projeto colaborativo impulsiona soluções de economia circular e inovação em embalagens, conectando empresas e sociedade para a proteção do oceano. Desenvolvido em parceria com Coca-Cola Femsa, Unilever e Alpargatas, e conduzido pela consultoria Questtonó, o &#8220;Moeda Circular&#8221; visa promover a circularidade e a proteção oceânica em áreas de grande escape de resíduos. Um videodocumentário exclusivo mostrará a criação e implementação do projeto, seguido de debates com representantes das empresas participantes.</li>
<li><strong style="font-weight: bold !important;"><em>Debate com as Novas Embaixadoras dos Movimentos +Água e Conexão Circular</em></strong>: em um fireside chat, as novas Embaixadoras dos Movimentos +Água e Conexão Circular debaterão a interdependência vital entre água e economia circular. Subirão ao palco representantes da Aegea, Coca-Cola Brasil e Ypê pelo Movimento +Água, e da Santos Brasil e C&amp;A pelo Movimento Conexão Circular. A conversa será mediada por um nome de destaque a ser anunciado, prometendo insights valiosos sobre a gestão sustentável desses recursos.</li>
</ul>
<p><em>Rafael Revadam – Jornal da Ciência</em></p>
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		<item>
		<title>SBPC e ABC solicitam ao Senado que adie votação do PL do Licenciamento Ambiental</title>
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		<pubDate>Thu, 15 May 2025 16:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

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		<description><![CDATA[Entidades científicas alertam para retrocessos socioambientais e pedem que o Senado abra espaço para debate técnico e democrático sobre o PL 2159/2021]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Entidades científicas alertam para retrocessos socioambientais e pedem que o Senado abra espaço para debate técnico e democrático sobre o PL 2159/2021</em></p>
<p>A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) enviaram, nesta terça-feira (14), uma carta ao presidente do Senado Federal, senador David Alcolumbre, solicitando o adiamento da votação do Projeto de Lei 2159/2021, que trata do licenciamento ambiental. Para as entidades, o projeto representa um grave risco à proteção socioambiental no Brasil e avança no Congresso sem o necessário diálogo com a sociedade civil e a comunidade científica.</p>
<p>No documento, assinado pelos presidentes Helena Bonciani Nader (ABC) e Renato Janine Ribeiro (SBPC), as entidades alertam que o projeto enfraquece os mecanismos de controle ambiental, promovendo retrocessos disfarçados de modernização. O alerta ganha ainda mais peso diante da proximidade da COP 30, quando o Brasil estará sob atenção internacional. “Uma proposta que agride o presente e o futuro de nosso País mancharia irremediavelmente os esforços conduzidos até aqui no cenário global”, afirmam SBPC e ABC.</p>
<p>As entidades ressaltam ainda que a aprovação apressada do texto prejudica o debate público qualificado e ignora evidências científicas que apontam os riscos de degradação ambiental agravada no contexto das mudanças climáticas. “Reduzir instrumentos de proteção ambiental condenará o Brasil e suas futuras gerações a um quadro ainda mais crítico de perda de resiliência e oportunidades de desenvolvimento sustentável”, afirmam.</p>
<p>Leia o documento na íntegra:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Exceleníssimo Senhor</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Senador DAVID ALCOLUMBRE</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Presidente do Senado Federal</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Brasília, DF.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Senhor Presidente,</p>
<p>A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que congrega mais de 160 sociedades científicas do Brasil, vêm solicitar à Presidência do Senado Federal que postergue a votação do PL 2159/2021, que dispõe sobre o licenciamento ambiental.</p>
<p>A votação iminente do PL, que tem profundas consequências para a sociedade e economias brasileiras, inviabiliza uma participação mais ampla da sociedade civil e da comunidade científica sobre as alterações propostas.</p>
<p>As análises técnicas conduzidas até o momento indicam que sua aprovação representará um retrocesso substancial na proteção ambiental no Brasil, travestido de flexibilização do licenciamento para aumento de sua eficiência.</p>
<p>Vasta literatura científica e evidências claras dos desastres socioambientais vividos pelo Brasil em anos recentes são fatos que demonstram cabalmente que o agravamento das mudanças climáticas, o declínio de nossa biodiversidade e de nossos biomas já comprometem nosso desenvolvimento e a segurança de nossa população. Reduzir instrumentos de proteção ambiental condenará o Brasil e suas futuras gerações a um quadro ainda mais crítico de perda de resiliência e oportunidades de desenvolvimento sustentável.</p>
