Espaço-tempo pode ser fluido, diz artigo publicado na Scientific American Brasil
Físicos sugerem que o tempo-espaço pode ter estrutura molecular, ao contrário do que Einstein supôs
A edição deste mês de Scientific American Brasil traz estudos que indicam que o tempo-espaço pode se comportar como um fluido, ao contrário do que Albert Einstein afirmava.
A matéria de capa “Propagação nos buracos negros”, assinada pelos físicos Theodore A. Jacobson (Universidade de Maryland, EUA) e Renaud Parentani (Universidade de Paris-Sud, França), descreve simulações com ondas sonoras em meios fluidos, sugerindo que o espaço-tempo pode ter estrutura vagamente semelhante ao éter da física pré-relativista.
Os pesquisadores contam que, quando Albert Einstein propôs a teoria da relatividade em 1905, rejeitou a idéia, comum no século XIX, de que a luz resultava de vibrações em um meio hipotético chamado “éter”.
Em vez disso, argumentou que as ondas de luz podem viajar no vácuo sem apoio de nenhum material.
Contudo, as simulações com ondas sonoras em fluidos – que se comportam de maneira similar à luz no espaço – vêm indicando que o próprio espaço-tempo pode ter uma estrutura “molecular”.
“Nosso trabalho sugere que o espaço-tempo pode ser granular e ter um sistema de referência preferencial, que se manifesta em pequena escala”, afirmam os pesquisadores.
Ainda nesta edição, os mais novos sistemas de alerta para prever tsunamis e a tecnologia brasileira para fabricar aviões movidos a álcool – valiosa fonte de energia renovável, mais barata e menos poluente que a gasolina.
Saiba mais sobre a Scientific American Brasil no site http://www.sciam.com.br. (Anexo Comunicação)