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	<title>Jornal da Ciência &#187; Biodiversidade</title>
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		<title>Edição especial do Jornal da Ciência discute a COP30 e os caminhos para enfrentar a crise climática</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 16:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nova edição já está disponível para download gratuito. Acesse e compartilhe!]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nova edição já está disponível para download gratuito. Acesse e compartilhe!</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/12/JC_capa_page-0001.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-28862 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/12/JC_capa_page-0001-212x300.jpg" alt="JC_capa_page-0001" width="212" height="300" /></a>A nova edição do Jornal da Ciência da SBPC traz uma cobertura especial da COP30, realizada em Belém, em novembro. A matéria de capa analisa os principais resultados do aguardado evento. Apesar de entregar progressos em adaptação climática e transição justa, os combustíveis fósseis — responsáveis por 80% das emissões globais de gases de efeito estufa — ficaram de fora do documento final.</p>
<p>O editorial, assinado pela presidente da SBPC, Francilene Procópio Garcia, e pelo vice-presidente Aldo Zarbin, alerta que não podemos mais concentrar toda a ação climática em quinze dias por ano, no mês de novembro, nem confiar exclusivamente no processo formal da Convenção do Clima.</p>
<p>Entre os destaques da edição está a entrevista exclusiva com Ailton Krenak, primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras. O escritor e pensador critica duramente o modelo de desenvolvimento capitalista: &#8220;Insistir na ideia de desenvolvimento e progresso é colocar ficha na predação e na exaustão de recursos não renováveis&#8221;.</p>
<p>O JC também documenta como a ciência brasileira teve protagonismo inédito na COP30, mas viu suas recomendações mais urgentes serem ignoradas nas decisões políticas cruciais. O periódico também traz a proposta da economista e vencedora do Nobel Esther Duflo para o &#8220;Pix do Clima&#8221; — transferências automáticas para países e pessoas vulneráveis financiadas por taxação sobre grandes fortunas e outras fontes.</p>
<p>Também nesta edição: artigos do físico Paulo Artaxo sobre o futuro da humanidade diante das mudanças climáticas e análise de Lara Ramos, engenheira ambiental e coordenadora de políticas públicas na World Transforming Technologies, e de Marilene Corrêa, professora de sociologia da UFAM e diretora da SBPC, sobre os múltiplos sistemas de conhecimento na luta climática.</p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/12/JC_814.pdf" target="_blank">Acesse aqui a edição completa.</a></p>
<p>Jornal da Ciência</p>
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		<title>Brasil precisa assumir a dianteira política para o enfrentamento da emergência climática, apontam especialistas</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 16:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pesquisadores defenderam potencial estratégico do País e ressaltaram a necessidade de fortalecimento de ações para combate à insegurança alimentar e em prol do desenvolvimento tecnológico]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>No segundo debate da série “Vozes da Ciência – O Brasil que queremos”, pesquisadores defenderam potencial estratégico do País e ressaltaram a necessidade de fortalecimento de ações para combate à insegurança alimentar e em prol do desenvolvimento tecnológico</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/12/foto1-live.png"><img class="aligncenter wp-image-28803 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/12/foto1-live-653x350.png" alt="foto1 live" width="653" height="350" /></a></p>
<p>O Brasil possui uma biosfera importante, tecnologias de ponta para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável e bases estruturais para desenvolver políticas ambientais adequadas ao enfrentamento da emergência climática, mas precisa valorizar os conhecimentos e ações desenvolvidos em seu território para isso. Este foi um dos diagnósticos do segundo debate da série “Vozes da Ciência – O Brasil que queremos”.</p>
<p>Realizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) na última sexta-feira (12/12), o evento debateu ações direcionadas aos impactos dos eventos climáticos extremos, da perda de biodiversidade, transição energética e segurança alimentar – temas que devem estar nas prioridades das decisões que o País precisará tomar nos próximos anos.</p>
<p>Para isso, o debate contou com as participações de <strong style="font-weight: bold !important;">Paulo Artaxo</strong>, professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e ex-vice-presidente da SBPC;  <strong style="font-weight: bold !important;">Mariangela Hungria</strong>, pesquisadora da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL); <strong style="font-weight: bold !important;">Semiramis Domene</strong>, professora associada e livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e <strong style="font-weight: bold !important;">Carlos Alfredo Joly</strong>, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A mediação foi da diretora da SBPC, <strong style="font-weight: bold !important;">Marilene Corrêa</strong>.</p>
<p>“Esta é uma iniciativa da SBPC que está relacionada com as preocupações da comunidade científica a respeito do futuro político do Brasil. O Vozes da Ciência é composto pela reunião de opiniões de vários especialistas brasileiros e defende que a Ciência é um pilar fundamental da democracia a ser construída no nosso País”, explicou Corrêa na abertura do evento.</p>
<p>O “Vozes da Ciência” integra um ciclo de 12 encontros virtuais que se estende até 24 de abril de 2026, sempre às 10h, transmitido pelo <a href="http://www.youtube.com/canalsbpc" target="_blank">canal da SBPC no Youtube</a>. As discussões do ciclo irão subsidiar a elaboração de documentos propositivos, organizados pela SBPC e encaminhados às candidatas e aos candidatos nas eleições de 2026, como contribuição da comunidade científica para uma agenda nacional orientada pela ciência, pela educação e pela justiça social.</p>
<p>Iniciando as falas do segundo encontro, o ex-vice-presidente da SBPC, Paulo Artaxo, afirmou que a atual emergência climática exige políticas integradas entre nações.</p>
<p>“Eu observo que a nossa sociedade planetária está em um processo de transformação. Estamos passando por uma crise climática. Essa crise, na verdade, é de sustentabilidade planetária. Porque estamos chegando no limite do uso dos recursos naturais do nosso planeta e isso vai ter impactos sociais, econômicos, climáticos e ambientais extraordinariamente fortes ao longo deste século e dos próximos. Nós precisamos, evidentemente, encontrar saídas para essa crise que estamos agora. Essas saídas são complexas, não são simples, e dependem muito da governabilidade global, que está sendo minada por alguns governos, por algumas indústrias e pelas redes sociais, no sentido de ter uma dominação de discursos sobre o papel da humanidade nesta questão.”</p>
<p>Artaxo também realizou um breve diagnóstico sobre a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, sediada em novembro em Belém, no Pará.</p>
<p>“Acabamos de ter uma COP30 e esta COP, como todas as demais, teve pontos altos e teve pontos baixos. Como pontos altos, a gente observa que tivemos avanços no estabelecimento de indicadores para a adaptação ao novo clima, que pode ajudar governos a construírem estruturas sociais, econômicas, urbanas e rurais que devem ser mais resilientes e, com isso, diminuir o impacto das mudanças climáticas para a população em geral. Nós também tivemos como ponto alto o compromisso dos países em aumentar o financiamento climático para os países em desenvolvimento, o que é crítico para que a gente possa sair dessa crise climática com o menor dano possível.”</p>
<p>Artaxo também lamentou que não foram avançadas metas mais exigentes sobre transição energética. “Tivemos também pontos negativos como, por exemplo, o lobby das indústrias do petróleo conseguindo bloquear a questão da inclusão no documento final da COP30 de que precisamos acabar com a exploração e o uso de combustíveis fósseis o mais rápido possível”, complementou.</p>
<p>Seguindo com as apresentações, o professor da Unicamp, Carlos Alfredo Joly falou da importância da biodiversidade neste debate. “A biodiversidade está na base dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS, da ONU). Ela, juntamente ao clima e à água potável, compõe a base da pirâmide da biosfera. Portanto, ela é importantíssima para apoiar e subsidiar todo o desenvolvimento da sociedade que conhecemos.”</p>
<p>Joly reforçou a importância de se trazer a biodiversidade como um elemento essencial na agenda política. “Com a biodiversidade, vem uma questão dos serviços ecossistêmicos. Porque são esses serviços, que têm como base a biodiversidade, que vão fornecer água limpa, alimentos, medicamentos, vão atuar na regulação climática e são a base para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável de setores como agricultura, indústria, turismo, dependendo diretamente dela para inovar e funcionar.”</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Agricultura e alimento</strong></p>
