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	<title>Jornal da Ciência &#187; Olimpíadas</title>
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		<title>Excelência científica e impacto social: 17ª edição da Febrace mostra o potencial dos estudantes brasileiros</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2019 18:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos SBPC]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de 750 estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de todo o País participaram nos dias 19 a 21 de março da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, na USP, em São Paulo]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8815" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2019/03/40463472393_799fd37628_z.jpg"><img class="size-post wp-image-8815 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2019/03/40463472393_799fd37628_z-640x350.jpg" alt="Mais de 750 estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de todo o País participaram nos dias 19 a 21 de março da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, na USP, em São Paulo. Foto: MCTIC" width="640" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Mais de 750 estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de todo o País participaram nos dias 19 a 21 de março da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, na USP, em São Paulo. Foto: MCTIC</p></div>
<p style="color: #58595b;">A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) chegou à sua 17ª edição com a maturidade de um evento centenário. Realizada na última semana, de 19 a 21 de março na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, a Feira reuniu mais de 330 projetos, apresentados por cerca de 750 estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de todo o País. Nesses quase vinte anos de realização, a iniciativa fomenta o imenso e crescente potencial científico dos jovens do País, e, mais que isso, demonstra o quanto projetos como esse despertam nos estudantes não apenas o senso de empreendedorismo, mas, principalmente, a vontade de usar o conhecimento para solucionar problemas de seu ambiente.</p>
<p style="color: #58595b;">“A ideia da Febrace é que ela possa irradiar as boas práticas”, destaca a coordenadora-geral do evento, Roseli de Deus Lopes. “O objetivo é fazer com que esses estudantes percebam o potencial que têm para serem cientistas, tecnologistas, engenheiros. Mostrar que eles podem colocar o conhecimento em prática para resolverem problemas”, acrescenta.</p>
<p style="color: #58595b;">Segundo Lopes, alguns projetos estão indo tão longe, que nas últimas edições, a organização do evento também começou a se preocupar em discutir a questão da propriedade intelectual. “Observamos a cada ano a qualidade crescente dos trabalhos. Vemos também um aumento de participantes fazendo pedidos de patentes. Queremos fazer uma pesquisa sistematizada sobre esse assunto. Isso terá certamente impacto dentro dos ambientes universitários”, diz.</p>
<p style="color: #58595b;">Nessa edição, mais de 72 mil estudantes de 27 unidades da Federação, que desenvolveram projetos de pesquisa científica e tecnológica durante um ano inteiro, submeteram trabalhos à Febrace, diretamente ou por meio de uma das 116 feiras afiliadas. É uma iniciativa que envolve também a formação continuada de professores, uma vez que são eles os responsáveis por orientar os projetos dos estudantes. Para auxiliar esses profissionais, Lopes conta que a homepage da Febrace disponibiliza materiais de treinamento e apoio, mas a participação na mostra é o grande momento de trocar experiências e afinar o conhecimento. “A Febrace é prova de que é possível fazer verdadeiras transformações. Os professores não precisam ter experiência para orientar projetos, mas precisam começar, aprender com erros. Isso aqui é uma verdadeira formação continuada. Eles trocam experiências, se articulam com outros professores, com pesquisadores”, comenta Lopes, que é também diretora da SBPC.</p>
<p style="color: #58595b;">A coordenadora-geral do evento conta ainda que nesta edição a mostra de finalistas foi realizada pela primeira vez no Centro de Inovação da USP, um prédio que ainda não foi inaugurado. “Estamos fazendo uma pré-estreia já com um valor simbólico importante. Esses jovens que estão aqui são inventores, descobridores, são eles que vão gerar inovação num futuro muito próximo.”</p>
<p style="color: #58595b;">Ivo Leite Filho, coordenador-geral de Popularização da Ciência, da Assessoria Especial de Assuntos Institucionais (AEAI), do MCTIC, que há anos promove participação de estudantes e professores do Mato Grosso do Sul na Febrace, aponta para a importância de inserir os jovens no processo de desenvolvimento científico do País e dar a eles condições de se apropriarem do conhecimento e se verem como atores de suas próprias ações. “A ciência perde quando não inclui os jovens. A Febrace encanta porque os jovens aqui podem dar sua contribuição do jeito deles. Eles se sentem na possibilidade de transformar o mundo com suas próprias ferramentas. É um poder de mudança que ninguém tira, que é o conhecimento”, declarou.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Sustentabilidade</strong></p>
<p style="color: #58595b;">Letícia da Rocha e Gabriel Mota, de Campinas (SP), apresentaram na Feira o projeto “Rice Energy”, cujo objetivo, como eles próprios explicam, é gerar energia a partir da casca de arroz. “A casca é descartada no processo de industrialização, muitas vezes jogada em aterros sanitários, liberando gás metano. Essa casca tem alto poder calorífico e pode ser usada em produção de energia em termelétricas. Mas essa queima tem suas desvantagens, uma delas é o grande volume de cinzas”, explica Letícia. “Nós observamos que 91% das cinzas da casca queimada é composta de óxido de silício, que tem diversas aplicações, como a produção de concreto de alta resistência, ou de sabão abrasivo para clarear manchas da pele e também para a fabricação de canudos biodegradáveis, que degradam em apenas um dia”, completa Gabriel.  Para eles, participar da Febrace é uma oportunidade para compartilhar seus próprios trabalhos, mas, também, para conhecer outros projetos feitos por jovens como eles.</p>
<p style="color: #58595b;">Wictoria dos Santos veio de Maceió (AL), para apresentar, com outros dois colegas, o projeto “Acusticoco”. “É projeto para desenvolver placas de fibra de coco para diminuir o barulho dentro da sala de aula”, conta. Segundo ela, a ideia partiu de uma professora, que estava incomodada com o excesso de ruídos das salas de aulas. Ela então colocou aos alunos o desafio: quem se interessaria em fazer pesquisas para solucionar esse problema? “Foi bem legal participar desse projeto. Aprendi coisas novas e tive a oportunidade de participar de feiras de ciências, como esta. Descobri que é trabalhoso ser cientista, mas é muito legal”, comemora.</p>
<p style="color: #58595b;">Outro material sustentável que teve destaque na Febrace foi um biopolímero enriquecido com fibra bananeira, uma alternativa ao plástico, que é um polímero sintético altamente poluente. Quem desenvolveu essa ideia foi Gean de Oliveira da Silva, de Arapongas (PR).  “Sempre tive vontade de criar um material para ser usado em alternativa aos plásticos. E pensei que poderia fazer isso identificando uma matéria-prima que existisse em abundância em minha comunidade. O meu bioplástico tem o potencial de resolver os problemas causados pelos plásticos na atualidade e ainda é um material viável, de baixo custo e de fonte renovável”, diz o estudante.  Gean conta que ser cientista é um sonho que nutre desde criança. “Através da Febrace, tive a chance de conhecer a pesquisa ainda no ensino médio. Eu pretendo agora continuar aprimorando meu projeto e, futuramente, conseguir o apoio de uma indústria para poder trazer essa ideia para a vida de todos”.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Impacto social</strong></p>
<p style="color: #58595b;">Em uma aula de educação física em uma escola de Caxias do Sul (RS), surgiu uma discussão sobre o caso da atleta Joanna Maranhão, que revelou em 2008 que havia sido abusada na infância pelo seu treinador. O assunto levou algumas estudantes a quererem compreender melhor o quanto esta história poderia ter se repetido entre jovens esportistas da sua região. “Começamos a estudar o assunto, e isso nos levou a pesquisar mais e mais até desenvolver o projeto sobre violência sexual no esporte”, contam Luiza Polesso, Bárbara Sponga e Luiza Vieira.  “Descobrimos que o abuso e o assédio no esporte é muito subnotificado. Estima-se que apenas cerca de 7% dos casos são denunciados”, observa Luiza. As estudantes analisaram artigos e estatísticas disponíveis, depois formularam e aplicaram um questionário para cerca de 200 pessoas, entre professores alunos de institutos e escolas da rede pública de Caxias do Sul, Viamão e Bento Gonçalves.</p>
<p style="color: #58595b;">“Essa pesquisa nos fez amadurecer muito. Enfrentamos muitas dificuldades, pois nosso assunto começou muito focado no esporte, mas, depois, chegamos à conclusão de que as aulas de educação sexual são importantes para que os estudantes tenham consciência do que é assédio”, destacam. Elas contam que muitos dos entrevistados responderam “talvez” quando questionados se já haviam sofrido algum tipo de assédio ou abuso no esporte ou fora dele. “Observamos uma falta de compreensão e orientação sobre como falar sobre isso e identificar os casos. Além disso, a maioria considerou muito importante as aulas de educação sexual.  Segundo relataram, eles tiveram um contato com o assunto muito mais relacionado à parte biológica da reprodução, sobre doenças sexualmente transmissíveis, sobre gravidez, mas não tiveram pessoas que os orientasse sobre questões de gênero e sobre como identificar uma assédio ou abuso”, comentam.</p>
