Roberto Amaral pede ao CNPq que ajude na desconcentração de pesquisas
O ministro da C&T, Roberto Amaral, afirmou durante a cerimônia de posse do novo presidente do CNPq, que a meta da nova diretoria do instituto deve ser a desconcentração de investimentos para desenvolver todas as regiões do País com uniformidade
O CNPq será responsável pela administração das quase 15 mil bolsas para pesquisa, criadas esta semana pelo MCT.
'Não queremos diminuir os centros de excelência já existentes na região Sudeste. Mas só desenvolveremos a excelência nas demais regiões se distribuirmos os recursos para pesquisa de uma forma mais justa', explicou o ministro.
A solenidade foi realizada no fim da manhã, na sede do CNPq. Em seguida, Amaral e o novo presidente da fundação, Erney Camargo, concederam entrevista coletiva à imprensa.
O ministro explicou aos repórteres como pretende atrair o investimento do empresariado para pesquisas de C&T. Segundo ele, a atração deve ser feita usando projetos inovadores e rentáveis desenvolvidos pelos pesquisadores, e não pela concessão de incentivos fiscais.
'Precisamos agregar valor aos produtos usando inovações tecnológicas pesquisadas nas Universidades. Só assim conseguiremos ter competitividade com o que é produzido no exterior e substituir as importações', afirmou o ministro.
Erney Camargo antecipou que seguirá as diretrizes definidas pelo MCT durante sua gestão como presidente do CNPq.
Segundo ele, uma das metas da fundação é repensar a distribuição de recursos para pesquisadores, para que um número maior de cientistas seja beneficiado com investimentos.
'Não queremos, com isso, dizer que vamos diminuir fundos para os projetos grandes e importantes, mas precisamos de uma distribuição mais justa.' (João Rafael Torres, Assessoria de Comunicação do MCT)