<p>Professora da Unifesp, Semiramis Domene afirmou que é impossível fazer reflexões sobre a emergência climática sem entender que ela está estritamente ligada com o acesso a alimentos e sua estrutura social.</p>
<p>“Existe uma urgência em se falar de segurança alimentar e nutricional, porque a manutenção desse direito humano, alimentação adequada, é muito frágil em contextos de desigualdade social, como se observa agora no Brasil. Isso traz um cenário sensível a diversas ameaças internas e também do cenário internacional.”</p>
<p>Domene destacou que o Brasil enfrentou, nos últimos anos, um processo governamental que gerou fragilização de mecanismos de proteção social. Além disso, conflitos armados que ocorreram em outros países também têm ligação direta com o preço dos alimentos, fora a emergência climática por si só.</p>
<p>“Isso tudo desestabilizou fortemente as tendências muito delicadas de aumento da segurança alimentar e nutricional que a gente vinha observando desde o final do século passado até o ano de 2014, que foi no Brasil um marco, porque foi quando saímos do mapa da fome. Infelizmente, a fragilização dos mecanismos de proteção social a partir de 2014 e 2015 trouxe um aumento na insegurança alimentar e voltamos, em 2022, a ter 33 milhões de pessoas passando fome no País, o que significou um retrocesso aos patamares de 1990, quando tínhamos 32 milhões de pessoas nessa situação.”</p>
<p>Para a especialista, a recomposição dos mecanismos de proteção social, aliada com princípios democráticos e de organização da sociedade, foram fundamentais para, a partir de 2023, o País novamente reduzir esse número.</p>
<p>“Hoje, felizmente, o Brasil saiu novamente do mapa da fome, mas não significa que está tudo resolvido. Temos, atualmente, cerca de 2,5% de pessoas com insegurança alimentar grave, o que representa algo perto de 9 milhões, mas temos ainda 30 milhões de pessoas com algum grau de insegurança alimentar, moderada ou grave. Os números no mundo não são bonitos, a gente tem uma estimativa de mais de 2 bilhões de pessoas com algum grau de insegurança alimentar, das quais 700 milhões com fome.”</p>
<p>Mediadora do debate, Marilene Corrêa sintetizou as primeiras falas como uma necessidade de urgência de protagonismo que o Brasil precisa assumir.</p>
<p>“O Brasil, como decisão política, precisa começar a enfrentar a transição climática. E a partir da segurança alimentar e nutricional, nós já integrarmos as preocupações com a biodiversidade.”</p>
<p>Encerrando as falas, a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, abordou o cenário de produção de alimentos frente às mudanças climáticas.</p>
<p>“A agricultura é uma vocação do nosso País, e isso tem seu lado positivo e negativo. Do lado positivo, o mundo precisa de alimentos e hoje nós temos a estimativa de que produzimos para 800 milhões a 1 bilhão de pessoas no planeta. Isso torna, por sua vez, inconcebível que um país que produz para quase 1 bilhão de pessoas tenha brasileiros em insuficiência alimentar grave.”</p>
<p>Em maio de 2025, Hungria tornou-se a primeira brasileira a receber o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize), reconhecimento internacional conhecido como o “Nobel” da agricultura, concedido a personalidades que contribuem para a melhoria da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo. Para a pesquisadora, a agricultura está enraizada no modelo de negócio brasileiro e cabe à agenda política torná-la adequada ao combate da emergência climática.</p>
<p>“Eu acho que não vamos mudar a nossa vocação à agricultura, o perfil do agricultor brasileiro está se tornando cada vez mais jovem, além da quantidade de startups que estão se atrelando ao agro. Nós somos líderes em agricultura tropical, temos tecnologias fantásticas para evitar emissões de CO2, por exemplo – porque a agricultura é a principal responsável pela emissão de CO2 no Brasil –, e nós temos que fazer essa agricultura que alimenta o mundo do modo mais sustentável possível. Por outro lado, também temos que investir em muita tecnologia para enfrentamento das mudanças climáticas”, concluiu.</p>
<p>O debate completo “Clima, Biodiversidade, Energia e Segurança Alimentar: Desafios da Transição Sustentável Pós-COP30”, parte da iniciativa “Vozes da Ciência – O Brasil que queremos”, está disponível na íntegra <a href="https://www.youtube.com/watch?v=V0Y7PMwb6vE" target="_blank">no canal da SBPC no YouTube</a>.</p>
<p>O próximo encontro será nesta sexta-feira, 19 de dezembro, também às 10h, com o tema <strong style="font-weight: bold !important;">“</strong><strong style="font-weight: bold !important;">Ciência para o Desenvolvimento e a Reindustrialização Sustentável: qual é a agenda de C&amp;T para o Brasil?</strong><strong style="font-weight: bold !important;">”</strong>. O debate contará com participação de <strong style="font-weight: bold !important;">Nísia Trindade Lima</strong>, pesquisadora titular da Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz; <strong style="font-weight: bold !important;">Glaucius Oliva</strong>, professor titular do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC/USP); <strong style="font-weight: bold !important;">João Baptista Calixto</strong>, do Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP); e <strong style="font-weight: bold !important;">Mariano Francisco Laplane</strong>, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O evento terá mediação da secretária regional da SBPC em São Paulo &#8211; Subárea I (SBPC-SP), <strong style="font-weight: bold !important;">Mariana Moura</strong>.</p>
<p><em>Rafael Revadam – Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Desafios pós-COP30 pautarão segundo debate do ciclo “Vozes da Ciência” da SBPC</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 18:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Referências da ciência brasileira, Carlos Alfredo Joly, Mariangela Hungria, Paulo Artaxo e Semiramis Domene discutem os rumos do País em clima, biodiversidade, energia e segurança alimentar. Evento será nesta sexta-feira, 12 de dezembro, às 10h, com transmissão pelo canal da SBPC no YouTube]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Referências da ciência brasileira, Carlos Alfredo Joly, Mariangela Hungria, Paulo Artaxo e Semiramis Domene discutem os rumos do País em clima, biodiversidade, energia e segurança alimentar. Evento será nesta sexta-feira, 12 de dezembro, às 10h, com transmissão pelo canal da SBPC no YouTube</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-03-at-11.13.22.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-28711 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-03-at-11.13.22-300x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025-12-03 at 11.13.22" width="300" height="300" /></a>Clima extremo, perda de biodiversidade, transição energética e segurança alimentar já fazem parte do cotidiano dos brasileiros e devem ser prioridades nas decisões que o país precisará tomar nos próximos anos. É nesse contexto que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realiza o segundo debate do ciclo nacional <strong style="font-weight: bold !important;">“Vozes da Ciência – O Brasil que queremos”</strong>, abrindo espaço para uma discussão qualificada sobre como a ciência pode orientar caminhos mais sustentáveis, democráticos e socialmente justos para o Brasil.</p>
<p>O encontro acontece nesta sexta-feira, dia <strong style="font-weight: bold !important;">12 de dezembro, a partir das 10h</strong>, em formato virtual, com transmissão <strong style="font-weight: bold !important;">ao vivo pelo canal da SBPC no YouTube</strong> (<a href="https://www.youtube.com/canalsbpc" target="_blank">youtube.com/canalsbpc</a>), e terá como tema <strong style="font-weight: bold !important;">“Clima, Biodiversidade, Energia e Segurança Alimentar: Desafios da Transição Sustentável Pós-COP30”</strong>.</p>
<p>Com mediação de <strong style="font-weight: bold !important;">Marilene Corrê</strong>a, diretora da SBPC, o debate reunirá cientistas de reconhecida atuação nacional e internacional: <strong style="font-weight: bold !important;">Carlos Alfredo Joly</strong> (professor emérito da Unicamp), <strong style="font-weight: bold !important;">Mariangela Hungria</strong> (pesquisadora da Embrapa e professora da UEL), <strong style="font-weight: bold !important;">Paulo Artaxo</strong> (professor titular do Instituto de Física da USP) e <strong style="font-weight: bold !important;">Semiramis Domene</strong> (professora associada e livre-docente da Unifesp). Juntos, eles discutirão os principais desafios e oportunidades para alinhar desenvolvimento econômico, proteção ambiental e justiça social no cenário pós-COP30.</p>
<p>A iniciativa integra um <strong style="font-weight: bold !important;">ciclo de 12 encontros virtuais</strong> que se estende até 24 de abril de 2026, sempre às 10h pelo <a href="https://www.youtube.com/canalsbpc" target="_blank">canal da SBPC no Youtube</a>. As discussões do ciclo irão subsidiar a elaboração de documentos propositivos, organizados pela SBPC e encaminhados às candidatas e aos candidatos nas eleições de 2026, como contribuição da comunidade científica para uma agenda nacional orientada pela ciência, pela educação e pela justiça social.</p>