<p style="color: #58595b;">Notícias de violência sexual contra mulheres no campus do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (IFMS), em Campo Grande, levou um grupo de alunos a buscar alguma forma de proteger as colegas. Foi assim que Maria Paula Santos, Rhanna de Souza e Luan Moreira chegaram ao projeto do aplicativo para celular “SOS Mulher”.  “É um aplicativo desenvolvido para acionar as autoridades a partir de uma palavra-chave. A pessoa instala o aplicativo no celular, preenche um formulário e cadastra a palavra-chave. Em uma situação de risco, mesmo com o celular bloqueado e sem sinal de internet, quando a pessoa diz essa palavra, será encaminhada uma mensagem de texto para a polícia, com a localização do usuário e os dados pessoais. Só precisa ter bateria no telefone e rede de celular ativa no local”, descreve Luan.</p>
<p style="color: #58595b;">Para os estudantes, desenvolver o projeto teve grande impacto do percurso acadêmico deles e na vida. “De um rascunho, chegamos a um produto que tem impacto social. A gente espera que esse projeto realmente vá para frente, pois os casos que ouvimos eram pesados. É uma realidade que qualquer uma de nós pode sofrer. É importante que a gente possa se sentir segura”, diz Ana Paula. Segundo ela, falta apenas um investidor interessado em patrocinar o projeto para que eles possam concluir o aplicativo e disponibilizá-lo aos usuários interessados.</p>
<p style="color: #58595b;">Um caso de melanoma cutâneo na família levou as amigas Eduarda Jacobs e Helena Metz de Souza, de Canoas (RS). “Pesquisando, descobrimos que poderíamos resolver esse problema”, conta Eduarda. Seu avô faleceu em 2007, três após receber um diagnóstico tardio da doença.  No caso de Helena, foi um tio que foi diagnosticado. “Desenvolvemos uma nanocápsula, contendo crisina, um fármaco natural, para melhorar o tratamento do melanoma”, contam as estudantes. Elas conseguiram testar as nanocápsulas, incorporadas em hidrogel de quitosana, em células saudáveis.  “Observamos que nanocapsulando, podemos usar uma substância natural e obter efeitos semelhantes a uma substância sintética, mas que, por ser natural, não atingiu células saudáveis.” Elas contam que a próxima etapa do projeto é realizar testes em células cancerígenas.  “Queremos resolver um problema que afeta muita gente.”</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Inclusão</strong></p>
<p style="color: #58595b;">Eduardo da Paz Rodrigues desenvolveu um quarto automatizado inteligente por comando de voz ou movimentos, o “T-Stark”. “Desenvolvi uma cadeira de rodas, com quatro tipos de movimentos – andar, voltar, girar esquerda ou direita. Todos os comandos são enviados por  voz, por meio de um aplicativo, para uma central que processa a informação e executa o movimento. O objetivo é facilitar a vida de pessoas com tetraplegia ou restrições de movimentos “, descreve. “Eu queria usar a tecnologia para desenvolver algo nessa área de acessibilidade, que merece mais atenção. Cheguei a um projeto barato, que pode ajudar muitas pessoas”, conta Eduardo. Todo o projeto, segundo ele, custa por volta de R$350, 00.</p>
<p style="color: #58595b;">Os jovens cientistas da Febrace também têm os olhos atentos para a inclusão nas artes. Foi com essa sensível percepção que Bruno Matos e Henrique Backes desenvolveram o projeto “One Guitar”, uma tecnologia assistiva de auxílio rítmico do violão para pessoas sem um dos membros superiores. “A  ideia surgiu porque vimos que muitos projetos de acessibilidade são voltados para necessidades de mobilidade das pessoas e poucos pensam no lazer delas”, explica Bruno. Os estudantes desenvolveram um dispositivo eletromecânico que produz os ritmos do violão. Uma interface de controle permite ao usuário interagir com o sistema e comandar o dispositivo, permitindo a reprodução de ritmos  e também auxiliando no aprendizado do instrumento. “Participar de uma feira assim faz valer todo o esforço que tivemos. Recebemos aqui dicas muito importantes que nos ajudará a aprimorar o nosso trabalho”, comenta Henrique.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Fator humano</strong></p>
<p style="color: #58595b;">Um Comitê de Avaliadores composto por mais de duas centenas de professores universitários e especialistas voluntários fica com a dura tarefa de julgar os trabalhos e ajudar a escolher os vencedores. Os melhores projetos, divididos em diversas categorias, ganham troféus, medalhas, bolsas do CNPq e estágios. São cerca de 300 prêmios e oportunidades no Brasil e no exterior. Uma dessas oportunidades é representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada de 12 a 17 de maio, em Phoenix, nos EUA.</p>
<p style="color: #58595b;">Ricardo Caparrós é diretor de escola e avaliador da Febrace há mais de dez anos. A cada ano, ele observa um aumento significativo no grau de complexidade dos projetos apresentados. Segundo ele, isto é um sinal que as escolas precisam estar atentas. “A escola precisa oportunizar espaços dentro de seu currículo, promover o desenvolvimento do pensamento científico. É necessário permitir que os alunos deem vazão a toda essa criatividade, esse potencial. Isso envolve formação de professores, envolve buscar caminhos para efetivar esse tipo de projeto”, analisa.</p>
<p style="color: #58595b;">Avaliadora há anos e professora orientadora de alunos participantes em outras edições, Marisa Cavalcante, professora da PUC-SP e Ufam,  em Manaus, conhece os vários lados da Febrace. Ela também ressalta o gradual avanço do nível de qualidade dos projetos, não apenas com relação ao produto, mas a capacidade de investigação científica dos jovens e a consciência deles sobre o valor e o impacto de seus projetos.</p>
<p style="color: #58595b;">“Eles chegam aqui com uma visão empreendedora e uma preocupação com a sustentabilidade, com o outro. É muito interessante não só do ponto o de vista científico, mas pelo fator humano. Esses meninos e meninas estão dando um grande exemplo para toda a sociedade, de como se preocupar com o outro, de como construir conhecimento para atender às necessidades do outro, da comunidade. Todos os projetos têm esse viés”, destaca.</p>
<p style="color: #58595b;">Veja a lista de premiados na Febrace 2019  nos links: <a href="https://febrace.org.br/arquivos/site/_conteudo/pdf/premiados_primeira_cerimonia_2019.pdf" target="_blank">Parte 1</a> | <a href="https://febrace.org.br/arquivos/site/_conteudo/pdf/premiados_segunda_cerimonia_2019.pdf " target="_blank">Parte 2.</a></p>
<p style="color: #58595b;"><em>Daniela Klebis – Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Representantes de quatro regiões brasileiras recebem premiações em feira internacional de ciências</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jun 2018 17:53:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Oriundos da Febrace e da Mostratec, as duas mais importantes feiras de ciências do Brasil, delegação brasileira conquista 10 prêmios e 3 menções honrosas na Intel Isef 2018, nos EUA. Registro de patentes é novidade entre os brasileiros]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7424" style="width: 610px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2018/06/intel-isef2.jpg"><img class="wp-image-7424 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2018/06/intel-isef2-600x350.jpg" alt="Oriundos da Febrace e da Mostratec, as duas mais importantes feiras de ciências do Brasil, delegação brasileira conquista 10 prêmios e 3 menções honrosas na Intel Isef 2018, nos EUA. Registro de patentes é novidade entre os brasileiros. (Foto: Divulgação)" width="600" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Oriundos da Febrace e da Mostratec, as duas mais importantes feiras de ciências do Brasil, delegação brasileira conquista 10 prêmios e 3 menções honrosas na Intel Isef 2018, nos EUA. Registro de patentes é novidade entre os brasileiros. (Foto: Divulgação)</p></div>
<p style="color: #58595b;">Estudantes de quatro regiões e seis estados brasileiros diferentes foram premiados durante as cerimônias da Intel Isef (International Science and Engineering Fair), realizada em Pitsburgo, Pensilvânia, nos Estados Unidos, entre os dias 13 e 18 de maio. Os jovens cientistas brasileiros conquistaram 10 prêmios e 3 menções honrosas nas competições nomeadas ‘Special Awards Ceremony’ e ‘Grand Awards Ceremony’.</p>
<p style="color: #58595b;">Mais importante premiação em termos internacionais, a Intel Isef atraiu mais de dois mil estudantes de 81 países, que foram incentivados a desenvolver projetos inovadores nas áreas das ciências, tecnologia, engenharia e matemática, e a explorar soluções que melhorem a qualidade de vida em suas localidades e em todo o mundo. Situação corriqueira na feira americana, as feiras brasileiras também registram novos pedidos de patentes dos estudantes de ensino médio.</p>
<p style="color: #58595b;">Para atestar a importância e a qualidade da premiação, a professora da Poli-USP e organizadora-geral da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), Roseli de Deus Lopes, destaca o rigor da comissão de avaliação da Isef e o número de países e estudantes participantes.</p>
<p style="color: #58595b;">“O corpo de avaliadores faz uma avaliação rigorosa, dão sugestões, verificam o trabalho e abrem oportunidades pra esses jovens”, diz. “É muito difícil ganhar algum tipo de premiação lá nos EUA porque a cada ano são mais países participando, todas as delegações fazem um trabalho melhor a cada ano, envolvendo cada vez mais estudantes de seus países, é por isso que a conquista desses estudantes é tão representativa”, comemora.</p>
<p style="color: #58595b;">A delegação brasileira teve 18 projetos entre os finalistas e conquistou dez prêmios e três menções honrosas, sendo o país mais premiado da América Latina em número de prêmios e a 7ª delegação mais premiada do mundo, ficando atrás dos EUA, China, Rússia, Canadá, Índia e Arábia Saudita.</p>
