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	<title>Jornal da Ciência &#187; Áreas da Ciência</title>
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		<title>Disseminados no ambiente e nos organismos, microplásticos podem prejudicar o ser humano</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 19:53:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Com indícios de serem tóxicas, partículas se tornam cada vez menores, mais difíceis de detectar, e penetram em tecidos mais protegidos]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com indícios de serem tóxicas, partículas se tornam cada vez menores, mais difíceis de detectar, e penetram em tecidos mais protegidos</em></p>
<p>“O que são esses tais microplásticos?”, questionou o físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP), em mesa realizada nessa quinta-feira (30), durante a 78ª Reunião Anual da SBPC, que acontece esta semana na Universidade Federal Fluminense (UFF), em NIterói. “São partículas não biodegradáveis e isso traz uma relevância importante”, adiantou, na apresentação à mesa coordenada por ele. Olhe em volta, e é provável que veja algum recipiente descartável feito de plástico, ou produto cosmético que contém partículas microscópicas. Esse material com frequência acaba abandonado no ambiente, onde, ao longo de décadas, começa a se desfazer em partes cada vez menores. Mas quando passa despercebido aos nossos olhos, não significa que tenha desaparecido ou se tornado inócuo.</p>
<p>“Há entre nove e 14 milhões de toneladas anualmente no oceano, que resistem à degradação natural por séculos”, alertou Artaxo, completando que penetram no organismo humano por ingestão, inalação e contato dérmico. A ação tóxica já detectada inclui danos ao DNA, inflamação sistêmica, estresse oxidativo, risco aumentado de doenças cardiovasculares e respiratórias e distúrbios metabólicos e, por ser um material que não se degrada, se acumula nos tecidos e pode ser transferido entre organismos.</p>
<p>A química Ohanna da Costa, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, se dedica a detectar e caracterizar esses fragmentos invisíveis. Em seu trabalho na linha de luz Imbuia, que usa o espectro do infravermelho para analisar amostras, ela atende a demandas de pesquisadores que buscam plástico no ambiente e em seres vivos. “A pergunta ‘tem plástico?’ não é fácil de responder e exige várias técnicas para enxergar a impressão digital de polietileno, polipropileno ou poliestireno”, explicou.</p>
<p>O Sirius é um imenso laboratório dentro do CNPEM, com várias linhas de luz síncrotron que funcionam como um supermicroscópio com estações experimentais. Caracterizar o material pode ajudar a inferir de onde ele veio, como se transforma, como interage com os tecidos orgânicos, sua quantidade e que riscos pode oferecer. O processo de degradação do plástico leva anos, e nesse período vai interagindo com seu entorno. “Já recebi amostras visualmente semelhantes e completamente diferentes na caracterização”, afirmou a química.</p>
<p>Um problema é que os métodos de coleta são muito diversos – nas rochas enregeladas antárticas, no sangue de uma tartaruga, no alto de uma montanha – e é difícil evitar contaminações a partir desse momento e nas sucessivas etapas. O preparo das amostras também é crucial, porque se os suportes e filtros tiverem uma interação inadequada com a luz, a análise fica prejudicada. “Precisamos controlar tudo o que for possível, inclusive a cor do jaleco de quem está no laboratório”, contou ela. Uma vez resolvidos os problemas, a linha Imbuia tem instrumentos de caracterização visual e química, nas escalas microscópica e nanométrica.</p>
<p>As questões variam muito. Uma estudante de oceanografia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) passou um ano no CNPEM medindo amostras do ambiente marinho ao longo de todo o litoral Nordeste, quantificando e caracterizando a presença de plástico. Médicos da USP tinham uma peça de bulbo olfatório de cérebro humano, que precisava ser cortada em fatias com espessura de 10 mícrons para permitir a interação com o feixe de luz. “Nem todas estavam corretas, então havia um desperdício”, diz a pesquisadora. Depois de detectadas as partículas, eles passaram a tentar identificar por que caminho o plástico chegou àquele tecido tão protegido. “O resultado teve muita repercussão, porque o impacto neurotóxico dos microplásticos no cérebro humano é desconhecido.”</p>
<p>A química avisa que as partículas estão ficando cada vez menores, degradadas por luz solar, abrasão, oxidação, entre outros processos, e capazes de ultrapassar barreiras. O equipamento que ela usa detecta até a escala celular, com ajuda de uma ponta que varre o material e recolhe informações de topografia, rugosidade e outros aspectos, enquanto a luz lançada da ponta analisa a composição. Será necessário algo mais potente para a escala molecular, provavelmente usando uma conjunção de ferramentas de outras linhas do Sirius.</p>
<p>O biólogo marinho Mário Barletta, do departamento de Oceanografia da UFPE, também procura microplásticos em organismos, mas usando um enfoque ecológico. “Também controlamos o guarda-pó, a camiseta e até a calça que o pessoal usa no laboratório, para descartar se encontrarmos algo semelhante na amostra”, contou ele à colega de mesa. Isso no laboratório, mas no barco as chances de contaminação são ainda maiores e é difícil padronizar o método. Os rios, canais e o ambiente estuarino do Recife estão repletos de plástico e ele viu que os animais também, por meio de análises em parceria com o Laboratório de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p>Em um estudo com bagres, o grupo percebeu que há plástico em todas as fases de desenvolvimento, mas são partículas distintas, uma vez que o ambiente usado pelo animal e o nível trófico (onde ele se encaixa na cadeia alimentar) varia conforme o momento da vida. “Vimos que a unidade ecológica precisa ser a fase ontológica, em vez da espécie.”</p>
<p>Os resultados foram mostrando que, além de se contaminarem pelo ambiente, os animais também acumulam o plástico contido dentro de suas presas. “Agora, estamos modelando toda a informação para tentar entender como acontece a contaminação em função do espaço e do tempo”, disse. Um resultado curioso surgiu do estudo com a anchova da espécie <em>Anchovia clupeoides</em>, que se alimentam de zooplâncton – mas não de fitoplâncton, que tem a mesma dimensão. “Não sabemos como elas conseguem escolher os tipos de plâncton, mas não conseguem separar o plástico quando filtram o ambiente.”</p>
<p>Consultando Ohanna da Costa enquanto apresentava seus resultados, Barletta disse não saber como determinar se a oxidação detectada no laboratório carioca acontece no ambiente ou no sistema digestivo dos peixes. Concluíram, juntos, que seria interessante analisar amostras da água, do trato digestivo e das fezes, comparando a caracterização. “Temos espaços para mais parcerias, quanto mais parceiros resolvendo um problema, mais produtivo é”, disse ele.</p>
<p>O debate que se seguiu, com as perguntas do público, foi centrado principalmente em como combater a epidemia de plástico e evitar que esse material continue a ser despejado no ambiente. Requer, sobretudo, profundas mudanças no consumo e no comportamento humanos.</p>
<p><em>Maria Guimarães – Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>A farmacopeia que reside na biodiversidade é uma das maiores riquezas do País</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/a-farmacopeia-que-reside-na-biodiversidade-e-uma-das-maiores-riquezas-do-pais/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 17:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisadores discutem na 78ª Reunião Anual da SBPC o que falta para que se concretize o potencial para o desenvolvimento de medicamentos a partir de produtos naturais]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisadores discutem na 78ª Reunião Anual da SBPC o que falta para que se concretize o potencial para o desenvolvimento de medicamentos a partir de produtos naturais</em></p>
<div id="attachment_30437" style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/07/biodiversidade.jpg"><img class="wp-image-30437 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/07/biodiversidade-653x350.jpg" alt="biodiversidade" width="653" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Jardel Rodrigues/SBPC</p></div>
<p>Entre as riquezas das quais o Brasil é morada, está o potencial farmacológico produzido por animais e plantas e utilizado por populações tradicionais. “A beleza invisível da biodiversidade é a biblioteca molecular”, disse a química Vanderlan Bolzani, do <em>campus </em>de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp), na abertura da mesa-redonda que coordenou nesta segunda-feira (27), na 78ª Reunião Anual da SBPC.</p>
<p>Não é novidade: o catálogo <em>Farmacopeia brasileira</em> foi publicado pela primeira vez há 100 anos, e acaba de ter sua oitava edição publicada e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme mostrou a farmacologista Laila Espíndola, coordenadora do Laboratório de Farmacognosia da Universidade de Brasília (UnB) e integrante da Diretoria da SBPC. Ela lamentou que o Brasil importe a maior parte dos fitoterápicos presentes no mercado, enquanto desdenha do conhecimento tradicional sobre o uso medicinal da biodiversidade.</p>
<p>“O Brasil precisa reconhecer, proteger e reparar os povos originários”, diz ela, propondo conectar “raizeiros”, quilombolas, indígenas e pesquisadores acadêmicos. É comum que a população informada olhe as “garrafadas” com condescendência ou desprezo, sem que se leve em conta que essas combinações de ervas podem de fato conter ativos que ajudem a salvar vidas. Para mudar esse quadro, ela afirma, seria necessário incluir os guardiões do conhecimento nas equipes de pesquisa. “A Anvisa tem 173 medicamentos fitoterápicos registrados, dos quais 13 são exclusivamente de plantas brasileiras e 156 apenas com espécies exóticas”, mostrou.</p>
<p>O quadro pode estar mais próximo de mudar, já que em abril deste ano o governo aprovou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, que enxerga a biodiversidade como vetor do desenvolvimento econômico sustentável, com investimento de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia. As metas incluem, até 2035, elevar a participação de fitoterápicos fabricados no Brasil para pelo menos 5% do faturamento do mercado farmacêutico e disponibilizar ao menos 15 novos medicamentos no SUS.</p>
<p>A lei reconhece quilombolas, indígenas e agricultores familiares como detentores do conhecimento tradicional a esse respeito. São eles, de acordo com Laila Espíndola, que podem cultivar plantas medicinais para que haja uma produção suficiente para o uso industrial. “Só falta arregaçar as mangas”, disse ela, celebrando que existe financiamento e vontade política. “É preciso fazer a domesticação e o plantio das espécies; isso leva tempo e não temos a cultura”, arrematou Vanderlan Bolzani.</p>
<p>O Farmacologista José Angelo Zuanazzi, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também lamentou que o Brasil não tenha relevância no mercado de medicamentos de origem natural. Não é facilmente explicável, já que temos matéria-prima da biodiversidade, pesquisa científica de qualidade, indústria farmacêutica estruturada e que detém uma economia robusta. Há uma certa falta de incentivo, uma vez que as políticas de governo, sem serem regulamentadas como de Estado, sofrem com descontinuidades à mercê da alternância de poder. “Nosso papel é fornecer commodities e importar tecnologia”, reclamou, pedindo soberania e autonomia.</p>
<p>O farmacêutico Norberto Peporine Lopes, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP), propôs mudar a cultura de como lidar com o sistema. Segundo ele, foi uma mudança de cultura que fez a China tornar-se uma potência dos medicamentos feitos a partir de plantas. “Eles criaram uma universidade de plantas medicinais que tem uma faculdade de Medicina, então os estudantes aprendem a usar esses fármacos”, disse. Ele mostrou que boa parte das patentes é registrada pelas universidades e outras instituições públicas de pesquisa e ensino, portanto, é onde reside a inovação. No entanto, a falta de conexão com o mercado faz com que poucos produtos sejam desenvolvidos.</p>
<p>Seria necessário, afirma Lopes, ter escritórios da Anvisa dentro dos laboratórios, para que os experimentos fossem desenvolvidos dentro dos parâmetros de qualidade necessários ao desenvolvimento de fármacos. “Fazemos experimentos que rendem ótimos artigos científicos, mas só mais adiante descobrimos que não servem para a indústria farmacêutica”, lamentou. Profissionais que façam a interface com o mercado, trazendo a visão do que há de demanda, também seriam essenciais nesse ecossistema acadêmico.</p>
<p><em>Maria Guimarães &#8211; Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Minicursos da 78ª Reunião Anual da SBPC discutem Computação, IA e os desafios da educação contemporânea</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/minicursos-da-78a-reuniao-anual-da-sbpc-discutem-computacao-ia-e-os-desafios-da-educacao-contemporanea/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Exatas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Com atividades de diversas áreas do conhecimento, minicursos presenciais estão com inscrições abertas até dia 28 de julho, e modalidade virtual, até 4 de agosto. Todos oferecem certificado de participação]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com atividades de diversas áreas do conhecimento, minicursos presenciais estão com inscrições abertas até dia 28 de julho, e modalidade virtual, até 4 de agosto. Todos oferecem certificado de participação. Garanta sua vaga!</em></p>
<div id="attachment_30266" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/07/53850569678_346c4b9917_c.jpg"><img class="wp-image-30266 size-medium img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/07/53850569678_346c4b9917_c-300x200.jpg" alt="53850569678_346c4b9917_c" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Jardel Rodrigues/SBPC</p></div>
<p>Os interessados em Computação e Inteligência Artificial terão diversas oportunidades para aprofundar seus conhecimentos durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Entre os minicursos, presenciais e online (webminicursos), oferecidos ao longo do evento, três atividades abordarão temas relacionados à aplicação da Computação e da IA na educação.</p>
<p>Um dos destaques da programação é o minicurso <strong style="font-weight: bold !important;">“Inteligência Artificial Generativa na Educação Básica”</strong>, ministrado por Laura de Oliveira Fernandes Moraes, professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), e Carla Amor Divino Moreira Delgado, professora do Instituto de Computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O curso apresenta os fundamentos da IA generativa, abordando os objetivos e as métricas dos modelos, suas limitações, vieses e estratégias de interação voltadas ao contexto educacional. Também promove discussões sobre ética, soberania, regulamentação e responsabilidade digital. Além disso, oferece atividades práticas para professores, incluindo a criação de prompts, organização de conteúdos e produção de materiais didáticos. Para os estudantes, o minicurso propõe o uso crítico da IA em pesquisa, tutoria, verificação de informações e desenvolvimento de projetos colaborativos, estimulando a autonomia, a inclusão e o uso consciente da tecnologia.</p>
<p>Outro destaque é o minicurso <strong style="font-weight: bold !important;">“Computação na Educação Básica”</strong>, que será ministrado por Leila Ribeiro, professora titular do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Thais Vasconcelos Batista, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); e Graziela Ferreira Guarda, professora adjunta da Universidade Federal Fluminense (UFF). A atividade tem como objetivo discutir temas relacionados ao ensino de Computação na Educação Básica e refletir sobre o impacto da Inteligência Artificial nesse contexto. Entre os assuntos abordados estão o conceito de Computação e sua relevância para a formação escolar, as habilidades ligadas aos eixos de pensamento computacional, mundo digital e cultura digital, o papel da Inteligência Artificial na educação e as oportunidades e desafios para a implementação da Computação nos currículos escolares.</p>