<p>O público é convidado a participar ativamente: <strong style="font-weight: bold !important;">perguntas e comentários poderão ser enviados pelo chat durante a transmissão ao vivo</strong>.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Programação completa — sempre às 10h</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">28/11/2025</strong> – O Lugar da Ciência no Brasil que Queremos – Democracia e Soberania Sempre <em>(</em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jatG_G3Lk_M&amp;t=6s" target="_blank">disponível na íntegra no canal da SBPC no YouTube</a>.<em>).</em></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">12/12/2025</strong> <strong style="font-weight: bold !important;">– Clima, Biodiversidade, Energia e Segurança Alimentar: Desafios da Transição Sustentável Pós-COP30</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">19/12/2025</strong> – Ciência para o Desenvolvimento e a Reindustrialização Sustentável: qual é a agenda de C&amp;T para o Brasil?</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">23/01/2026</strong> – Financiamento da C&amp;T: Perspectivas para o Crescimento do Setor</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">06/02/2026</strong> – Educação para a Emancipação: da Educação Básica à Pós-Graduação</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">27/02/2026</strong> – Saúde Pública, Saúde Global e Vigilância 360º</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">13/03/2026</strong> – Inteligência Artificial e Soberania Digital</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">20/03/2026</strong> – Violência, Direitos e Justiça Social</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">27/03/2026</strong> – Arte, Ciência, Cultura e Liberdade de Expressão na Democracia</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">10/04/2026</strong> – Diversidade e Inclusão no Enfrentamento das Desigualdades</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">17/04/2026</strong> – Liberdade de Expressão e Verdade</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">24/04/2026</strong> – A Política de Ciência, Tecnologia e Inovação e o Brasil que queremos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Serviço</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Clima, Biodiversidade, Energia e Segurança Alimentar: Desafios da Transição Sustentável Pós-COP30</strong></p>
<p>Dia: 12 de dezembro</p>
<p>Horário: 10h</p>
<p>Transmissão pelo <a href="mailto:https://www.youtube.com/watch?v=V0Y7PMwb6vE" target="_blank">canal da SBPC no YouTube</a>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>SBPC</em></p>
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		<title>Clima e desigualdade urbana</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 13:35:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo episódio do Ciência &#038; Cultura Cast debate como a vulnerabilidade urbana amplia os impactos da crise climática no Brasil ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Novo episódio do Ciência &amp; Cultura Cast debate como a vulnerabilidade urbana amplia os impactos da crise climática no Brasil </em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-28-at-09.06.41.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-28652 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-28-at-09.06.41-300x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025-11-28 at 09.06.41" width="300" height="300" /></a>Mais de 2.800 municípios brasileiros — o equivalente a metade do país — já vivem em situação de alta ou muito alta vulnerabilidade climática, segundo a plataforma Adapta Brasil. O número integra o relatório <a href="https://www.iis-rio.org/publicacoes/cidades-verdes-azuis-resilientes/" target="_blank"><strong>Cidades Verdes-Azuis Resilientes</strong></a>, lançado pelo <a href="https://simaclim.com.br/" target="_blank"><strong>Centro de Síntese em Mudanças Ambientais e Climáticas (Simaclim)</strong></a>, que reúne evidências científicas e tecnológicas para apoiar governos, empresas e a sociedade na construção de centros urbanos mais preparados diante da crise climática. Isso é o que discute o novo episódio do <strong><em>Ciência &amp; Cultura Cast.</em></strong></p>
<p>O avanço dos desastres — muitas vezes associados a enchentes, deslizamentos ou ondas de calor — não está ligado apenas ao evento climático em si, mas sobretudo à interação dessas ocorrências com as condições de vida e infraestrutura de cada território. “Nós temos um problema muito real na cidade brasileira. É uma ocupação desigual, uma ocupação desordenada. Uma ocupação que em muitos casos não deveria estar acontecendo, mas que as autoridades públicas, seja por omissão ou por populismo, acabam não investindo adequadamente em moradia, o que faz com que a população more nessas condições tão precárias, tão sujeitas às inclemências do tempo”, alerta Pedro Jacobi, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Grupo de Estudos de Meio Ambiente e Sociedade do Instituto de Estudos Avançados da USP.</p>
<p>Para o pesquisador, a intensidade e a frequência crescente dos eventos extremos colocam as cidades diante de um desafio sem precedentes. Os sistemas de drenagem, por exemplo, tornam-se insuficientes quando episódios de chuva alcançam 200 ou 300 milímetros em poucas horas, como tem ocorrido em diferentes regiões do país. “Boa parte das cidades do planeta não está preparada para esta transformação. Estamos diante da realidade mais dramática possível, porque os sistemas de drenagem não dão conta mesmo. E o que observamos, muitas vezes, é a imprudência, o não acreditar que isso tem impacto tão significativo”, afirma.</p>
<p>O relatório destaca que a preservação e a restauração da infraestrutura verde e azul — que envolve rios, córregos, zonas úmidas, áreas verdes, parques e árvores — são fundamentais para reduzir impactos como enchentes, ilhas de calor, poluição e crises hídricas. As soluções baseadas na natureza (SbN) vêm se consolidando como estratégias essenciais para integrar ecossistemas e cidades, por meio de corredores ecológicos, telhados verdes, pavimentos permeáveis, recuperação de corpos d’água e ações de arborização. Entre seus benefícios estão o aumento da biodiversidade, o equilíbrio hídrico, a diminuição de temperaturas e a melhoria da qualidade do ar.</p>
<p>Transformar cidades em territórios verdes, azuis e resilientes exige não apenas planejamento técnico, mas também governança colaborativa, com participação de diferentes setores e escalas. O fortalecimento da capacidade institucional dos municípios e o acesso a mecanismos de financiamento — como fundos internacionais, entre eles o Green Climate Fund, o BID e o C40 Cities Finance Facility, além de instrumentos nacionais, como IPTU progressivo, outorga onerosa e operações urbanas consorciadas — são apontados como caminhos decisivos para acelerar a adaptação climática.</p>
<p>Pedro Jacobi reforça que a resposta precisa ir além de obras emergenciais: “Eu diria que é fundamental buscar respostas, trazer respostas. As respostas estão nas soluções baseadas na natureza, na articulação do plano diretor com mudanças climáticas, mudando efetivamente a forma de urbanizar a cidade. E nós estamos vendo isso de uma forma bastante visível e divulgada até pelas mídias, por exemplo, das soluções que têm sido dadas em diversos países”.</p>
<p><strong>Ouça ao episódio completo:</strong></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/episode/25uQvaQm2WWyo7XNgY1GqG?si=ojFe2CauQM2TNqRmq-ZJ6g" target="_blank">https://open.spotify.com/episode/25uQvaQm2WWyo7XNgY1GqG?si=ojFe2CauQM2TNqRmq-ZJ6g</a></p>
<p>Ciência &amp; Sociedade</p>
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		<title>Biodiversidade, sociobiodiversidade e mudanças climáticas: o link indissolúvel</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 16:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Artigo da nova edição da Ciência &#038; Cultura discute como mudanças climáticas impactam ecossistemas e comunidades, enquanto a erosão da biodiversidade e da sociobiodiversidade enfraquece nossa capacidade de resposta]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Artigo da nova edição da Ciência &amp; Cultura discute como mudanças climáticas impactam ecossistemas e comunidades, enquanto a erosão da biodiversidade e da sociobiodiversidade enfraquece nossa capacidade de resposta</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-12-at-09.06.47.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-28526 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-12-at-09.06.47-300x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025-11-12 at 09.06.47" width="300" height="300" /></a>Vivemos uma era em que os efeitos das mudanças climáticas se tornam cada vez mais visíveis — ondas de calor extremas, elevação do nível do mar, secas prolongadas e eventos meteorológicos severos. No entanto, o aquecimento global é apenas uma parte de um problema muito mais amplo: a perda acelerada de biodiversidade e a erosão da sociobiodiversidade. Este último conceito engloba não apenas a variedade de espécies, mas também os modos de vida, saberes e práticas sustentáveis desenvolvidos por povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares ao longo de gerações. Isso é o que discute artigo da nova edição da <a href="https://revistacienciaecultura.org.br/" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;">Ciência &amp; Cultura</strong></a>, que tem como tema “COP 30: Ciência, política e ação”.</p>
