1. 4ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas tem mais de 18 milhões de inscritos
O ministro da C&T, Sergio Rezende, ressalta que os 18.317.729 equivalem a 10% de toda a população brasileira. "A Obmep é de longe a maior olimpíada de ciência do mundo", comemora
Luís Amorim escreve para o "JC e-mail":
A quarta edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) bateu novo recorde de inscritos. Neste ano, 18.317.729 alunos de 5ª à 8ª série (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental e aos alunos do Ensino Médio das escolas públicas municipais, estaduais e federais irão participar. Os estudantes se dividem por 40.377 escolas, localizadas em 5.493 municípios brasileiros (98.72% do total), em todos os estados.
Muitos Estados conseguiram a participação de 100% de seus municípios, como Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Sergipe.
Mesmo onde não foram atingidos todos os municípios há uma participação elevadíssima. Em SP, 99.69% dos municípios tem alunos inscritos. Em Alagoas e no Acre, foram, respectivamente, 96% e 95%. O estado com o menor número proporcional de municípios foi o Amapá, com 93%.
Em entrevista ao "JC e-mail", o ministro da C&T, Sergio Rezende, destacou a importância do evento. "Uma coisa importante é que o número de inscritos corresponde a 10% de toda a população brasileira. Nós estamos falando de um universo de cerca de 24 milhões de estudantes e, desse total, 18 milhões irão participar das olimpíadas de Matemática. A Obmep é de longe a maior olimpíada de ciência do mundo. Não há nada parecido. Pela informação que temos, há uma olimpíada semelhante nos EUA que conta com a participação de 8 milhões de inscritos, são 10 milhões a menos".
A seu ver, a Olimpíadas pode levar jovens a se interessarem por seguir carreiras científicas. "A grande participação é importante entre outras coisas porque a Matemática é a mãe das ciências. O estudante que gosta e tenha um bom raciocínio matemático é levado de certa maneira a se interessar pelas áreas da ciência, principalmente as ciências exatas e as engenharias, mas hoje cada vez mais também as ciências biológicas. Estamos com esta olimpíada fazendo uma verdadeira mudança no rumo do ensino de ciências nas escolas publicas", diz.
Rezende conta que já há casos de ex-medalhistas com ótimos resultados em disputados vestibulares. "Nós temos informações de que medalhistas das edições anteriores, porque essas olimpíadas começaram em 2005, estão passando nos vestibulares de boas Universidades. O primeiro colocado deste ano no vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais é uma aluno de escola pública já premiado na Olimpíada de Matemática", conta.
A 4ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2008) é promovida pelo Ministério da C&T e pelo Ministério da Educação, com realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), responsáveis pela Direção Acadêmica.
Os alunos participantes da 4ª Obmep serão divididos em três níveis, de acordo com o seu grau de escolaridade: Nível 1 - alunos matriculados na 5ª ou 6ª série (6º ou 7º ano) do Ensino Fundamental, no ano letivo correspondente ao da realização das provas; Nível 2 - alunos matriculados na 7ª ou 8ª série (8º ou 9º ano) do Ensino Fundamental, no ano letivo correspondente ao da realização das provas; e Nível 3 - alunos matriculados em qualquer série do Ensino Médio, no ano letivo correspondente ao da realização das provas.
A aplicação da primeira fase está marcada para 26 de agosto, a segunda prova deve ser aplicada no dia 8 de novembro. Os resultados serão divulgados em fevereiro de 2009.
O ministro defende que a competição sadia e a forma plural de premiação estimular os alunos. "Quando o estudante entra num ambiente como este, de competição sadia, ele é estimulado a estudar, porque está competindo por uma coisa boa. A competição estimula as pessoas a competir e, sendo por uma causa como essa, de aprender e mostrar que sabe Matemática, é algo muito animador para nós".
Em 2007, 17.341.732 de estudantes de mais de 38 mil escolas participaram da terceira edição do concurso. Os três mil vencedores receberam, além de medalhas, bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) no valor de R$ 100 mensais, por um ano.
Em número total de medalhas (ouro, prata e bronze), os estados com melhor performance foram Minas Gerais (798), São Paulo (723), Rio de Janeiro (270) e Paraná (195). Em quinto e sexto lugar, aparecem, respectivamente, o Rio Grande do Sul, com 126 medalhas, e o Ceará, com 106.