<p>A programação também inclui o minicurso <strong style="font-weight: bold !important;">“O Pensamento Computacional na Educação Básica: Práticas Pedagógicas Inclusivas”</strong>, que será ministrado por Claudiane Figueiredo Ribeiro, professora da Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec-RJ); Sergio Crespo Coelho da Silva Pinto; e Ana Isabel de Azevedo Spinola Dias, ambos professores da Universidade Federal Fluminense, ambos da UFF.</p>
<p>Além dessas atividades, a programação de minicursos da 78ª Reunião Anual da SBPC reúne cerca de 60 opções, nas modalidades presencial e online, contemplando diversas áreas do conhecimento. Ministrados por pesquisadores, docentes e especialistas de instituições de todo o país, os cursos abordam temas das ciências exatas, naturais, humanas e sociais, além de assuntos contemporâneos relacionados à educação, saúde, tecnologia, cultura, meio ambiente e inovação.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">As vagas para os minicursos presenciais são limitadas e preenchidas por ordem de matrícula e pagamento da taxa de inscrição</strong>. As inscrições vão até <strong style="font-weight: bold !important;">28 de julho</strong> para os minicursos presenciais e até <strong style="font-weight: bold !important;">4 de agosto </strong>para os webminicursos. Todas as atividades oferecem certificado de participação.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">A programação dos minicursos e webminicursos, as normas e as orientações para matrícula estão disponíveis no site da 78ª Reunião Anual da SBPC: </strong><a href="https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/"><strong style="font-weight: bold !important;">https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/</strong></a></p>
<p>Os minicursos presenciais serão realizados de 28 a 31 de julho, das 8h às 9h30, nos <em>campi </em>Gragoatá, Praia Vermelha e Valonguinho da UFF. Já os webminicursos estarão disponíveis em formato online até 31 de agosto, proporcionando maior flexibilidade aos participantes. Todas as atividades possuem carga horária de seis horas e oferecem certificado mediante o cumprimento dos critérios de participação.</p>
<p>O valor da matrícula é de R$ 15,00 para sócios da SBPC com anuidade em dia e de R$ 30,00 para não sócios. Participantes que se inscreverem em mais de um webminicurso terão desconto no valor total das matrículas.</p>
<p>Cada participante poderá se matricular em apenas um minicurso presencial, pois todas as atividades ocorrerão nos mesmos dias e horários. Para obtenção do certificado, será exigida frequência mínima de 75% da carga horária.</p>
<p>Nos webminicursos, as seis horas de conteúdo serão disponibilizadas em aulas gravadas. Para obtenção do certificado, será necessária a conclusão integral das aulas disponibilizadas.</p>
<p>As vagas para os minicursos presenciais são limitadas e serão preenchidas por ordem de matrícula e pagamento da taxa. Já os webminicursos não possuem limite de vagas.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Participação na Reunião Anual é gratuita</strong></p>
<p>Considerado o maior evento científico da América Latina, <strong style="font-weight: bold !important;">as Reuniões Anuais da SBPC são gratuitas e abertas a todos</strong>. Reúnem todos os anos milhares de pessoas – cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes, além de autoridades e formuladores de políticas públicas sobre ciência e tecnologia no País.</p>
<p>A entrada na Reunião Anual da SBPC é livre e gratuita para todas as atividades.</p>
<p>A programação preliminar e informações sobre inscrições estão disponíveis no site da 78ª Reunião Anual da SBPC: <a href="https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/">https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/</a>.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Apoiadores</strong></p>
<p>A 78ª Reunião Anual da SBPC é uma realização da UFF e da SBPC, que tem como sócios institucionais a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM).</p>
<p>O evento conta com patrocínio da Finep, Prefeitura de Niterói, da Faperj, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Ministério da Saúde.</p>
<p>Entre os apoiadores estão Fundação Euclides da Cunha (Fec), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.</p>
<p>Programe-se e participe!</p>
<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>A personificação didática no ensino de ciências e química</title>
		<link>http://www.jornaldaciencia.org.br/a-personificacao-didatica-no-ensino-de-ciencias-e-quimica/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:27:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Exatas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo da nova edição da Ciência &#038; Cultura discute encontros entre o cosplay e a alfabetização científica no ensino de ciências]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Artigo da nova edição da Ciência &amp; Cultura discute encontros entre o cosplay e a alfabetização científica no ensino de ciências</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-09.04.37.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-30263 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-09.04.37-300x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026-07-15 at 09.04.37" width="300" height="300" /></a>A metodologia da Personificação Didática propõe integrar ciência, cultura pop e práticas pedagógicas para tornar o aprendizado mais significativo. Isso é o que discute artigo da nova edição da <strong style="font-weight: bold !important;">Ciência &amp; Cultura</strong>, que tem como tema “Ensino de ciências para crianças e adolescentes por meio da ludicidade”.</p>
<p>Aplicada com estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior, a estratégia é estruturada em três etapas complementares. A primeira consiste no planejamento curricular, no qual os conteúdos previstos são analisados e relacionados a obras da cultura pop que apresentem conexões conceituais com os temas estudados. Em seguida, ocorre a chamada performance epistêmica, em que o professor assume a caracterização de um personagem para mediar a aprendizagem, utilizando a narrativa como recurso para introduzir conceitos científicos, propor desafios e conduzir experimentos sem abrir mão do rigor acadêmico. A terceira etapa envolve atividades práticas baseadas na cultura maker, na gamificação e na produção autoral, estimulando os estudantes a construir protótipos, explorar ferramentas digitais, e desenvolver histórias em quadrinhos com temática científica.</p>
<p>A eficácia da metodologia foi acompanhada por meio de avaliações qualitativas e quantitativas, incluindo diários de bordo, avaliações teóricas, análises de desempenho acadêmico e instrumentos de percepção dos estudantes. Os resultados indicaram impactos positivos em diferentes dimensões do processo de ensino e aprendizagem. Um dos aspectos mais relevantes foi a desconstrução da imagem estereotipada do cientista como uma figura distante e restrita ao ambiente laboratorial. Ao associar a pesquisa científica a elementos da cultura pop, a metodologia aproximou a ciência do cotidiano dos estudantes, tornando-a mais acessível, atrativa e conectada aos seus repertórios culturais. “A expectativa pelas aulas com a personificação didática reduziu de maneira evidente os índices de absenteísmo e a dispersão em sala de aula”, conta Thaiza Montine Gomes dos Santos Cruz, professora de Ciências no Colégio Marista de Goiânia e professora de Química e de Ciências no Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás &#8211; Unidade Ayrton Senna.</p>
<p>Segundo os registros da pesquisa, os estudantes demonstraram maior disposição para enfrentar conteúdos considerados complexos, favorecendo um ambiente de aprendizagem mais dinâmico e colaborativo. O envolvimento emocional proporcionado pelas narrativas e pelos personagens ampliou o interesse pelas disciplinas e fortaleceu a interação entre professor, conteúdo e estudantes.</p>
<p>Outro resultado destacado foi o fortalecimento da retenção de conhecimentos em longo prazo. As avaliações mostraram que os alunos passaram a relacionar conceitos científicos às narrativas vivenciadas durante as aulas, recorrendo às cenas, personagens e atividades desenvolvidas para compreender mecanismos químicos, biológicos e físicos. A metodologia evidencia o potencial da imaginação como elemento catalisador da aprendizagem e reforça a importância de práticas pedagógicas transdisciplinares, capazes de dialogar com as transformações culturais contemporâneas. “A sala de aula pode e deve ser um espaço de encantamento”, defende Thaiza Cruz.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Leia o artigo completo:</strong></p>
<p><a href="https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=a-personificacao-didatica-no-ensino-de-ciencias-e-quimica" target="_blank">https://revistacienciaecultura.org.br/?artigos=a-personificacao-didatica-no-ensino-de-ciencias-e-quimica</a></p>
<p><em>Ciência &amp; Cultura</em></p>
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		<title>Astronomia ganha espaço na programação de minicursos da 78ª Reunião Anual da SBPC</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 16:54:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Exatas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de 60 minicursos presenciais e online integram a programação, com atividades de diversas áreas do conhecimento. Todos oferecem certificado de participação]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mais de 60 minicursos presenciais e online integram a programação, com atividades de diversas áreas do conhecimento. Todos oferecem certificado de participação</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Cartaz-78RASBPC-UFF_40x60cm_impressão_page-0001-695x1024.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-30121 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Cartaz-78RASBPC-UFF_40x60cm_impressão_page-0001-695x1024-203x300.jpg" alt="Cartaz-78RASBPC-UFF_40x60cm_impressão_page-0001-695x1024" width="203" height="300" /></a>Os interessados em Astronomia terão diversas oportunidades para aprofundar seus conhecimentos durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Entre os mais de 60 minicursos presenciais e online (webminicursos) oferecidos ao longo do evento, três atividades exploram diferentes dimensões da ciência do Universo, da pesquisa espacial às conexões entre astronomia, cultura e educação.</p>
<p>Um dos destaques é o minicurso <strong style="font-weight: bold !important;">&#8220;Astronomia e soberania: o domínio do espaço como motor do desenvolvimento nacional&#8221;</strong>, ministrado por Rogério Monteiro-Oliveira, do Observatório Nacional (ON). A atividade discutirá como a Astronomia, embora seja uma ciência básica, impulsiona o domínio do espaço, contribui para a formação de profissionais altamente qualificados e estimula o desenvolvimento de tecnologias de ponta. Também serão abordados os impactos desse processo para o fortalecimento da soberania científico-tecnológica brasileira e para a participação do País em grandes projetos astronômicos internacionais.</p>
<p>Outro curso em destaque é <strong style="font-weight: bold !important;">&#8220;O universo extremo: as ideias básicas da física de astropartículas e cosmologia&#8221;</strong>, ministrado por João Ramos Torres de Mello Neto, professor titular do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IF-UFRJ). O minicurso apresentará um panorama da evolução das ideias sobre o Universo, das concepções da Grécia Antiga às contribuições de Einstein e aos avanços da astronomia multimensageira, incluindo raios cósmicos, neutrinos e ondas gravitacionais. A programação também abordará temas como matéria escura, energia escura e os principais modelos cosmológicos.</p>
<p>Já o minicurso <strong style="font-weight: bold !important;">&#8220;A ciência do céu para todos: estudos de caso e metodologias no campo da astronomia cultural&#8221;</strong> será ministrado por Walmir Thomazi Cardoso e Rundsthen Vasques de Nader, docentes do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia da UFRJ, e por Flávia Lima, da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro. A atividade apresentará pesquisas realizadas com comunidades tradicionais (etnoastronomia), estudos sobre alinhamentos e pinturas rupestres em sítios arqueológicos e investigações sobre as orientações astronômicas de igrejas católicas no Rio de Janeiro. Também serão discutidas estratégias para levar esses conteúdos à Educação Básica, em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER).</p>
<p>Além das atividades voltadas à Astronomia, a programação de minicursos da 78ª Reunião Anual da SBPC reúne mais de 60 opções, entre as modalidades presencial e online, abrangendo diferentes áreas do conhecimento. Ministrados por pesquisadores, docentes e especialistas de instituições de todo o País, os cursos abordam temas das ciências exatas, naturais, humanas e sociais, além de assuntos contemporâneos relacionados à educação, saúde, tecnologia, cultura, meio ambiente e inovação.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">As vagas para os minicursos presenciais são limitadas e preenchidas por ordem de matrícula e pagamento da taxa de inscrição</strong>. As inscrições permanecem abertas até <strong style="font-weight: bold !important;">28 de julho</strong> para os minicursos presenciais e até <strong style="font-weight: bold !important;">4 de agosto </strong>para os webminicursos. Todas as atividades oferecem certificado de participação.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">A programação dos minicursos e webminicursos, as normas e as orientações para matrícula estão disponíveis no site da 78ª Reunião Anual da SBPC: </strong><a href="https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/"><strong style="font-weight: bold !important;">https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/</strong></a></p>
<p>Os minicursos presenciais serão realizados de 28 a 31 de julho, das 8h às 9h30, nos <em>campi </em>Gragoatá, Praia Vermelha e Valonguinho da UFF. Já os webminicursos estarão disponíveis em formato online até 31 de agosto, proporcionando maior flexibilidade aos participantes. Todas as atividades possuem carga horária de seis horas e oferecem certificado mediante o cumprimento dos critérios de participação.</p>
<p>O valor da matrícula é de R$ 15,00 para sócios da SBPC com anuidade em dia e de R$ 30,00 para não sócios. Participantes que se inscreverem em mais de um webminicurso terão desconto no valor total das matrículas.</p>
<p>Cada participante poderá se matricular em apenas um minicurso presencial, pois todas as atividades ocorrerão nos mesmos dias e horários. Para obtenção do certificado, será exigida frequência mínima de 75% da carga horária.</p>
<p>Nos webminicursos, as seis horas de conteúdo serão disponibilizadas em aulas gravadas. Para obtenção do certificado, será necessária a conclusão integral das aulas disponibilizadas.</p>
<p>As vagas para os minicursos presenciais são limitadas e serão preenchidas por ordem de matrícula e pagamento da taxa. Já os webminicursos não possuem limite de vagas.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Participação na Reunião Anual é gratuita</strong></p>
<p>Considerado o maior evento científico da América Latina, <strong style="font-weight: bold !important;">as Reuniões Anuais da SBPC são gratuitas e abertas a todos</strong>. Reúnem todos os anos milhares de pessoas – cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes, além de autoridades e formuladores de políticas públicas sobre ciência e tecnologia no País.</p>
<p>A entrada na Reunião Anual da SBPC é livre e gratuita para todas as atividades.</p>
<p>A programação preliminar e informações sobre inscrições estão disponíveis no site da 78ª Reunião Anual da SBPC: <a href="https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/">https://ra.sbpcnet.org.br/78RA/</a>.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Apoiadores</strong></p>
<p>A 78ª Reunião Anual da SBPC é uma realização da UFF e da SBPC, que tem como sócios institucionais a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM).</p>
<p>O evento conta com patrocínio da Finep e o apoio da Prefeitura de Niterói, da Faperj, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.</p>