<p>A sociobiodiversidade expressa a coevolução entre a diversidade cultural e os ecossistemas em que as sociedades se desenvolvem. Ela é fundamental para a conservação da natureza, a segurança alimentar e a adaptação às mudanças do clima. As três grandes crises contemporâneas — climática, biológica e sociocultural — estão intimamente entrelaçadas. Quando ecossistemas são destruídos, perdem-se também os conhecimentos locais que garantem seu manejo sustentável; quando comunidades são deslocadas, comprometem-se os próprios mecanismos naturais de resiliência. Paradoxalmente, a biodiversidade e a sociobiodiversidade, muitas vezes vistas como vítimas da crise, são também parte essencial da solução: solos ricos em vida e manejados com saberes tradicionais armazenam mais carbono e retêm melhor a umidade; sistemas agroflorestais e práticas de cultivo tradicionais, como os quintais amazônicos e os roçados de coivara, aumentam a produtividade e a resistência às mudanças climáticas.</p>
<p>A preservação da sociobiodiversidade, portanto, não se resume à conservação de espécies, mas à valorização das relações humanas com o território. Florestas de várzea, manguezais, o Pantanal e outras zonas úmidas restauradas com o envolvimento das comunidades locais reduzem os impactos de cheias e tempestades. Unidades de conservação e terras indígenas atuam como verdadeiros refúgios climáticos e socioculturais, abrigando tanto espécies ameaçadas quanto modos de vida milenares. Essa integração entre natureza e sociedade só se fortalece por meio de uma ciência aberta, interdisciplinar e dialógica — capaz de unir pesquisadores, populações locais e gestores públicos na coprodução de conhecimento e na formulação de políticas mais eficazes e justas. A educação ambiental, a comunicação científica e a valorização das línguas e cosmologias tradicionais são, nesse processo, pontes fundamentais entre campo e cidade, tradição e inovação. “À medida que perdemos biodiversidade, perdemos também o conhecimento associado a ela”, alerta Carlos Alfredo Joly, professor emérito da Unicamp e coordenador da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES).</p>
<p>Biodiversidade, sociobiodiversidade e mudanças climáticas são, em essência, partes de uma mesma equação planetária. Não há ação climática efetiva sem proteger a diversidade biológica e cultural que sustenta a vida. Enfrentar esses desafios de forma integrada e justa requer abandonar a lógica de que a natureza precisa apenas ser “protegida” e adotar uma visão regenerativa — na qual ecossistemas e comunidades sejam vistos como aliados na reconstrução do equilíbrio climático. Nesse novo paradigma, o futuro não é apenas sobre conter danos, mas sobre restaurar conexões: entre humanos e natureza, entre ciência e saberes tradicionais, entre economia e ética. “Sem justiça climática, a transição ecológica corre o risco de reproduzir desigualdades históricas”, enfatiza Carlos Joly.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Leia o artigo completo:</strong></p>
<p><a href="https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=biodiversidade-sociobiodiversidade-e-mudancas-climaticas-o-link-indissoluvel" target="_blank">https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=biodiversidade-sociobiodiversidade-e-mudancas-climaticas-o-link-indissoluvel</a></p>
<p><em>Ciência &amp; Cultura</em></p>
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		<title>Enviada especial da COP30, Janja vai à Amazônia e conhece povos tradicionais e comunidade científica da região</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 17:12:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Presidente da SBPC e diretora da entidade, Francilene Garcia e Marilene Corrêa acompanharam parte da programação]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Presidente da SBPC e diretora da entidade, Francilene Garcia e Marilene Corrêa acompanharam parte da programação</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-29-at-15.08.09.jpeg"><img class="aligncenter wp-image-28044 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-29-at-15.08.09-653x350.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025-08-29 at 15.08.09" width="653" height="350" /></a></p>
<p>A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, cumpriu uma agenda na Amazônia Legal neste mês de agosto como uma das 30 enviadas especiais da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). Na programação, Janja fez um percurso por territórios e também se reuniu com a comunidade científica local.</p>
<p>As atividades ocorreram na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus, entre os dias 19 e 20 de agosto, e foram realizadas pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável do Governo Federal, popularmente conhecido como “Conselhão”. Janja será responsável pelo engajamento de mulheres na COP30 e participou da agenda com o objetivo de conhecer diferentes realidades da população brasileira.</p>
<p>“Além de Janja, foram nomeadas como enviadas especiais da COP30 Jurema Werneck, responsável pelo tema de igualdade racial, e Denise Ventura, responsável por direitos humanos. A presidência da COP30 sugeriu que elas fizessem uma escuta qualificada em todos os biomas brasileiros, e por isso foram à Amazônia”, explica a diretora da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marilene Corrêa, que integrou parte da programação.</p>
<p>Na região, Janja e companhia visitaram o bioma de Várzea, no Rio Solimões, passaram por três comunidades do Rio Negro e também conheceram o entorno da Reserva Florestal Adolpho Ducke. “Na Reserva Adolpho Ducke, Janja se reuniu com 70 representantes institucionais. Acredito que cerca de 40% eram indígenas, de várias etnias e de várias nações. Mas também estavam presentes pesquisadoras do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e da Ufam (Universidade Federal do Amazonas).”</p>
<p>Além de representar a SBPC, Corrêa que preside o Conselho do Musa, Museu da Amazônia, fundado pelo ex-presidente da entidade, Ennio Candotti. A coletiva da COP30 também acompanhou as instalações do museu amazônico e, no ambiente, participou de discussões sobre as realidades das mulheres na periferia e na cidade.</p>
<p>“Nos debates sobre a área urbana da Amazônia, o que mais se falou foi sobre a proteção dessas áreas. Mas nas áreas remotas, áreas consideradas periféricas, há riscos para os indígenas e para as mulheres, no geral. Aqui, o índice de feminicídio é muito grave e muito grande”, pondera Corrêa.</p>
<p>As mulheres da região também falaram do cotidiano delas nas mudanças climáticas, e como a emergência ambiental tem afetado a pesca, a agricultura ribeirinha e a vida das famílias que moram nas comunidades às margens de rios.</p>
<p>“As conversas giraram muito em torno das condições de trabalho, da dificuldade de acesso das crianças à escola, da dificuldade de acesso dessas pessoas à saúde. Numa situação, Janja viu um barco do SUS [Sistema Único de Saúde] e na mesma hora ligou para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para falar dos relatos que ouvia. São mulheres que não têm acesso algum, se Janja e a comitiva não fossem até lá, não pegassem um barco e as encontrassem, não saberiam das demandas. Tem gente que nunca viu a mulher do prefeito do município onde mora. Isso faz essa agenda ser muito importante, porque foi um caminho de fala diretamente com essas mulheres”, pondera a diretora da SBPC.</p>
<p>Após a agenda com a comunidade local, Janja e a comitiva participaram do <strong style="font-weight: bold !important;">Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia</strong>, realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e com apoio da Universidade Federal do Pará (UFPA). No evento, também estiveram presentes o presidente da COP30, André Côrrea do Lago, e a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.</p>
<p>“Mais de 70 instituições se reuniram e produziram, de forma colaborativa, um patrimônio de ideias valiosas, de reflexões e de propostas para serem entregues à presidência da COP30, para serem levadas a quem tem o poder de negociação e de decisão. E este não se trata de um documento qualquer, é sim o resultado de meses de dedicação de centenas de pesquisadoras e pesquisadores que acreditam que a Ciência deve ser o alicerce das decisões globais sobre o clima. Também é o resultado de décadas de pesquisa na região amazônica. Este é o recado que precisa ser ouvido: a Amazônia não aceita mais ser apenas o cenário de debates, ela é protagonista”, disse a reitora da Ufam, Tanara Lauschner, na ocasião.</p>