<p>A comunidade científica vê com enorme preocupação o espaço exíguo de organização e revisão do texto para uma nova legislação, que trará o risco de abrir um palco de judicialização e de maior desgaste entre os poderes constituídos.</p>
<p>Estamos a poucos meses de sediar a Conferência da Partes da Convenção Quadro da Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP 30. Os esforços até aqui conduzidos para encaminhar soluções globais seriam indelevelmente manchados por uma proposta que agride o presente e o futuro de nosso País.</p>
<p>Certos de contar com sua reflexão e liderança, solicitamos ao Senado Federal que abrigue as preocupações da ciência e da sociedade brasileiras em prol do direito constitucional <em>a um meio ambiente</em> <em>ecologicamente equilibrado, como bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, impondo ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Respeitosamente,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">HELENA BONCIANI NADER</p>
<p style="text-align: center;">Presidente da ABC</p>
<p style="text-align: center;">RENATO JANINE RIBEIRO</p>
<p style="text-align: center;">Presidente da SBPC</p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/05/DOC-20250514-WA0026..pdf" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;">Acesse a versão em PDF da carta neste link.</strong></a></p>
<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SBPC lança livro em homenagem a Ennio Candotti na Reunião Regional no Espírito Santo</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-lanca-livro-em-homenagem-a-ennio-candotti-na-reuniao-regional-no-espirito-santo/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 17:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

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		<description><![CDATA[O lançamento foi feito durante a cerimônia de abertura do evento, nessa quarta-feira, 19 de fevereiro, na Ufes, onde o físico lecionou por mais de uma década. Obra está disponível para download gratuito no site da SBPC]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>O lançamento foi feito durante a cerimônia de abertura do evento, nessa quarta-feira, 19 de fevereiro, na Ufes, onde o físico lecionou por mais de uma década. Obra está disponível para download gratuito no site da SBPC</em></p>
<div id="attachment_26355" style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-20-at-11.16.51.jpeg"><img class="wp-image-26355 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-20-at-11.16.51-653x350.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025-02-20 at 11.16.51" width="653" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Jardel Rodrigues/SBPC</p></div>
<p>A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) lançou, nesta quarta-feira (18), durante a abertura de sua Reunião Regional no Espírito Santo, <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/livro/ennio_candotti.pdf" target="_blank"><strong>o livro &#8220;Ennio Candotti&#8221;</strong></a>, uma homenagem à trajetória do físico e presidente de honra da entidade, que faleceu em dezembro de 2023. Figura central na divulgação científica e no fortalecimento do acesso ao conhecimento em todas as regiões do Brasil, Candotti presidiu a SBPC por quatro mandatos e deixou um legado de luta e esperança para a ciência nacional. O lançamento ocorreu na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória, que sedia o evento até esta sexta-feira, dia 21.</p>
<p>A cerimônia de lançamento reuniu ex-colegas de Candotti na Ufes, onde ele lecionou por mais de uma década, a partir de meados dos anos de 1990, além de autores do livro &#8211; amigos e colegas que tiveram a honra de conviver com ele. A mesa foi presidida pela vice-presidente da SBPC, Francilene Garcia, pela diretora da entidade, Fernanda Sobral, e pelo presidente de honra da SBPC, Ildeu de Castro Moreira.</p>
<p>A obra, organizada pela Diretoria da SBPC e pelo Centro de Memória Amélia Império Hamburger (CMAIH), traça um panorama da atuação de Candotti em diversas frentes, desde sua paixão pela divulgação científica, passagem pela UFRJ, Ufes e SBPC, até seu envolvimento com políticas públicas e iniciativas inovadoras na Amazônia, onde fundou o Museu da Amazônia (MUSA). É uma coletânea de memórias e reflexões sobre um dos mais importantes cientistas e divulgadores do conhecimento do Brasil. Para Fernanda Sobral, uma das organizadoras da publicação, &#8220;ler este livro é conhecer uma história de vida que é uma lição para todos nós&#8221;.</p>
<p>Francilene Garcia lembrou o compromisso de Candotti com a ciência, as universidades e sua relação com a sociedade: &#8220;Ennio é uma daquelas pessoas que não desistia. Uma de suas grandes lutas era que nossa biodiversidade fosse reconhecida para essa sustentabilidade tão procurada&#8221;, comentou.</p>