<p>Programe-se e participe!</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Veja abaixo a lista dos MINICURSOS PRESENCIAIS: </strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-01 – INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NA EDUCAÇÃO BÁSICA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Laura de Oliveira Fernandes Moraes (UNIRIO) e Carla Amor Divino Moreira Delgado (UFRJ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O curso aborda fundamentos básicos de IA generativa: objetivos e métricas dos modelos, limitações, vieses e estratégias de interação em educação. Discute ética, soberania, regulamentação e responsabilidade digital. Oferece práticas para professores em criação de prompts, organização e produção de materiais. Ensina alunos a usar a IA criticamente, promovendo pesquisa, tutoria, verificação de dados e projetos colaborativos, estimulando autonomia, inclusão e desenvolvimento tecnológico consciente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-02 – COMPUTAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA (SBC)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Leila Ribeiro (UFRGS), Thais Vasconcelos Batista (UFRN) e Graziela Ferreira Guarda (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> A Computação vem impactando significativamente o mundo nas últimas décadas, especialmente o computador, a internet, a inteligência artificial. Por isso, computação é essencial na formação do cidadão do século XXI e foi incluída na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desde 2023. Este minicurso tem como objetivo discutir sobre temas relacionados ao ensino de Computação na Educação Básica e também sobre o impacto da Inteligência Artificial neste contexto: O que é Computação e sua relevância na formação escolar; Habilidades dos eixos pensamento computacional, mundo digital, cultura digital; Inteligência artificial e educação.; Oportunidades e desafios de implantação da Computação nos currículos escolares.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"> </strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-03 – ASTRONOMIA E SOBERANIA: O DOMÍNIO DO ESPAÇO COMO MOTOR DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrante:</strong> Rogério Monteiro-Oliveira (ON)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Como estudar o que não cabe em um laboratório? Como os objetos cósmicos estão incrivelmente distantes, a Astronomia exige tecnologias no estado da arte para desvendar o Universo, tornando-se uma poderosa força motriz de inovações. Neste minicurso, você descobrirá como essa ciência básica impulsiona o domínio do espaço, forma mentes brilhantes e estimula a indústria de ponta. Iremos entender como esse ciclo fortalece nossa soberania científico-tecnológica e o papel estratégico do Brasil nos maiores projetos astronômicos da atualidade.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"> </strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-04 – O UNIVERSO EXTREMO: AS IDÉIAS BÁSICAS DA FÍSICA DE ASTROPARTÍCULAS E COSMOLOGIA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrante:</strong> João Ramos Torres de Mello Neto (UFRJ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Minicurso introdutório às bases da física de astropartículas e da cosmologia. Partimos de perguntas essenciais — o que é a matéria, quais leis regem o Universo, ele é finito ou infinito, teve começo e terá fim? — e analisamos as “mensagens” de supernovas, colisões de buracos negros e outros eventos extremos. Abordamos a evolução das ideias, dos gregos a Einstein e à era multimensageira (raios cósmicos, neutrinos, ondas gravitacionais), discutindo matéria e energia escuras e modelos cosmológicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-05 – A CIÊNCIA DO CÉU PARA TODOS: ESTUDOS DE CASO E METODOLOGIAS NO CAMPO DA ASTRONOMIA CULTURAL</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Walmir Thomazi Cardoso (UFRJ), Rundsthen Vasques de Nader (UFRJ) e Flávia Lima (Planetário RJ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> A astronomia cultural é um campo interdisciplinar voltado ao estudo das relações céu-terra em distintos contextos socioculturais, fundamentado na convergência da história, arqueologia, antropologia e astronomia, assim como outras disciplinas. Este minicurso aborda pesquisas com comunidades tradicionais (etnoastronomia), alinhamentos e pinturas rupestres em sítios arqueológicos (arqueoastronomia) e investigações sobre as orientações astronômicas de igrejas católicas no Rio de Janeiro (arqueoastronomia), com aplicações pedagógicas na Educação Básica, conforme a BNCC e ERER.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-06 – COMO E POR QUE ESTUDAR O PERFUME DAS FLORES EM MEIO ÀS EMERGÊNCIAS CLIMÁTICAS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Rafael Ferreira da Silva (UFF) e Renatha Tavares de Oliveira (UNIRIO)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Nesse minicurso, discutimos o perfume das flores como um fenômeno químico, ecológico e sensorial em transformação diante da crise ambiental contemporânea. A partir do diálogo entre a química de fragrâncias e as ciências ambientais, exploramos como as mudanças climáticas têm afetado a produção e a emissão dos compostos voláteis florais, comprometendo interações ecológicas essenciais e a própria biodiversidade.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"> </strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-07 – QUANDO A QUÍMICA VIRA PROVA: FUNDAMENTOS DA QUÍMICA FORENSE</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrante:</strong> Wagner Felippe Pacheco (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Neste minicurso, o participante será conduzido a uma imersão no fascinante universo da Química Forense, explorando como a ciência transforma vestígios imperceptíveis em provas decisivas. Serão discutidas as principais técnicas empregadas na revelação e interpretação de impressões digitais, os princípios químicos por trás da análise de manchas e padrões de gotejamento de sangue, e a balística química associada ao funcionamento de armas de fogo e à identificação de resíduos de disparo (GSR).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-08 – ATIVIDADES EXPERIMENTAIS INVESTIGATIVAS PARA PROFESSORES DE CIÊNCIAS DA NATUREZA: NANOTECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Joana Guilares de Aguiar (UFF), Thiago de Melo Lima (UFF) e Célia Machado Ronconi (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Curso de formação continuada para professores de Ciências da Natureza que articula ensino-pesquisa-extensão com atuação de docentes e discentes de dois programas de pós-graduação do IQ-UFF: o PPECN e o PPGQ. Ensino de Ciências por Investigação e as atividades experimentais investigativas. Experimentos com nanomateriais e sólidos adsorventes com foco em questões ambientais e sustentáveis. Adaptação de experimentos com materiais de baixo custo para o Ensino Médio. Problematização e interdisciplinaridade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-09 – MICROPLÁSTICOS EM ALTA RESOLUÇÃO: DETECÇÃO E CLASSIFICAÇÃO AUTOMATIZADA VIA MICRO-FTIR-FPA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Roberto Meigikos dos Anjos (UFF), João Paulo de Sá Felizardo (UFF) e Camila Rodrigues e Silva (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Introdução aos microplásticos: conceitos fundamentais, definições e classificações. Potenciais fontes, rotas de transporte e impactos ambientais. Estratégias de amostragem, métodos de tratamento e controle de contaminação. Técnicas de identificação e caracterização dos microplásticos, princípios de espectroscopia infravermelha, reconhecimento de polímeros, controle de qualidade e interpretação dos resultados. Desafios e perspectivas de pesquisa em poluição por microplásticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-10 – AS METAS ECONÔMICO-ECOLÓGICAS DA AGENDA 2030 E SEU USO COMO FERRAMENTA DE DEFESA DA SOBERANIA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Pedro Luiz Teixeira de Camargo (IFMG), Raphaella Karla Portes Beserra (IF Sudeste-MG) e Sany Karla Faria Trigo (IFMG)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Agenda 2030 e suas metas, Teoria Econômica e Meio Ambiente. Conceitos básicos: desenvolvimento e crescimento econômico; mercado e mercadoria; oferta e demanda; preço e valor; uso e depreciação; valoração de custos ambientais. Sustentabilidade Fraca e Forte. Desenvolvimento sustentável e combate às desigualdades. Análise de projetos ambientais na perspectiva inclusiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-11 – IMPACTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA EMERGÊNCIA E REEMERGÊNCIA DAS VIROSES</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Adriana de Abreu Corrêa (UFF) e Carmen Baur Vieira (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso abordará como os efeitos das mudanças climáticas podem alterar a dinâmica das doenças virais. Será abordado como o aquecimento global e as consequentes alterações ecológicas alteram a disseminação de vírus, vetores e hospedeiros, influenciando na emergência e reemergência de viroses humanas, zoonóticas ou não. Serão discutidos conceitos de Uma Só Saúde (One Health), vigilância, estratégias de mitigação e de adaptação frente aos novos cenários ambientais e epidemiológicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-12 – CADASTRO NO SISGEN / CGEN</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Laila Salmen Espindola (SBPC/UnB), Thiago Augusto Zeidan Vilela de Araujo (MMA) e Thiego de Sousa Cotrim (MMA)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Atividade prática, para ensinar como realizar o cadastro de acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado no SisGen/CGEn. Aulas: introdução ao SisGen e primeiros passos no sistema; identificação de situações que configuram acesso ao PG/CTA e simulação de decisões para cadastro; preenchimento completo de um cadastro real ou simulado no Sistema SisGen; correção de erros frequentes, exercícios de revisão de cadastros e orientação para boas práticas institucionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-13 – GESTÃO E GOVERNANÇA DA BIOPROTEÇÃO: IMPLEMENTANDO A ISO 35001 EM LABORATÓRIOS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Denise Torres da Silva (FIOCRUZ), Kelly Fagundes Nascimento (MAPA) e Karinne Spirandelli Carvalho Naves (UFU)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Este minicurso oferece uma introdução prática e aplicada à ISO 35001:2019 – Biorisk Management, abordando os princípios fundamentais de gestão de riscos biológicos e governança organizacional em biossegurança e bioproteção. Serão explorados os elementos essenciais para a estruturação e implementação de sistemas de gestão baseados em risco, com foco em laboratórios de pesquisa, ensino, diagnóstico e produção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-14 – INTEGRAÇÃO ENTRE MANEJO, BIOSSEGURANÇA E EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL: DESAFIOS E INOVAÇÕES NA PESQUISA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Isabele Barbieri dos Santos (FIOCRUZ), Luiz Cesar Cavalcanti Pereira da Silva (FIOCRUZ) e Denise Torres da Silva (FIOCRUZ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Estudo dos princípios e práticas integradas de manejo e biossegurança aplicados à experimentação animal em pesquisa científica. Discussão dos aspectos éticos, legais e técnicos relacionados ao uso de animais em ciência, com foco nas boas práticas laboratoriais, no bem-estar animal e na redução de riscos biológicos e ocupacionais. Aborda as inovações em técnicas de manejo, habituação e refinamento de procedimentos experimentais que asseguram o bem-estar animal e a biossegurança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-15 – CIÊNCIA CIDADÃ</strong> NA PRÁTICA: INCLUSÃO E INOVAÇÃO EM SAÚDE E SUSTENTABILIDADE</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Maria Simone de Menezes Alencar (UNIRIO), Clarissa Coelho Vieira Guimarães (UNIFESP) e Jéssica Silva Brunoni (UNIRIO)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso propõe introduzir conceitos, princípios e práticas de Ciência Cidadã, no contexto da Ciência Aberta. Destaca seu potencial para a inclusão social, democratização do conhecimento e inovação em saúde e sustentabilidade. De forma teórico-prática, os participantes serão convidados a desenvolver uma proposta de microprojeto de ciência cidadã, voltado a desafios reais de suas comunidades, articulando saberes científicos e populares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-16 – ARTE E EDUCAÇÃO NA COLETIVIDADE PARA A ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM OU SEM DEFICIÊNCIAS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Jairo Werner Júnior (UFF), Rosita Carvalho Reynaud Schaefer (UFRJ) e Deborah Castro Fajardo Lopes (IPHEM)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Nas aulas exploraremos metodologias que privilegiem a diversidade e a expressão criadora, no intuito de promover alfabetização e desenvolvimento integral de crianças com ou sem deficiência. Fundamentados na teoria histórico-cultural de Vigotski e na pedagogia de Heloísa Marinho, o curso visa contribuir para que educadores e agentes sociais proporcionem acesso a ambientes coletivos afetivo-cognitivos, por meio da medicação semiótica, da dialogia e da interação social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-17 – SAÚDE E MEIO AMBIENTE NAS ESCOLAS – TRANSVERSALIDADE COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO NO ENSINO BÁSICO (FIOCRUZ)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Cristina Araripe Ferreira (FIOCRUZ), Carlos José Saldanha Machado (FIOCRUZ) e Maria Inez Sodré Saraiva (FIOCRUZ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz, propõe-se a discussão acerca da importância dos temas transversais saúde e meio ambiente no ambiente escolar. Em um contexto marcado por crises socioambientais, mudanças climáticas e desigualdades estruturais, torna-se urgente fortalecer práticas pedagógicas que abordem tais temas de forma transversal e integrada ao currículo. A partir das experiências desenvolvidas no âmbito da Olimpíada, nas três modalidades da Obsma: Produção de Texto, Projeto de Ciências e Produção Audiovisual, busca-se refletir na promoção de uma educação crítica, comprometida com a formação de sujeitos capazes de compreender e intervir nas realidades socioambientais que os cercam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-18 – EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM SAÚDE: ARTICULAÇÃO COM OS MOVIMENTOS POPULARES E O SUS.</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Aluisio Gomes da Silva Junior (UFF), Gilson Saippa de Oliveira (UFF) e Maria Goretti Andrade Rodrigues (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Este minicurso será ofertado sob a forma de Oficina da Rede UFF de Saúde Coletiva agregando participantes dos diversos campi da Universidade, profissionais de saúde e representantes de movimentos populares para discutir sua articulação com as Redes de Saúde locais na produção de conhecimento engajado nas lutas populares e na construção do Sistema Único de Saúde. Espera-se uma troca de experiências e a formulação de diretrizes de atuação conjunta nos 9 municípios onde a UFF tem sede</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-19 – AGROTÓXICOS, COLONIALISMO QUÍMICO E IMPERIALISMO: EFEITOS NAS CONDIÇÕES DE VIDA, SAÚDE E TRABALHO</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Ariane Leites Larentis (ENSP/Fiocruz), Ana Paula das Neves Silva (ENSP/Fiocruz) e Silvia Kelly Mendes da Costa (UFRJ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> As questões ambientais e os impactos do agronegócio têm estado na ordem do dia e os cientistas são unânimes em indicar que estamos em um momento de profunda crise, que cada vez mais se aproxima de um ponto de não retorno, se é que já não se chegou a ele. O objetivo do minicurso é discutir os efeitos sobre as condições de vida e saúde da classe trabalhadora da inserção subordinada do Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo e o maior consumidor de agrotóxicos, na economia mundial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: bold; color: #212529;">MC-20 &#8211; AGRICULTURA REGENERATIVA: A BAIXA PEGADA HÍDRICA DAS HORTAS SUCULENTAS</p>
<p style="color: #212529;"><span style="font-weight: bolder;">Ministrante:</span> <span style="color: #000000;">Alexandre José Firme-Vieira (UFF)</span></p>