<p>Reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, complementa a visão de Lauschner sobre a importância do encontro e da entrega à comitiva da COP30. “Foi um momento de nós batermos as agendas. A Ciência tem um papel fundamental numa COP como essa que se propõe a pensar o clima, mas a gente tem uma leitura que o clima não pode ser dissociado dos direitos humanos, da educação, da saúde, entre outros aspectos sociais. Então, preservar as águas e preservar a floresta tem um sentido a mais para nós, que é preservar as populações e, principalmente, aquelas populações que normalmente são as primeiras impactadas. No nosso caso aqui, são os indígenas, os quilombolas, os extrativistas, as populações mais pobres e as ribeirinhas.”</p>
<p>Silva também reforça a importância de diferentes atores, como a primeira-dama Janja e a ministra Luciana Santos, numa agenda decisória. “Além da participação de todos nós, reitores e reitoras das mais diversas universidades e instituições da Amazônia, e também da presença da presidência da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, houve uma representação importante dos movimentos sociais. Uma coisa que nós temos trabalhado aqui na região é chamar a atenção de que não se faz ciência na Amazônia sem que a gente inclua os povos tradicionais, sua experiência, seus saberes e suas culturas.”</p>
<p>Para a presidente da SBPC, Francilene Garcia, o caminho do desenvolvimento sustentável só é possível com esta tríade entre Ciência, vivência e articulação política e social.</p>
<p>“Eu acho que essa agenda da Janja foi importante porque é uma escuta realizada com e nas comunidades. No caso da Amazônia, foi uma escuta às pessoas que atuam no entorno ali nos afluentes dos rios. Pessoas que têm uma presença importante na condução da sobrevivência, adaptação e mitigação dos efeitos climáticos, por meio das atividades que elas têm conhecimento e pertencimento. Então, essa escuta, no meu entender, complementa a visão da Ciência, porque ela traz a linguagem das pessoas que vivem ali no dia-a-dia. A pescadora, a agricultora, aquela que faz a produção e a distribuição de cimentos criollas, ou seja, tem todo um saber de vivência que precisa ser valorizado”, conclui.</p>
<p><em>Rafael Revadam – Jornal da Ciência, com informações da Ufam</em></p>
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		<title>Cientistas da Amazônia entregam contribuições estratégicas à presidência da COP30</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 17:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embaixador André Corrêa do Lago, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva (Janja) e a ministra de CT&#038;I, Luciana Santos, receberam documento durante o encerramento do Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Embaixador André Corrêa do Lago, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva (Janja) e a ministra de CT&amp;I, Luciana Santos, receberam documento durante o encerramento do Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia</em></p>
<div id="attachment_28042" style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/08/73847d18-bf05-4f34-bb74-f31f3e5ec029.png"><img class="wp-image-28042 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/08/73847d18-bf05-4f34-bb74-f31f3e5ec029-653x350.png" alt="73847d18-bf05-4f34-bb74-f31f3e5ec029" width="653" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Adriano Henrique\Ascom\SGPR</p></div>
<p>A comunidade científica e tecnológica da Amazônia entregou ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), um documento com propostas estratégicas para a implementação de políticas ambientais atreladas aos povos e conhecimentos da região.</p>
<p>O documento se baseia na própria Agenda de Ação elaborada pela presidência da COP30 e considera também a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil no período de 2025 a 2035, alinhando suas ações a políticas públicas estruturantes, como o Plano de Transformação Ecológica, o Plano Clima e a Nova Indústria Brasil.</p>
<p>“Esta agenda nasceu por meio do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, também conhecido como Conselhão do Governo Lula”, explica a diretora da SBPC e membro do Conselhão representando a região amazônica, Marilene Corrêa. “O objetivo era expressar para o presidente da COP30. André Corrêa do Lago, o desconforto das instituições científicas da Amazônia por não terem sido chamadas ou consultadas na construção da agenda da COP30.”</p>
<p>O documento foi elaborado em dois meses por mais de 70 instituições de ensino e pesquisa, em um esforço coletivo considerado um verdadeiro &#8220;mutirão científico&#8221;. Ele sintetiza as contribuições da região para os 30 objetivos da Agenda de Ação da COP30, estruturada em seis eixos prioritários: Transição energética, industrial e de transporte; Gestão de florestas, oceanos e biodiversidade; Transformação da agricultura e sistemas alimentares; Resiliência em cidades, infraestrutura e água; Desenvolvimento humano e social; e Financiamento, inovação e governança.</p>
<p>“É uma agenda de pesquisa que se desdobra a partir das prioridades da COP30, passando por temas como a justiça ambiental, a adaptabilidade climática e a compensação climática. No caso do olhar sobre a Amazônia, também entraram mais temas como energia e biodiversidade”, detalha Corrêa.</p>
<p>Como o próprio documento pontua, foram mapeadas tecnologias, soluções e pesquisas geradas pelas instituições amazônicas, já disponíveis para implementação. Muitas delas foram elaboradas em colaboração com comunidades locais, setores produtivos e a sociedade civil, buscando atender problemas concretos e explorando oportunidades específicas dos territórios. “Este conhecimento representa um ativo singular e estratégico do Brasil para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, justifica o relatório.</p>
<p>Na carta, as instituições destacam a relevância e a valorização da ciência desenvolvida na região, além de alertarem para o fato de que o financiamento destinado às iniciativas de pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I) ainda é insuficiente e necessita ser ampliado.</p>
<p>A entrega do documento ocorreu no encerramento do <strong style="font-weight: bold !important;">Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia</strong>, realizado no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus, nos dias 19 e 20 de agosto. O evento contou com a presença de autoridades do Governo Federal, como a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; a primeira-dama e enviada especial para Mulheres da COP, Rosângela Lula da Silva (Janja); e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo.</p>
<p>“Foi uma programação com 405 instituições representadas, entre universidades, unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), instituições de pesquisa gerais, movimentos sociais, e organizações do terceiro setor. Houve uma presença massiva, digamos assim, das instituições que formam, fazem Ciência, usam Ciência e fazem uso do conhecimento para lidar com o enfrentamento da crise climática ali na Amazônia”, ressalta a presidente da SBPC, Francilene Garcia.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Participação colaborativa</strong></p>
<p>Entre os participantes e colaboradores do documento estiveram instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Museu Paraense Emílio Goeldi, além da Embrapa, Fiocruz, Instituto Evandro Chagas, e institutos federais. A iniciativa foi coordenada pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) e pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República.</p>
<p>Henrique Pereira, diretor do Inpa, afirma que o relatório entregue reúne soluções concretas para os desafios climáticos. Um exemplo é a recuperação de 12 milhões de hectares no País e o controle do desmatamento da Amazônia até 2030. “Isso é um fundamento para pensarmos sistemas agroalimentares resilientes, uma necessidade presente para garantir a segurança e soberania alimentar da Amazônia no futuro do clima planetário”, explica ele, que contribuiu ativamente na produção do documento.</p>
<p>Outras colaborações importantes do Inpa para essa agenda da política climática brasileira, destacadas pelo diretor, são tecnologias para a recuperação de áreas degradadas e para a restauração ecológica de projetos, além de conhecimentos acumulados sobre a silvicultura de espécies nativas. “Isso é essencial para nós pensarmos na recuperação e restauração ecológica. Também em pesquisas sobre a agrobiodiversidade da Amazônia, desde a conservação desses recursos genéticos até o seu aproveitamento com a biotecnologia.”</p>
<p>Pereira destaca que a Amazônia abriga uma comunidade científica ativa, com plena capacidade de gerar conhecimento crítico sobre os desafios ambientais. “É essa academia que nos proporciona uma compreensão aprofundada do papel da Amazônia nos contextos nacional e global, revelando que as causas mais profundas das crises ambientais estão enraizadas no atual modelo de desenvolvimento. Enquanto enfrentamos as contradições desse modelo, também nos empenhamos em construir soluções por meio da ciência e da tecnologia. No entanto, é importante reconhecer que essas soluções, em muitos casos, apenas arranham a superfície do problema, atuando mais sobre os sintomas do que sobre as causas.”</p>