<p style="color: #58595b;">A nova geração de inovadores competiu por mais de cinco milhões de dólares em prêmios e foram julgados pela sua capacidade criativa e pensamento científico, rigor, competência e clareza mostrada em seus projetos.</p>
<p style="color: #58595b;">A organizadora da Febrace atribui o sucesso dos brasileiros aos materiais produzidos nas feiras brasileiras, que são disponibilizados e divulgados online, atraindo atenção de um público cada vez maior. “As pessoas estão cada vez mais dizendo ‘olha, essa pessoa aqui é de escola pública; essa é de escola privada, e estão fazendo projetos incríveis, qual o segredo deles? Eles são pessoas muito diferentes?’”, exemplifica.</p>
<p style="color: #58595b;">“Não”, continua Lopes, “são pessoas normais que estão atentas a problemas locais e acreditam que podem gerar conhecimento novo, seja para explicar algum fenômeno físico, natural ou social, seja para desenvolver uma tecnologia e, à medida que a cada ano nós fazemos a devida divulgação, as pessoas lá na ponta dizem ‘nossa, eu também posso’.”</p>
<p style="color: #58595b;">Os jovens cientistas fazem parte da Delegação Brasileira, composta por 25 estudantes que apresentaram 18 projetos, sendo 14 estudantes representando nove projetos que foram selecionados na 16ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada em São Paulo-SP, e 11 estudantes representando nove projetos que foram selecionados na Mostratec, realizada em Novo Hamburgo-RS.</p>
<p style="color: #58595b;">A Febrace e a Mostratec são as duas principais feiras de ciências do País e capilarizam a divulgação e iniciação científica em escolas pelo Brasil inteiro. Assim, os premiados representam seis estados e quatro regiões brasileiras diferentes: Amapá, Bahia, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.</p>
<p style="color: #58595b;">Segundo Lopes, tanto a Febrace quanto a Mostratec têm a preocupação de levar estudantes que se destacaram nas feiras, mas que representam as diferentes regiões do Brasil. “Em anos anteriores”, destaca Lopes, “nós levávamos jovens que dificilmente seriam premiados, mas levávamos porque eles voltam dessas feiras como ativistas, divulgando o trabalho dessas feiras em sua região. Nos anos seguintes, a probabilidade deles conseguirem conquistar uma premiação foi maior.”</p>
<p style="color: #58595b;">De acordo com Lopes, isso tem sido verificado na prática: “Ao longo dos anos, se formos pegar os números de premiações, está evidenciado que nós estamos conseguindo ter premiações com alunos de escolas públicas e privadas de localidades muito diferentes do Brasil.”</p>
<p style="color: #58595b;">Realizada desde 1950, a Intel Isef é uma competição baseada no talento demonstrado e na qualidade dos projetos e pesquisas desenvolvidos por estudantes de todo o mundo que ainda não chegaram ao ensino superior. E já revelou milhares de talentos em Ciências e Engenharia.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Patentes</strong></p>
<p style="color: #58595b;">Durante a edição de 2018 da Febrace, a professora Roseli de Deus Lopes percebeu que alguns jovens do ensino médio estão dando entrada em pedidos de patente para levar seus projetos à feira. “Foi o primeiro ano que eu percebi isso”, destaca, “lá nos EUA, na Isef, isso já era uma coisa corriqueira. Estudantes de diversos países, quando iam apresentar alguma inovação tecnológica já chegavam com pelo menos a entrada da patente para garantir a proteção.”</p>
<p style="color: #58595b;">Durante a Febrace, não foi apenas um estudante que fez isso. Segundo Lopes, foram pelo menos meia dúzia, e pode ser que esse número seja maior. Um dos casos é o de Gabriel Gelli Checchinato, de 18 anos, ex-estudante do Colégio Ser, de Jundiaí-SP.</p>
<p style="color: #58595b;">Hoje estudante de mecatrônica na USP, o jovem do interior paulista desenvolveu um mecanismo para tornar produtos como purificadores de água ou dispensers de geladeira autônomos. Ou seja, basta colocar um recipiente, independente do tamanho, para que o conteúdo o encha automaticamente. Um copo ou uma jarra se enche como o usuário definir, uma vez que o mecanismo pode ser regulado. A ideia auxilia deficientes visuais e previne transbordamentos.</p>
<p style="color: #58595b;">Como o colégio em que Gabriel estudava não possuía estrutura para a ciência, ele pouco utilizou os espaços escolares. Combinou com seu orientador que desenvolveria o projeto dentro de um laboratório forjado no porão de sua casa. “Cheguei a usar o laboratório da USP para usar uma ferramenta que eu não tinha, mas o projeto foi 99% desenvolvido em uma oficina no porão de casa.”</p>
<p style="color: #58595b;">Roseli destaca o potencial que essas feiras têm de provocar o potencial dos alunos, que, às vezes, como no caso de Gabriel, superam barreiras para criar projetos inovadores. “Nós estamos conseguindo provocar estudantes de escolas regulares, que não têm infraestrutura tão avançada, às vezes não têm orientadores tão especializados, mas estão se apropriando das tecnologias que estão disponíveis, seja na casa, na escola, na biblioteca, em parceria com algum centro de pesquisa. Eles estão se mexendo e estão conseguindo realizar projetos de alto nível, que resolvem problemas de verdade porque, em competições como essa, o que tem valor não é o produto que o aluno fez. O que tem valor é o próprio aluno, o estudante, o potencial que ele demonstra naquilo que ele fez.”</p>
<p style="color: #58595b;">Gabriel conta que após ter sido agraciado pela Febrace e agora também na feira americana, voltou à escola para conversar com alunos e professores. O jovem cientista acredita que contribuiu para mudar a percepção dos alunos e também da escola. “Eu imagino que a escola possa mudar. Eu os visitei e conversei bastante com outros alunos, então eu imagino que eles comecem a ter uma participação maior. Agora, pelo menos a divulgação acho que já está garantida”, comemora.</p>
<p style="color: #58595b;">A primeira preocupação do estudante da USP é procurar empresas que se interessem pelo projeto. “Eu depositei a patente primeiro, pensando em proteger minha ideia, porque eu queria mostrar para as pessoas, não queria manter meu projeto em segredo. Agora eu vou entrar em contato com empresas para ver se elas se interessam. Para vender uma ideia, a patente é fundamental”, defende.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>PREMIADOS</strong></p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Isabela, Gabriel, Maria Vitória, Andrea e Laura – Estudantes premiados na Grand Award Ceremony</strong></p>
<p style="color: #58595b;">1) Química – Terceiro Lugar e o prêmio de 1.000 dólares<br />
Projeto: Detecção de drogas ansiolíticas em bebidas alcoólicas adulteradas</p>
<p style="color: #58595b;">Isabela Dadda dos Reis</p>
<p style="color: #58595b;">Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Osório, Osório, RS, Brasil<br />
Credenciada pela Febrace</p>
<p style="color: #58595b;">2) Sistemas Embarcados – Terceiro lugar e o prêmio de 1.000 dólares</p>
<p style="color: #58595b;">Projeto: Dispenser autônomo de líquidos para recipientes com tamanhos variados</p>
<p style="color: #58595b;">Gabriel Gelli Checchinato</p>
<p style="color: #58595b;">Colégio Ser!, Jundiaí, São Paulo, Brasil<br />
Credenciado pela Febrace</p>
<p style="color: #58595b;">3) Medicina Translacional – Terceiro lugar e o prêmio de 1.000 dólares<br />
Projeto: Utilização de compostos bioativos microbianos no desenvolvimento de alternativa para combate de Cândida spp.</p>
<p style="color: #58595b;">Maria Vitória Valoto</p>
<p style="color: #58595b;">Colégio Interativa de Londrina, Paraná, Brasil<br />
Credenciada pela Febrace</p>
<p style="color: #58595b;">4) Microbiologia – Quarto lugar e o prêmio de 500 dólares<br />
Projeto: Avaliação in vitro de citotoxicidade e genotoxicidade de um líquido iônico com atividade antifúngica</p>
<p style="color: #58595b;">Andrea Auler e Laura Brizola</p>
<p style="color: #58595b;">Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, Rio Grande do Sul, Brasil<br />
Credenciadas pela Mostratec</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Myllena, Isabela, Juliana, Caio e Gabriel Negrão – estudantes premiados na Special Award Ceremony</strong></p>
<p style="color: #58595b;">1) American Chemical Society<br />
Segundo lugar e o prêmio de 3.000 dólares</p>
<p style="color: #58595b;">Projeto: Detecção de drogas ansiolíticas em bebidas alcoólicas adulteradas</p>
<p style="color: #58595b;">Isabela Dadda dos Reis</p>
<p style="color: #58595b;">Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Osório, Osório, RS, Brasil<br />
Credenciada pela Febrace</p>
<p style="color: #58595b;">2) Arizona State University<br />
Prêmio Bolsa de Estudo</p>
<p style="color: #58595b;">Projeto: Ciclo ambiental polimérico: produzindo materiais cristalinos para resolução de problemas ambientais</p>
<p style="color: #58595b;">Myllena Cristyna Braz da Silva</p>
<p style="color: #58595b;">Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Campus Limoeiro do Norte, CE, Brasil<br />
Credenciada pela Febrace</p>
<p style="color: #58595b;">3) University of Arizona<br />
Prêmio Bolsa de Estudos</p>
<p style="color: #58595b;">Projeto: Tratamento de efluentes têxteis através de resíduos agroindustriais provenientes do litoral norte gaúcho</p>
<p style="color: #58595b;">Juliana Davoglio Estradioto</p>
<p style="color: #58595b;">Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Osório, Osório, RS, Brazil<br />
Credenciada pela Mostratec</p>
<p style="color: #58595b;">4) University of Arizona<br />
Prêmio Bolsa de Estudos</p>
<p style="color: #58595b;">Projeto: Ciclo ambiental polimérico: produzindo materiais cristalinos para resolução de problemas ambientais</p>