<p style="color: #212529;"><span style="font-weight: bolder;">Ementa:</span> Os participantes conhecerão os princípios da agricultura regenerativa por meio da integração entre conhecimentos teóricos e atividades práticas, realizadas no Laboratório a Céu Aberto. Serão convidados a vivenciar experiências em contato com a terra, explorando os ciclos ecológicos, as ecologias do cuidado, o cultivo de hortas suculentas de baixa pegada hídrica, a importância do solo como organismo vivo, os processos de sucessão ecológica e estratégias para favorecer a regeneração natural. Também refletirão sobre quando intervir, quando permitir que a natureza siga seu curso, como plantar, deixar crescer e cuidar de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), promovendo sistemas agroecológicos mais sustentáveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-21 – GÊNERO, VIOLÊNCIA E PODER JUDICIÁRIO</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Fernanda Andrade Almeida (UFF), Leticia Virginia Leidens (UFF) e Larissa Batista Franco (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso tem como proposta trabalhar a temática da violência contra meninas e mulheres no Brasil em suas múltiplas dimensões, incluindo a violência institucional praticada pelos órgãos responsáveis pela proteção desse público. Serão abordadas, ainda, repercussões internacionais dessa violência, como casos de mulheres brasileiras em situação de violência doméstica no exterior e violências contra mulheres imigrantes no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-22 – TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Danielle Carusi Machado (UFF) e Ariana Martins de Britto (J-PAL)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O objetivo deste minicurso é apresentar os principais métodos de avaliação de impacto de políticas públicas a partir de 4 aulas expositivas de 1.30 minutos cada, onde serão passados os principais conceitos que norteiam as técnicas de estimação de impacto, as aplicações para alguns contextos no Brasil e no mundo bem como alguns exemplos realizados de avaliação em políticas públicas. Serão feitos alguns exemplos práticos em sala e discutidos alguns pontos dos métodos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-23 – NOVOS BRICS, POTENCIALIDADES E PERSPECTIVAS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Eduardo Rodrigues Gomes (UFF), Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto (UFF) e Lenaura de Vasconcelos Costa Lobato (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso apresenta os aspectos mais relevantes dos BRICS ao longo de sua trajetória e na transição atual para o BRICS Plus, com a incorporação de cinco novos membros do Oriente Médio e Norte da África. O BRICS defende uma ordem internacional mais inclusiva, multilateral e participativa, cuja arquitetura econômica seja promotora do desenvolvimento e inclusão social, e cujo arcabouço jus-político seja capaz de promover valores como paz, justiça e sustentabilidade, a partir do NuBRICS da UFF.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">CANCELADO &#8211; MC-24 – ARQUIVOS COMUNITÁRIOS: RESISTÊNCIA, DIVERSIDADE E INCLUSÃO NA </strong>PRESERVAÇÃO DAS MEMÓRIAS COLETIVAS</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Mônica Tenaglia (UFF) e Natália Bolfarini Tognoli (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> A compreensão sobre os arquivos comunitários é essencial para reconhecer iniciativas que surgem, muitas vezes, à margem das políticas públicas, e que revelam memórias, práticas e identidades ausentes nos arquivos institucionais. Este minicurso aborda a formação, preservação e uso social desses acervos como instrumentos de resistência, cidadania e valorização da diversidade. Dialoga com os eixos “Democracia, Desigualdades e Diversidades”, e “Inclusão”.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-25 – CONVERSANDO SOBRE O ASSÉDIO NAS ORGANIZAÇÕES</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Cládice Nóbile Diniz (UNIRIO), Juliana Arruda (UFRRJ) e Fafate Costa (UFRRJ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Promover o letramento teórico e prático sobre o assédio e oferecer subsídios para análise de casos de assédio moral e sexual nas organizações, com base em metodologia e diretrizes do Ministério Público a fim de se viver em ambientes de trabalho e estudo mais seguros, plurais e igualitários.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-26 – ETNOQUÊ? INTRODUÇÃO AO MÉTODO DE PESQUISA-AÇÃO ETNOGRÁFICA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Rolf Malungo de Souza (UFF) e Priscila Tavares dos Santos (InEAC)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso Etnoquê apresenta a etnografia como tecnologia social, conforme registrada no Catálogo da AGIR/UFF (2024), enfatizando seu potencial de democratização do conhecimento e de transformação social. Fundamentado na observação participante, na produção de dados e na interação comunicativa, o curso destaca a etnografia como instrumento de acesso qualificado às visões de mundo de sujeitos coletivos, contribuindo para pesquisas engajadas e projetos voltados à justiça social.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-27 – MODOS DE VIDA, RACISMO E EDUCAÇÃO: PERSPECTIVAS A PARTIR DOS POVOS DE TERREIROS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Ana Paula Mendes de Miranda (UFF), Luena Nascimento Nunes Pereira (UFRRJ) e Leonardo Vieira Silva (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Propõe-se refletir sobre os conflitos étnico-raciais e religiosos que envolvem os povos de terreiro, destacando seus modos de vida, saberes e resistências. Inspirando na Lei 10.639/2003, discutiremos as expressões do racismo religioso e como a educação pode valorizar as tradições afro-brasileiras e promover práticas antirracistas. Voltado a graduandos, pós-graduandos e professores. O programa abordará os eixos: Intolerâncias/Racismos; Modos de vida nos terreiros e Educação para a diversidade.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-28 – ORCID E COMPANHIA: DESVENDANDO OS IDENTIFICADORES E PERFIS DE AUTOR</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrante:</strong> Iara Vidal Pereira de Souza (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Este minicurso vai apresentar na prática como utilizar o Orcid, identificador persistente internacional gratuito cada vez mais utilizado na pesquisa; como criar/gerenciar perfis nas bases Web of Science (antigo ResearcherID), Scopus (Author ID) e Google Scholar; e como integrar essas ferramentas ao Currículo Lattes.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">CANCELADO &#8211; MC-29 – ESCRITA ACADÊMICA NAS CIÊNCIAS HUMANAS: FUNDAMENTOS, ÉTICA E PRÁTICAS CONTEMPORÂNEAS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrante:</strong> Mariane da Silva Pisani (UFPI)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso propõe um laboratório de escrita acadêmica nas Ciências Humanas, no qual os participantes desenvolvem um texto próprio ao longo de quatro encontros. Serão trabalhados formulação de problemas, construção argumentativa, uso de evidências, ética e autoria, além de estratégias de revisão e publicação. A proposta articula reflexão teórica e exercícios práticos, acompanhando o processo de escrita como forma de produzir conhecimento. Aula 1: tema, problema de pesquisa e tese. Aula 2: estrutura do texto, parágrafos e argumentação. Aula 3: ética, autoria, posicionalidade e uso de referências. Aula 4: revisão, clareza textual, normas e estratégias de publicação.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">CANCELADO &#8211; MC-30 – O PENSAMENTO COMPUTACIONAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Claudiane Figueiredo Ribeiro (FAETEC-RJ), Sergio Crespo Coelho da Silva Pinto (UFF) e Ana Isabel de Azevedo Spinola Dias (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Neste curso o Pensamento Computacional será apresentado para especialistas e não-especialistas através de práticas pedagógicas inclusivas. O primeiro encontro abordará conceitos de Pensamento Computacional e os pilares que auxiliam na resolução de problemas. O segundo encontro incluirá uma apresentação prática do uso do Pensamento Computacional apoiado por jogos digitais. No terceiro e quarto encontro serão apresentados os conceitos da Pessoa com deficiência e a Computação Desplugada, produzindo-se novas atividades. Também será aplicada uma autoavaliação sobre o aprendizado.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-31 – DESCOLONIZANDO AS MÍDIAS DIGITAIS: O LABORATÓRIO MULHERES INDÍGENAS NA WIKIPÉDIA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Elisa Fruhauf Garcia (UFF), Suelen Siqueira Julio (Colégio Pedro II) e Andressa Inacio de Oliveira Bonatto (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso abordará estratégias de enfrentamento ao colonialismo e seus legados a partir da experiência do Laboratório Mulheres Indígenas na Wikipédia (Lamiw/UFF), que promove a difusão científica por meio de oficinas e pesquisas, capacitando estudantes e fortalecendo a divulgação do conhecimento histórico. Por meio de aulas teóricas e práticas, os participantes analisarão os vieses de gênero e raça, bem como os regimes de conhecimento nas humanidades digitais. Wikiversidade: https://w.wiki/7zy</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-32 – REFLEXÕES SOBRE O ESTUDO DA HISTÓRIA E DA MEMÓRIA DOS LUGARES SUBURBANOS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Gabriel da Silva Vidal Cid (UERJ), Rachel Gomes de Lima (UCAM) e Rafael Mattoso (SEEDUC/RJ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O Minicurso avança na organização de um campo de estudos sobre os subúrbios cariocas, dialogando temas e disciplinas caros à discussão, como memória, políticas e a História. A proposta é colaborar para o acúmulo de conhecimento interdisciplinar, focado na crítica aos estigmas e a valorização da agência dos atores deste território. O Minicurso resulta do diálogo entre pesquisadores e ativistas que vêm se reunindo em atividades diversas como seminários, encontros e publicações.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">CANCELADO &#8211; MC-33 – FABRICANDO COMUNS: QUESTÕES PARA UMA CIÊNCIA PRETA, FEMININA E BRASILEIRA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Jessica da Silva David (UFRJ), Rosa Maria Leite Ribeiro Pedro (UFRJ) e Lucas Gabriel de Matos Santos (UFRJ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> A partir do entendimento de que as práticas científicas hegemonicamente se sustentam sobre uma lógica branca, masculina e do norte global, o presente minicurso propõe o desafio de recolocar a questão da produção de conhecimento de modo positivo, não no sentido de uma dualidade de bom e ruim, mas de quem afirma uma ciência feita no feminino, por corpos pretos e que falam desde o seu lugar.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-34 – A CLÍNICA IMAGÉTICO-AFETIVA DE NISE DA SILVEIRA: HISTÓRIA, FUNDAMENTOS E ATUALIDADE</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Maddi Damião Junior (UFF), Luana Maria Rotolo (UFF) e Paula Barros Dias (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O curso apresenta Nise da Silveira como precursora da Reforma Psiquiátrica brasileira, apontando os fundamentos teórico-metodológicos de sua prática e a atualidade do seu método terapêutico. A leitura das imagens produzidas espontaneamente nos ateliês e oficinas terapêuticas será discutida enquanto método de pesquisa a partir das experiências do Museu de Imagens do Inconsciente enquanto um museu vivo e do Coletivo Arte-Intervenção em Recife.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-35 – CIÊNCIA EM DOBRAS: EDUCAÇÃO LÚDICA PARA INSPIRAR MENINAS NAS CIÊNCIAS (SBPC- GÊNERO)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Valeria de Matos Borges (Fiocruz/BA), Kowawa Kapokaja Apurinã (Rede Ruidosa Alma) e Lorrayne Isidoro Gonçalves (FIOCRUZ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso “Ciência em Dobras”, do Projeto Meninas nas Ciências – UFF, utiliza o livro “Cientistas de papel”. Como eixo central, propõe uma dinâmica baseada na montagem da boneca que dialogue com a trajetória, identidade e referências culturais de cada participante. A partir da fala de cientistas do livro, serão realizadas oficinas de ecobags com traços de pertencimento ancestral e momentos de reflexão guiada, promovendo o reconhecimento da diversidade de percursos na ciência. A proposta amplia o pertencimento por meio de metodologia lúdica que integra narrativa, manualidade e reflexão crítica.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">CANCELADO &#8211; MC-36 – DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NA WEB PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Ana Paula Cabral Couto Pereira (UFF) e Gisele dos Santos Miranda (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Esta oficina visa compartilhar com professores e graduandos dos cursos de licenciatura, práticas sobre o uso de tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), empregadas em ações do projeto Meninas e Mulheres na Ciência do ColuniUFF (@mmc.coluniuff), que promovem a divulgação científica na web, e buscam engajar estudantes em feiras de ciências e inovação e em projetos de pesquisa e extensão, na educação básica, além de despertar o pensamento crítico sobre ciência e tecnologia.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-37 – O USO DAS REDES SOCIAIS NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: ENTRE INFLUENCIADORES E PÁGINAS INSTITUCIONAIS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Miguel Figueiredo (UFRJ), A Definir () e A Definir ()</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Atualmente as redes sociais, como Instagram e Tik Tok, estão intrinsecamente presentes no cotidiano de todos nós, em particular dos jovens. Elas podem ser um instrumento importante na divulgação científica, desde que utilizadas convenientemente, em temas de física, saúde, mudanças climáticas etc. Serão apresentados no minicurso, voltado para estudantes universitários e professores do Ensino Médio, estudos e reflexões sobre o uso vídeos curtos na divulgação científica e os impactos deles, bem como discutidos o papel dos influenciadores e das páginas institucionais.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">CANCELADO  &#8211; MC-38 – EDUCAÇÃO E EQUIDADE DE GÊNERO EM STEM</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Monica Santos Dahmouche (Fundação Cecierj), Simone Pinheiro Pinto (Fundação Cecierj) e Gisele Miranda (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso tem o objetivo contribuir para educação equitativa em gênero, no ensino de ciências da educação básica. Provocaremos reflexões sobre temas e posturas que geram inequidade de gênero e que promovem mudanças de cenários. Serão apresentados estudos de caso, além de materiais para serem usados em sala de aula para discutir a presença das mulheres nas ciências exatas, engenharias e computação, bem como no mercado de trabalho.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-39 – MENINAS MULTIPLICADORAS DE CIÊNCIA (SBPC – GÊNERO)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Maria João Lima Soares de Resende (UFF), Erica Cristina Nogueira (UFF) e Carolina Pinheiro da Silveira (CE Joaquim Távora)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Propomos uma reflexão sobre desafios e possibilidades de incentivar a participação de meninas nas ciências, com foco em Química, Física e Matemática. Serão apresentadas experiências inspiradoras e desenvolvidas atividades interdisciplinares que possam ser reproduzidas em escolas e projetos de extensão. Ao final, os participantes elaborarão propostas pedagógicas voltadas à promoção da equidade de gênero e à formação de meninas como multiplicadoras da ciência em suas comunidades.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-40 – TECNOLOGIA SOCIAL NA PRÁTICA: JOGOS DIDÁTICOS PARA IMPULSIONAR SABERES E SOLUÇÕES COLETIVAS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Viviani Rios Kwecko (FURG), Laís Silveira Fraga (UNICAMP) e Diana Cruz Rodrigues (MPEG)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso, proposto pela Associação Brasileira de Tecnologia Social (ABEPETS), aplica jogos didáticos para vivenciar e criar Tecnologias Sociais (TS) a partir de saberes locais. O jogo “Conduzir a Cooperativa” estimula decisões solidárias e soluções coletivas, enquanto o jogo “Tecnologia Social na Escola” engaja estudantes na implementação de TS em escolas públicas e comunitárias. A abordagem metodológica fortalece a autonomia, a cooperação e o desenvolvimento comunitário.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-41 – DESIGN DE JOGOS DE TABULEIRO E PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> André Luiz Videira de Figueiredo (UFRRJ) e André Cavedon Ripoll (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Jogos de Tabuleiro constituem instrumentos privilegiados para a construção de relações de ensino-aprendizagem caracterizadas pela participação e estímulo à construção do conhecimento. Como instrumentos de divulgação científica e de reflexão política, estimulam relações críticas e democráticas. Pretende-se apresentar um método para a elaboração de jogos de tabuleiro para contextos formativos, a partir do qual participantes desenvolverão seus jogos até o nível da prototipação manuscrita.