<p>O diretor enfatiza ainda que o encontro transmite uma mensagem poderosa: “Nunca fomos um vazio de conhecimento, muito menos um vazio científico. A Amazônia é rica em ciência e em cientistas.” Segundo ele, toda essa articulação representa o fortalecimento do ecossistema científico da região e sua contribuição decisiva para o desenvolvimento sustentável do País.</p>
<p>A diretora de Inovação da Embrapa, Ana Euler, complementa que a instituição também teve papel ativo na elaboração do relatório, destacando pesquisas em bioeconomia, manejo florestal sustentável, restauração, inclusão digital e sociopolítica.</p>
<p>Para ela, o objetivo do documento é deixar um legado não só para a Amazônia, mas para todo o Brasil, construído a partir de uma ampla rede de cooperação nacional e internacional, com protagonismo das populações locais. “É um momento extremamente importante, onde selamos o nosso compromisso com a agenda de ação; e a mensagem final é que a COP já começou e que a gente quer deixar um legado não só para a Amazônia, como para o Brasil, construído dentro de uma grande rede de cooperação nacional e internacional, e, no caso da Amazônia, com protagonismo das populações locais e das instituições de ciência e tecnologia que aqui estão”, declara.</p>
<p>No encontro, Euler defendeu que a produção científica esteja conectada às políticas públicas e às demandas reais da população. Para ela, a ciência deve caminhar lado a lado com os cidadãos e suas necessidades de inovação tecnológica e inovação social.</p>
<p>A pesquisadora também ressalta a importância de fortalecer redes colaborativas e conectar saberes acadêmicos com os conhecimentos ancestrais da região. “A gente tem que fortalecer as redes colaborativas, sociotécnicas e territoriais, nos conectar com os centros de saberes que estão aí, para ter capacidade de diálogo entre a ciência que está nas universidades com a ciência que está nesse campo magnífico que é a Amazônia, com mais de 12 mil anos de histórias de ancestralidade e de pessoas trabalhando aqui.”</p>
<p>Everton Rabelo Cordeiro, chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, explica que durante a seleção de informações que foram levadas para o documento, permitiu trabalhar com antecedência os dados que seriam incluídos, possibilitando que as diferentes áreas da Embrapa se reunissem e direcionassem seus esforços conforme suas vocações e competências. “Realizamos duas reuniões virtuais para alinhar esse trabalho e, com base nas tecnologias que a Embrapa já havia disponibilizado ou que estavam em fase de pesquisa, conseguimos identificar as contribuições mais relevantes a serem propostas. Esse processo também facilitou a redescoberta e a valorização dessas tecnologias, algo que já vínhamos fazendo ao longo do último ano, desde que a Embrapa passou a direcionar esforços especificamente para a preparação da COP”.</p>
<p>Com base no que foi apresentado, Cordeiro reforça que a região hoje dispõe de uma variedade de produtos e oportunidades desenvolvidos especificamente para suas características e necessidades. “Se essas iniciativas forem de fato implementadas, podem transformar significativamente — e para melhor — a realidade local. Esse é justamente o objetivo da COP: uma COP realizada na Amazônia, mas com impacto positivo para o Brasil e para o mundo.”</p>
<p>Presente na programação, a presidente da SBPC, Francilene Garcia, ressalta a importância deste movimento das instituições da Amazônia.</p>
<p>“A presença da SBPC nestas agendas preparatórias da COP 30, iniciando com as instituições da Amazônia, reforça a importância da escuta no território, não apenas como um espaço a ser protegido, mas como sujeito político e científico central na luta contra a crise climática. A Ciência produzida na região, em diálogo com os saberes tradicionais, constitui um ativo estratégico do Brasil e do mundo para garantir clima estável, biodiversidade preservada e vida digna para seus povos. Justiça climática é também justiça social: não basta manter a floresta em pé se sua população não tiver acesso a saúde, educação, cultura e trabalho sustentável. A SBPC se soma a este esforço coletivo para que a COP 30 seja marcada pela força da ciência, pelo protagonismo da Amazônia e dos demais biomas brasileiros, e pelo compromisso de transformar compromissos em ações concretas”, conclui.</p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Cop30_v3.pdf" target="_blank">Confira aqui o conteúdo integral da Carta entregue por representantes das comunidades acadêmica, científica e tecnológica da região</a>.</p>
<p><em>Rafael Revadam e Vivian Costa – Jornal da Ciência</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>SBPC divulga moção “Pela participação efetiva nos eixos de CT&amp;I das Convenções do Rio-Clima, Desertificação e Biodiversidade”</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-divulga-mocao-pela-participacao-efetiva-nos-eixos-de-cti-das-convencoes-do-rio-clima-desertificacao-e-biodiversidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 15:52:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<description><![CDATA[Aprovação de documento foi durante a Assembleia Geral de Sócios da SBPC, realizada em 17 de julho como parte da programação da 77ª Reunião Anual]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Aprovação de documento foi durante a Assembleia Geral de Sócios da SBPC, realizada em 17 de julho como parte da programação da 77ª Reunião Anual</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2016/11/amazonia.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4992 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2016/11/amazonia-300x200.jpg" alt="amazonia" width="300" height="200" /></a>Realizada no dia 17 de julho, como parte da 77ª Reunião Anual, a Assembleia Geral de Sócios da SBPC aprovou a moção “Pela participação efetiva nos eixos de CT&amp;I das Convenções do Rio-Clima, Desertificação e Biodiversidade”.</p>
<p>O documento afirma que a complexa governança climática e ambiental internacional coloca desafios para que essa implementação seja feita com participação social integrada e efetiva. Nesse contexto, o Brasil pode ser pioneiro com o desenho e operacionalização de mecanismos permanentes de participação social em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I), a partir do acúmulo de atores não-governamentais, a exemplo da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da própria SBPC.</p>
<p>Confira o documento na íntegra:</p>
<p><strong>MOÇÃO APROVADA NA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DOS SÓCIOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA (SBPC), REALIZADA EM 17 DE JULHO DE 2025, NA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO (UFRPE), EM RECIFE-PE, POR OCASIÃO DE SUA 77ª REUNIÃO ANUAL.</strong></p>
<p><strong>Título:</strong> Pela participação efetiva nos eixos de CT&amp;I das Convenções do Rio-Clima, Desertificação e Biodiversidade.</p>
<p><strong>Destinatários:</strong> Presidente da COP30, Sr. Embaixador André Corrêa do Lago; Diretora Executiva da COP30, Sra. Ana Toni; Ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva; Secretária-Executiva da Secretaria-Geral da Presidência da República, Kelli Cristine Mafort.</p>
<p><strong>Texto:</strong> “A Assembleia Geral de Sócios da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, em sua 77ª Reunião Anual em Recife, pleiteia pela participação efetiva da CT&amp;I nos eixos das Convenções do Clima (UNFCCC), da Biodiversidade (CDB) e da Desertificação (UNCCD).</p>
<p>Três décadas após a Rio-92, a mobilização de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I) permanece central para a efetiva implementação dos compromissos atrelados ao Clima (UNFCCC), Biodiversidade (CDB) e Desertificação (UNCCD). Contudo, a complexa governança climática e ambiental internacional coloca desafios para que essa implementação seja feita com participação social integrada e efetiva. Nesse contexto, o Brasil pode ser pioneiro com o desenho e operacionalização de mecanismos permanentes de participação social em CT&amp;I, a partir do acúmulo de atores não-governamentais, a exemplo da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).</p>
<p>A presidência brasileira da COP30 tem a oportunidade de ampliar e conduzir um diálogo nacional e internacional, promovendo debates e oficinas para concretizar esses mecanismos. Como subsídio, a World-Transforming Technologies (WTT) e a Plataforma CIPÓ lançarão um Policy Brief com estudo aprofundado sobre CT&amp;I nas três convenções e na Declaração de Belém, apresentando 20 recomendações. Pontos centrais incluem:</p>
<ul>
<li>Fortalecimento das sinergias entre as Convenções e da participação integrada e efetiva, com o foco na integração dos órgãos científicos subsidiários (Órgão Subsidiário de Assessoramento Científico e Tecnológico da Convenção do Clima &#8211; SBSTA; Órgão Subsidiário de Aconselhamento Científico, Técnico e Tecnológico da Convenção da Biodiversidade &#8211; SBSTTA; e o Comitê de Ciência e Tecnologia da Convenção da Desertificação), e nos órgãos-chave da politica cientifica (IPCC, Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services &#8211; IPBES; e o Science-Policy Interface);</li>
