3. Presidente Lula entrega prêmio a jovens cientistas
Durante a solenidade, que ocorreu nesta quinta-feira no Palácio do Planalto, em Brasília, já foi anunciado o novo tema de 2009, a 24° edição do Prêmio Jovem Cientista: Energia e Meio Ambiente – Soluções para o Futuro
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da C&T, Sergio Rezende e o presidente do CNPq, Marco Antônio Zago, entregaram, nesta quinta-feira (27/11), o Prêmio Jovem Cientista (PJC) aos nove ganhadores que desenvolveram projetos sobre o tema “Educação para Reduzir as Desigualdades Sociais”.
Durante a solenidade, que ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, já foi anunciado o novo tema de 2009, a 24° edição do Prêmio Jovem Cientista: Energia e Meio Ambiente – Soluções para o Futuro.
“Os ganhadores do Prêmio Jovem Cientista deste ano produziram excelentes trabalhos e soluções originais para que todas as camadas da população possam se beneficiar da tecnologia e da ciência. Esta solenidade marca o encontro da nova geração de cientistas com aqueles que estão hoje fazendo a ciência que está mudando o Brasil”, afirmou o presidente do CNPq, Marco Antônio Zago.
O presidente do CNPq ressaltou, em seu discurso, o anúncio dos 101 Institutos Nacionais de C&T, ocorrido pela manhã, no 27/11, que constitui uma rede de laboratórios e de pesquisadores. “Trata-se, assim, de um amplo acordo nacional, reunindo o maior espectro de co-financiadores para uma ação dentro do Plano de ciência e Tecnologia liderado pelo ministro Sergio Rezende”, disse Marco Antonio Zago.
Premiados
Além dos vencedores e familiares, estavam presentes na entrega do prêmio, o presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, o presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, e ainda parlamentares, pesquisadores, representantes de instituições de pesquisa e universidades.
Uma iniciativa do CNPq, Gerdau e Fundação Roberto Marinho, o 23º Prêmio Jovem Cientista neste ano recebeu 1.748 inscrições de todo o país, sendo que 485 na categoria de Graduado, 293 na categoria Estudante do Ensino Superior e 970 na Categoria Estudante de Ensino Médio.
Vencedores
Facilitar que as pessoas com deficiência auditiva possam aprender uma disciplina complexa como a filosofia, ou uma intervenção para que jovens negros aumentem sua competitividade no vestibular em áreas de ciência, ou ainda educar comunidades pobres para melhorar a qualidade da água que consomem foram alguns dos temas dos trabalhos vencedores.
Sheila Regina dos Santos Pereira, da Universidade Federal da Bahia, foi a primeira colocada na categoria de Graduado. Responsável pelo projeto Oguntec, que prepara jovens afrodescendentes para a universidade, Sheila recebeu um prêmio de R$ 20 mil. “O projeto surgiu para despertar nos jovens negros e de classe baixa o interesse nas áreas de ciências tecnológicas, uma vez que sabemos da real trajetória do negro e de suas dificuldades em ingressar no mercado de trabalho, e isso se dá somente por meio da educação”, declarou a estudante.
Já o trabalho “Rede de colaboração de estudantes com o uso de teleducação Interativa para promover melhoria da qualidade de vida” garantiu a Débora Duarte Maceá, da Universidade de São Paulo (USP), o 2º lugar. Fernanda Santo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ganhou o 3º lugar com o trabalho “Realejo: a experiência de produzir uma revista para pessoas com deficiência visual”. Elas receberam R$ 15 mil e R$ 10 mil, respectivamente.
Na categoria Estudante de Ensino Superior foram premiados Terezinha Cristina da Costa Rocha (1º lugar, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), Uslan Junior de Sousa Mesquita (2º lugar, da Universidade Estadual do Maranhão) e Mariana Gadoni Canaan (3º lugar, da Universidade Federal de Minas Gerais). Cada um recebeu prêmios , respectivamente, de R$ 10.000, R$ 8.500 e R$ 7.000.
Já os vencedores da categoria Estudante do Ensino Médio, criada para despertar nos jovens o interesse pela pesquisa e o ingresso nas carreiras cientificas de formação superior, são: Júlia Soares Parreiras, de Minas Gerais (1° lugar); Priscila Oliveira Costa, do Piauí (2° lugar); e Silas Basílio de Lima, de São Paulo (3º lugar). Os estudantes recebem computadores e impressoras.
Os três primeiros lugares de cada categoria recebem também bolsa de estudos do CNPq. Os trabalhos vencedores desta edição serão publicados em livro, para a divulgação em centros de pesquisa, universidades e instituições públicas e privadas de todo o país.
Já na categoria Mérito Institucional, que oferece R$ 30 mil a duas instituições – uma de nível médio e uma de ensino superior – que inscreveram o maior número de pesquisas com mérito cientifico, foram premiadas a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e a Escola Estadual Dr. Carlos Albuquerque, de Montes Claros, Minas Gerais. Cada uma recebeu R$ 30 mil reais. A menção honrosa foi concedida à pesquisadora Zaia Brandão, da PUC do Rio de Janeiro.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, disse que o prêmio representa um passo importante para a pesquisa e a ciência no país. “Somente há pouco tempo o Brasil acordou para a área de educação em todos os níveis para que possamos almejar uma posição diferente no futuro. Uma posição de país produtor não só de matéria-prima, mas de produtos de alto valor agregado, que é o que faz a riqueza dos países”, afirmou Rezende.
Histórico
O Prêmio Jovem Cientista foi criado em 1981 com o objetivo de incentivar a pesquisa no Brasil. É considerado pela comunidade científica uma das mais importantes premiações do gênero, na América Latina. A entrega da premiação é feita pelo presidente da República e reúne na cerimônia autoridades governamentais da área da Ciência e Tecnologia, além dos mais respeitados nomes da ciência nacional. Os temas escolhidos são sempre de interesse direto da população e buscam soluções para problemas encontrados em seu cotidiano.
Saiba mais sobre o prêmio em http://www.jovemcientista.cnpq.br/ (Assessoria de Comunicação do CNPq)