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-42 – JOGOS DE TABULEIRO INVESTIGATIVOS COMO ESTRATÉGIAS PARA A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Carolina Nascimento Spiegel (UFF), Clever Gustavo de Carvalho Pinto (IFAM) e Debora Regina da Silva (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso propõe uma abordagem teórico-prática sobre o papel dos jogos de tabuleiro investigativos na divulgação científica e no enfrentamento da desinformação. Busca integrar fundamentos da alfabetização científica e experiências de criação coletiva de Casos investigativ, promovendo o desenvolvimento do pensamento crítico, da argumentação e da comunicação científica no ensino de ciências. A proposta incentiva práticas criativas e cooperativas para tornar a ciência mais acessível e inclusiva.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-43 – METODOLOGIAS ATIVAS E OS DESAFIOS DA SALA DE AULA CONTEMPORÂNEA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Juliana Mendes da Silva (CEFET-RJ), Gabriela dos Santos Leite Boechat (UFF) e Ivana Fontoura Carvalho (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso apresentará um roteiro prático de metodologias ativas. 1) estratégias individuais focadas em técnicas de síntese e organização de ideias; 2) estratégias de grupo, com métodos estruturados para a colaboração; 3) estratégias de gamificação, construindo uma atividade com narrativa, pontos e conquistas para motivar os alunos; 4) O curso aprofundará o uso de IAs (ChatGPT, Gemini), trabalhando a criação de “prompts ricos” através da análise de sua estrutura e de uma oficina mão na massa.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-44 – MEIO AMBIENTE, MUDANCAS CLIMÁTICAS E DESDOBRAMENTOS DA COP-30.</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Gelta Terezinha Ramos Xavier (UFF), Alexandro Chagas Florentino (UFF) e Jeferson Luiz Choma (USP)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Meio Ambiente e Mudanças Climáticas nos currículos escolares, implicações pedagógicas e desafios para a educação ambiental. Principais resultados da COP-30, implicações sociais, estratégias para a implementação de currículos que promovam a sustentabilidade e a conscientização sobre as mudanças climáticas.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-45 – A EJA QUE ALMEJAMOS E A CIÊNCIA QUE PRECISAMOS: DEMOCRATIZAÇÃO E EQUIDADE NO ACESSO AO CONHECIMENTO</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Sandro Tiago da Silva Figueira (UFF) e Adriana de Almeida (UERJ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Este minicurso tem como objetivo estabelecer interlocuções teóricas e práticas da Educação de Pessoas Jovens e Adultas (EJA) articuladas aos desafios da alfabetização científica em contextos de vulnerabilidade social. Busca-se refletir sobre o papel do professor e das práticas pedagógicas na mediação do acesso ao conhecimento científico. Toma-se os desafios colocados à EJA associados à defesa da Ciência para todos no sentido de problematizar as necessidades e especificidades da modalidade.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">CANCELADO &#8211; MC-46 – APRENDER COM A NATUREZA: AFETIVIDADE, CORPOREIDADE E APRENDIZAGEM MULTIESPÉCIE ENTRE CORPOS E POLVOS (SBEnBio)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Alice Alexandre Pagan (UFMT), Iana Marassi dos Santos (UFS) e Sandro Prado Santos (UFU)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Propomos com este minicurso uma abordagem para o ensino de Biologia que supere as limitações da epistemologia clássica, marcada por dicotomias rígidas e pela predominância de um paradigma mecanicista que separa corpo e mente, humano e natureza, cultura e organismo. Busca-se consolidar um ensino que não apenas se dedique a aprender sobre a natureza, mas que também incorpore o movimento de aprender com a natureza, entendendo-a como mestra e como parte constituinte das relações de conhecimento. Para tal propósito, percorreremos caminhos que busquem integrar a afetividade, a corporeidade e perspectivas multiespécie.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-47 – TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM – DESAFIOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrante:</strong> Fabiana Martins Ribeiro (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Transtornos de aprendizagem são condições de origem neurobiológica que afetam a capacidade do cérebro de processar informações, impactando o aprendizado de habilidades básicas como leitura, escrita e matemática. O curso traz uma abordagem clínica e educacional, mostrando como o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) podem superar os desafios encontrados na educação dos alunos do Ensino Fundamental.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">CANCELADO &#8211; MC-48 – CONSTRUINDO ESTRATÉGIAS DE ACOLHIMENTO À EDUCADORAS/ES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Jessica da Silva David (UFRJ), Heloisa de Faria Pacheco (UFF) e Fernanda Pereira de Moura (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> A violência contra educadoras/es é uma realidade disseminada no Brasil, o que traz desafios para garantia de um contexto educacional democrático e que efetive a Liberdade de Ensino e o Pluralismo em Educação. Com base nisso, o Observatório Nacional da Violência contra Educadoras/res (ONVE) propõe o presente minicurso para lidar com violações que exigem a construção de estratégias coletivas e institucionais de acolhimento e proteção política, jurídica e psicossocial às educadoras/es.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-49 – MULHERES E CIENTISTAS PERSEGUIDAS NA DITADURA MILITAR (ABRAPEC)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrante:</strong> Elisa Prestes Massena (UESC)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso “Mulheres e cientistas perseguidas na Ditadura Militar” abordará as histórias de mulheres e cientistas que sofreram perseguição política durante o regime militar, destacando seus papéis na resistência, na defesa da liberdade e na reconstrução da democracia brasileira. A proposta é recuperar narrativas silenciadas e evidenciar a importância dessas mulheres e cientistas em tempos de repressão, como Elisa Frota Pessoa e Ana Rosa Kucinski. O minicurso promoverá reflexões sobre o papel da ciência como espaço de resistência e transformação social, ao valorizar suas contribuições, buscando incentivar a luta contínua por preservação da memória de quem, mesmo sob pressão, não desistiu da luta com coragem e resiliência.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-50 – OFICINA DE DOCUMENTÁRIOS: A ENTREVISTA NO CINEMA DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM.</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrante:</strong> Rodrigo Cazes Costa (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O conceito de cinema documentário; o argumento no roteiro para documentários; a entrevista como instrumento de pesquisa para documentários; a realização do documentário de curta-metragem. O minicurso tem por objetivo, a partir do conteúdo da ementa, a realização, por grupos de três a quatro alunos, de documentários, com até cinco minutos de duração, constituídos, basicamente, por entrevistas realizadas durante a reunião da SBPC. O conjunto de filmes formará um panorama da reunião.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">MC-51 – CULTURA POPULAR PARA PENSAR ARTE E CIÊNCIA (ESOCITE.BR)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Isabel Leite Cafezeiro (UFF) e Priscila Tamiasso Martinhon (UFRJ)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Este minicurso propõe alistar as dinâmicas da cultura popular para pensar artes e ciências. Para isso, serão propostas atividades em que se misturam movimentos e reflexões, corpo e pensamento, de modo a desvelar possibilidades de expressões de saberes que podem se concretizar de maneiras diversas daquelas exigidas pela ciência moderna. Nesse processo, uma diversidade de atores e atoras são colocados em cena como fazedores da ciência.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">Veja abaixo a lista dos WEBMINICURSOS:</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;"> </strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-52 – HPLC PARA TODOS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Alessandra Leda Valverde (UFF), Bruno Sérgio do Amaral (IFSP) e Ari Sérgio de Oliveira Lemos (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Curso de introdução à cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), abordando desde os fundamentos da separação cromatográfica até estratégias modernas de desenvolvimento e otimização de métodos. O curso integra conceitos teóricos e aplicações práticas envolvendo instrumentação, seleção de colunas e fases móveis, modos cromatográficos (fase reversa, fase normal e HILIC), seletividade, detectores, introdução ao acoplamento com espectrometria de massas (LC-MS) e a carreira na área da cromatografia.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-53 – MICROVESTÍGIOS PARA O COMBATE AO CRIME: SOLO NO CONTEXTO FORENSE</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Janaína de Assis Matos (UFF) e Carla Semiramis Silveira (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Crimes no Brasil são constantes, e cabe aos peritos criminais levantarem as evidências científicas para solucioná-los. O solo é um vestígio capaz de conectar um objeto a um local de crime e/ou a um suspeito. O minicurso irá apresentar fundamentação teórica sobre criminalística, perícia criminal e microvestígios com a aplicação das metodologias e técnicas em geoquímica e mineralogia de solos para utilização em casos criminais, promovendo justiça e cumprindo o objetivo 16 da ODS.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-54 – POR QUE A ANTÁRTICA IMPORTA PARA O BRASIL?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Rosemary Vieira (UFF), Marcio Elysio Tavares de Mello Filho (UFF) e Diego Augusto Pereira da Costa Portella (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O público tem pouco entendimento sobre os processos naturais atuantes nas regiões polares, apesar de sua importância. O curso foca sobre as principais características das regiões polares e a sua ação como reguladores climáticos; na influência da Antártica nos sistemas climáticos e ambientais da América do Sul e no Brasil; no estado atual e nas projeções das mudanças no continente; na importância da educação no combate à desinformação e na preparação da população frente as mudanças em curso.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-55 – ESTIGMA EM SAÚDE MENTAL E OFUSCAMENTO CLÍNICO – DA MORTALIDADE À INCLUSÃO.</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Daniel Pagnin (UFF) e Valéria de Queiroz Pagnin (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> A alarmante redução na expectativa de vida das pessoas que sofrem de transtornos mentais, com perdas que superam 25 anos no Brasil, está diretamente ligada ao estigma e ao ofuscamento clínico — fenômeno em que sintomas físicos são atribuídos erroneamente à condição mental. Este minicurso aborda essa conexão fatal e apresenta estratégias baseadas em evidências para superar o estigma, promovendo a inclusão e o cuidado integral em saúde como um direito fundamental.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-56 – CAPACITAÇÃO SOBRE MERCÚRIO E SAÚDE NA AMAZÔNIA (Ecotox Brasil)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Isabela Soares Silva (UFPA), Caio Gustavo Leal de Nazaré (UFPA) e Camila Lago Pinheiro (UFPA)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O curso aborda o mercúrio, seus usos históricos e atuais, impactos à saúde e ao meio ambiente, principais desastres e desafios na Amazônia. Introduz toxicologia, sinais de intoxicação, grupos vulneráveis, diagnóstico, monitoramento, prevenção e legislação. Organizado pelo IAMER, discute a exposição na Amazônia, riscos e ações de enfrentamento e assistência.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-57 – PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO E MATERIALISMO HISTÓRICO: CIDADE, VALOR E PRÁXIS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Silvia Scoralich de Carvalho (UFF) e Felipe Gustavo Silva (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso propõe uma abordagem crítica do patrimônio cultural fundamentada no materialismo histórico-dialético, investigando como dinâmicas sociais determinam o que é reconhecido e preservado. Discutirá as relações entre produção da cidade, ideologia e seleção patrimonial, abordando poder, desigualdade e mercantilização, além de apresentar debates e casos sobre o sentido social dos bens culturais e alternativas para uma política patrimonial crítica e inclusiva.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-58 – OS EFEITOS DA DESINFORMAÇÃO: AMAZÔNIA, INFÂNCIA E JORNALISMO (SOCICOM)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Gabriel Ferreira Fragata (UFPA), Juliana Doretto (PUCCAMP) e Dione Oliveira Moura (UnB)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> A desinformação é um problema que perpassa diversas áreas do conhecimento e com efeitos em diferentes níveis sociais, econômicos e regionais. A proposta deste minicurso é tratar dos seus efeitos a partir de três perspectivas que dialogam entre si a partir da formação geral em Comunicação, ainda que não restrita. Em princípio tratar dos efeitos do processo contemporâneo de desinformação no jornalismo profissional. Em seguida, tratar dos cuidados necessários para evitar que este processo afeta as maneiras de se informar nas faixas etárias das infâncias e da adolescência. Por fim, a partir do que representou a realização da Cop-30 em Belém-PA, discutir a falta de informação sobre a região amazônica.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-59 – ESCOLHENDO PERIÓDICO: COMO SUBMETER SEU ARTIGO SEM CAIR EM PRÁTICAS EDITORIAIS PREDATÓRIAS (ABEC Brasil)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Sigmar de Mello Rode (UNESP), Silvia Regina Galleti (IB) e Edna Frasson de Souza Montero (ABEC)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Este webminicurso tem como objetivo capacitar pesquisadores a identificar práticas editoriais predatórias e garantir que seus artigos sejam submetidos a periódicos confiáveis e de qualidade. Além de apresentar critérios e ferramentas para avaliar a credibilidade de periódicos e estratégias para verificar a reputação da editora, o curso destacará a importância de práticas editoriais éticas que promovam a diversidade, a equidade e a inclusão na ciência. Serão discutidas abordagens alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com foco na igualdade de gênero (ODS 5), na redução das desigualdades (ODS 10) e paz, justiça e instituições eficazes (ODS 16), evidenciando como a escolha de periódicos éticos pode contribuir para uma ciência mais inclusiva, acessível e representativa. Ao final, os participantes estarão aptos a tomar decisões informadas, alinhadas com as boas práticas científicas e os princípios da justiça social. (Gravado em 2025, por ocasião da 77ª Reunião Anual da SBPC, e relançado na 78ª Reunião Anual da SBPC, em razão da atualidade e relevância do tema).</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-60 – TURISMO INCLUSIVO: PRÁTICAS PARA UMA HOSPITALIDADE SEM BARREIRAS</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Ana Lúcia Reis de França (UFF), Sonia Mendes Ferreira (FAETEC-RJ) e Carlos Alberto Lidizia Soares (UFF)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O minicurso aborda os fundamentos do turismo inclusivo e acessível sob a perspectiva dos direitos humanos, das políticas públicas e do modelo social de deficiência. Propõe reflexões sobre barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais, e apresenta estratégias de planejamento, atendimento e gestão de roteiros turísticos acessíveis. Integra princípios do design universal, hospitalidade ética e inclusão de pessoas com deficiência.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-62 – PRÁTICAS CORPORAIS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (CBCE)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Phillipe Augusto Ferreira Rodrigues (UEPB), Júlia Aparecida Devidé Nogueira (UnB) e FÁbio Fortunato Brasil de Carvalho (INCA)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Apresenta uma proposta formativa que visa fortalecer os laços entre o campo crítico das práticas corporais e os debates contemporâneos em saúde coletiva, na perspectiva de consolidar a Política Nacional de Práticas Corporais de Atividades Físicas no Sistema Único da Saúde.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Público-alvo:</strong> Estudantes de graduação ou pós-graduação.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-63 – RELIGIÃO, VIOLÊNCIA E POLÍTICA NO RIO DE JANEIRO</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Cesar Pinheiro Teixeira (UFF), Christina Vital da Cunha (UFF) e Diogo Silva Corrêa (EHESS-França)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> O curso aborda transformações ocorridas nas favelas e periferias do Rio de Janeiro nas últimas décadas: a expansão do pentecostalismo e o fortalecimento de grupos armados, bem como seus cruzamentos, como no chamado “Complexo de Israel”. Examina também aspectos políticos associados a esse quadro, como o fortalecimento da presença pentecostal nos espaços institucionais, especialmente no legislativo e nas instituições de controle social.</p>