<li>Necessidade de um protocolo inter convenções para a governança de dados sobre clima e meio ambiente;</li>
<li>No âmbito da Convenção do Clima: necessidade de constituir um grupo de trabalho permanente sobre regimes de conhecimento, com a função de aproximar os diálogos e mecanismos sobre conhecimentos científicos, tradicionais e locais;</li>
<li>Transversalmente: fortalecimento da cooperação Sul-Sul em CT&amp;I para clima e meio ambiente, com foco na construção de soluções tecnológicas, sociais e políticas adaptadas às realidades ecológicas, culturais e econômicas dos países do Sul Global;</li>
</ul>
<p>A oportunidade colocada para a presidência da COP30 se dá tanto no âmbito internacional quanto no âmbito nacional. O debate ampliado com a comunidade científica e organizações da sociedade civil nos temas de CT&amp;I no âmbito nacional pode trazer resultados pioneiros no que tange a revisão dos atuais instrumentos legais, como o Marco Legal de CT&amp;I. O Brasil, ao olhar para os ajustes e revisões necessárias neste Marco Legal, pode potencializar a construção e implementação de um Sistema Nacional de CT&amp;I inclusivo e diverso, orientado para os grandes desafios socioambientais e para as demandas dos atores. A atualização pode e deve dialogar, por exemplo, com a Lei de Acesso ao Patrimônio Genético e Repartição de Benefícios e a Lei de Economia Solidária, fortalecendo outros paradigmas de produção científica e desenvolvimento tecnológico, com o protagonismo de atores locais e regionais, com a valorização dos conhecimentos tradicionais, e com a visibilidade e disseminação de tecnologias sociais. Integrar saberes locais, tradicionais e científicos em uma visão única, capaz de inovar por um futuro mais justo, sustentável e humano.</p>
<p>Por fim, os encaminhamentos esperados desses debates ampliados: Definição de mensagens-chave e prioridades a partir dos subsídios e de amplo diálogo com a comunidade científica e sociedade civil organizada (ciclo de webinars; e/ou Vozes da Ciência; e/ou evento presencial); desenho e implementação de mecanismos contínuos, integrados e permanentes de participação social em CT&amp;I, em diálogo com o Sistema de Participação Social (Decreto n° 11.407/2023); desenho e implementação de estratégia de comunicação unificada rumo à COP30; identificação de espaços na COP30 para construção coletiva e participação.</p>
<p>Recife, 17 de julho de 2025.”</p>
<p><a href="https://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Of.-SBPC-148-Mo%C3%A7%C3%A3o-Pela-participa%C3%A7%C3%A3o-efetiva-nos-eixos-de-CTI-das-Conven%C3%A7%C3%B5es-do-Rio-Clima-Desertifica%C3%A7%C3%A3o-e-Biodiversidade..pdf" target="_blank">Veja o documento em PDF</a>.</p>
<p>Jornal da Ciência</p>
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		<title>Novo volume da Coleção “Povos Tradicionais e Biodiversidade” está disponível no portal da SBPC</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/novo-volume-da-colecao-povos-tradicionais-e-biodiversidade-esta-disponivel-no-portal-da-sbpc-3/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2025 17:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Livros e Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Seção 15 (Parte VI) é dedicada às pesquisas interculturais com povos indígenas]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Seção 15 (Parte VI) é dedicada às pesquisas interculturais com povos indígenas</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/08/15seção.png"><img class="alignright size-medium wp-image-27973 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/08/15seção-201x300.png" alt="15seção" width="201" height="300" /></a>Já está disponível no portal da SBPC a <strong style="font-weight: bold !important;">Seção 15 (Parte VI) da coleção </strong><em>Povos Tradicionais e Biodiversidade no Brasil</em>, dedicada às pesquisas interculturais com povos indígenas. A coleção completa reúne <strong style="font-weight: bold !important;">17 seções</strong>, organizadas em seis partes, sob coordenação de <strong style="font-weight: bold !important;">Manuela Carneiro da Cunha (USP e Universidade de Chicago)</strong>, <strong style="font-weight: bold !important;">Sônia Barbosa Magalhães (UFPA)</strong> e <strong style="font-weight: bold !important;">Cristina Adams (USP)</strong>. Publicada ao longo dos últimos anos em volumes avulsos no portal da <strong style="font-weight: bold !important;">SBPC</strong>, a obra está acessível de forma gratuita a todos neste link:  <a href="https://portal.sbpcnet.org.br/publicacoes/povos-tradicionais-e-biodiversidade-no-brasil/" target="_blank">https://portal.sbpcnet.org.br/publicacoes/povos-tradicionais-e-biodiversidade-no-brasil/</a></p>
<p>Segundo as coordenadoras, a obra é um acervo fundamental não apenas para tomadores de decisão, mas também para povos tradicionais e cientistas de diversas áreas. O estudo apresenta uma síntese das contribuições de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais à biodiversidade, incluindo serviços ecossistêmicos, além de analisar políticas públicas que os afetam positiva ou negativamente, os conflitos e as ameaças. A publicação também compila avaliações e recomendações de organismos internacionais relacionadas aos compromissos assumidos pelo Brasil.</p>
<p>Manuela Carneiro da Cunha ressalta a colaboração efetiva entre cientistas indígenas e não indígenas na pesquisa. O volume lançado nessa quarta-feira, 20 de agosto. reúne exemplos dessa prática, como o sistema agrícola Kuikuro no Território Indígena do Xingu; estudos sobre os Guarani Kaiowá, que destacam a atuação conjunta de acadêmicos indígenas e não indígenas em disputas territoriais; e projetos de longo prazo conduzidos com os Wajãpi, Yanomami e povos do Alto Rio Negro, apoiados por organizações como o Iepé e o Instituto Socioambiental (ISA).</p>
<p>“Essas pesquisas são justificadamente percebidas como um modo de valorizar para a opinião pública a importância do conhecimento e do modo de vida local para a conservação das florestas e da biodiversidade”, escreve na introdução da seção 15.</p>
<p>Tais casos ilustram como as pesquisas colaborativas valorizam conhecimentos locais para a conservação ambiental, fortalecem associações indígenas na gestão territorial e promovem a produção de materiais em línguas nativas para uso nas escolas. Também revelam as diferenças de contexto e risco: enquanto os Kuikuro desfrutam da paz no Xingu, os Yanomami enfrentam há décadas invasões de garimpeiros ilegais e os Guarani Kaiowá seguem em luta pela retomada de seus territórios.</p>
<p><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/publicacoes/povos-tradicionais-e-biodiversidade-no-brasil/" target="_blank">A obra completa, com 17 seções</a>, tem coordenação de Manuela Carneiro da Cunha (USP e Univ. de Chicago), Sônia Barbosa Magalhães (UFPA) e Cristina Adams (USP).  Oo estudo compõe um acervo importantíssimo, não só para os tomadores de decisão, mas também para os povos tradicionais e cientistas de muitas áreas.</p>
<p>O trabalho é resultado de uma encomenda do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), viabilizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), complementado pelo apoio de um doador que quis ficar anônimo e, ainda, com contribuição da Plataforma Brasileira de Serviços Ecossistêmicos (BPBES).</p>
<p>Dirigida a tomadores de decisão de todos os níveis, a obra segue as orientações da Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES). “O objetivo é reunir e resumir o conhecimento atual referenciado por fontes acessíveis ao público”, enfatizam as coordenadoras do projeto.</p>
<p>Confira abaixo a estrutura básica da obra, dividida em 6 partes e 17 seções, cada uma com um número variável de capítulos:</p>
<p><em>Povos Tradicionais e Biodiversidade no Brasil. Contribuições dos Povos Indígenas, quilombolas e Comunidades Tradicionais, para a biodiversidade, Políticas e Ameaças.</em></p>
<p>PARTE I. TERRITÓRIOS E DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS, QUILOMBOLAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS</p>
<ul>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais1.pdf" target="_blank">SEÇÃO 1. QUEM SÃO, QUANTOS SÃO</a>(lançada em 03/06/22)</li>
<li>SEÇÃO 2. TERRITÓRIOS (Onde Estão?)</li>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais3.pdf" target="_blank">SEÇÃO 3. DIFICULDADES NA EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS TERRITORIAIS</a>(lançada em 19/07/21)</li>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais4.pdf" target="_blank">SEÇÃO 4. ALGUNS DIREITOS ESPECÍFICOS NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA</a>(lançada em 16/09/21)</li>
</ul>
<p>PARTE II. CONTRIBUIÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS, QUILOMBOLAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS À BIODIVERSIDADE</p>
<ul>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais5.pdf" target="_blank">SEÇÃO 5. OS TERRITÓRIOS INDÍGENAS E TRADICIONAIS PROTEGEM A BIODIVERSIDADE?</a>(lançada em 23/06/21)</li>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais6.pdf" target="_blank">SEÇÃO 6. BIODIVERSIDADE COMO LEGADO DE POVOS INDÍGENAS</a>(lançada em 17/05/21)</li>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais7.pdf" target="_blank">SEÇÃO 7. GERAR, CUIDAR E MANTER A DIVERSIDADE BIOLÓGICA</a>(lançada em 29/04/21)</li>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais8.pdf" target="_blank">SEÇÃO 8. CONHECIMENTOS ASSOCIADOS À BIODIVERSIDADE</a>(lançada em 18/08/21)</li>