<p>Ildeu Moreira, que conheceu Candotti em 1975, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressaltou o caráter político do físico e sua atuação na renovação dos cursos universitários, além de sua influência na Constituinte e na interiorização da ciência no país. “Ennio foi o presidente da SBPC que mais organizou reuniões regionais. Era um sonhador e realizador, com uma capacidade impressionante de mobilizar pessoas e transformar ideias em ações concretas”, afirmou. Moreira também destacou a contribuição de Candotti à divulgação científica, sua paixão, incluindo a criação da revista <em>Ciência Hoje</em> e sua versão infantil, a <em>Ciência Hoje para Crianças</em>.</p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-19-at-15.03.01.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-26358 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-19-at-15.03.01-212x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025-02-19 at 15.03.01" width="212" height="300" /></a>O livro, <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/livro/ennio_candotti.pdf">que está disponível gratuitamente para download no site da SBPC</a>, abre com um capítulo escrito por Fábio Magalhães Candotti, filho do homenageado, que aborda o espírito artístico de seu pai. “Meu pai enxergava e desejava a beleza no mundo”, escreve. Outros capítulos trazem relatos de colegas e colaboradores próximos, além de fotografias históricas do cientista nascido na Itália em 1942 e naturalizado brasileiro – com a curadoria do Centro de Memória da SBPC, sob coordenação da historiadora Áurea Gil.</p>
<p>Laércio Ferracioli, professor da Ufes, revisita na obra o período em que Candotti atuou no Espírito Santo e recorda seu papel na formação de novos cientistas: &#8220;Não era um sonhador, era um realizador. Ele estava sempre construindo o futuro&#8221;, afirmou na cerimônia de lançamento.</p>
<p>Lucia Melo, pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco, escreveu, com Celso de Melo, professor da Universidade Federal de Pernambuco, o capítulo &#8220;Ennio Candotti e sua contribuição inestimável para a ciência brasileira&#8221;. Na solenidade da Ufes, descreveu Candotti como &#8220;um encantador de serpentes, cujas ideias sempre aglutinavam pessoas&#8221;.</p>
<p>Laila Salmen Espindola, diretora da SBPC e professora da Universidade de Brasília (UnB), é autora do capítulo &#8220;Homenagem feita em nome da SBPC durante Cerimônia do Prêmio CAPES de Tese 2023 em 14 de dezembro de 2023&#8243;, que resume a homenagem lida poucos dias após a morte de Candotti, em 6 de dezembro daquele ano. Ali, contou que ele preparava dados para apresentar ao presidente Lula sobre um projeto revolucionário para fixar cientistas na região. “Professor Ennio Candotti era o registro vivo da dignidade do conhecimento adquirido nos livros, nos artigos, em laboratórios&#8230; e da sabedoria de quem saboreia a natureza&#8230; quem fala de onde vem, de onde é”, declara em seu texto.</p>
<p>Sérgio Lucena, diretor do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e professor titular do Departamento de Ciências Biológicas da Ufes, destacou a generosidade e a capacidade de articulação do físico: &#8220;Foi de uma reunião com ele que nasceu o embrião do INMA, aqui no Espírito Santo. Foi a ideia dele levar esse projeto ao MCT para que se tornasse um Instituto Nacional. E deu certo&#8221;, contou no evento.</p>
<p>O livro pode ser acessado gratuitamente pelo link: <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/livro/ennio_candotti.pdf" target="_blank">https://portal.sbpcnet.org.br/livro/ennio_candotti.pdf</a>.</p>
<p><em>Daniela Klebis, Jornal da Ciência</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>SBPC e ABC enviam carta ao presidente Lula sobre a COP30</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 16:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Questionamento sobre a ausência do MCTI entre os integrantes do Conselho Nacional para a COP30 já havia sido feito em junho de 2023]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Questionamento sobre a ausência do MCTI entre os integrantes do Conselho Nacional para a COP30 já havia sido feito em junho de 2023</em></p>
<p>A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) enviaram carta ao presidente Lula em que questionam a ausência da Ciência, Tecnologia e Inovação no âmbito dos envolvidos na organização da COP30, que ocorrerá em Belém neste ano.</p>
<p>Questionamento sobre a ausência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação entre os integrantes do Conselho Nacional para a COP30 já havia sido feito em junho de 2023, mas não teve resposta. &#8220;O Brasil deve priorizar a inclusão da ciência nas discussões da COP30, seguindo o exemplo de sua atuação em fóruns como o G20 e os BRICS, onde a ciência e a inovação têm sido pilares para o desenvolvimento sustentável e a cooperação internacional&#8221;, dizem as entidades na carta.</p>