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<p><strong style="font-weight: bold !important;">WMC-64 – COMPORTAMENTO SUICIDA: FUNDAMENTOS, RISCOS E PROMOÇÃO DA VIDA (SBP)</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ministrantes:</strong> Marck de Souza Torres (UFAM) e Claudia Lucia Menegatti (PUCPR)</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Ementa:</strong> Este minicurso aborda o comportamento suicida sob uma perspectiva interdisciplinar, articulando evidências científicas, fundamentos teóricos e práticas de cuidado em saúde mental. Serão discutidos aspectos conceituais, epidemiológicos e psicossociais, fatores de risco e proteção, sinais de alerta, estratégias de prevenção, posvenção e promoção da vida, bem como o papel das redes de apoio, dos serviços públicos e da atuação ética dos profissionais na construção de respostas sensíveis às desigualdades sociais e contextos de vulnerabilidade.</p>
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<p><em>Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Porque é tão difícil implementar práticas interdisciplinares no ensino de ciências</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 17:27:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar de ser uma prática efetiva na sala de aula, a dificuldade na coordenação dos docentes, falhas na formação e falta de políticas públicas efetivas impendem as práticas interdisciplinares nas escolas brasileiras. Leia em reportagem da nova edição da Ciência &#038; Cultura]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Apesar de ser uma prática efetiva na sala de aula, a dificuldade na coordenação dos docentes, falhas na formação e falta de políticas públicas efetivas impendem as práticas interdisciplinares nas escolas brasileiras. Leia em reportagem da nova edição da Ciência &amp; Cultura</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-10-at-09.07.27.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-29991 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-10-at-09.07.27-300x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026-06-10 at 09.07.27" width="300" height="300" /></a>Preparar estudantes para compreender e enfrentar os desafios do mundo contemporâneo exige mais do que o domínio de conteúdos isolados. Problemas reais raramente se enquadram nos limites de uma única disciplina e, por isso, a interdisciplinaridade tem ganhado destaque como uma importante estratégia educacional. Ao integrar diferentes áreas do conhecimento, essa abordagem favorece a construção de conexões entre saberes e contribui para uma aprendizagem mais significativa, contextualizada e próxima da realidade dos alunos. Além disso, estudos apontam que práticas interdisciplinares podem aumentar o engajamento dos estudantes, estimular a criatividade e fortalecer a capacidade de resolver problemas complexos. Isso é o que discute reportgem da nova edição da revista <a href="https://revistacienciaecultura.org.br/" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;">Ciência &amp; Cultura</strong></a>, que tem como tema “Ensino de ciências para crianças e adolescentes por meio da ludicidade”.</p>
<p>Os benefícios dessa integração também aparecem no processo de aprendizagem. Segundo Clecia Simone Gonçalves Rosa Pacheco, professora do Colegiado de Tecnologia de Alimentos do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), as atividades interdisciplinares ampliam as possibilidades de compreensão dos conteúdos. “O estudante é desafiado a mobilizar diferentes habilidades e formas de raciocínio para interpretar e criar. Isso promove uma compreensão mais rica e multifacetada dos fenômenos estudados”, afirma. A aproximação entre áreas como ciência, arte e cultura contribui para tornar o conhecimento mais acessível e significativo, permitindo que os estudantes percebam relações que muitas vezes passam despercebidas em abordagens fragmentadas.</p>
<p>Apesar das vantagens, implementar a interdisciplinaridade na prática não é uma tarefa simples. A integração entre diferentes disciplinas exige diálogo constante, planejamento coletivo e disposição para compreender metodologias, linguagens e ritmos de trabalho distintos. “Para o desenvolvimento do trabalho interdisciplinar, a base é o diálogo entre os profissionais. Para conseguirmos solucionar um determinado problema, cada profissional vai ter que sugerir dentro da sua área alguma possibilidade que vai ajudar na solução desse problema”, explica Gisele Soares Lemos Shaw, professora e líder do Núcleo de Pesquisa Educação em Ciências (NPEC) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Segundo ela, além dos desafios estruturais, a própria resistência de alguns profissionais pode dificultar a adoção da abordagem. “A meu ver, o grande problema da interdisciplinaridade está nas pessoas. As pessoas não querem ser flexíveis”, observa.</p>
<p>Quando a colaboração acontece, entretanto, os resultados podem ser transformadores. O professor de Física da rede estadual de Santa Catarina, Samuel Sérgio La Banca, vivenciou essa experiência em um projeto desenvolvido com docentes de diferentes áreas das Ciências da Natureza na Escola de Ensino Médio Professor Roberto Grant, em São Bento do Sul. “Toda quinta-feira todas as áreas tinham que trabalhar juntas. Nós, das ciências da natureza, ficávamos contando nos dedos as horas para poder estar juntos. A gente passava a semana inteira vendo o conteúdo, já buscávamos o que cada um tinha para contribuir com o outro”, relata. O trabalho conjunto foi tão intenso que as avaliações passaram a ser integradas. Mais recentemente, La Banca também participou de uma formação baseada em uma abordagem transdisciplinar que reuniu Física, Química, Artes e cultura regional a partir da preparação do barreado, prato típico do Sul do Brasil. “Hoje eu não tenho mais a mesma visão sobre o barreado, porque agora eu penso na arte, eu penso na cultura antiga, eu penso na tradição. Também penso na questão química. Então quer dizer que essa panela vai resistir mais se for produzida dessa forma? Se tiver tal elemento? Ali, a gente fez transdisciplinaridade”, conta. Experiências como essa mostram que, quando associadas à ludicidade, à criatividade e ao diálogo entre diferentes saberes, as abordagens inter e transdisciplinares podem contribuir para uma educação mais humana, crítica e conectada com a complexidade do mundo atual.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Leia a reportagem completa:</strong></p>
<p><a href="https://revistacienciaecultura.org.br/?p=10172" target="_blank">https://revistacienciaecultura.org.br/?p=10172</a></p>
<p><em>Ciência &amp; Cultura</em></p>
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		<title>Dependência de insumos, programas sem continuidade: os gargalos por trás das vacinas brasileiras</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 16:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Akira Homma, 86, o País construiu um dos melhores programas de vacinação  do mundo — mas, enquanto não tiver política de Estado contínua para ciência e tecnologia, continuará dependente de imunizantes concebidos no exterior. Confira a entrevista da nova edição do Jornal da Ciência Especial, disponível para download gratuito]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para Akira Homma, 86, o País construiu um dos melhores programas de vacinação  do mundo — mas, enquanto não tiver política de Estado contínua para ciência e tecnologia, continuará dependente de imunizantes concebidos no exterior. Confira a entrevista da nova edição do Jornal da Ciência Especial, disponível para download gratuito</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/04/akira.png"><img class="aligncenter wp-image-29617 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/04/akira-653x350.png" alt="akira" width="653" height="350" /></a></p>
<p>Akira Homma tem 86 anos e uma biografia que se confunde com a história da vacinação no Brasil. Nascido em Presidente Venceslau (SP), filho de imigrantes japoneses, formou-se veterinário pela Universidade Federal Fluminense (UFF), fez doutorado na Universidade de São Paulo (USP) e especializou-se em virologia no Baylor College of Medicine, em Houston.</p>
<p>Trabalhou na produção da vacina contra a febre aftosa na Bayer, na Alemanha, antes de chegar ao Bio-Manguinhos, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz, em 1976. Até então, ali eram só 23 funcionários e uma única vacina no portfólio. Dirigiu a instituição por mais de duas décadas, em dois períodos, e presidiu a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).</p>
<p>Foi sob sua gestão que o Bio-Manguinhos obteve a pré&#8211;qualificação da Organização Mundial de Saúde para a vacina da febre amarela — credencial que autoriza o fornecimento a organismos das Nações Unidas e que, em toda a América Latina, só a instituição possui. Hoje o instituto produz dezenas de vacinas, mais de 30 kits de diagnóstico e uma linha de biofármacos, todos voltados ao Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Em entrevista concedida ao Jornal da Ciência, Homma analisa a trajetória do país no quesito vacinação. Ele avalia por que a preferência histórica por transferência de tecnologia — eficaz para abastecer mais rapidamente o sistema público — criou uma dependência estrutural de tecnologia e insumos externos, com mais de 90% dos insumos de produção ainda importados. E por que, sem uma política de Estado contínua para ciência e tecnologia, independente de mudanças de governo, o País permanecerá correndo atrás.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JORNAL DA CIÊNCIA (JC) &#8211; Por que mesmo hoje é tão importante falar de vacinas?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">Akira Homma (AH) -</strong> Parece que todo mundo sabe que vacina é importante, mas como já há muito tempo se vem falando que é importante, já não tem mais a prioridade para discutir a questão, e infelizmente a cobertura vacinal está caindo. E esse é um problema muito sério. Além do esforço que a gente faz aqui para desenvolver e produzir vacinas, é necessário que a população se convença de que tem que continuar a vacinação para proteger a população, proteger seus familiares, sua comunidade. É absolutamente importante que toda a sociedade se convença de que isso é um problema que não terminou, não acabou. É um problema permanente.</p>
<p>Somos vítimas do nosso próprio sucesso, porque a vacinação realmente mostrou que é possível controlar — e, mais que controlar, se todo mundo se vacinar, nós podemos erradicar a doença. Como a gente conseguiu erradicar a varíola, conseguimos erradicar a poliomielite, conseguimos erradicar o sarampo, a rubéola.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; Temos uma crise em andamento em países como os EUA, por exemplo.</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> O sarampo voltou, mas conseguimos outra vez erradicá-lo com o esforço para ter altas coberturas vacinais. Mas o fato é que, lá nos Estados Unidos, o governo Trump tem realmente feito um trabalho muito negativo em cima da vacina, e está aumentando a desconfiança da população sobre a necessidade de vacinação. Então, está lá acontecendo já surtos epidêmicos de sarampo, não só nos Estados Unidos, mas no Canadá, no México. Milhares de casos de sarampo estão acontecendo e já tem mortes por sarampo, tá certo? E também tem casos de difteria e outras doenças imunopreveníveis que estão voltando.</p>
<p>Em poucos anos, eles vão sentir a volta das doenças imunopreveníveis, isso afetando a população, afetando a sociedade e afetando o custo do sistema de saúde — não só a questão econômica, porque tem a questão de sofrimento da população, eventos adversos graves, e as crianças f icarem com problemas de saúde permanentes. Enfim, e a poliomielite? Se a poliomielite voltar, vai ser absolutamente terrível.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; De onde veio o seu interesse, a sua oportunidade de trabalhar com vacina? Como foi essa construção na sua carreira?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> Comecei em saúde pública. Com 19 anos, eu era estagiário no Instituto Adolfo Lutz, lá em Itapetininga, cidade do interior de São Paulo. Depois, fui funcionário técnico em laboratório do Adolfo Lutz em Botucatu, depois fui para São Paulo e de São Paulo vim para o Rio de Janeiro, para o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa, que é uma instituição da Organização PanAmericana de Saúde.</p>
<p>A febre aftosa é uma virose que acomete o gado bovino, sobretudo biungulados. Como eu era conhecido por trabalhar em cultura de células, fui recomendado para essa área — vim para isolar o vírus, tipif icar o vírus e produzir uma vacina contra a febre aftosa. Aí já começou: com 21 anos já estava numa instituição que trabalhava em virologia e desenvolvia vacinas.</p>
<p>Em 1968 eu me formei veterinário — fui estudar veterinária porque estava trabalhando com febre aftosa, doença do gado bovino. Mas, em janeiro de 1969, mudei para a Escola Nacional de Saúde Pública, porque estavam organizando um departamento de virologia e precisavam de alguém que conhecesse cultura de células. Trabalhando com cultura de tecido e com o vírus da poliomielite — a vacina de poliomielite já tinha sido desenvolvida, havia duas: a Salk inativada e a Sabin, que estava começando a ser utilizada, mas ainda não se tinham estudos de eficácia. Eu participei dos primeiros estudos de eficácia dessa vacina no país, fazendo todo o estudo sorológico da vacina oral de vírus atenuados da poliomielite aqui no Brasil.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; O senhor chegou a trabalhar fora do país também…</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> Passei um tempo em Houston, no Departamento de Virologia do Baylor College of Medicine, trabalhando com John Melnick e Craig Wallace, inventores do termoestabilizador da vacina oral da poliomielite — sempre envolvido com vacinas. E depois trabalhei na Bayer Internacional, em Leverkusen, na Alemanha, na produção da vacina da febre aftosa. Era chefe da produção do antígeno. E aí, em 76, com a criação do Biomanguinhos, me chamaram de volta para trabalhar na área de desenvolvimento e produção de vacina para uso humano. Mas, enfim, o vírus — seja animal ou humano — sempre envolve a mesma tecnologia nesse processo.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; Qual era o papel do senhor ao retornar para a Bio-Manguinhos?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> Vim com o desafio de modernizar a produção da vacina de febre amarela. A tecnologia já existia desde 1937, com algumas melhorias, mas, para a época, já estava obsoleta. Não se falava em boas práticas de produção, mas eu já conhecia isso da Alemanha. Então comecei a introduzir esses conhecimentos.</p>
<p>Eu diria que o ápice foi quando a gente conseguiu a pré-qualificação da vacina de febre amarela pela Organização Mundial de Saúde, com autorização para fornecer vacinas para organismos das Nações Unidas, como a Unicef e a própria OMS, para países mais pobres.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; O que isso significa?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> A pré-qualificação significa que cumprimos todos os procedimentos de boas práticas de fabricação — que é absolutamente complexo —, todos os equipamentos certificados, todos os recursos humanos treinados. Aqui no Brasil, só a vacina de febre amarela e agora a de meningococo têm pré-qualificação da OMS. Na América Latina toda, somos os únicos laboratórios fornecedores. para você entender a complexidade de obter a pré-qualificação da Organização Mundial de Saúde. E também é porque temos no país um sistema regulatório com a Anvisa muito forte e muito bom.</p>