</ul>
<p>PARTE III. POLÍTICAS PÚBLICAS DIRECIONADAS AOS POVOS INDÍGENAS, QUILOMBOLAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS</p>
<ul>
<li><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais9.pdf" target="_blank">SEÇÃO 9. INCENTIVOS AO USO DA TERRA E À PRODUÇÃO</a> (03/07/2025)</li>
<li>SEÇÃO 10. POLÍTICAS EDUCACIONAIS, DE SAÚDE E DE PROTEÇÃO SOCIAL</li>
</ul>
<p>PARTE IV. POLÍTICAS PÚBLICAS QUE AMEAÇAM OS POVOS INDÍGENAS, QUILOMBOLAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS</p>
<ul>
<li>SEÇÃO 11. PROJETOS ECONÔMICOS E DE INFRAESTRUTURA</li>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais12.pdf" target="_blank">SEÇÃO 12. POLÍTICAS AGRÁRIAS E AMBIENTAIS: CONFLITOS</a>(lançada em 16/12/22)</li>
<li><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais13.pdf" target="_blank">SEÇÃO 13. AMEAÇAS</a> (lançada em 06/09/2024)</li>
</ul>
<p>PARTE V. AVALIAÇÕES INTERNACIONAIS</p>
<ul>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais14.pdf" target="_blank">SEÇÃO 14. AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE METAS SUBSCRITAS PELO BRASIL</a>(lançada em 04/06/21)</li>
</ul>
<p>PARTE VI. PESQUISAS INTERCULTURAIS</p>
<ul>
<li><a href="https://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais15.pdf" target="_blank">SEÇÃO 15. POVOS INDÍGENAS</a> (lançada em 20/08/2025)</li>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais16.pdf" target="_blank">SEÇÃO 16. COMUNIDADES TRADICIONAIS</a>(lançada em 11/02/22)</li>
<li><a href="http://portal.sbpcnet.org.br/livro/povostradicionais17.pdf" target="_blank">SEÇÃO 17. QUILOMBOLAS – ALTO TROMBETAS II</a>(lançada em 09/12/22)</li>
</ul>
<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>&#8220;A Ciência tem muito a contribuir na construção de uma sociedade sustentável&#8221;, afirma Paulo Artaxo</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/a-ciencia-tem-muito-a-contribuir-na-construcao-de-uma-sociedade-sustentavel-afirma-paulo-artaxo/</link>
		<comments>http://www.jornaldaciencia.org.br/a-ciencia-tem-muito-a-contribuir-na-construcao-de-uma-sociedade-sustentavel-afirma-paulo-artaxo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 16:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[Professor do Instituto de Física da USP e vice-presidente da SBPC discute a construção de uma sociedade sustentável em sua conferência de abertura da Reunião Regional da SBPC no Espírito Santo]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Professor do Instituto de Física da USP e vice-presidente da SBPC discute a construção de uma sociedade sustentável em sua conferência de abertura da Reunião Regional da SBPC no Espírito Santo</em></p>
<div id="attachment_26362" style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-20-at-11.20.36.jpeg"><img class="wp-image-26362 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-20-at-11.20.36-653x350.jpeg" alt="WhatsApp Image 2025-02-20 at 11.20.36" width="653" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Paulo Artaxo. Foto: Jardel Rodrigues/SBPC</p></div>
<p>“A emergência climática exige uma mudança urgente no modelo socioeconômico, de forma a garantir uma sociedade verdadeiramente sustentável. Para atingir esse objetivo, é necessário fortalecer o equilíbrio entre políticas públicas, governança eficiente e financiamento adequado”, alertou Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em sua conferência que teve como tema “Os Desafios da Construção de um Planeta Sustentável”. A atividade foi apresentada durante a sessão de abertura da Reunião Regional da SBPC no Espírito Santo, em Vitória, nessa quarta-feira, 19 de fevereiro,  no Teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).</p>
<p>Artaxo enfatizou que se os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) não forem efetivamente adotados, teremos um sistema socioeconômico insustentável. Ele afirmou que a crise clise climática é uma urgência que necessita soluções profundas e imediatas em nosso sistema socieconômico.</p>
<p>O físico, um dos principais especialistas brasileiros em mudanças climáticas, disse que as ações humanas têm aquecido o planeta a uma taxa sem precedentes por, pelo menos, 100 mil anos e não é mais uma questão de reduzir emissões, mas de como transformar nossa sociedade. “O Brasil hoje é o sétimo maior emissor do planeta, o quarto em emissões per capita e o sexto em emissões históricas desde 1950. Ou seja, nós temos, sim, uma grande responsabilidade na questão das mudanças climáticas.”</p>
<p>Artaxo destacou que o ser humano já ultrapassou mais de 60% dos limites planetários, em áreas como mudança climática, integridade da biosfera, uso da terra (com destaque para o desmatamento de florestas tropicais), escassez de água e alterações nos ciclos biogeoquímicos. “Estamos ultrapassando o que poderia ser chamado de limites seguros para o desenvolvimento socioeconômico do nosso planeta”, alertou.</p>
<p>O cientista ressaltou que a exploração desenfreada dos recursos naturais e a destruição de ecossistemas, tanto no Brasil quanto no mundo, têm ampliado as desigualdades socioeconômicas, um reflexo claro do atual modelo de desenvolvimento insustentável. &#8220;É urgente debater como podemos construir uma sociedade sustentável, não só do ponto de vista econômico, ambiental e climático, mas também social&#8221;, afirmou. Para o vice-presidente da SBPC, o sistema socioeconômico vigente é insustentável, até mesmo no curto prazo.</p>
<p>Para reforçar sua posição de que as questões ambientais são um problema de todos, Artaxo mencionou um estudo do Fórum Econômico Mundial (WEF), divulgado em janeiro deste ano, que aponta o avanço das mudanças climáticas, junto aos conflitos armados e tensões econômicas globais, como as principais ameaças para o ano de 2025. “Esse levantamento foi feito por economistas preocupados com o impacto econômico. Das dez maiores ameaças para os próximos 10 anos, quatro estão diretamente relacionadas à questão ambiental e climática”, explicou, destacando que a crise climática não é mais um tema restrito a ambientalistas, ONGs ou cientistas, mas um risco que afeta diretamente a estabilidade do sistema econômico global.</p>
<p>Artaxo também lembrou que há mais de 50 anos a ciência vem alertando os governantes sobre os riscos associados às emissões de gases de efeito estufa. No entanto, apesar do Acordo de Paris, as emissões continuam a crescer. “Hoje, cerca de 57,8 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa são lançadas à atmosfera todos os anos. A produção e uso de combustíveis fósseis é responsável por mais de 85% das emissões. Sem acabar com a exploração e uso de combustíveis fósseis, nosso planeta está com seu futuro comprometido do ponto de vista climático”, disse.</p>
<p>A intensificação dos eventos climáticos extremos como as ondas de calor recentes no Sudeste e Sul do Brasil se tornaram a face mais visível das mudanças climáticas. Chuvas intensas também se intensificaram nos últimos anos. O cientista também mencionou que a população mais pobre e mais vulnerável estão sendo os mais afetados pelas mudanças climáticas. Os impactos na Saúde da população já estão sendo muito fortes. Em relação às projeções de aumento da temperatura média global em diferentes cenários elaborados pelo IPCC, Artaxo contou que, se mantivermos a trajetória atual, o planeta estará a caminho de um aumento médio de temperatura da ordem de 3.1 graus Celsius. Isso implica que em algumas regiões brasileiras, podemos ter aumentos de temperatura de 4 a 4.5 graus Celsius.</p>
<p>Por fim, o físico destacou que a questão energética é central na discussão sobre mudanças climáticas. Ele afirmou que, embora alternativas como energia solar e eólica estejam em ascensão, o mundo ainda depende fortemente de combustíveis fósseis, como óleo, carvão e gás natural, que são responsáveis por mais de 80% das emissões de gases de efeito estufa. “É fundamental que nossa sociedade evite um colapso do sistema climático global, e a Ciência é ferramenta fundamental nesta tarefa, junto com um novo sistema de governança global&#8221;, concluiu Artaxo.</p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2025/02/SBPC-Desafios-da-construcao-de-uma-sociedade-sustentavel-Fev-20251.pdf" target="_blank">Leia aqui os slides da apresentação de Paulo Artaxo.</a></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z6H-3hbh5wE" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.youtube.com/watch?v%3DZ6H-3hbh5wE&amp;source=gmail&amp;ust=1740161459962000&amp;usg=AOvVaw3LBFYBUmNnn2T3HBIPCgXb">Veja aqui a sessão de abertura da Reunião Regional e a conferência na íntegra.</a></p>
<p><em>Vivian Costa – Jornal da Ciência</em></p>
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			<wfw:commentRss>http://www.jornaldaciencia.org.br/a-ciencia-tem-muito-a-contribuir-na-construcao-de-uma-sociedade-sustentavel-afirma-paulo-artaxo/feed/</wfw:commentRss>
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