Professor da UnB elogia critérios de seleção para Embrapa
O que mudou foi que a Embrapa parou de ser uma mordomia e cabide de emprego para políticos
Mensagem de Nagib M. A. Nassar, professor titular de Genética da UnB (site http://www.geneconserve.pro.br):
‘Sobre o artigo publicado na ‘Veja’ referente à política de nomeação de chefes das unidades da embrapa, trata-se de um artigo injusto, distante da verdade e da realidade.
Em lugar de abrir espaço de influência de políticos como foi no passado, a administração atual estabeleceu etapas de seleção e comissões neutras de julgamento, e no final foi contratada uma empresa respeitada de seleção para julgar o mérito daqueles que foram selecionados, usando sistema pontuário. Algo bem diferente daquele anterior, quando somente a vontade de um político decidia.
Esclareço que acompanhei durante mais de 30 anos no meu trabalho como agronômo os quadros de pesquisadores, chefes das unidades e dirigentes da empresa. Tive acesso ao desempenho a produtividade de varias culturas nos últimos 30 anos, desde a criação da Embrapa.
Não havia qualquer concurso para ingressar na empresa, pagava-se nas décadas de 1970 e 1980 o dobro do salário de agrônomos e seu orçamento anual ultrapassava 600 milhões de dólares. Ou seja, maior do que o do consórcio internacional de pesquisa agropecuária CGIAR.
Não é verdade que a Embrapa foi um centro de excelência e desceu durante dois anos da administração atual ao nível inferior. É um absurdo dizer isso. O que mudou foi que a Embrapa parou de ser uma mordomia e cabide de emprego para políticos.
A mudança ocorrida atualmente foi exatamente para corrigir essa deformação. Atualmente, cargos da embrapa pararam de ser privilégio de certas classes.’