<p>A Anvisa é considerada, dentro das agências regulatórias do mundo, uma das melhores — comparável à FDA e às agências europeias — elas são todas reconhecidas como pares nesse processo. E isso torna tudo muito difícil para o laboratório produtor, porque a Anvisa está sempre pedindo adequação de instalações, equipamentos e procedimentos em conformidade com as boas práticas de fabricação — BPF, ou GMP: Good Manufacturing Practice. É muito complexo, e os laboratórios precisam se adequar a isso com investimentos e treinamento de recursos humanos.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; De onde vem essa complexidade?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> Mais de 90% dos insumos utilizados na produção são importados. É a exigência de insumos certificados em garantia de qualidade. Então,  o Brasil precisa avançar muito para não ter dependência de importação de insumos básicos de fabricação.</p>
<p>Estamos num momento de mudanças muito importantes. Os americanos sempre dominaram o mercado, mas a Índia, a Coreia do Sul — o Japão começou antes —, e sobretudo, nos últimos anos, a China vêm fazendo um investimento muito forte em ciência e tecnologia. Eles estão dominando várias áreas, não só física e eletrônica, mas também na área biológica, em vacinas, em biofármacos. Basta dizer que, já há alguns anos, eles são os maiores detentores de patentes do mundo, tendo suplantado os americanos.</p>
<p>E eles avançam de forma absolutamente acelerada, porque tiveram uma política de Estado para apoiar ciência e tecnologia de longo prazo, permanente — não é como no Brasil, que a cada governo mudam as políticas, muda o financiamento, muda o orçamento.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; E como isso afeta o desenvolvimento de vacinas?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> O desenvolvimento de uma vacina classicamente leva de 15 a 20 anos: depois que se tem um produto protótipo com demonstração de conceito, entra para estudos clínicos de fase 1, fase 2, fase 3, com milhares de pessoas sendo vacinadas, enfim.</p>
<p>Esse paradigma foi desmontado pela pandemia de covid-19. Quando foi decretada a pandemia, os países mais desenvolvidos colocaram somas astronômicas para desenvolver uma vacina. Os americanos colocaram a chamada Operação Warp Speed, com quase US$ 20 bilhões — e  o que classicamente levaria até 20 anos, foi feito em menos de um.</p>
<p>Nunca, em tempo algum, tivemos tanto dinheiro para desenvolver uma vacina. Os grandes laboratórios produtores e todos os institutos de pesquisa trabalharam juntos. Em termos de produção, os laboratórios já organizaram linhas de produção em diferentes plataformas, porque ainda não se sabia qual seria o tipo de vacina a ser aprovada. Esses governos ricos compraram as vacinas, já contrataram cinco, seis vezes o necessário para o país e deixaram a gente aqui a ver navios.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; Mas aqui nós tivemos algumas parcerias também.</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> Nós tínhamos um grupo de prospecção científica e tecnológica, mapeando as tecnologias mais avançadas. E detectamos uma tecnologia de adenovírus recombinante, da Universidade de Oxford, bem adiantada, com resultados muito positivos — e também porque a gente já tinha instalações laboratoriais com boas práticas de fabricação e pessoal treinado em tecnologia similar. Então, essa tecnologia foi internalizada em prazo muito curto, e conseguimos produzir a vacina inteiramente fabricada aqui.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; O Brasil precisa buscar a autossuficiência em vacinas? Isso passa pelas parcerias ou a gente tem que ter um esforço ainda maior em desenvolver tecnologias próprias?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> O fato é que nós temos muito pouca ciência e tecnologia aqui. E quando surge uma vacina no exterior, a sociedade clama por essa vacina. Então, somos cobrados para internalizar essa tecnologia — o Ministério da Saúde é cobrado, o Programa Nacional de Imunização é cobrado. E temos que internalizar rapidamente a tecnologia de produção, porque, quando a vacina chega, o custo do produto é muito alto e fica difícil para o governo disponibilizá-la para toda a população. Então, nós, laboratórios públicos, entramos nesse processo para negociar a produção local, sobretudo buscando um produto com alta qualidade, mas com preço também lá embaixo.</p>
<p>A transferência de tecnologia tem sido instrumento para obter os produtos o mais rapidamente possível para o sistema público de saúde. E, dentro desse contexto, o poder de compra do Estado é absolutamente fundamental para garantir a internalização dessas tecnologias modernas.</p>
<p>Todas as tecnologias que a gente vem negociando nesses anos todos são tecnologias de ponta, absolutamente de ponta. Quando nós começamos a discutir transferência de tecnologia, na década de 2000, vinha gente muito graúda dizendo: “vocês não vão conseguir nenhuma tecnologia de ponta, só tecnologia obsoleta, aquela já no domínio público”. Pois nós demonstramos que é possível, sim, conseguir, desde que você saiba como e tenha o governo por trás, com poder de compra e apoiando a gente.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; Como o Brasil construiu seu Programa Nacional de Vacinação?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> Vacinas e vacinações começaram lá com Oswaldo Cruz. E depois seguiu, em 1970, com a erradicação da varíola: o governo centralizou, fez campanha nacional de erradicação. Mas também a base foi fortalecer e modernizar a produção da vacina da varíola aqui na Fiocruz — 300 milhões de doses.</p>
<p>Com produção de boa qualidade, com a política de governo, vem a população e se vacina. E conseguimos erradicar a varíola.</p>
<p>No bojo dessa erradicação foi criado o Programa Nacional de Imunizações, em 1973, com quatro vacinas — poliomielite, sarampo, BCG, varíola —, mas com cobertura vacinal muito baixa, e havia surtos epidêmicos de poliomielite.</p>
<p>E aí o governo, em 1980, decidiu criar os Dias Nacionais de Vacinação. Não foi só o Ministério da Saúde — foi o governo inteiro. Todos os ministérios participando, toda a sociedade, todas as sociedades científicas apoiando. Em um dia só, conseguimos vacinar 18 milhões de crianças menores de 5 anos — com 30 mil voluntários participando desse processo. O país inteiro vacinando em dois dias. Em dois ou três anos, os casos de poliomielite foram lá embaixo.</p>
<p>Mas ainda restavam surtos epidêmicos no Nordeste, identificados como sendo do sorotipo 3 — pois são três sorotipos de vírus da poliomielite. O Ministério nos pediu uma formulação potencializada para o sorotipo 3. Formulamos essa vacina em tempo recorde, ela foi utilizada lá e acabou com a poliomielite no País. Há 37, 38 anos, nós não temos um caso sequer de poliomielite no Brasil.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; No caso da pólio, falta pouco para haver uma erradicação, certo?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> Ainda temos casos de poliomielite no mundo, no Afeganistão, no Paquistão. Enquanto não eliminarmos esses casos, teremos esse problema. E ainda há casos de poliomielite derivados do vírus vacinal, em alguns países que ainda usam a vacina de vírus atenuados.</p>
<p>Nós demonstramos aqui que essa vacina, com altíssimas coberturas vacinais, permite controlar: com cobertura alta, você cobre todas as crianças e o vírus não encontra crianças desprotegidas para infectar. Por isso, o Brasil, há 45 anos, adota a vacina de vírus inativado, para evitar casos de poliomielite derivados do vírus vacinal. Todo mundo deveria adotar essa vacina. Hoje já há produção suficiente para todos os países. E falta só um pouquinho para erradicar mais uma virose no mundo.</p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">JC &#8211; Como é que o senhor está vendo esses esforços recentes de grupos brasileiros para produzir vacinas?</strong></p>
<p><strong style="font-weight: bold !important;">AH -</strong> O esforço é antigo. A gente investiu no desenvolvimento da vacina de dengue aqui já há mais de 10 anos, mas por uma tecnologia que não deu certo. E o Butantan conseguiu uma tecnologia realmente interessante, importante, e temos esperança de que essa vacina do Butantan, com uma dose só, vai proteger. A Takeda também tem uma vacina, mas precisa de duas doses. Se a combinação dessas vacinas atingir a população suscetível, a gente tem um instrumento muito importante para controlar a dengue.</p>
<p>Mas eu aposto muito mais no controle do vetor. Todas as arboviroses têm vetor — febre amarela, dengue, Zika, chikungunya. O vetor urbano é o Aedes aegypti. Nós conseguimos erradicar o Aedes aegypti duas vezes no país. Voltou, porque outro país não adotou a erradicação, mas temos o conhecimento de como controlar.  A Wolbachia [bactéria que interfere na reprodução do mosquito] é uma das formas que estamos usando para o controle do vetor. Mas a população tem que participar. É a população que tem que vigiar criadouros de mosquito dentro de casa, ao redor das casas, no bairro.</p>
<p><a href="http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/04/JC_815.pdf" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;">A nova edição completa do Jornal da Ciência Especial está disponível gratuitamente neste link. Acesse e compartilhe!</strong></a></p>
<p><em>Gabriel Alves – Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>A biblioteca da biodiversidade queima enquanto contamos os livros</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 18:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[O patrimônio genético brasileiro é um dos maiores do planeta, e está sendo destruído mais rapidamente do que é mapeado, com efeitos na soberania nacional. Baixe gratuitamente a nova edição do Jornal da Ciência Especial]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>O patrimônio genético brasileiro é um dos maiores do planeta, e está sendo destruído mais rapidamente do que é mapeado, com efeitos na soberania nacional. Baixe gratuitamente a nova edição do Jornal da Ciência Especial</em></p>
<p><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-02-at-16.27.46.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-29541 img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-02-at-16.27.46-211x300.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026-04-02 at 16.27.46" width="211" height="300" /></a>O Brasil tem o hábito de subestimar o que possui.  Em biodiversidade, esse hábito pode custar caro — e não apenas no sentido ecológico. A perda de ecossistemas é frequentemente tratada como um problema ambiental, separado das questões econômicas e estratégicas. A ciência discorda.</p>
<p>Até mesmo a rota de descarbonização que o Brasil escolheu depende da integridade dos sistemas naturais. Energia eólica depende de circulação atmosférica. Hidrelétricas dependem de chuva caindo no lugar certo, na hora certa. Bioenergia depende de um solo vivo e de uma agricultura que ainda tem diversidade genética para se adaptar. Quando uma floresta é degradada ou uma bacia hidrográfica é deteriorada, o dano não se restringe ao bioma, mas reverbera na matriz energética, na segurança alimentar, na capacidade do país de produzir de forma autossuficiente.</p>
<p>“É como se a gente estivesse contando os livros enquanto a biblioteca está queimando”, diz Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Brasília (UnB). A frase vem de um artigo científico que a marcou, mas Bustamante a repete porque continua precisa: o Brasil abriga quase 45 mil espécies de plantas catalogadas, uma fauna de vertebrados sem paralelo nos trópicos e um universo de microrganismos no solo cuja extensão ainda mal se conhece. Muitos desses capítulos nunca foram abertos. Alguns já foram destruídos antes de receber um nome.</p>
<p>Numa das áreas úmidas do Cerrado, um grupo de botânicos encontrou recentemente uma espécie nova de planta (Bacopa bustamanteana) e a batizou em homenagem à própria Bustamante — motivo de orgulho e, simultaneamente, de angústia, porque a espécie já nasceu ameaçada. As veredas onde ela cresce estão secando.</p>
<p>Ela conta que a destruição é rápida, a recuperação é lenta, e os instrumentos de conservação e restauração caminham num ritmo que não acompanha a degradação. Há um descompasso temporal embutido em qualquer política ambiental — e a sociedade, em geral, ainda não internalizou isso. As pessoas entendem que conservar é importante. O que não fica claro é que o tempo importa tanto quanto a decisão em si. Agir daqui a dez anos, se a janela se fechar antes, não vai resolver. “A gente não tem mais 30 anos para uma tomada de decisão”, resume.</p>
<p>“Não é um trabalho de convencimento, é um trabalho de esclarecimento —  as pessoas munidas dos fatos se convencem naturalmente de que as perdas seriam muito maiores em não conservar do que em conservar”, diz a cientista.</p>
<p>É para enfrentar esse problema que foi criado o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Biodiversidade Genômica Brasileira — um dos esforços organizados no país para conhecer, de fato, o que se tem. Ana Tereza Vasconcelos, pesquisadora do Laboratório de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e diretora da SBPC, é uma das integrantes do instituto.</p>
<p>O objetivo é sequenciar o genoma de centenas de espécies distribuídas pelos cinco biomas brasileiros — mamíferos, aves, plantas, fungos e outros microrganismos do solo. Para isso, o LNCC oferece supercomputadores que lidam com o enorme volume de informação gerado pelo sequenciamento em larga escala.</p>
<p>O gargalo, porém, está no custo dos insumos para fazer o sequenciamento genético. O recurso disponível, diz Vasconcelos, “não chega nem a um décimo, a um centésimo do que seria necessário para a gente ter um panorama geral da nossa biodiversidade — é um trabalho que tem que ser feito, que está sendo começado, e que tem que ser continuado durante muitos anos.”</p>
<p>Mas há um problema que antecede até o sequenciamento. Para sequenciar, é preciso coletar. Para coletar com rigor, identificar corretamente e dar sentido ao que foi encontrado, é preciso haver taxonomistas — especialistas que descrevem espécies, constroem as chaves de identificação, mantêm as coleções biológicas. E o Brasil está perdendo essa turma em ritmo preocupante. A área foi ficando menos atraente nas universidades, eclipsada pelas abordagens computacionais e moleculares, pela sedução dos modelos e das ferramentas de alto rendimento. O resultado é um apagão silencioso: menos gente capaz de fazer o trabalho lento, de campo, de lupa e pinça, que sustenta toda a cadeia de conhecimento.</p>
<p>Existem aplicativos hoje que identificam plantas por foto com razoável precisão — e são úteis, dentro de seus limites. Mas nenhum algoritmo treinado em fotos existentes vai reconhecer uma espécie que ainda não foi descrita. E é exatamente nessa fronteira que as descobertas mais valiosas costumam estar. O genoma do papagaio-amazônico (Amazona aestiva), por exemplo, revelou ao grupo de Vasconcelos genes ligados ao neurodesenvolvimento e à longevidade que têm paralelos diretos no genoma humano. Ninguém encomendou essa descoberta. Ela emergiu do sequenciamento de uma ave que existe aqui, que fala (à sua maneira), e que aguardava alguém com curiosidade suficiente para olhar dentro dela.</p>
<p>“Eu gosto de pensar nos produtos biotecnológicos que a gente vai conseguir por meio da nossa flora — as plantas podem produzir coisas que a gente ainda não conhece e que podem ter um impacto direto na produção de novas drogas, de novos medicamentos”, diz a pesquisadora.</p>
<p>Tudo isso — cosméticos, tecnologias de biorremediação, compostos com ação farmacológica ainda desconhecida — pode estar embutido em espécies que ainda não têm nome registrado na literatura científica.  A questão é que, sem taxonomistas, não chegamos a elas. Sem coleções biológicas bem mantidas (que não são arquivos do passado, mas instrumentos de pesquisa futura), perdemos a referência para comparar.</p>