<p>Confira a íntegra do documento:</p>
<p>Senhor Presidente,</p>
<p>Inicialmente, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) gostariam de parabenizar o seu governo pelos esforços bem-sucedidos para a realização da 30ª Conferência das Partes (COP30) no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) no Brasil em 2025, trazendo o foco do mundo para a região amazônica. No entanto, observamos com preocupação a ausência da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I) no âmbito dos envolvidos na organização do evento.</p>
<p>Em 9 de junho de 2023, encaminhamos a Vossa Excelência o ofício SBPC-126/carta conjunta referente à ausência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no Conselho Nacional para a COP30. A mesma correspondência foi enviada para os Ministros da Casa Civil (SBPC-130/carta conjunta) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SBPC127/carta conjunta). Dado que até o momento não recebemos resposta e considerando a urgência do tema, reiteramos a solicitação para que o MCTI integre o conselho supracitado, juntamente com os demais Ministérios designados.</p>
<p>Toda discussão sobre mudanças climáticas, sustentabilidade, biodiversidade e justiça climática e social deve basear-se nas melhores evidências científicas para embasar a tomada de decisão. A pesquisa científica permite compreender melhor os impactos das atividades humanas no meio ambiente, desenvolver tecnologias limpas e eficientes e orientar políticas públicas que promovam a redução de emissões de gases de efeito estufa, a conservação dos ecossistemas e a adaptação às mudanças já em curso. A integração do conhecimento científico nas decisões globais é essencial para alcançar os objetivos do Acordo de Paris e construir um mundo mais resiliente e equilibrado, onde o desenvolvimento econômico ande de mãos dadas com a preservação ambiental.</p>
<p>O Brasil deve priorizar a inclusão da ciência nas discussões da COP30, seguindo o exemplo de sua atuação em fóruns como o G20 e os BRICS, onde a ciência e a inovação têm sido pilares para o desenvolvimento sustentável e a cooperação internacional. No G20, o Brasil tem defendido a importância da ciência para a transição energética e a segurança alimentar, enquanto nos BRICS, o país promoveu parcerias em pesquisa e tecnologia para enfrentar desafios globais, como as mudanças climáticas.</p>
<p>Na COP30, o Brasil pode assumir a liderança ao integrar dados científicos robustos e soluções baseadas em evidências, fortalecendo sua posição como protagonista na agenda climática global. Ao alinhar políticas públicas ao conhecimento científico, o país não apenas contribuirá para metas globais de redução de emissões, mas também assegurará um desenvolvimento econômico sustentável, preservando seus biomas estratégicos, como a Amazônia, e promovendo justiça ambiental e social.</p>
<p>Em julho de 2023, quando foi reinstalado o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), cujo mote foi &#8216;A Ciência Voltou&#8217;, Vossa Excelência proferiu palavras inspiradoras que reforçaram o papel central da ciência no desenvolvimento do país. Que essa mesma visão inspire as políticas do governo, especialmente no que se refere ao meio ambiente. A Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência se colocam à disposição para colaborar com o governo brasileiro e contribuir nos debates que serão realizados.</p>
<p>Cordialmente,</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Helena Bonciani Nader</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Presidente</p>
<p style="text-align: center;">Academia Brasileira de Ciências</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Renato Janine Ribeiro</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Presidente</p>
<p style="text-align: center;">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Carta-sobre-Ciência-na-COP30.pdf" target="_blank">Veja a carta em PDF</a>.</p>
<p><em>ABC e SBPC</em></p>
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		<title>Fundo Amazônia precisa ser readequado, dizem especialistas</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/fundo-amazonia-precisa-ser-readequado-dizem-especialistas/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jul 2024 18:47:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de CT&I]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesa-redonda da 76ª Reunião Anual da SBPC analisou em profundidade a estratégia do fundo que foi retomado no ano passado]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #58595b;"><em>Mesa-redonda da 76ª Reunião Anual da SBPC analisou em profundidade a estratégia do fundo que foi retomado no ano passado</em></p>