<p style="color: #58595b;">Myllena Cristyna Braz da Silva</p>
<p style="color: #58595b;">Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Campus Limoeiro do Norte, CE, Brasil<br />
Credenciada pela Febrace</p>
<p style="color: #58595b;">5) Qatar Foundation, Research &amp; Development<br />
Primeiro lugar e o prêmio de 1.000 dólares<br />
Projeto: Estudo da Conversão Fotovoltaica através de um modelo de Dessalinizador para Geração de Energia Elétrica</p>
<p style="color: #58595b;">Caio Vinícius Lima de Souza</p>
<p style="color: #58595b;">Escola Estadual Gabriel de Almeida Café, Macapá, Amapá, Brasil<br />
Credenciado pela Mostratec</p>
<p style="color: #58595b;">6) Spectroscopy Society of Pittsburgh<br />
Terceiro lugar e o prêmio de 750 dólares</p>
<p style="color: #58595b;">Projeto: Estudo sobre a síntese orgânica assimétrica do álcool 1-feniletanol através de processos biocatalíticos utilizando-se casca de laranja (Citrus Sinensis).</p>
<p style="color: #58595b;">Gabriel Negrão de Morais</p>
<p style="color: #58595b;">Sesi Piatã, Escola Djalma Pessoa, Salvador, Bahia, Brasil<br />
Credenciado pela Mostratec</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>CERTIFICADO DE MENÇÃO HONROSA</strong></p>
<p style="color: #58595b;">1) American Chemical Society</p>
<p style="color: #58595b;">Certificado de Menção Honrosa<br />
Projeto: Estudo sobre a síntese orgânica assimétrica do álcool 1-feniletanol através de processos biocatalíticos utilizando-se casca de laranja (Citrus Sinensis).</p>
<p style="color: #58595b;">Gabriel Negrão de Morais</p>
<p style="color: #58595b;">Sesi Piatã, Escola Djalma Pessoa, Salvador, Bahia, Brasil<br />
Credenciado pela Mostratec</p>
<p style="color: #58595b;">2) American Statistical Association<br />
Certificado de Menção Honrosa</p>
<p style="color: #58595b;">Projeto: Detecção de drogas ansiolíticas em bebidas alcoólicas adulteradas<br />
Isabela Dadda dos Reis</p>
<p style="color: #58595b;">Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Osório, Osório, RS, Brasil<br />
Credenciada pela Febrace</p>
<p style="color: #58595b;">3) National Aeronautics and Space Administration (NASA)<br />
Certificado de Menção Honrosa<br />
Projeto: Sistema de mapeamento autônomo</p>
<p style="color: #58595b;">Pedro Henrique Capp Kopper</p>
<p style="color: #58595b;">Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, Novo Hamburgo, RS, Brasil<br />
Credenciado pela Febrace</p>
<p style="color: #58595b;"><em>Marcelo Rodrigues, estagiário da SBPC</em></p>
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		<title>OBA abre inscrições e apresenta novidades em sua 21ª edição</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/oba-abre-inscricoes-e-apresenta-novidades-em-sua-21a-edicao/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2018 16:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista ao Jornal da Ciência, João Batista Garcia Canalle, astrônomo da Uerj e coordenador geral da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, fala da expectativa para o evento e da parceria que permitirá a participação de estudantes de países lusófonos]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em entrevista ao Jornal da Ciência, João Batista Garcia Canalle, astrônomo da Uerj e coordenador geral da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, fala da expectativa para o evento e da parceria que permitirá a participação de estudantes de países lusófonos</em></p>
<p>A 21ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e a 12ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) estão com inscrições abertas para a competição que acontece no dia 18 de maio.</p>
<p>Para a edição de 2018 dos eventos, a organização espera a participação de 800 mil alunos na OBA e 100 mil na MOBFOG. Em 2017, participaram 660 e 94 mil estudantes, respectivamente.</p>
<div id="attachment_6981" style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2018/03/Professor-João-Canalle-Coordenador-da-OBA.jpg"><img class="wp-image-6981 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2018/03/Professor-João-Canalle-Coordenador-da-OBA-653x350.jpg" alt="" width="653" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;A prática pode despertar o interesse do aluno pela teoria&#8221;, diz o professor João Canalle, coordenador geral da OBA. Crédito: Divulgação</p></div>
<p>Neste ano a OBA abrirá espaço de forma ampla à comunidade de outros países de língua portuguesa, iniciativa em parceria com o Grupo Lusófono de Astronomia para o Desenvolvimento (PLOAD, sigla em inglês), organização que promove a utilização da astronomia como um instrumento para o desenvolvimento em países e comunidades de língua portuguesa.</p>
<p>A Olimpíada é realizada em 13 mil escolas para alunos dos ensinos fundamental e médio. Os participantes recebem certificados e concorrem a 50 mil medalhas que serão distribuídas. Em 2017 foram 40 mil medalhas.</p>
<p>As escolas interessadas em participar da competição podem se inscrever até 18 de março no <a href="http://www.oba.org.br/">site oficial da Olimpíada</a>. As instituições de ensino que já participaram da edição passada da competição não precisam realizar um novo cadastro.</p>
<p>Em entrevista ao Jornal da Ciência, o professor João Batista Garcia Canalle, astrônomo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador geral da OBA, explica as dificuldades enfrentadas em outras ocasiões que a Olimpíada abriu espaço pontual para países como Timor Leste e Moçambique e como espera resolver a questão para esta edição.</p>
<p>O cientista fala também da abrangência e dos cortes promovidos pelo Governo Federal no orçamento do evento, além da participação brasileira na promoção de outras olimpíadas nos países vizinhos e na atuação para criação da Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa).</p>
<p>Leia a entrevista completa a seguir.</p>
<p><strong>Jornal da Ciência – Neste ano será realizada a 21ª edição da OBA: quais são as expectativas e as novidades para esta edição?</strong></p>
<p><strong>João Batista Garcia Canalle</strong> – A expectativa é de recebermos 800 mil alunos para a OBA e 100 mil para a MOBFOG. Nos anos anteriores a média foi esta, e queremos, pelo menos, mantê-la.</p>
<p><strong>JC</strong><strong> – Como foi feita a parceria com os países de língua portuguesa?</strong></p>
<p><strong>JBGC </strong>– Já fizemos parcerias pontuais anteriormente com escolas do Timor Leste e Moçambique, mas não deu muito certo por conta de entraves burocráticos, como taxas para envio de documentos, certificados e até medalhas. As alfândegas não entendem que se trata de premiação ou doação e cobram taxas de importação que impossibilita a participação dessas escolas.</p>
<p>Agora nós fizemos uma parceria com o Grupo Lusófono de Astronomia para o Desenvolvimento (PLOAD, sigla em inglês) e esperamos que esse tipo de obstáculo não apareça mais. Vai depender basicamente da divulgação nas escolas participantes.</p>
<p><strong>JC</strong><strong> – Qual a abrangência internacional da OBA dentro da América Latina e, também, em outros países mais desenvolvidos?</strong></p>
<p><strong>JBGC </strong>–Em outros países fora de nosso continente ainda há pouca capilaridade da OBA, mas aqui na América Latina nós conseguimos estimular a criação de olimpíadas em outros países e, melhor, a criação da Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa).</p>
<p><strong>JC – Como isso se deu?</strong></p>
<p><strong>JBGC</strong> – Em 2008, com a OBA já consolidada e confiante do nosso papel, o representante brasileiro propôs, durante uma reunião internacional no Equador, a criação de uma olimpíada latino americana em nossa área, mais ou menos nos moldes da brasileira. Àquela altura, nenhum país da região tinha uma olimpíada ou algo parecido e nós, durante a elaboração, propusemos que, para assegurar participação na competição latino americana, cada país teria de ter sua versão nacional. E foi um sucesso. Hoje temos olímpiadas na Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Chile, Paraguai, Bolívia, Peru e México. O Panamá deve começar em 2018.</p>
<p><strong>JC</strong><strong> – A OBA atinge o País todo igualmente ou há regiões que participam mais?</strong></p>
<p><strong>JBGC</strong> – Nós da organização estimulamos todas as regiões, todos os estados e o máximo de cidades, mas evidentemente há uma disparidade grande. Além de o Brasil ter uma desigualdade social e econômica abissal, nós também temos enfrentado dificuldades orçamentárias, regionais, geográficas e populacionais. Então, não podemos esperar que um estado como o Amazonas, que apesar de ser enorme territorialmente tem um número baixo de escolas, tenha uma adesão e representatividade como vemos, por exemplo, em São Paulo. Em São Paulo, afinal, quase que a totalidade das escolas está em áreas urbanas, o estado é mais rico, tem mais tecnologia. No Amazonas, nós podemos enviar cartazes de divulgação, mas há escolas ribeirinhas, rurais, que estão a quilômetros e quilômetros do órgão estadual ou municipal. O estado também fica atrás demograficamente. Então não temos como, apesar do esforço, divulgar e atingir de maneira equânime. Usei dois exemplos, mas veja a dimensão territorial brasileira, não tem como.</p>
<p>Dessa forma, em linhas gerais, temos o estado de São Paulo na primeira posição em adesões, o Ceará em segundo e o Amazonas lá na rabeira.</p>
<p><strong>JC</strong><strong> – Como é a proporção de alunos de escolas públicas e privadas?</strong></p>
<p><strong>JBGC</strong> – Até o ano passado, a média de participação de instituições privadas foi de 20% e 80% das públicas, sem controle entre estaduais e municipais. Mas nós temos assistido, de cinco anos pra cá, um sensível e gradual crescimento das escolas privadas: há cinco anos, por exemplo, a representatividade delas era 15%.</p>