<p>Uma proposta, diz Bustamante, é criar cursos técnicos de parataxonomia. Uma versão contemporânea e valorizada do antigo mateiro que acompanhava as expedições científicas, alguém que sabe identificar espécies em campo, que conhece a flora e a fauna local, que funciona como interface entre o ecossistema e o laboratório. “A primeira questão começa em dar um nome para uma espécie. E a gente vai perdendo esse conhecimento”, diz ela. Dar um nome a uma coisa é o primeiro ato de tomar posse dela — intelectualmente, culturalmente, cientificamente. O genoma do papagaio-amazônico revelou genes ligados ao neurodesenvolvimento e à longevidade com paralelos diretos no genoma humano. condições controladas e são ferramentas importantes, mas congelam um momento. O quintal agroflorestal é um processo vivo: as variedades convivem, cruzam, se adaptam, são continuamente selecionadas por quem as cultiva.</p>
<p>Grande parte da biodiversidade brasileira que a ciência está agora começando a mapear foi construída, manejada e transmitida ao longo de séculos por povos indígenas e comunidades tradicionais. Pesquisas recentes mostram que trechos inteiros da Amazônia que parecem mata primária intocada são, na verdade, jardins de longa data — resultado de séculos de manejo humano cuidadoso que organizou a distribuição das espécies, selecionou variedades e moldou a paisagem que hoje chamamos de floresta.</p>
<p>Esse trabalho acumulado está gravado, entre outros lugares, nos quintais agroflorestais. Essas áreas cultivadas próximas às habitações concentram uma diversidade de espécies (variedades locais de frutas, tubérculos, plantas medicinais) que nenhum banco de germoplasma (o material genético de um organismo, como sementes, pólen ou tecidos vegetais, que carrega sua informação hereditária) consegue replicar com fidelidade.</p>
<p>O mesmo vale para os sistemas de conhecimento sobre plantas medicinais, ciclos de floração e comportamento de animais — saberes que não estão escritos em nenhum lugar além da memória de quem os detém. Perder as comunidades que os guardam, seja por pressão econômica, deslocamento forçado ou simples aculturação, é perder partes da biblioteca que não têm cópia em nenhum servidor do mundo.</p>
<p>A boa notícia é que há esforços sérios em curso, pessoas competentes trabalhando e uma infraestrutura científica que, se devidamente financiada e articulada, tem condições de mudar o ritmo dessa história. A má notícia é que o tempo, como Bustamante insiste em lembrar, não é um recurso renovável.</p>
<p><a href="http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/04/JC_815.pdf" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;">A nova edição completa do Jornal da Ciência Especial está disponível gratuitamente neste link. Acesse e compartilhe!</strong></a></p>
<p><em>Gabriel Alves – Jornal da Ciência</em></p>
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		<title>Trinta anos contra o vivax</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 15:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Áreas da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Divulgação Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivaxin chega aos testes clínicos como a única candidata a vacina contra a malária que predomina no Brasil e nas Américas. Baixe gratuitamente a nova edição do Jornal da Ciência Especial]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Vivaxin chega aos testes clínicos como a única candidata a vacina contra a malária que predomina no Brasil e nas Américas. Baixe gratuitamente a nova edição do Jornal da Ciência Especial</em></p>
<div id="attachment_29561" style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/04/vivax.png"><img class="wp-image-29561 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/04/vivax-517x350.png" alt="vivax" width="517" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Frasco contendo a Vivaxin, em lote dedicado ao uso para pesquisa. Vacina tem potencial para combater três variantes da doença (Foto: Divulgação)</p></div>
<p>Irene Soares trabalha com malária há trinta anos. Começou em 1995, no doutorado, coletando sangue e células de pacientes em áreas endêmicas da Amazônia, sempre com foco imunológico. A vacina veio mais tarde. “A gente entrou mesmo em vacina com essa formulação em 2009, 2010”, diz ela, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP). A candidata a vacina desenvolvida nesse percurso, chamada Vivaxin, está aguardando autorização das agências regulatórias para iniciar os testes clínicos em humanos.</p>
<p>O alvo é o Plasmodium vivax — o parasita responsável por mais de 80% dos casos de malária no Brasil e pela maioria dos casos fora da África. A distinção importa porque as duas vacinas contra malária recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Mosquirix e a R21, foram desenvolvidas para o Plasmodium falciparum, espécie predominante na África subsaariana e responsável pela maior mortalidade global.</p>
<p>“Essas vacinas não protegem contra o vivax”, explica a cientista. “A sequência [genética] delas é muito diferente.” O vivax, dominante nas Américas e na Ásia, segue sendo considerado negligenciado — recebe menos atenção e menos financiamento internacional, em parte porque os grandes apoiadores globais concentraram esforços no falciparum, o mais letal.</p>
<p>No Brasil, o vivax não tem o perfil do falciparum africano, que mata crianças menores de cinco anos em larga escala. Aqui, o parasita incide principalmente sobre adultos em atividade. “É um problema sério em áreas de garimpo, em áreas indígenas, em áreas de assentamento rural”, diz Soares. “Diferente do falciparum na África, aqui atinge o trabalhador.”</p>
<p>A doença provoca afastamento por muitos dias, compromete a capacidade produtiva e, em populações sem acesso regular a serviços de saúde, tende a se repetir. O vivax tem uma característica biológica peculiar: o hipnozoíto, uma forma dormente do parasita que se aloja no fígado após a infecção inicial e pode causar recaídas meses ou até anos depois, independentemente de uma nova picada.</p>
<p>O tratamento padrão inclui a primaquina, um fármaco tomado por vários dias consecutivos, e que, quando abandonado antes do prazo, deixa o paciente exposto a recaídas.</p>
<p>A proteína escolhida como alvo da Vivaxin é a circunsporozoíta do vivax, proteína que recobre a superfície do esporozoíto, a forma do parasita que entra na corrente sanguínea no momento da picada do mosquito Anopheles e migra para o fígado, onde inicia a infecção. É ela que o sistema imune precisa reconhecer rapidamente para bloquear a instalação do parasita.</p>
<p>Essa mesma classe de proteína é o alvo das vacinas contra o falciparum — mas, no caso do vivax, ela existe em três variantes que circulam simultaneamente no mundo. As três estão presentes no Brasil. Uma vacina desenhada para cobrir apenas a variante mais prevalente, a VK210, deixaria parte da população sem proteção.</p>
<p>“Com o objetivo de criar uma vacina eficiente contra as três variantes, a gente fez uma proteína híbrida”, explica Soares. A proteína quimérica combina as regiões imunodominantes das três variantes numa única molécula. Nenhuma das poucas candidatas a vacina contra vivax que chegaram a testes no homem antes da Vivaxin havia feito esse tipo de arranjo molecular.</p>
<p>O adjuvante (composto que potencializa a resposta do sistema imune ao antígeno) foi uma escolha que pesou custo e viabilidade regulatória desde o início. O grupo testou um adjuvante de uma empresa americana. “Fizemos estudos pré-clínicos, segurança e tudo em coelho, mas os custos eram muito altos para seguir adiante com ele”, diz a cientista. A solução veio de uma parceria com o CTVacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): testar o mesmo adjuvante à base de esqualeno usado na SpiN-TEC, barato e com perfil regulatório favorável por ser semelhante à alternativa, que já era licenciada para uso humano em outras vacinas.</p>
<p>O vivax não infecta roedores, o que exige um modelo experimental específico: o grupo usa o Plasmodium berghei modificado para expressar a proteína circunsporozoíta do vivax.  É esse parasita transgênico que permite o teste de desafio em camundongos. Com o adjuvante de esqualeno, a proteção chegou a 83% nos primeiros ensaios e a 100% no último. “Com base nesse dado, a gente começou a preparar toda a documentação para levar aos testes clínicos”, relata Soares.</p>
<p>A produção do lote clínico foi feita na Universidade de Nebraska, em 2018, por falta de infraestrutura certificada disponível no Brasil à época. O grupo desenvolveu aqui os protocolos de purificação e obtenção da proteína; Nebraska os executou e enviou os lotes para os estudos pré-clínicos e clínicos. “A concepção é brasileira, isso tem que ficar claro”, afirma a professora. “Foi contratação de serviço, mas a concepção é nacional de pesquisadores brasileiros.” O financiamento do percurso veio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que cobriu os estudos iniciais até a produção dos lotes clínicos, de dois editais da Finep para os testes, e mais recentemente de um edital do PDIL, o programa do Ministério da Saúde para desenvolvimento e inovação local.</p>
<p>Os ensaios clínicos de uma vacina seguem três fases progressivas. A fase 1, Frasco contendo a Vivaxin, em lote dedicado ao uso para pesquisa. Vacina tem potencial  para combater três variantes da doença Ainda estamos muito atrás em desenvolvimento  de vacinas. Mas um produto concebido no Brasil chegar a testes clínicos no homem, é disso que o Brasil está precisando irene soares, UsP tipicamente com algumas dezenas de voluntários saudáveis, serve para verificar se o produto é seguro — se os efeitos adversos são toleráveis e se o organismo responde imunologicamente ao que foi injetado. Na fase 2, com centenas de participantes, o foco se amplia: avalia-se a dosagem, a resposta imune com maior precisão e os primeiros sinais de eficácia. A fase 3 é o teste definitivo — envolve milhares de pessoas em áreas onde a doença circula, e é ela que sustenta o pedido de registro junto às agências regulatórias.</p>
<p>Para a Vivaxin, a fase 1 pode ser conduzida em qualquer centro de pesquisa. “A fase 1 é segurança”, resume Soares. “A gente vai ver se essa vacina é segura.” A fase 3, conta a cientista, com certeza será na Amazônia e possivelmente em outros países onde o vivax é prevalente.</p>
<p>“Ainda estamos muito atrás em desenvolvimento de vacinas. Mas um produto concebido no Brasil chegar a testes clínicos no homem, é disso que o Brasil está precisando.”</p>
<p>A vacina foi desenhada para bloquear a infecção no momento da entrada do esporozoíto na corrente sanguínea — antes de o parasita alcançar o fígado. Se ela vai impedir que hipnozoítos já instalados causem recaídas, é algo que está em aberto. “A gente vai descobrir isso ao longo dos testes clínicos”, projeta a cientista.</p>
<p><a href="http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/04/JC_815.pdf" target="_blank"><strong style="font-weight: bold !important;">A nova edição completa do Jornal da Ciência Especial está disponível gratuitamente neste link. Acesse e compartilhe!</strong></a></p>
<p>Gabriel Alves – Jornal da Ciência</p>
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		<title>Paulo Artaxo é laureado com o Planet Earth Award 2026 da Alliance of World Scientists</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 14:44:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vivian Costa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Exatas]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes Temas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias da SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Ex-vice-presidente da SBPC e professor titular da USP é reconhecido por quatro décadas de contribuições à ciência do clima e à compreensão do papel da Amazônia no sistema terrestre]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ex-vice-presidente da SBPC e professor titular da USP é reconhecido por quatro décadas de contribuições à ciência do clima e à compreensão do papel da Amazônia no sistema terrestre</em></p>
<div id="attachment_29178" style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/02/DEL_6138.jpg"><img class="wp-image-29178 size-post img-responsive" src="http://www.jornaldaciencia.org.br/wp-content/uploads/2026/02/DEL_6138-653x350.jpg" alt="DEL_6138" width="653" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">(Foto: Jardel Rodrigues/SBPC)</p></div>
<p>O físico, professor titular do Departamento de Física Aplicada da Universidade de São Paulo (USP) e ex-vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), <strong style="font-weight: bold !important;">Paulo Artaxo, foi agraciado com o</strong> <strong style="font-weight: bold !important;">Planet Earth Award 2026</strong>, concedido pela Alliance of World Scientists (AWS). A premiação reconhece lideranças científicas cuja trajetória combina excelência acadêmica, engajamento público e contribuição efetiva para o enfrentamento da crise ambiental global.</p>
<p>Neste ano, o Brasil teve dois representantes entre os sete laureados: além de Artaxo, foi distinguida a ecóloga Luisa Maria Diele-Viegas, cuja atuação articula ciência climática, conservação da biodiversidade e justiça social, com ênfase em ecossistemas ameaçados e na integração entre conhecimento científico e saberes tradicionais.</p>
<p>O Planet Earth Award, concedido pela Aliança Mundial de Cientistas (AWS, na sigla em inglês), distingue pessoas que atuam na defesa da vida na Terra, reconhecendo aquelas que demonstram criatividade notável ou contribuições de excelência tanto na produção científica quanto na promoção de ações e posicionamentos fundamentados em evidências. O prêmio valoriza trajetórias que articulam rigor acadêmico e compromisso público, seja no diálogo com a sociedade, com formuladores de políticas ou com outros grupos engajados na construção de soluções para os desafios ambientais contemporâneos.</p>
<p>A AWS se consolidou como uma voz coletiva internacional sobre a crise climática e as tendências ambientais globais, com o propósito de converter conhecimento científico em ação concreta.</p>
<p>Ao comentar a premiação ao Jornal da Ciência, Artaxo avaliou que o reconhecimento internacional evidencia a relevância da produção científica brasileira no cenário global. “É muito bom a gente ver a ciência brasileira sendo premiada internacionalmente, particularmente por instituições como a AWS. Basicamente, são mais de 27 mil pesquisadores de mais de 180 países que representam uma parte grande das pesquisas em termos da sustentabilidade ambiental e climática do nosso planeta. Então, é um orgulho para o Brasil ganhar dois prêmios neste ano &#8211; e veja que fomos muito mais premiados do que a maior parte dos países que investem muito mais em ciência e tecnologia do que nós, o que mostra que temos, sim, chance de fazer nosso país brilhar na ciência se tivermos recursos adequados para isso.”</p>
<p>Reconhecido como uma das principais referências internacionais em física aplicada a problemas ambientais, Artaxo dedicou 40 anos à investigação dos processos que conectam a floresta amazônica ao clima regional e global. Seus estudos pioneiros sobre aerossóis atmosféricos, emissões biogênicas da vegetação e forçantes radiativas contribuíram para elucidar como as florestas tropicais influenciam o ciclo hidrológico, a formação de núcleos de condensação de nuvens e o balanço energético do planeta.</p>
<p>Em comunicado oficial, o comitê do prêmio ressaltou que o físico “dedicou quatro décadas a iluminar as profundas conexões entre a floresta amazônica e o sistema climático global. Seu trabalho pioneiro aprofundou a compreensão de como florestas tropicais regulam processos planetários. Como cientista de destaque e autor do IPCC, ele exemplifica a pesquisa rigorosa e globalmente engajada que o prêmio foi criado para reconhecer”.</p>
<p>Artaxo foi autor-líder dos três últimos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) — AR4, AR5 e AR6. O IPCC foi laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 2007. Ele é membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da The World Academy of Sciences (TWAS) e fellow da American Association for the Advancement of Science (AAAS). O físico também coordena o Programa FAPESP de Mudanças Climáticas Globais, dirige o Centro de Estudos Amazônia Sustentável da USP e integra o Comitê Orientador do Fundo Amazônia.</p>
<p>Entre os demais laureados deste ano estão os norte-americanos Edward Barbier, economista ambiental, Dominick DellaSala, ecólogo florestal, e Susan M. Natali, pesquisadora dedicada aos impactos do degelo do permafrost no Ártico; a polonesa Katarzyna Nowak, especialista em conservação e proteção de ecossistemas; e o canadense Andrew J. Weaver, climatólogo e ex-líder do Partido Verde na Colúmbia Britânica.</p>
<p><em>Daniela Klebis – Jornal da Ciência</em></p>
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