<p style="color: #58595b;">As dimensões da Amazônia, tanto territoriais e da biodiversidade, quanto em problemas e desafios, exige uma readequação do Fundo Amazônia (FA). Essa foi, em síntese, a visão expressada por três especialistas na questão amazônica que participaram, na última sexta-feira (12/7), da mesa-redonda “Fundo Amazônia e a Estratégia de Desmatamento Zero em 2030”, realizada na programação da 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).</p>
<p style="color: #58595b;">A 76ª RA aconteceu entre os dias 7 e 13 de julho na sede da Universidade Federal do Pará UFPA), em Belém (PA).</p>
<p style="color: #58595b;">Criado em 2008 com o Decreto 6.527, o FA é uma reserva financeira que tem por objetivo promover projetos para a prevenção e combate ao desmatamento, a conservação e o uso sustentável da floresta na Amazônia Legal. O Fundo é mantido com recursos de países como Noruega, França, Alemanha e Estados Unidos e é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p style="color: #58595b;">A mesa-redonda contou com a participação da socióloga Edna Maria Ramos de Castro, professora emérita da UFPA, o cientista Adalberto Luís Val, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o geógrafo Francisco de Assis Mendonça, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).</p>
<p style="color: #58595b;">Edna Castro, que também é representante da SBPC no conselho gestor do FA, ressaltou a importância do Fundo para os projetos de conservação da floresta, porém chamou a atenção para o fato de que não contempla o financiamento a pesquisas científicas que deveriam orientar os projetos.</p>
<p style="color: #58595b;">“Na primeira reunião (do conselho em 2023) que definiu as estratégias do que seria beneficiado pelo Fundo Amazônia, não tinha absolutamente nada de ciência, nem uma linha”, relatou. Segundo ela, os participantes observaram a falta de referência à ciência e ao final foi incluída uma menção breve e genérica entre os diferentes destinos do fundo.</p>
<p style="color: #58595b;">“Mas até agora, depois da retomada do Fundo (em 2023), não houve nenhum edital para C&amp;T e também parece que não tem nada previsto de imediato”, disse Castro, conclamando um movimento de demanda para o financiamento de pesquisas em todos os campos de estudo, sejam na biologia, nas exatas ou nas ciências humanas.</p>
<p style="color: #58595b;">Castro também questionou o enfoque dos projetos financiados atualmente pelo FA, que prioriza o estudo de cadeias produtivas que acabam promovendo o desmatamento como o transporte de gado e soja pelos portos da região. “Precisamos de pesquisas mais interdisciplinares”, frisou.</p>
<p style="color: #58595b;">Adalberto Val opinou que é necessário criar um fundo amazônico para o desenvolvimento econômico e social envolvendo todos os países que abrigam a floresta. “Vivemos num bioma único e, portanto, todos nós, todos os países Amazônicos devem ter na realidade um processo de investimento que sustente o desenvolvimento científico e tecnológico da região”, afirmou.</p>
<p style="color: #58595b;">Val chamou a atenção para a necessidade de financiamento de pesquisas e projetos que conectem os jovens às suas regiões, pois boa parte deles acaba partindo para outras regiões ou países quando concluem seus estudos. “Precisamos pensar em coalisões criativas na pan-amazônia”, sugeriu o pesquisador do Inpa.</p>
<p style="color: #58595b;">Francisco de Assis Mendonça fez um contraponto ao FA com a plataforma Floram-Aziz Ab’Sáber, uma iniciativa conjunta do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) e a SBPC que tem por objetivo a formação de gestores e pensadores dedicados à restauração das paisagens e biomas brasileiros.</p>
<p style="color: #58595b;">“A plataforma Floran tem tudo a ver com essa ideia de Fundo Amazônia, tem tudo a ver com o desmatamento zero”, definiu Mendonça. Embora a grande preocupação hoje no Brasil e no mundo seja conter o desmatamento da Amazônia, a proposta da Floram é “reflorestamento do Brasil”. A plataforma foi idealizada pelo geógrafo Aziz Ab’Saber (1924-2012), que já previa a aceleração da degradação da paisagem décadas atrás. “Há 40 anos ele (Ab’Saber) dizia que o Brasil sozinho não vai conseguir reconstituir suas paisagens, reconstituir a sua vegetação, seus biomas, porque não terá a capacidade económica, não terá investimento com a responsabilidade e capacidade, portanto é preciso abrir esse leque”, afirmou Mendonça.</p>
<p style="color: #58595b;">Desse ponto de vista, concluiu o professor da UFPR, o fundo Amazônia vem exatamente nesse sentido: angariar ações planetária, concentrar recursos financeiros particularmente de países que têm condições financeiras para isso para aplicar aqui no Brasil.</p>
<p style="color: #58595b;"><a style="color: #428bca;" href="https://www.youtube.com/watch?v=1d2QW_mEHOQ&amp;ab_channel=SBPCnet" target="_blank">Assista à mesa-redonda na íntegra pelo canal da UFPA no Youtube</a></p>
<p style="color: #58595b;"><em>Janes Rocha – Jornal da Ciência</em></p>
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