<p>Isso é natural, principalmente no ensino fundamental. Afinal, a escola de ensino básico, fundamental, não tem como aferir, por exemplo, o ingresso de seus alunos numa boa faculdade. Então, aquele estudante que ganha medalha em uma olimpíada nacional, podendo posteriormente até representar o País em uma modalidade internacional, é um símbolo, uma bandeira para aquela escola, para atestar sua qualidade.</p>
<p><strong>JC</strong><strong> – Qual a importância de eventos paralelos à OBA, como a MOBFOG, e como eles nascem?</strong></p>
<p><strong>JBGC</strong> – A Astronáutica entrou na OBA em 2005, quando firmamos parceria com a Agência Espacial Brasileira e, em 2007, começamos a organizar a Mostra Brasileira de Foguetes, MOBFOG, essa que é uma olimpíada experimental de confecção e lançamento de foguetes obliquamente. A única a utilizar vinagre e bicarbonato de sódio na confecção do combustível para os alunos do ensino médio, envolvendo, assim, também a química.</p>
<p>A competição consiste na avaliação e capacidade dos estudantes de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes construídos com garrafas pet, tubo de papel ou canudos de refrigerantes. Os estudantes podem competir individualmente ou em equipes de até três pessoas. O desafio ocorre dentro da própria escola e tem quatro níveis. Os competidores que estão no ensino médio e alcançarem mais de 100 metros no lançamento de seus foguetes serão convidados para a Jornada dos Foguetes, evento que ocorre ainda este ano em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Também temos outros eventos como o planetário digital itinerante ou os encontros regionais de astronomia e astrofísica, que não ocorrem junto à OBA, mas visam à capacitação dos professores.</p>
<p><strong>JC</strong><strong> – Anteriormente o senhor mencionou que tem enfrentado dificuldades com cortes orçamentários. Qual a importância de um evento como a OBA para o fortalecimento da ciência no Brasil?</strong></p>
<p><strong>JBGC</strong> – Nós temos sofrido corte de verbas, principalmente de três anos pra cá. Mas temos enfrentado isso. Felizmente nós temos no Brasil uma política de popularização da ciência. Por meio do CNPq, o Governo Federal, há 15 anos, lançou esse edital, que nos garante recursos para promover as olimpíadas de conhecimento.</p>
<p><strong>JC – Qual o montante desses cortes? Como vocês fazem para continuar com, no mínimo, o mesmo público com o orçamento sendo reduzido?</strong></p>
<p><strong>JCB</strong> – Esses cortes são da ordem de 50%. A média dos recursos que recebíamos era de quase 800 mil reais; ano passado foi 460 mil e para 2018 melhorou um pouquinho: temos 520 mil reais.</p>
<p>O modo de enfrentarmos isso é cortando, principalmente na divulgação, o que dificulta bastante. Cortamos muito em impressão de material e correio, que é muito caro no Brasil. Então, antes enviávamos um cartaz para cada escola realizar a divulgação. Hoje enviamos apenas para as secretarias estaduais e municipais de educação e utilizamos massivamente as redes sociais e o e-mail. É ruim pelas dificuldades operacionais. Às vezes vão parar no spam, não atinge aquele professor ou diretor que gostaríamos, mas a OBA também já é bem conhecida e está no calendário de muitas dessas escolas. Também tivemos que atribuir aos alunos das equipes que representam o Brasil em Olimpíadas internacionais a responsabilidade de pagarem suas próprias passagens, pois não temos mais recursos para isso.</p>
<p><strong>JC</strong><strong> – A olimpíada também tem impactos nos professores, estimulando novas práticas pedagógicas. O que os professores podem aprender com essas experiências? Como um professor pode despertar a paixão pela astronomia nos alunos?</strong></p>
<p><strong>JBGC </strong>– O professor acaba sempre aprendendo um pouco em cada edição da OBA, pois prepara seus alunos, aplicas as provas da OBA, corrige mediante um gabarito, recebe orientações sobre como realizar diversos experimentos de ensino de astronomia, como construir e lançar, com segurança, os foguetes, etc. Nas atividades de lançamentos de foguetes o aluno se encanta por sair da sala de aula, daquele negócio de sentar numa carteira, copiar e decorar tal matéria. Não! Ele vai aprender na prática, envolvido com aquilo, inclusive com reações químicas para alunos do ensino médio. Assim, a prática pode despertar o interesse do aluno pela teoria. E o professor se vê feliz por acompanhar o desempenho do aluno, às vezes ganhador de medalha. Ele se sente orgulhoso e também vai ensinar com mais prazer, afinal a gente sabe que pelo salário não está fácil.</p>
<p>Também tem nossa colaboração, com envio de periódicos, livros e até lunetas. Estamos sempre dispostos a interagir à distância, além dos encontros regionais, que fazemos aquele corpo a corpo, também muito bacana para o ensino-aprendizagem.</p>
<p><strong>JC </strong><strong>- Uma questão bastante discutida hoje em dia é a importância de estimular as meninas a se interessarem pela ciência. Como a OBA vai contribuir nesse sentido?</strong></p>
<p><strong>JBGC</strong> – Essa é uma questão muito importante e motivo de preocupação para nós. A participação das meninas na OBA, tanto no (ensino) fundamental como no médio, é igual à participação dos meninos e às vezes até supera. Mas essa igualdade não é verificada na hora da distribuição das medalhas, então identificamos um problema. Que ocorre também em outras instâncias. Nas grandes áreas científicas de graduação também vemos uma grande participação das meninas, mas a situação vai mudando quando olhamos para uma formação mais aprofundada e para os principais postos.</p>
<p>Uma maneira que achamos para encarar esses problemas é estabelecendo a obrigatoriedade de nossas equipes em competições internacionais serem mistas. Também brigamos por essa bandeira no regulamento da Olaa. Assim, nós estamos igualando as chances dessas meninas ganharem medalhas e terem maior visibilidade. Esse movimento, bem divulgado, desperta o interesse de outras meninas, quase como um efeito dominó.</p>
<p><strong>Sobre a OBA</strong></p>
<p>A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Universidade Paulista (Unip), Visiona e da Avibras.</p>
<p><strong>Mais informações:</strong></p>
<p>E-mail: <a href="mailto:oba.secretaria@gmail.com">oba.secretaria@gmail.com</a></p>
<p><a href="http://www.oba.org.br/">www.oba.org.br</a></p>
<p>Telefone: + 55 (21) 2334-0082 / 4104-4047 / 2254-1139</p>
<p>Celular: + 55 (21) 98272-3810</p>
<p><em>Marcelo Rodrigues – estagiário da SBPC, para o Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>IMPA e SBM lançam relatório sobre a Matemática brasileira</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2018 17:28:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensino Básico]]></category>
		<category><![CDATA[Exatas]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres cientistas]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia & Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[O documento tem por objetivo mostrar a excelência brasileira na área no período em que o País celebra o Biênio da Matemática]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://impa.br/wp-content/uploads/2018/01/Brazilian_Mathematics_2018.pdf"><img class="alignright wp-image-6770 size-medium img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2018/01/Brazilian_Mathematics_2018-01-212x300.jpg" alt="O documento tem por objetivo mostrar a excelência brasileira na área no período em que o País celebra o Biênio da Matemática" width="212" height="300" /></a></p>
<p style="color: #58595b;"><em>O documento tem por objetivo mostrar a excelência brasileira na área no período em que o País celebra o Biênio da Matemática</em></p>
<p style="color: #58595b;">O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) lançou nesta semana o relatório “A Matemática Brasileira 2018”. A publicação, disponível em inglês, traz um panorama da Matemática no País e conta sua evolução ao longo das últimas décadas, mostrando o progresso alcançado no ensino fundamental, na graduação, na pós-graduação, nas pesquisas realizadas no Brasil e por meio de cooperação internacional, bem como sua importância no cenário mundial.</p>
<p style="color: #58595b;">Entre os destaques do documento, está a evolução da importância mundial das pesquisas na área de Matemática  realizadas no País: em 1986, 530 artigos internacionais eram de autoria de pesquisadores brasileiros; em 2016, o número saltou para 2349, quase cinco vezes mais. A proporção de artigos de matemática com autoria de brasileiros passou de 0,7%, em 1986, para 2,35% em 2016.</p>
<p style="color: #58595b;">Outro destaque do documento é a ampliação do número de pesquisadores na última década: de 677 doutorandos em 2007, para quase 1140, em 2016 – um aumento de 68%.</p>
<p style="color: #58595b;">A participação das mulheres também foi ressaltada. Segundo relembra o relatório, a primeira brasileira a obter um título de doutora em matemática foi Marília Chaves Peixoto, em 1948. Hoje, 42% dos estudantes que ingressam na graduação em Matemática são mulheres, e entre os que concluem, elas são quase a metade: 48%. Na pós-graduação, elas são 27% entre os que obtêm o título.</p>
<p style="color: #58595b;">Segundo o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, a motivação imediata da publicação é documentar a candidatura do Brasil ao grupo de honra da União Matemática Internacional, comunidade organizada em cinco grupos, em função do seu desenvolvimento na área. Atualmente, o Brasil está no grupo 4 e visa passar para o 5, onde estão cerca de uma dezena de países mais avançados, como EUA, França, etc..</p>
<p style="color: #58595b;">Viana explica a importância do relatório para as ambições do Brasil: “O documento visa convencer os demais países de que merecemos pertencer a esse grupo de elite mundial. Mas, às vésperas do Congresso Internacional de Matemáticos 2018 (ICM 2018, na sigla em inglês), também era o momento certo de fazer um balanço dos 60-70 anos de existência da pesquisa matemática no Brasil. Daí o documento”.</p>
