CNPq descarta o reajuste imediato das bolsas de estudo
Erney Felício Plessmann Camargo assumiu, nesta sexta-feira, o cargo de presidente do CNPq com o compromisso de rever, 'assim que for possível', o valor das bolsas de estudo pagas pela instituição e que estão congeladas há sete anos
O reajuste está entre as principais demandas dos pesquisadores beneficiados. Camargo afirmou, no entanto, que o orçamento para 2003 do CNPq, R$ 688 milhões, é insuficiente para pagar o aumento. Para isso seria necessária uma suplementação orçamentária.
Por outro lado, Camargo disse que a agência pretende aumentar o número das bolsas com valores menores do que as atuais.
Segundo ele, criando bolsas de valores menores, com projetos de até R$ 20 mil, o CNPq poderá inclusive beneficiar os pesquisadores da área de humanas, que reclamam não ter atenção de institutos de financiamento.
Atualmente, os projetos do CNPq chegam a até R$ 100 mil. Erney Camargo afirmou que manterá os projetos já existentes e que cumprirá os compromissos já assumidos com os pesquisadores.
Desequilíbrio regional
Para diminuir o desequilíbrio na produção de ciência entre as diferentes regiões do país, haverá um programa de fixação de doutores e outro de bolsas com o objetivo de estimular o desenvolvimento científico regional.
Pretende-se favorecer a pesquisa em regiões menos desenvolvidas e reduzir a concentração de recursos nos estados da região Sudeste. (Dados da Folha de SP, 15/2 e Gazeta Mercantil, 17/2)