Pesquisador volta a comentar carta da Ascon do CNPq
No Conselho Deliberativo, as idéias conflitam com outras e são democraticamente discutidas e decididas
Mensagem de Nagib Nassar, professor titular de Genética da UnB (www.geneconserve.pro.br):
Se a Ascon acredita que serve à ciência e tecnologia no Brasil, pelas suas idéias e atitudes, as mesmas devem ser levadas ao Conselho Deliberativo do CNPq, para serem discutidas e decididas.
O Conselho é o fórum legal e adequado para esta finalidade e não o encaminhamento de carta dirigida diretamente ao Sr. Ministro da C&T, o que ultrapassa todas as hierarquias, quebrando éticas e normas democráticas.
No Conselho Deliberativo, as idéias conflitam com outras e são democraticamente discutidas e decididas. A Ascon tem representante no Conselho e o mesmo pode levar o assunto através de canais legais. Será que o seu pedido para que o assunto fosse colocado em pauta foi negado?
Se minha opinião é isolada e não representa a maioria dos pesquisadores, é fácil verificar. Apelo ao Sr. Presidente do CNPq, como de seu costume, que consulte a massa de pesquisadores através de carta circular.
Durante a última semana recebi mais de 20 cartas todas em apoio ao que propus, e todas de eminentes cientistas e grande pesquisadores. Tenho prazer de citar um deles. Dr Gilberto B. Kerbauy, professor titular da USP, e um dos maiores Botânicos do Brasil. Ele disse letra por letra:
“Como ex-membro do CA-Botânica do nosso CNPq, bem como usuário e assessor ad hoc, concordo ‘in totum’ com as ponderações exaradas pelo digno e “antenado” prof. Erney e por você relativamente ao processo de encaminhamento de projetos a assessores ad doc em vigor até então.
Não obstante os reiterados pedidos por nos membros daquele CA no sentido de que participássemos da escolha de nomes de assessores com um perfil mais adequado a natureza do projeto, não conseguimos ao longo do período que estivemos lá qualquer sucesso em nosso intento.
Por isso, as informações que nos chegam agora nessa importante área são altamente meritórias e merecedoras de todo nosso incondicional apoio.
Os problemas que detectamos eram de diferentes naturezas conforme salientado no corpo de texto enviado por ti, podendo, todavia, incluir outros, esses no meu entender não menos graves como por exemplo o envio de avaliações a ex-orientador/orientado de pos graduação, análises reiteradamente e/ou equivocadas de pouca valia, desprezo pela existência ou não de linhas de pesquisa continuada (abrindo espaço nesse caso para os famosos “fazedores” de currículos (hábeis em utilizar uma técnica de moda para inchar o dito cujo), etc.
Sem querer fazer qualquer juízo de valor sobre a idoneidade de quem quer que seja, acho que seria útil para devida avaliação dos pleitos da comunidade cientifica, que fosse enviado pelo correio certos comprovantes de informações constantes no currículo (on line) do solicitante, tendo um vista que algumas são de difícil comprovação mesmo pela internet?.