<p style="color: #58595b;">O ICM 2018 será realizado no Rio de Janeiro, de 1 a 9 de agosto, e esta é a primeira vez, em mais de 120 anos, que o País sedia o evento. “Quando começou a serem organizados os ICM’s, em 1897, o Brasil não existia em termos científicos”, conta o diretor do Impa. “A realização do primeiro Colóquio Brasileiro de Matemática em 1957 representa o ponto de partida da caminhada que culmina agora, com a realização do Congresso no Rio de Janeiro, em agosto de 2018”, diz.</p>
<p style="color: #58595b;"><strong>Popularização</strong></p>
<p style="color: #58595b;">O estudo é divulgado em meio às atividades do Biênio da Matemática 2017-2018, um movimento nacional <a style="color: #3f4041;" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/Lei/L13358.htm" target="_blank">instituído por lei</a> em favor da melhoria do ensino e do aprendizado da disciplina no Brasil, que tinha dois grandes objetivos complementares: primeiro, realizar no Brasil a Olimpíada Internacional de Matemática 2017, ocorrida em julho do ano passado, no Rio de Janeiro.</p>
<p style="color: #58595b;">O outro objetivo é tirar proveito dessa circunstância histórica para disseminar a matemática na sociedade, popularizar, apresentá-la como ela é. “Por isso, também” – explica Viana – “temos estado tão ativos na esfera da comunicação, levando a matemática até a sociedade como um todo. Queremos gerações de crianças e adultos que entendam e curtam a matemática, e não que tenham medo dela. A matemática é indispensável para a realização cidadã e o desenvolvimento nacional”, vaticina o diretor do Impa.</p>
<p style="color: #58595b;">O Festival da Matemática, realizado pela primeira vez em abril de 2017, é emblemático desse esforço. O evento contou com 18 mil visitantes ao longo de quatro dias, relacionando matemática, diversão e entretenimento. Para Viana, “esse sentimento deverá ser o grande legado do Biênio da Matemática”.</p>
<p style="color: #58595b;">O diretor do IMPA torce para que esses acontecimentos destaquem o País ainda mais no radar internacional e, junto à medalha Fields – principal condecoração no campo da Matemática – <a style="color: #3f4041;" href="http://www.jornaldaciencia.org.br/brasileiro-ganha-principal-condecoracao-campo-da-matematica/" target="_blank">conquistada pelo brasileiro Artur Ávila em 2014</a>, alcem o Brasil ao grupo 5 da União Matemática Internacional.</p>
<p style="color: #58595b;">Para ler o documento, acesse <a style="color: #3f4041;" href="https://impa.br/wp-content/uploads/2018/01/Brazilian_Mathematics_2018.pdf" target="_blank">A Matemática Brasileira 2018.</a></p>
<p style="color: #58595b;"><em>Marcelo Rodrigues, estagiário da SBPC, para o Jornal da Ciência</em></p>
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		<item>
		<title>Helena Nader destaca bons resultados da educação piauiense em Reunião Regional da SBPC</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/helena-nader-destaca-bons-resultados-da-educacao-piauiense-em-reuniao-regional-da-sbpc/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2016 16:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres cientistas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>

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		<description><![CDATA[A presidente da SBPC proferiu uma conferência sobre o Marco Legal da CT&#038;I nesta quinta-feira, durante a Reunião Regional que acontece esta semana em São Raimundo Nonato, no Piauí]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3950" style="width: 663px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2016/04/abre1.jpg"><img class="wp-image-3950 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2016/04/abre1-653x350.jpg" alt="abre" width="653" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">A presidente da SBPC proferiu uma conferência sobre o Marco Legal da CT&amp;I nesta quinta-feira, durante a Reunião Regional que acontece esta semana em São Raimundo Nonato, no Piauí</p></div>
<p>O auditório da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), na pequena cidade de São Raimundo Nonato, que recebe esta semana a <a href="http://sbpcnet.org.br/saoraimundononato/home/" target="_blank">Reunião Regional da SBPC</a>, foi pequeno para as mais de 150 pessoas que participaram da conferência sobre o Marco Legal da CT&amp;I, sancionado no dia 11 de janeiro. Quem proferiu a conferência foi a presidente da SBPC, Helena Nader. Ela falou sobre os avanços que a nova legislação traz e os retrocessos que os vetos podem causar ao texto original do projeto da lei. Em seu discurso, Nader também ressaltou o sucesso do Piauí na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que teve suas escolas entre as cinco com melhor desempenho na competição em 2015. “Eu, como brasileira, tenho orgulho das escolas do Piauí. E são públicas. Os resultados mostram o potencial desse povo inteligente”, disse.</p>
<p>A presidente da SBPC comentou que um dos objetivos de realizar a Reunião Regional na cidade é incentivar mais jovens a se interessarem pela ciência e pela carreira de cientista. “Eu vim aqui aliciar jovens para essa profissão maravilhosa que é o ensino da ciência. E espero que, ao final dessa reunião, a gente consiga isso”.</p>
<p>O Piauí vem conseguindo resultados animadores nas áreas de educação e ciência e tecnologia. Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no final do ano passado, sobre a Obmep, os estudantes do Piauí conquistaram 03 medalhas de ouro, 07 de prata, 26 de bronze, e outros 540 estudantes ganharam o certificado de menção honrosa, o que colocou escolas públicas do Estado entre as cinco melhores do Brasil.</p>
<p>No último Ranking Universitário Folha (RUF), divulgado em setembro de  2015, a Universidade Federal do Piauí ficou em 39ª colocada, entre as 192 universidades públicas e privadas brasileiras avaliadas. A  Uespi, que sedia a Reunião Regional da SBPC, subiu 41 posições em relação a 2014, e está agora na 104ª posição. O ranking, organizado pela Folha de São Paulo, avalia indicadores como pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado.  Porém, como foi destacado na mesa redonda de ontem, o Estado investe ainda muito pouco em C&amp;T: 0,12% do PIB é destinado à pesquisa, muito abaixo da média nacional que é 1,24% &#8211; uma taxa que também está aquém do potencial do País.</p>
<p><strong>Ciência nacional</strong></p>
<p>A presidente da SBPC falou sobre o crescimento da produção científica nacional nos últimos 30 anos – desde a criação do Ministério da CT&amp;I -, que colocou o País na 13ª posição entre os países com maior produção de conhecimento. Ela também apresentou uma pesquisa da revista Nature sobre indicadores de interdisciplinaridade, que coloca o Brasil em 5ª posição mundial por publicações. “Esses dados mostram que temos uma ciência jovem que nasce já com uma visão interdisciplinar”, observou.</p>
<p>Ela argumentou que, no entanto, a C&amp;T nacional ainda enfrenta desafios ao seu crescimento, entre eles, a cultura de inovação, que exige uma relação mais próxima entre pesquisa, governo e empresas. “A área de inovação não encontra um ambiente favorável. O empresariado não acredita ainda que o financiamento em pesquisa vale a pena. O Marco Legal vem ao encontro disso”, comentou.</p>
<p>Nader explicou que o objetivo do novo Marco é promover uma série de ações para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico e é resultado de amplas discussões, as quais geraram um documento, entregue ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, durante a 4ª Conferência Nacional de CT&amp;I. Ela lembrou também que o início das discussões para o novo Marco Legal aconteceu em outubro de 2008 em reunião na sede da SBPC com o presidente Lula. “O Marco Legal é uma prova da força da sociedade civil levando propostas ao governo”, ressaltou.</p>
<p>A necessidade de a comunidade científica se mobilizar contra os oito vetos à nova lei também foi discutida: “Os vetos fragmentam estruturas importantes ao Marco Legal. Eles trazem mais insegurança jurídica, quando objetivo era evitar interpretações complicadas”, afirmou.</p>
<p>Além da luta contra os vetos, Nader chamou todos os participantes a se engajarem com o processo de regulamentação da nova legislação. “A regulamentação é um passo fundamental e todos devem se envolver”.</p>
<p><em>Daniela Klebis – Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Estudantes de universidades públicas levam medalha de bronze com projeto para detectar Doença Renal Crônica</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2014 12:05:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Exatas]]></category>
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		<description><![CDATA[Para participarem do iGEM, grupo fez vaquinha na internet.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para participarem do iGEM, grupo fez vaquinha na internet. Para sensibilizar a sociedade, eles fizeram um vídeo posto no YouTube para explicar a competição e o trabalho sobre Biologia Sintética que foi levado</em></p>
<p>No final de novembro, uma equipe formada por pesquisadores de diversos grupos de pesquisa do Instituto de Física de São Carlos (USP), como, por exemplo, o grupo de Biofísica Molecular &#8220;Sérgio Mascarenhas&#8221; e do grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia, juntamente com pesquisadores de outras unidades da USP, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual Paulista &#8220;Júlio de Mesquita Filho&#8221; (Unesp), conquistou a medalha de bronze no International Genetically Engineered Machine &#8211; iGEM 2014, uma competição internacional focada na área de biologia sintética, que reuniu 245 equipes formadas por estudantes de graduação e pós-graduação oriundos de diversos países, em um evento que ocorreu na cidade de Boston, Massachusetts, EUA.</p>
<p>O projeto, desenvolvido pelo grupo, é sobre um detector bacteriano capaz de diagnosticar a Doença Renal Crônica (DRC), de forma precoce. A DRC, que afeta milhões de pessoas no mundo, sendo que grande parte delas não tem consciência disso, é caracterizada por alterações nas funções e na estrutura dos rins. No teste de diagnóstico realizado atualmente, através da quantificação de Creatinina no sangue, as variações nas taxas desse biomarcador só são perceptíveis em estágios mais avançados da doença.</p>
<p>&#8220;Não temos ainda o biodetector (biosensor), propriamente dito. Ele está em andamento. Temos até o momento o design do circuito genético, temos cerca de 60% das montagens (construções gênicas) do circuito prontas, além de um protótipo do aparelho onde tudo deverá funcionar&#8221;, explica Francis de Morais Franco Nunes, docente do Departamento de Genética e Evolução da UFSCar. E completa, &#8220;o diferencial do projeto é que planejamos um biosensor que não detecta apenas a presença da Cistatina C no sangue. O biosensor será capaz de interpretar um limiar de concentração de Cistatina C que dará (ou não) o diagnóstico da insuficiência renal. A partir da presença de concentrações acima ou abaixo desse limiar, o detector irá fornecer uma resposta que indica se o paciente está saudável ou não. Com isso, em altas concentrações de Cistatina C, um indicativo da DRC, a resposta irá diagnosticar o paciente e levar ao tratamento mais adequado. Outro diferencial é que a detecção pode tornar-se precoce, já que é necessário o uso de amostras sorológicas de fácil obtenção&#8221;, explica.</p>
<p>Atualmente, disse o docente, certos biomarcadores utilizados variam suas concentrações em função de características do paciente como peso, etnia e idade, o que torna o diagnóstico incerto e impreciso. &#8220;Com o uso da Cistatina C, que não varia com essas características, nosso biodetector torna-se uma excelente ferramenta para o diagnóstico da DRC&#8221;, informa.</p>
<p>Segundo o docente, que também é secretário regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o próximo passo é dar andamento ao projeto. &#8220;Temos que regular a quantidade de QteE (uma molécula do nosso circuito) para que ocorra produção do gene repórter (GFP) apenas em situações de pessoas saudáveis. Temos ainda que estabelecer a concentração ideal de meio de ativação de esporos da bactéria Bacillus subtilis. Outro passo é pensar na participação do time na próxima edição da competição&#8221;, completa.</p>
<p>Para o projeto chegar ao mercado, Nunes informa que necessita dentre três e quatro anos, para o desenvolvimento e finalização do equipamento.</p>
<p><strong>A medalha</strong></p>
<p>Para Nunes, a medalha representa o esforço executado por todos do time em desenvolver e, consequentemente, apresentar um bom trabalho na competição. &#8220;Para os alunos, é uma forma de reconhecimento pelas atividades realizadas ao longo de oito meses. Da mesma forma, é um importante indicativo do apoio que a universidade deve dar a projetos que envolvam a biologia sintética&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>Interdisciplinar</strong></p>
<p>Mais que uma competição, o iGEM é uma oportunidade de se relacionar com alunos dos quatro cantos do planeta e firmar novas colaborações. &#8220;Um aluno que participa dessa competição, adquire conhecimentos que vão além dos apresentados em sala de aula. Ensina como deve ser realizado trabalho em grupo, ensina sobre o rigor científico, sobre metodologia científica, o aluno vivencia diferentes experiências para “se fazer ciência”. A interação e colaboração com outras equipes e instituições é incentivado pelo iGEM, isso ocorre a todo momento. Quanto mais você colabora com outra equipe, mais pontos sua equipe ganha&#8221;, afirma o docente.</p>
<p>Para gerenciar um projeto interdisciplinar como este, Nunes afirma que algumas etapas de desenvolvimento são complexas. &#8220;Dentre as dificuldades, a maior dela é encontrar profissionais de áreas tão distintas e que se interessem pela biologia sintética, por exemplo design, música, filosofia, engenharias, direito, física, computação etc. Apesar disso, é um novo segmento que chama atenção e que está em crescimento, permitindo o encontro desses profissionais. Acredito que num curto espaço de tempo o gerenciamento será bem natural, pois todos falarão “a mesma língua”, a língua da Biologia Sintética&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>Custo</strong></p>
<p>Para participarem do iGEM os estudantes fizeram uma vaquinha para conseguir recursos. Para sensibilizar a sociedade, o grupo fez um vídeo, posto no YouTube (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=mnH-mqQ4lbo">http://www.youtube.com/watch?v=mnH-mqQ4lbo</a>), para explicar a competição e o trabalho sobre Biologia Sintética que foi levado.</p>
<p>“No começo a vaquinha online não os surpreendeu. Tivemos poucas arrecadações. Porém, a gravação de um vídeo de divulgação do projeto alavancou o número de contribuições. Em menos de duas semanas o saldo da vaquinha já reunia um montante de R$ 7 mil, demonstrando a importância da estratégia escolhida (o vídeo e postagem no youtube e facebook)&#8221;, explicou Matheus Pedrino Gonçalves, aluno de Biotecnologia da UFSCar.</p>
<p>Para Gonçalves, a vaquinha foi essencial. &#8220;Sem as contribuições recebidas via online, não seria possível realizar o pagamento da inscrição do grupo dentro do prazo&#8221;, disse.</p>
<p>&#8220;Investir nessa estratégia é garantir a participação da equipe, além de divulgar por meio da internet o projeto. Acreditamos que o fato de termos conquistado uma medalha de bronze sensibilizará potenciais patrocinadores bem como as universidades, e esperamos ter apoio financeiro destes já para a equipe de 2015&#8243;, finaliza Nunes.</p>
<p><em>Vivian Costa/Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Brasileiro ganha principal condecoração no campo da Matemática</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2014 14:31:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje pela manhã (13/8), na abertura do Congresso Internacional de Matemáticos 2014, em Seul, na Coreia do Sul, um jovem brasileiro recebeu a mais alta distinção da matemática em todo o mundo, a Medalha Fields, que pela primeira vez está sendo concedida a um matemático de país latino-americano. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Pesquisador é o primeiro latino-americano a receber o prêmio</strong></em></p>
<p>Hoje pela manhã (13/8), na abertura do <a href="http://www.icm2014.org/">Congresso Internacional de Matemáticos 2014</a>, em Seul, na Coreia do Sul, um jovem brasileiro recebeu a mais alta distinção da matemática em todo o mundo, a Medalha Fields, que pela primeira vez está sendo concedida a um matemático de país latino-americano. Artur Avila Cordeiro de Melo mora atualmente em Paris, onde é pesquisador sênior do Instituto de Matemática de Jussieu-Paris Rive Gauche, do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês). Com 35 anos o carioca Avila, que também é pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), recebeu a nomeação para o prêmio concedido pela União Internacional de Matemática em reconhecimento às notáveis contribuições de seu trabalho sobretudo em sistemas dinâmicos e análise.</p>
<p>Realizado a cada 4 anos desde 1897, quando aconteceu pela primeira vez em Zurique, na Suiça, o Congresso Internacional de Matemática reúne cerca de 3000 matemáticos de todo o mundo. No evento deste ano, que acontece entre os dias 13 e 21 de agosto, também concedeu a Medalha Fields a três outros matemáticos. Martin Hairer, da Áustria, Manjul Bhargava, americano-canadense, e Maryam Mirzakhani, do Irã, primeira mulher a receber a condecoração, todos com menos que 40 anos de idade, receberam a medalha e um prêmio no valor de 10 mil euros (cerca de R$ 31 mil) cada.</p>
<p>Pesquisa básica e gestão &#8211; A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena B. Nader, manifestou bastante entusiasmo com a notícia do premiado brasileiro, e acredita que essa é uma importante demonstração de que o País tem ciência de qualidade internacional, mas que é preciso investir e acreditar. “Artur Avila trabalha com pesquisa básica em matemática, o que não resulta em aplicações imediatas. No entanto é um trabalho que poderá se traduzir em aplicações práticas em diversas áreas em futuro próximo. E isso reforça a necessidade de investirmos e muito em pesquisa básica em nosso País, sobretudo se quisermos ter universidades de classe mundial, o que ainda não temos,” afirma a presidente da entidade.</p>
<p>Para Nader, a Medalha Fields recebida por Artur Avila deve ser também motivo de muito orgulho para o IMPA, instituição que, como organização social (OS) pode ser considerada como um modelo de gestão. “A forma de gerir o IMPA, um modelo de organização social que deveria ser seguido por outros institutos de pesquisa no Brasil, tem permitido a mobilidade de cientistas, pesquisadores e estudantes, em um fluxo que elevou a instituição ao reconhecimento e a um intenso intercâmbio internacional&#8221;, comenta Helena e conclui: “O nosso modelo de gestão da universidade pública está ultrapassado, contaminado pela burocracia excessiva e por diversos outros problemas. Por conta disso, podemos estar perdendo muitos outros talentos, que não conseguem se sobressair em um sistema caduco. Vamos considerar a premiação merecida do Artur Avila como um chamamento para uma revisão radical em todo o nosso sistema educacional, do ensino fundamental ao superior, e sobretudo na gestão das universidades.”</p>
<p><strong>O premiado </strong></p>
<p>Artur Avila Cordeiro de Melo nasceu no Rio de Janeiro, em 1979. Aos 16 anos, ganhou a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática no Canadá, vencendo 411 oponentes de 72 países.</p>
<p>Desde então, ainda cursando o ensino básico, o carioca passou a frequentar as disciplinas da pós-graduação do IMPA, onde concluiu seu mestrado junto com o ensino médio. Assim, Avila não cursou graduação e foi direto para o doutorado no IMPA, sob a orientação do cientista Welington de Melo.</p>
<p>Com 19 anos, já trabalhava ativamente em sua tese de doutorado na teoria de sistemas dinâmicos, concluída em 2001, quando partiu para um pós-doutorado na França. De 2003 a 2008, teve uma posição permanente no Centro Nacional de Pesquisa Científica, em Paris, e em 2008 tornou-se o mais jovem matemático promovido a diretor de pesquisa daquela instituição. Desde 2009, ocupa simultaneamente uma posição de pesquisador no IMPA, dividindo seu ano entre as duas instituições.</p>
<p>Seus principais trabalhos científicos estão relacionados à teoria de renormalização, que desempenhou um papel fundamental na física de partículas e deu a Richard Feynman o Nobel de Física de 1965, e em física estatística, área em que Kenneth Wilson foi contemplado com o Nobel de 1982.</p>
<p>Segundo Welington de Melo, essa teoria foi introduzida na matemática, especialmente em sistemas dinâmicos, em 1978, pelos físicos Feigenbaum e Coulle-Tresser &#8211; a hipótese que formularam atraiu a atenção de muitos matemáticos importantes. Avila tem contribuições fundamentais em várias sub-áreas de sistemas dinâmicos, bem como em análise matemática, principalmente na teoria espectral dos operadores de Schrödinger, assunto de grande interesse na física.</p>
<p>Em dezembro de 2013, Avila foi eleito como membro titular da Academia Brasileira de Ciências, tendo tomado posse em maio de 2014. Para o presidente da ABC e matemático Jacob Palis &#8211; que foi orientador de Welington de Melo &#8211; &#8220;o prêmio do Artur representa uma maravilhosa contribuição à matemática e a ciência do Brasil&#8221;.</p>
<p>O matemático brasileiro já recebeu outros prêmios relevantes como a Medalha de Bronze do CNRS e o Prêmio Salem 2006, o Prêmio da Sociedade Europeia de Matemática em 2008, e em 2009, o Prêmio Jacques Herbrand da Academia de Ciências da França, que é concedido a cada 2 anos a matemáticos talentosos e jovens com até 35 anos de idade.</p>
<p><em>Ascom SBPC, com informações do CNRS e de Elisa Oswaldo-Cruz Marinho, da Academia Brasileira de Ciências – ABC</em></p>
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		<title>Para MEC e CNPq, Olimpíada de Biologia não é prioridade</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2014 14:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jornal da ciencia]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biológicas]]></category>
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		<description><![CDATA[A X Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) corre o risco de não ser realizada em 2014. O motivo é a falta de recursos do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), seus principais apoiadores. Por enquanto, apenas a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) comprometeu-se em apoiar o evento. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Participação de brasileiros em eventos internacionais também está ameaçada por falta de recursos e de apoio do governo federal</strong></em></p>
<p>A X Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) corre o risco de não ser realizada em 2014. O motivo é a falta de recursos do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), seus principais apoiadores. Por enquanto, apenas a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) comprometeu-se em apoiar o evento. Mas os valores não representam nem 25% do que a organização precisa. Com isso, o Brasil não poderá participar nem das modalidades internacionais de biologia.</p>
<p>A situação preocupa Leila dos Santos Macedo, presidente daAssociação Nacional de Biossegurança (Anbio), responsável pela coordenação da OBB. Segundo ela, o projeto encaminhado ao CNPq no edital de apoio às Olimpíadas foi negado pelo órgão com o argumento de que mesmo tendo sido considerado com mérito, não era de prioridade do governo.</p>
<p>“Recorremos ao presidente do CNPq imediatamente após recebermos o parecer em 17 de dezembro de 2013, e até a presente data não tivemos qualquer resposta”, afirmou ela.</p>
<p>A participação do Brasil em competições internacionais em biologia também está ameaçada, pois o processo de seleção prévio no país ocorre por meio das três etapas da OBB. De acordo com a presidente da Anbio, existe um edital das olimpíadas internacionais que deve ser seguido pelos organizadores da olimpíada nacional.</p>
<p>“Não podemos mudar as regras, sob pena de desclassificar o país. Além disso, a Olimpíada Internacional este ano será realizada na Indonésia, e a Ibero-Americana, no México, o que representa elevado custo para envio das delegações compostas por seis membros cada, como regra da internacional. Sem recursos não teremos mesmo como enviar a delegação brasileira”, preocupa- se Leila.</p>
<p>De acordo com a coordenação nacional da OBB, cerca de 60 mil alunos de ensino médio participam de uma série de provas a cada ano. Destes, os dez primeiros colocados são trazidos para uma semana de treinamento prático no Rio de Janeiro. O programa conta com o apoio de professores de instituições como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal Fluminense (UFF), Museu Nacional, Instituto ORT e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).</p>
<p>Para o biólogo José Carlos Pelielo de Mattos, professor adjunto do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-Uerj) e pesquisador do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, a questão é grave. Ele participa da preparação das provas teóricas e das atividades práticas da OBB. Além disso, junto com o professor Rubens Oda, coordenador nacional da OBB, ele faz parte da delegação brasileira nas olimpíadas internacionais.</p>
<p>Segundo ele, sem o apoio financeiro do MEC e do CNPq, não há como realizar o treinamento prático que já estava previsto no cronograma da X OBB para os primeiros colocados após as provas teóricas. “O custo com hospedagem, alimentação e transporte desses alunos é alto e depende do apoio financeiro desses órgãos. As etapas práticas correspondem a 40% da nota final do aluno. Vale ressaltar que as atividades experimentais das olimpíadas internacionais são cobradas em níveis de dificuldade e complexidade acima daqueles cobrados pela totalidade das escolas de ensino médio brasileiras, o que torna a etapa de treinamento fundamental para uma boa participação dos alunos nas fases internacionais”, explicou Pelielo.</p>
<p><strong>Mobilização</strong> – De acordo com a coordenação da OBB, em 2013 o evento custou cerca de R$ 200 mil, incluindo todos os gastos relacionados ao treinamento prático dos alunos em laboratórios, às viagens, aos uniformes da delegação brasileira, e com o software para gerenciar todo o sistema de provas, correções e classificação automática online e correspondências. Com um gasto médio de R$ 3 por aluno inscrito, para Leila Macedo, a OBB não está entre as mais caras.</p>
<p>“Considerando que mesmo olimpíadas que não exigem treinamento prático como a de Matemática recebe montantes bem superiores a 1 milhão, a de Biologia foi sempre a que recebeu menos recursos em relação às demais desde 2005”, apontou.</p>
<p>Enquanto a resposta do CNPq não sai, a coordenação da OBB está mobilizando diferentes entidades que apoiam a olimpíada, como Conselhos de Biologia, empresas para possíveis patrocínios, universidades, alunos e escolas participantes. “Fizemos um abaixo-assinado, a ser encaminhado ao MEC e MCTI. Além disso, enviamos correspondência ao Comitê Olímpico Internacional relatando a situação do Brasil. O Comitê ficou de enviar cartas aos ministros informando a importância da nossa participação no evento”, afirmou a presidente da Anbio.</p>
<p>O abaixo-assinado está disponível em www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/cnpq-e-governo-federal-peloapoio-aolimp%C3%ADadabrasileira-de-biologia.</p>
<p>A Coordenação de Comunicação Social do CNPq informou que a seleção de propostas de olimpíadas científicas é realizada por meio de edital, e as propostas são analisadas por um comitê integrado por pesquisadores especialistas da área de Divulgação e Popularização da Ciência. No julgamento são levados em consideração os seguintes aspectos: qualificação da equipe executora e experiência na organização de competições similares; abrangência territorial da competição; maior número de participantes em potencial; possibilidade de inserção dos vencedores em competições internacionais.</p>
<p>Ainda segundo a Coordenação de Comunicação, cada proposta é analisada de acordo com esses critérios e em comparação com as demais propostas submetidas. No julgamento ocorrido em dezembro de 2013, a proposta da X Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) recebeu parecer favorável, ficando na 11a posição no ranking das propostas recomendadas. Tendo em vista limitações orçamentárias do CNPq, foram apoiadas as oito primeiras colocadas.<br />
As olimpíadas de conhecimento, como a OBB, a de Matemática e de Astronomia, entre outras, são reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).</p>
<p>Os defensores da OBB afirmam que a iniciativa vem buscando o interesse ativo em estudos através de soluções criativas a problemas biológicos, além da aproximação da universidade do ensino médio de Biologia, incentivando que os estudantes descubram nessa ciência e na educação a capacidade de crescimento intelectual,econômico e social.</p>
<p><em>Edna Ferreira, Jornal da Ciência nº 752, 31/01/2014</em></p>
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